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Mostrando postagens de junho, 2022

A cidade de Itu, berço de bandeirantes

 Francisco Nardy Filho e o século XVII Francisco Nardy Filho em publicação comemorativa dos 400 anos de Itu (Edição Facsimilar, às fls. 8) escreve: (...) ituanos foram Bartholomeu Bueno de Siqueira e seu irmão Pedro de Moraes Siqueira , descobridores das minas de Cataguazes e fundadores de muitas aldeias, hoje florescentes cidades do Estado de Minas”.   Foi Francisco Nardy Filho, autor da coletânea A Cidade de Ytu , ao responder aos que a ele perguntavam o porque ele se orgulhava de ser “ytuano” ele respondia: É porque não há outra terra tão rica, tão nobre, tão cheia de tradições, como este meu abençoado torrão natal. Foi daqui sahiram esses denodados bandeirantes, povoadores do sertão; foram daqui os intrépidos fundadores dessas bellas e florescentes cidades, que hoje, com justa razão, enchem de orgulho o nosso País (...). Diz ele: (...) esse sertão, tão triste, tão escuro, tão cheio de mystério e pavor, vae se clareando, vae tornando habitado, e o valor e a tenacidade dos ytuano

A oitava estação de Michell Mansur

Instigante obra de autor cachoeirense Michell Costa Auad Mansur é um jovem cachoeirense. Como todos está vivenciando o difícil momento em que o planeta passa - a crise da Covid-19. Durante o isolamento foi mais fácil para as pessoas perceberem a crueldade e a desigualdade de nosso mundo. Talvez, pela primeira vez neste século tenhamos tido a oportunidade ímpar de fazer uma reflexão global, desde que, o planeta todo teve oportunidade de viver o mesmo problema simultaneamente. Mas, não foi só isso. Fomos colocados a ver e sentir, também, a face positiva do trágico evento, ou seja, a resiliência - citada algumas vezes por Michell Mansur, a generosidade e a criatividade de tantas pessoas. Alguns, inclusive o autor da obra, A Oitava Estação , aproveitaram o momento para registrar fragmentos de acontecimentos ocorridos em seu contexto familiar, aqui em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, nos idos anos do início do século XX. O livro tem como foco uma estação de trem e como personagem seu auto

Capitão-mór Matias Gonçalves Moinhos

  Matias Gonçalves Moinhos veio para o Brasil em tenra idade. Filho de Antônio Gonçalves Moinhos da Freguesia de Santa Maria das Júnias, Raya de Galiza, Concelho de Monte Alegre, Comarca de Avos do Arcebispado de Braga. Antônio Gonçalves Moinhos era casado com Ana Alves de Villena, legítimos e inteiros cristãos velhos do lugar de Pitões, Freguesia de Santa Maria das Júnias, Raya de Galiza, do Conselho de Monte Alegre, Comarca de Xavier, Arcebispado de Braga (AEAM - 1765) . O Capitão-mór Matias Gonçalves Moinhos c.c Josefa de Morais no ano de 1725. Josefa era filha de Maria de Morais Raposo c.c Luiz Marques das Neves.  Angela de Morais Ribeira  c.c  José Gomes Branquinho  era filha de Teresa de Morais c.c André do Valle Ribeiro. Entre outros filhos Teresa e André tiveram Angela de Morais Ribeiro, mãe  José Joaquim Gomes Branquinho . Assim Teresa de Morais Ribeiro e Maria de Morais Raposo eram irmãs, conforme Cid Guimarães   (ASBRAP, 1999: 234-236) citando o inventário de André do Val

Os correios sempre presente no Município

Adendos para a obra Carmo da Cachoeira Origem e Desenvolvimento Às folhas 54 a obra Carmo da Cachoeira Origem e Desenvolvimento , 2ª Edição aumentada, nosso querido e sempre lembrado Prof. Wanderley Ferreira Resende registra este legado:  Quando ainda não tínhamos a estação da Rede Mineira de Viação (antes de 1925) e nem mesmo se falava em automóveis, os meios de comunicação eram difíceis e as viagens eram feitas a cavalo; as mercadorias para os comerciantes eram trazidas em carros de bois e os viajantes, que eram conhecidos pelo nome de, ‘cometas’ (...) . Wandico, como era conhecido o autor do legado já falava em Correio e diz: Outra coisa que servia de distração ao povo, eram os jornais. Tínhamos correio às segundas, quartas e sextas-feiras e as malas vinham de Três Corações , conduzidas a cavalo pelo José Mariano . Às 14 horas em ponto, nos dias marcados, ele dava entrada na praça. Parava o velho cavalinho em frente ao correio, descarregava as malas, deixava o cavalo solto, a pa

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Fernando Pessoa em Carmo da Cachoeira

 Corruptela de: Falhei em Tudo de Fernando Pessoa Não falhei em tudo. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Na aprendizagem que me deram. Que levei a campo com grandes propósitos. Onde encontrei pequenas árvores. Mas não eram árvores, era gente igual a gente. Que pensam, Deus, como pode haver tantos! Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu. Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas! Nenhum de nós veremos a luz do sol real nem acharemos ouvidos de gente? Não falhei em tudo. Tenho sonhado e muitos me sonharam comigo. O mundo é para quem nasce para o conquistar. Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar? Fernando Pessoa, o poeta dos poetas Professores agregam conhecimentos para nossas vidas. Mestres incrustam valores e saberes em nossas almas. Fernando Pessoa, o poeta dos poetas, faz parte desses dois grupos. Cachoeirenses como Carlos Alberto Caldeira , Carmo Caldeira   João Paulo Ferreira Cassiano (Popó),  Maria An

Correios chegam em Carmo da Cachoeira

 O contexto histórico da chegada dos Correios em cachoeira No século XIX, em 1832 , a Vila de Lavras do Funil estava dividida em freguesias: São João Nepomuceno , Carmo da Boa Vista de Ingaí e Rosário. Algumas novidades marcaram os primeiros tempos da então Vila de Lavras do Funil , como por exemplo: a abertura da primeira Sessão de Júri em janeiro de 1834 ; a instalação do Correio do mesmo ano, entre outros investimentos públicos. Recorremos a obra de Mario Marcos Sampaio Rodarte   (1999) . A pertinácia do antigo núcleo central minerador na expansão da malha urbana das Minas Gerais oitocentistas . Belo Horizonte, MG. UFMG/Cedeplar, para tentar entender a ideia que norteava a formação dos núcleos populacionais, nos idos anos que antecederam 1850 (primeira metade do século XIX) . Concluiu-se que, a rede de cidades em Minas estava ainda centrada no Antigo Núcleo Minerador. O arraial dos Rates a época mantinha esta Concepção: a casa dos descendentes de Manoel Antonio Rates - junto ao R