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O Risco da Responsabilidade — Pe. Nilo Luza.

de: Júnior Caldeira

Quando a igreja católica erra, sempre aparece nos noticiários.
Vamos mostrar o lado maior desta igreja.
Uma igreja que contribui para o desenvolvimento dos homens com a base maior do nosso ideal .... CRISTO !
O texo é muito bom, retirado de um folheto de missa de domingo!¹

Lá pelo ano 80 d.C., quando o Evangelho de Mateus foi escrito, muitas pessoas começam a esmorecer na fé por conta da demora da volta de Jesus. Diante disso, Mateus nos apresenta a parábola dos talentos – dons que cada um recebe e deve multiplicar – para aquecer o coração dessas pessoas desanimadas.
Todos nós recebemos de Deus dons, talentos, qualidades e virtudes. Ao longo da vida, conseguimos – com a experiência e o estudo – aprimorar nossas habilidades. Ora, tudo isso não pode ser enterrado, mas precisa ser investido em favor da coletividade. Grande é nossa responsabilidade; não podemos nos omitir, deixando que os bens permaneçam infrutíferos, privando a comunidade e a sociedade desses frutos.
Investir é sempre um risco, mas sem risco não há crescimento, não há avanço e não há melhoria de vida. Jesus exige criatividade, coragem, empreendimento não somente no serviço do reino de Deus, mas também no mundo do trabalho, da economia... Tudo deve ser movimentado com criatividade para que favoreça o maior número possível de pessoas. A lógica de não fazer nada para não errar não é válida. Quem faz está sujeito a errar às vezes, mas quem nada faz em favor de alguém erra sempre.
Não podemos passar pela vida desperdiçando saúde, estudo, qualidades, virtudes... Tudo deve ter uma finalidade, um objetivo: aplicar os dons para o crescimento próprio, da comunidade e da sociedade. Um dia, seremos cobrados por aquilo que tivermos feito ou deixado de fazer. Jesus quer que sejamos bons administradores dos seus bens.
O livro dos Provérbios nos oferece boa pista para o evangelho da liturgia de hoje: as virtudes da esposa são virtudes de todo bom cristão. Primeiro: trabalhar com os talentos e fazê-los produzir; segundo: partilhar os talentos com os pobres e necessitados; terceiro: ter cuidado com as aparências, pois podem enganar (quando nos dispomos a trabalhar com os talentos que temos, podemos conseguir belo efeito e alcançar bom resultado, mas para quem?).

Veja os folhetos da missa de domingo na net.

1. XXXIII Domingo Comum — O RISCO DA RESPONSABILIDADE — Pe. Nilo Luza, ssp

Comentários

Anônimo disse…
Oi Júnior. Gratidão pela participação. Realmente, o talento é um tesouro individual e intransferível. Cada um tem o seu, e cabe a sociedade reconhecer os que estão presentes em seu meio. Esta mesma sociedade, se amadurecida, deverá tornar-se cada vez mais responsável no sentido de reconhecer seus talentos individuais, dar-lhes sustentação, incentivo e proteção. Usa para isso o canal chamado EDUCÃÇÃO: formal, informal, civil ou religiosa, não é isso Júnior Caldeira? Vamos ficar de olho em nossas crianças e em nossos jovens, hoje e sempre.
Anônimo disse…
Falando em sociedade amadurecida, a primeira idéia que me vem a mente é o da participação popular, a da presença de conselhos não manipuláveis. Eles presentes sempre nos setores representativos da sociedade civis e/ou religiosa. Várias pessoas, e de diferentes formações e idades, que param tudo num determinado momento e, pensam sobre um assunto. O filme, O CASO DOS IRMÃOS NAVES, de Luís Sérgio Person, não existiria, caso instâncias superiores estivessem sido assessoradas por conselhos. Certamente a decisão seria outra.

(...) mediante a ausência de soberania do júri no Tribunal pelo regime ditatorial da Constituição de 1937 (...)
Cf. IRMÃOS NAVES - Wikipédia
Anônimo disse…
De: THEODORE ROOSEVELT JÚNIOR (1859-1919). Ex-presidente americano disse:

"O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma. Não tenha medo de errar, pois você aprenderá a não cometer duas vezes o mesmo erro".

Para: Júnior Caldeira (pelos menos para nós, neste Planeta Terra tem sido assim, não é mesmo?). Tendo a frente o bom senso, amor fraterno e ao processo de aquisição de conhecimentos. Sabendo-se ouvir, e como falar, os pequenos erros serão sanados sempre, e o crescimento individual e coletivo irá sendo moldado diante de uma lei Maior e Superior. Luz e Harmonia, hoje e sempre.
Anônimo disse…
Sem comentáros, pois todos já foram feitos.Bom senso e respeito.
Luz, Harmonia, hoje e sempre.
Anônimo disse…
Eu vos Explico a Teologia da Libertação

Cardeal Joseph Ratzinger – Papa Bento XVI

1) A teologia da libertação é fenômeno extraordinariamente complexo. É possível formar-se um conceito da teologia da libertação segundo o qual ela vai das posições mais radicalmente marxistas até aquelas que propõem o lugar apropriado da necessária responsabilidade do cristão para com os pobres e os oprimidos no contexto de uma correta teologia eclesial, como fizeram os documentos do CELAM, de Medellin e Puebla.


2) Com a análise do fenômeno da teologia da libertação torna-se manifesto um perigo fundamental para a fé da Igreja. Sem dúvida, é preciso ter presente que um erro não pode existir se não contém um núcleo de verdade. De fato, um erro é tanto mais perigoso quanto maior for a proporção do núcleo de verdade assumida. Além disso, o erro não se poderia apropriar daquela parte de verdade, se essa verdade fosse suficientemente vivida e testemunhada ali onde é o seu lugar, isto é, na fé da Igreja. Por isso, ao lado da demonstração do erro e do perigo da teologia da libertação, é preciso sempre acrescentar a pergunta: que verdade se esconde no erro e como recuperá-la plenamente?

3) A teologia da libertação é um fenômeno universal sob três pontos de vista:

a) Essa teologia não pretende constituir-se como um novo tratado teológico ao lado dos outros já existentes; não pretende, por exemplo, elaborar novos aspectos da ética social da Igreja. Ela se concebe, antes, como uma nova hermenêutica da fé cristã, quer dizer, como nova forma de compreensão e de realização do cristianismo na sua totalidade. Por isto mesmo muda todas as formas da vida eclesial: a constituição eclesiástica, a liturgia, a catequese, e até as opções morais;

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