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Mostrando postagens de Agosto, 2021

Algumas fazendas antigas em Carmo da Cachoeira

Iluminando o inventário de Antonio Dias de Gouveia c. c. Ana Teresa de Jesus ( Ana Teresa da Assunção ) aberto na Paragem chamada a Ponte Falsa , no ano de 1790. Como Bens de Raiz aparece uma fazenda de cultura em que vive e mora, que de uma banda parte com a fazenda de João Francisco de Carvalho . Em 1776, Antonio Dias de Gouveia é citado como habitante de Nepomuceno. Em 19 de junho de 1814 na Capela de São João Nepomuceno , filial da Matriz de Santa Anna das Lavras do Funil (Lavras - MG) aconteceu o batizado de Emerenciana , que recebeu os santos óleos pelo Pe. Veríssimo José Pereira . Foram seus padrinhos Antônio Dias de Gouveia e Ana Teresa (Lv. 3 - de 1803 a 1829, fls. 363v. - Capela Paroquial de Lavras - MG). Emerenciana é filha de Joseph Luís Garcia e Escolástica Maria de São José . Joseph Luís consta da Lista da Reserva dos Guardas Nacionais do Curato de São João Nepomuceno . Sua esposa, Escolástica Maria de São José é filha de Joaquim Alves Taveira (batizado em 13 de setemb

Duas ou três coisas sobre a fazenda Ponte Falsa

"Alves Pedrosa" nas paragens da Ponte Falsa durante o século XVIII A fazenda Ponte Falsa localiza-se próxima ao ribeirão da Chamusca , aos pés do morro do Joannico. Este ribeirão deságua no rio do Cervo . No mapa de 1897 além da própria fazenda aparecem como fazendas vizinhas: Caxambu, Palmital, Chamusca, Capão Redondo, do Balbino, Barra, Rancho e do Vau. A ascendência do proprietário desta fazenda está em Alves Pedrosa e a ilhoa Antônia da Graça. A segunda filha de Manoel Alves Pedrosa e Maria Assunção França, casou-se com Antônio Dias de Gouveia, falecido aos 27 de junho de 1789. Seu inventário foi aberto na paragem Ponte Falsa da paragem de Lavras do Funil. Deste patriarca descendem os "Gouveias" , através de Ana Teresa de Jesus. O casamento de Antônio Dias de Gouveia e Ana Tereza aconteceu na matriz de Nossa Senhora do Pilar em 1766. A fazenda Rancho , citada pelo professor Wanderley como uma das mais antigas foi de um dos filhos deste casal, o Martinho Dias de

Um Companheiro de Todas as Horas

Prof. Wanderley Ferreira de Resende A cada minuto recorremos ao velho professor para sanar nossas dúvidas e nos orientar em nosso trabalho. Carmo da Cachoeira não seria a mesma sem este homem que levou para todas as futuras gerações um patrimônio que nenhum outro cachoeirense jamais poderá legar ou ignorar: o conhecimento de seu passado. A obra "Carmo da Cachoeira – Origem e Desenvolvimento" , é ponto fundamental para qualquer um que se disponha a conhecer sua história, hoje e em qualquer momento do futuro. O estudo e a dedicação deste professor orgulham nossos corações e nossas mentes. Deus queira que este trabalho seja abençoado pelo velho mestre de onde ele estiver. Professor Wanderley é acima de tudo o patrono da História de Carmo da Cachoeira. Graças a ele muito se poupou da destruição pelas mãos do tempo e dos homens. Mas o professor Wanderley, mais que um historiador, foi um homem voltado aos valores da família e da fé. Um exemplo em todos os sentidos. Livro: Carmo da

Contanto Estórias - Carmo da Cachoeira

O arquiteto e ambientalista José Pedro de Oliveira Costa desenvolveu, por volta dos anos de 1994, um estudo sobre Aiuruoca que focaliza o modo de vida do homem rural brasileiro e sua relação com o meio ambiente. Revestido de um admirável senso geográfico, nutrido de amor pela paisagem e dinamizado por sua visão histórica, traça as etapas do povoamento dos espaços além da Mantiqueira. A obra prefaciada por Antonio Candido e, editada pela EDUSP - Editora da Universidade de São Paulo - 1994, coloca no centro de tudo o homem, o grupo social, tratado com simpatia e compreensão, sem o vezo de formador de muitos que o veem como “objeto” de estudos. Este o ponto de convergência entre o estudo de José Pedro de Oliveira Costa e nosso que, buscamos entender a realidade de nossos antepassados iluminando-os por dados simples, vivenciados por eles em seu dia-a-dia seu ambiente doméstico, como a sua comida, os seus hábitos de higiene, a sua maneira de construir e usar a casa, enquanto construtores de

Ostentação e luxo na Fazenda do Rio do Peixe do Campo Belo

Fazendas da Aplicação de São Bento do Campo Belo, Termo de São João del Rey Conforme o 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha - 1959 , as fls. 28 estão descritas as divisas da Freguesia de Cachoeira do Carmo no município de Lavras do Funil. Num dos trechos lê-se: “(...) seguindo à esquerda pelas abas da serra do Gavião em rumo direito à Cachoeira do Funil no rio Ingaí abaixo da fazenda do Jardim (...)” . Chama-nos atenção este trecho em especial. Na Fazenda Bom Jardim das Flores reside uma descendente de Mariana Villela c.c. o Capitão Manoel dos Reis Silva (I), nascido em 1747. Mariana nasceu em Serranos e foi batizada em 1774, filha do Capitão Domingos Vilela e Maria do Espírito Santo, neta paterna de Custódio Vilela e Felícia Siqueira (ou Cerqueira), neta materna de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade. Aqui alinha açoriana, através da Ilhoa Antônia da Graça Nascida na Ilha do Faial, arquipélago dos Açores. Mariana Villela, falecida com 93 anos em Cachoeira dos Rates sepul

O Deserto é Dourado

Extensa pradaria devassada pelo Pe. Bento Ferreira Villa Nova que, como sesmeiro nas margens do Rio Ingaí e mais outras terras requeridas ao longo do caminho por ele encurtado em oito léguas, que ligavam a vila de São João del Rey a Campanha foi denominada por ele Deserto Dourado. O Quartel General de sua Fazenda situava-se em São Bento do Campo Belo, depois denominada Eremita. Seu latifúndio era imenso o que, posteriormente, foi partilhado em diversas fazendas. Encontramos publicado no 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha - ano 1959 , fls. 22, o seguinte registro: em 1770, na “Ermida da Campo Belo” batizado, 3º livro de Carrancas, p. 136 em 22 de janeiro. O relato segue-se nos seguintes termos, “Registro importante para a localidade foi o de dois de maio daquele ano: aos dois dias do mês de maio de mil setecentos e setenta anos, o Reverendo Padre Bento Ferreira na sua Ermida do Campo Belo desta freguesia de Nossa Senhora Conceição das Carrancas, e Sant’Ana das Lavras do Fun

Criação da freguesia de Carmo da Cachoeira - Lei n° 805 , de 05/07/1857.

Graças à boa vontade dos fazendeiro daquela época, o arraial desenvolveu-se rapidamente e muitas casas, inclusive as da praça, foram constituídas, de sorte que em 1857 já o povoado contava com aproximadamente 100 casas. Foi quando, talvez por influência de algum cachoeirense ilustre e vice-presidente da Província de Minas Gerais, Dr. Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, assinou a Lei n° 805, de 5 de julho de 1857, que na íntegra é a seguinte: O Doutor Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, oficial da Ordem da Rosa, vice-presidente da Província de Minas Gerais: faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa provincial decretou e eu sanciono a lei seguinte: Art. 1º - Fica elevada a categoria de Freguesia a Capela de Cachoeira do Carmo no Município de Lavras do Funil. Art. 2º - As divisas desta nova paróquia serão: da Barra do Ribeirão, que vem da Fazenda de Francisco Garcia, por ele acima divisando com a Freguesia de S. João Nepomuceno, até o alto da serra Rica, desta em rumo dir

Formação do Patrimônio de Nossa Senhora do Carmo

Carmo da Cachoeira, Minas Gerais Nossa referência, como não poderia deixar de ser, é o professor Wanderley Ferreira de Resende. Às fls. 21 de sua obra a respeito das origens e desenvolvimento de Carmo da Cachoeira ele faz a seguinte pergunta: Quem doou o terreno que viria a constituir o patrimônio da futura paróquia? Segundo os velhos cachoeirenses o terreno hoje ocupado pela cidade fora doado, uma parte, da rua Antônio Justiniano dos Reis para leste, pelos Rattes e a outra parte pelo tenente coronel da Guarda Nacional José Fernandes Avelino, fazendeiro, que fez construir e nele residiu, o velho casarão situado na esquina da praça do Carmo, onde está hoje a casa que foi do senhor Julio Garcia e antes pertencera a sua mãe, dona Felícia Ambrosina Garcia. Neste ano 2021 o imóvel continua em mãos dos descendentes dessa família. Quanto à família Rates, temos buscado intensamente dados documentais, no entanto, o único documento que podemos apresentar hoje neste texto é uma escritura de doaçã

Retratos de momento histórico do século XIX

Freguesia de Cachoeira do Carmo no Sul de Minas Gerais Foi para nós todos que compartilhamos imagens e conteúdos do site carmodacachoeira.net,  um verdadeiro presente receber de Antonio Galvão Sampaio Terra exemplar de sua obra,  500 anos - Trajetórias de uma Família. Nossa gratidão e respeito. Havíamos partilhado dados, o acompanhamos até o local onde viveram seus ancestrais, conversamos com os moradores da antiga fazenda dos Terras. Enfim, um promissor encontro de estudos e de reencontro com um mundo que não vivemos, no entanto, nos é íntimo. Um, buscando entender o contexto no qual sua família se inseriu e atuou. Nós do Projeto Partilha tentando compreender um pouco mais sobre nossa história. Encontro rico e salutar. O Senhor do Universo nos acompanhava, não tínhamos dúvidas. Quando recebemos como presente a obra impressa não podíamos, nem sonhar que, um personagem que buscávamos há 15 anos fazia parte de sua árvore genealógica. Trata-se de José Fernandes Avelino c.c. Maria Clara Um

Carmo da Cachoeira: Quaresma de São Miguel Arcanjo

Devoção a São Miguel Arcanjo Momento de Oração Comunitária início 15 de agosto e término 29 de setembro

São Pedro de Rates: oito anos rezando uns pelos outros

Comunidade São Pedro de Rates Momento de Oração Comunitária terças-feiras, 15 horas Unamos nossas preces à oração dos anjos, santos e beatos que intercederam ou fizeram da MISERICÓRDIA sua missão de vida. A misericórdia é fonte de alegria, serenidade e paz. Jesus eu confio em vós Papa Francisco tem nos lembrado com certa persistência de que o primeiro dever dos cristãos é servir aos outros como fez Jesus. São muitas as formas de serviço - rezar é uma delas. A exemplo de Jesus, conforme nos relata Lucas 22, 32: Mas, eu rezei para ti, para que a tua fé não falhe. E tu, uma vez convertido, fortalece teus irmãos. Nesta oração Jesus deixa implícita a ideia de que, entre a força da fé que não é desempenho humano e a conversão, existe uma lacuna que deverá ser preenchida por momentos de provações. Assim, para que sejamos fortalecidos pela fé é que devemos rezar uns pelos outros para que durante a provação possamos chegar a conversão. O convertido, com a experiência dolorosa de sua fraqueza, p

Fazenda da Barra de São Domingos no Deserto Dourado

E a fazenda Boavista no Deserto Desnudo Gabriel Francisco Ribeiro Junqueira, citado às fls. 1.272 em, Família Junqueira: Sua História e Genealogia , era neto materno de Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas e de Ignácia Constança. Era filho de Marianna Victória de Andrade Junqueira e José Ribeiro da Luz. Gabriel assina como testemunha em alguns atos de revisão e demarcação das terras pertencentes à Freguesia de Santana das Lavras do Funil, termo de São João del Rey, distrito das Carrancas. O referido documento foi registrado no Livro de Transcrições dos Imóveis à p. 31 sob o número 241 em Lavras, no dia 13 de abril de 1893. O Oficial de Hipotecas era Manoel Lázaro de Azevedo. Além de Gabriel, assinam como testemunhas Luiz Antônio de Oliveira e Antonio Penha de Andrade. Nosso interesse nesse documento se dá tendo em vista a citação de uma porteira de chave , termo utilizado para locais por onde circulavam nossas riquezas - presença de portas, porteiras fechadas a chave. A memór