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Mostrando postagens de Outubro, 2021

Refazendo Memórias - Wanderley Ferreira de Resende

Alguns comentários sobre o lançamento do livro do prof. Wanderley Muitas perguntas presentes na lúcida e questionadora mente do prof. Wanderley F. Resende continuam, ainda hoje, a impulsionar a busca sobre nossas origens. Ele falou em sua obra sobre o tempo, as coisas e as pessoas de sua terra natal e nossa mui simpática Carmo da Cachoeira, na fala do prof. Wilson de Magalhães Terra. Nesse século XXI vamos agregando dados com a mesma finalidade idealizada pelo prof. Wanderley, ou seja, atingir o objetivo patriótico de perpetuar os acontecimentos e os feitos valorosos dos antepassados que se tornaram os verdadeiros benfeitores de sua cidade natal, segundo o prof. José Filgueiras Sobrinho. A cachoeirense e autora da letra do hino de Carmo da Cachoeira, profª. Maria Antonietta de Rezende regozijou-se com o legado deixado para as atuais e futuras gerações. Na ocasião escreveu ao prof. Wanderley: (...) felicito-o pela publicação de seu admirável trabalho "Carmo da Cachoeira - Origem e

Refazendo memórias - origens de Carmo da Cachoeira

Quem habitava o DESERTO DESNUDO, na segunda metade do Século XVIII? Essa foi uma pergunta que intrigou o nosso querido prof. Wanderley Ferreira de Resende. No lançamento da 2ª edição de Carmo da Cachoeira - Origens e Desenvolvimento , no ano de 1980 é o próprio Wandico (como era conhecido o professor na cidade), que vem nos esclarecer a finalidade principal em relançar a obra. Diz ele no texto inicial sob título: DUAS PALAVRAS, fls. 5. “(...) apenas a de deixar para a posteridade, em livro, aquilo que, como me disse o Dr. Joaquim Fernandes de Vilhena Reis, eu sabia, enquanto outros ignoravam”. A segunda edição é publicada com o acréscimo de narrativa de alguns fatos ocorridos antes e depois da criação do município. O prof. Wanderley registrou três que deveriam ser as fazendas mais antigas - a Fazenda da Boa Vista, a do Retiro e a do Rancho, a muito desaparecida, de Martinho Dias de Gouvêa. Quanto ao local onde se encontra a cidade tinha o nome de SÍTIO DA CACHOEIRA e pertencia aos RATT

Maria Clara Umbelina, nascida entre 1813 e 1815

Maria Clara Umbelina é filha de Ana Francisca Zeferina e Francisco de Souza Mello, neta paterna de Clara Francisca do Nascimento e Francisco José de Souza Mello (José Francisco de Souza Mello). Neta materna de Ignácia Teresa do Evangelho (Inácia Tereza do Evangelho) e Diogo Garcia Lopes. Ignácia, natural da Borda do Campo, casada na Ermida de São Bento do Campo Belo, filial da Matriz de Lavras, em 27.2.1786 com Diogo Garcia Lopes, filho legítimo de Miguel Lopes da Silva e Julia Maria do Nascimento. Miguel Lopes da Silva, natural da Freguesia de Santa Eulália de Cavanelos, Termo da Vila dos Prados, do Arcebispado de Braga - Portugal, por sua vez filho legítimo de Francisco Lopes e de sua mulher, Maria Pereira. Julia Maria do Nascimento, natural da Freguesia de São João del Rey, filha legítima de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade, naturais da freguesia de Nossa Senhora das Angústias da Ilha de Faial do Bispado de Angra, nos Açores. Diogo Lopes foi batizado na Capela Real, em 20.1.17

A família de João Gomes do Nascimento c.c Rita Maria

O patriarca da Família Gomes do Nascimento Procedente da Família de João Gomes do Nascimento sua segunda filha, Joana Maria da Conceição Gomes do Nascimento foi batizada em 25.6.1749 e casou-se com Ignácio Gomes da Rocha. O casal estabeleceu-se em São Tomé das Letras, Minas Gerais, o Guarda-mor da localidade nomeado em 18.10.1808 foi Francisco da Costa Rios. Os filhos de Ignácio (Inácio) - Joana: João Gomes Nascimento (II); Ana Josefa do Nascimento; Silverio Gomes do Nascimento; Antônia; Francisco Gomes do Nascimento; Batista Gomes do Nascimento; Fernando Antônio do Nascimento; Gomes Antônio do Nascimento; Teodora Nicésia Gomes do Nascimento. João Gomes do Nascimento (II) casou-se com Joana Antônia de Oliveira, filha legítima de Antônio Gonçalves Valim e de sua segunda mulher, Maria Rosa de Jesus, natural de Prados, Minas Gerais. João Gomes do Nascimento (II), foi morador do Paiol do Rio do Peixe, em Três Corações. Joana por parte de pai, era neta de João Gonçalves Valim e de sua mulhe

Cemitério de escravos na Chamusca

A cruz branca na Colina sobressai no muro de pedras enegrecidas No ano de 1990, a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí realizou escavações, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, no antigo cemitério conhecido como “Cemitério dos Escravos”. Durante os trabalhos foram encontradas seis ossadas do início e meados do século XVIII, anteriores, portanto, ao surgimento dos núcleos urbanos que originaram as cidades mais importantes da região, como: Varginha, Lavras, Três Corações, São Thomé das Letras e Três Pontas. O cemitério fica num local alto, cercado por um muro de pedras, na área da fazenda Chamusca. Durante as escavações que ocorreram sob a coordenação da arqueóloga Maria Luiza de Luna foi encontrado um caixão, objeto que não era usado para o funeral de negros, em geral enterrados em redes ou envoltos em sacos de pano. Encontrou-se também, ossadas superpostas, numa mesma cova, as mais recentes sobre as mais antigas. Segundo a equipe, a impressão que se tem é a de que esse proced

Fazenda do Paraíso atualmente “Fazenda do Mato”

Texto do pesquisador Paulo Costa Campos Imóvel rural que pertenceu ao Capitão Diogo Garcia da Cruz, situado entre os municípios de Três Pontas e Nepomuceno no Sul de Minas Gerais. Alguns biógrafos do Capitão Garcia afirmam que a sede era no município de Nepomuceno, todavia, o historiador e genealogista trespontano, Amélio Garcia de Miranda registra que se situava no município de Três Pontas. Uma das últimas referências sobre a fazenda é que ela passou a ser propriedade de seu filho Capitão Francisco Garcia de Figueiredo, casado com Maria Tereza de Figueiredo (Maria Tereza do Mato). Este último casal deixou grande descendência no Sul de Minas (são três AGM, in RIHGMG - Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais - VII pg. 525). Atualmente a propriedade ou parte dela, pertence à Maria Tereza Rodrigues de Figueiredo e seus filhos, com a denominação de “Fazenda do Mato”. Há na sala da sede da fazenda uma bela e antiga capela que, segundo a tradição, foi construída pelo Capi

Missa solene pelo Dia de Nossa Senhora Mãe Rainha

 A Comunidade São Pedro de Rates celebra o dia de sua Padroeira Maria, Um olhar que desperta! Um olhar que transforma! Um olhar que intercede! Um olhar que evangeliza! Nesse terceiro domingo do mês de outubro, dia 17, celebramos por antecipação o dia da Mãe, Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Shoenstatt. Aproveitamos o evento de hoje para conhecermos um pouco a Pré-História do lugar  Shoenstatt considerado o berço de todo o Movimento Apostólico de  Shoenstatt. Sua história remonta desde o século XII. No ano de 1143, o então bispo de Trier, Dom Alberto, doou o terreno às Irmãs de Santo Agostinho, dando-lhe o nome eine s chöne statt, quer dizer: um lindo lugar . Neste lugar as Irmãs Agostinianas construíram o seu convento e uma basílica e os consagraram à Nossa Senhora. Isto prova que já no início  Shoenstatt foi um lugar de devoção mariana. Uma torre antiga é o único sinal, daquele tempo, que ainda há neste local. Eram duas, e uma delas caiu por volta dos anos de 1943 e 1944. A

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Fazenda do Paraíso e os Figueiredos

Os "Figueiredos" — ligação familiar ao Pe. Manuel Caetano de Figueiredo Como vimos em texto anterior, o Pe. Manuel Caetano de Figueiredo era filho de Tomé João e Maria Figueiredo. Ao que tivemos oportunidade de chegar em relação aos Figueiredos mais próximos de nós, do ponto de vista geográfico, foi a partir de duas irmãs do Bispado de Viseu, Portugal e seus maridos. Conhecemos a mãe do referido padre e sua irmã Micaela de Figueiredo c.c Manuel Gomes. Do casal Manuel Gomes e Micaela procedem José Alves de Figueiredo, casado que foi com Maria Vilela do Espírito Santo e João Alves de Figueiredo, já no Brasil, casou-se em Serranos,  com Tereza Vilela do Espírito Santo, irmã de Maria. Dois irmãos casados com duas irmãs. Maria de Figueiredo, casada que foi com Tomé João são pais de mais dois filhos: José Caetano de Figueiredo , morador em Carrancas c.c Ana Jacinta Garcia de Figueiredo (apelidada Tia Senhora) - filha de Diogo Garcia da Cruz e de Inocência de Figueiredo. Inocência é

Solenidade N. Sra. Aparecida em Carmo da Cachoeira

Júbilo e gratidão na solenidade de Nossa Mãe e Rainha, a Senhora Aparecida A Comunidade São Pedro de Rates é ligada à matriz de Nossa Senhora do Carmo em Carmo da da Cachoeira, Minas Gerais, Diocese da Campanha. Hoje, na celebração do dia da Padroeira, 12 de outubro, houve missa festiva na comunidade às 19 horas. A pequena imagem, fragmentada, pescada no rio Paraíba, nos traz uma grande lição: do que está dividido é possível unir de novo. Rompamos os muros, atravessemos o abismo, vençamos a distância, que criamos entre nós. Aparecida é Mãe e Senhora do povo cristão, povo da nova e eterna Aliança, e nos ensina a nos reconciliar e sermos instrumentos de reconciliação. Celebremos, pois, a Mãe do Amor, com o júbilo e gratidão, com hosanas e façamos ressoar melodias que nos encantam e nos elevam aos céus. A Liturgia da Palavra nos levou a ouvir o Senhor, na Primeira Leitura, quando Ester clama ao rei em favor de seu povo (Est. 5, 1b-2 : 7, 2b-3 ), e na Segunda Leitura do Apocalipse de São J