Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2021

O oratório da Fazenda dos Tachos em Minas

José Roberto Sales, publicou em 1957, a obra  Espírito Santo da Varginha (MG) 1763-1920 , nos traz dados interessantíssimos sobre a Fazenda dos Tachos em 1796 no capítulo 24 página 158-159. Ele cita Lefort, José do Patrocínio. (1950. Varginha: Monografia Histórico - Geográfica e Estatístico-religiosa pelo centenário da Paróquia a 1º de junho de 1950. São Paulo: Gráfica São José, p. 79-80.) Seria injustiça, na altura em que estamos, não consignássemos uma palavra sobre a Fazenda dos Tachos , no município de Varginha. Injustiça, porque sua existência largamente contribuiu para a história varginense, desde os seus primeiros tempos.   Prende-se, contudo, sua história à da própria localidade. José de Jesus Teixeira , rico lusitano que viveu sempre residindo na fazenda do Bom Jardim, às margens do Rio Verde. Piedoso em extremo, caráter nobre e desprendido da vaidade do século, não sentindo vocação pela vida agrária, recolhe-se Campanha, antes de expirar o século XVIII. Ali, resolveu edifica

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.

Luiz José Álvares Rubião, em publicação da obra, Álbum da Varginha pela Casa Maltese, às fls. (a publicação não contempla, nem ano, nem nº de páginas), descreve a Fazenda da Serra da seguinte forma: A uma légua da freguesia do Carmo da Cachoeira, está situada a Fazenda da Serra, propriedade do Cel. Antônio Justiniano dos Reis. Em 1918, Sylvestre Fonseca e João Liberal publicam às fls. 149: O Cel. Antônio Justiniano dos Reis falecido o anno passado, foi um dos mais importantes fazendeiros do Distrito do Carmo da Cachoeira. Ary Florenzano, genealogista, cita a Fazenda da Serra, apresentando-a como sendo o lugar onde pela primeira vez, aparece o nome Carmo da Cachoeira, em documento. O 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, 1959, fls. 28: Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove, na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, desta freguesia de São João Del Rei, receberam em matrimônio os contraentes Jerônimo José Rodrigues, viúvo o que ficou pelo

Monsenhor Antônio Joaquim da Fonseca

 Paróquia da Nossa Senhora do Carmo de 1884 a 1900 Um santo sacerdote! Mons. Fonseca nasceu em Três Corações, no dia 8 de outubro de 1849. Seus pais: Mariana Amélia da Fonseca e Cap. João Antônio da Fonseca, tido por Bernardo da Veiga como um dos homens importantes e dedicados ao progresso da cidade, cujo falecimento se deu em 30 de outubro de 1876 (cf Almanak Sul-Mineiro, 1884, p. 104). Seus estudos iniciais as primeiras letras, foram feitos na escola do Prof. Octaviano Augusto Cézar, em Três Corações. Mais tarde, transferiu-se para o conceituado Colégio Campanhense, do já conhecido e renomado Antônio de Araújo Lobato, tendo sido aluno do Prof. Antonio José Rodrigues de Morais. A vocação para o ministério sacerdotal nasceu-lhe muito cedo, mas sua admissão no seminário foi dificultada em razão de seu estado de saúde. Em melhores condições, algum tempo depois, reafirmou seu desejo e partiu para o seminário. A caminhada para o sacerdócio foi árdua, exigente, extensa. O seminarista, entre

Cachoeirense vivem uma dinâmica humanitária

Olhos amorosos voltados para a causa animal O mês de setembro nos presenteou com aromas suaves e peculiares. Algumas ruas de Carmo da Cachoeira, uma delas a Domingos Ribeiro de Rezende, pela primeira vez viu florir a arvorezinha de Manacá-da-serra. Ela revestiu-se das delicadas flores brancas/arroxeadas, leves, suaves, sutis e extremamente perfumadas. Coloriu e perfumou a Comunidade São Pedro de Rates e as casas vizinhas. Durante o inverno o espetáculo ficou por conta do Ipê que agora cede espaço para o Manacá nativo. Ambas, protegidas pelas pessoas que frequentam o espaço de celebrações e orações. Poucos anos atrás, quando se percebeu essas presenças, logo o pessoal cercou-as de zelo, carinho e proteção. Este ano de 2021, marcado pela infestação do Coronavírus, elas se mostraram em todo seu esplendor. Período não só de provações. O meio ambiente impassível cumpre seu papel na manutenção do equilíbrio ecológico. Fomos privilegiados, também, com ações governamentais resultadas da escol

Fazenda Paraíso na Comarca do Rio das Mortes

 Ermida Nossa Senhora das Dores do Paraíso O termo Nossa Senhora das Dores do Paraíso foi utilizado por Ary Florenzano em correspondência enviada ao Pe. Manoel Francisco Maciel. Em 1794, foi batizado nessa Ermida Inácio, filho de Miguel Antonio Rattes e Antonia Mendes de Andrade. Não há como falar da Fazenda Paraíso sem aliá-la ao nosso prezado amigo, Paulo Costa Campos, autor do “Dicionário Histórico e Geográfico de Três Pontas” . Na p. 65 de sua obra se refere a “Fazenda do Mato” , ao definir a Fazenda Paraíso. Fala em “Maria Tereza do Mato” , casada com o Cpt. Francisco Garcia de Figueiredo, casal que deixou grande descendência no Sul de Minas — ambas Paraíso e Mata pertencendo a Família Garcia Figueiredo. Nossa querida Dona Zilá (do Percy) é uma descendente da laboriosa Família Garcia Figueiredo e confirma a descrição do historiador Paulo Costa Campos que: “Há na sala da sede da fazenda uma bela e antiga capela que segundo a tradição foi construída pelo Cpt. Diogo Garcia da Cruz” ,

Ary Silva da família Dias de Oliveira - Bueno

Ary Silva pesquisou e publicou a Árvore Genealógica - Família Dias Oliveira - Bueno da qual ele faz parte. Abrindo seu trabalho, presta homenagem póstuma a Ary Florenzano, nos seguintes termos: A elaboração deste trabalho é dedicado em memória do Sr. ARY FLORENZANO, insigne genealogista falecido em Lavras, a quem muito devo, pelo incentivo de continuá-la até o possível a sua obra “Os BUENOS DA FONSECA”, Vol. VI - 1944, editado pelo Anuário Genealógico Brasileiro - São Paulo, e também aditamentos à Genealogia Paulistana - Silva Leme, V- 433, ns 2-4. Que Deus o guarde. Ary Silva Sobre Ary Silva, conforme apresentado às fls. 76 de sua obra, filho de Augusta Dias de Oliveira e José Augusto da Silva, nascido, à 21.8.1920 em UCHÔA - SP, cert. nasc. nº 351, fls. 76 liv. nº 6, bat. na Paróquia São Sebastião - Taquaritinga - Diocese de Jaboticabal em 22.8.1922, lv. 14 - fls. 90 nº 680, sendo padrinhos Antonio Soares Vieira e da. Maria Luiza Soares Paulillo, crismado em 1927 em Pindorama por Do

Fazenda Capão dos Óleos em Carmo da Cachoeira

Joaquim Vilela dos Reis casou-se com Ana Jacinta de Figueiredo. Seu inventário está arquivado no Centro de Memória do Sul de Minas - CEMEC, Campanha - MG, Cx. 127 - Inventários de Lavras. Foi inventariante a viúva, sua mulher Ana Jacinta Figueiredo, local - Freguesia de Carmo da Boa Vista de Lavras. No processo matrimonial aparece Joaquim Vilela dos Reis como sendo filho de Manoel dos Reis e Silva (I) e Marianna Villela e Ana Jacinta de Figueiredo, filha legítima do Cpt. José Alves de Figueiredo e dona Maria das Dores Branquinho, nascida em Boa Esperança e batizada em 16.2.1812 (Lv. 5 de Batizados). Joaquim Vilela dos Reis teve seu inventário iniciado em 30.11.1860. Faleceu em 4.2.1860 sem testamento na “Fazenda Capão dos Óleos”, onde residia. O inventário apresenta uma certidão, onde se lê: “Aos cinco de novembro de 1842 no oratório Capitão Manoel dos Reis, batizei solenemente a João, inocente, nascido a 14 de outubro de 1842, filho legítimo de Joaquim Vilela dos Reis e dona Ana Jacin

Carmo da Cachoeira recobre-se de dourado

O Grupo de Oração da Comunidade São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira encontra-se diariamente às 15 horas para a realização da quaresma de São Miguel Arcanjo. Carmo da Cachoeira se reveste das belezas emanadas por árvores frondosas: a história dos ipês Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florescer e embelezar a terra. Foi aquela alegria. Outono, Verão, Primavera, diziam! Porém Deus observou que nem uma escolhia a estação do Inverno. Então Deus parou a reunião e perguntou: - Por que ninguém escolhe a época do inverno? Cada um tinha sua razão. Muito seco! Muito frio! Muita queimada! Então Deus pediu um favor. Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa, para enfrentar o frio, a seca e as queimadas e no frio embelezar o mundo... Todos ficaram em silêncio. Foi então que uma árvore quietinha lá no fundo, balançou as folhas e disse: _ Eu vou!..

Algumas fazendas antigas em Carmo da Cachoeira

Iluminando o inventário de Antonio Dias de Gouveia c. c. Ana Teresa de Jesus ( Ana Teresa da Assunção ) aberto na Paragem chamada a Ponte Falsa , no ano de 1790. Como Bens de Raiz aparece uma fazenda de cultura em que vive e mora, que de uma banda parte com a fazenda de João Francisco de Carvalho . Em 1776, Antonio Dias de Gouveia é citado como habitante de Nepomuceno. Em 19 de junho de 1814 na Capela de São João Nepomuceno , filial da Matriz de Santa Anna das Lavras do Funil (Lavras - MG) aconteceu o batizado de Emerenciana , que recebeu os santos óleos pelo Pe. Veríssimo José Pereira . Foram seus padrinhos Antônio Dias de Gouveia e Ana Teresa (Lv. 3 - de 1803 a 1829, fls. 363v. - Capela Paroquial de Lavras - MG). Emerenciana é filha de Joseph Luís Garcia e Escolástica Maria de São José . Joseph Luís consta da Lista da Reserva dos Guardas Nacionais do Curato de São João Nepomuceno . Sua esposa, Escolástica Maria de São José é filha de Joaquim Alves Taveira (batizado em 13 de setemb

Duas ou três coisas sobre a fazenda Ponte Falsa

"Alves Pedrosa" nas paragens da Ponte Falsa durante o século XVIII A fazenda Ponte Falsa localiza-se próxima ao ribeirão da Chamusca , aos pés do morro do Joannico. Este ribeirão deságua no rio do Cervo . No mapa de 1897 além da própria fazenda aparecem como fazendas vizinhas: Caxambu, Palmital, Chamusca, Capão Redondo, do Balbino, Barra, Rancho e do Vau. A ascendência do proprietário desta fazenda está em Alves Pedrosa e a ilhoa Antônia da Graça. A segunda filha de Manoel Alves Pedrosa e Maria Assunção França, casou-se com Antônio Dias de Gouveia, falecido aos 27 de junho de 1789. Seu inventário foi aberto na paragem Ponte Falsa da paragem de Lavras do Funil. Deste patriarca descendem os "Gouveias" , através de Ana Teresa de Jesus. O casamento de Antônio Dias de Gouveia e Ana Tereza aconteceu na matriz de Nossa Senhora do Pilar em 1766. A fazenda Rancho , citada pelo professor Wanderley como uma das mais antigas foi de um dos filhos deste casal, o Martinho Dias de

Um Companheiro de Todas as Horas

Prof. Wanderley Ferreira de Resende A cada minuto recorremos ao velho professor para sanar nossas dúvidas e nos orientar em nosso trabalho. Carmo da Cachoeira não seria a mesma sem este homem que levou para todas as futuras gerações um patrimônio que nenhum outro cachoeirense jamais poderá legar ou ignorar: o conhecimento de seu passado. A obra "Carmo da Cachoeira – Origem e Desenvolvimento" , é ponto fundamental para qualquer um que se disponha a conhecer sua história, hoje e em qualquer momento do futuro. O estudo e a dedicação deste professor orgulham nossos corações e nossas mentes. Deus queira que este trabalho seja abençoado pelo velho mestre de onde ele estiver. Professor Wanderley é acima de tudo o patrono da História de Carmo da Cachoeira. Graças a ele muito se poupou da destruição pelas mãos do tempo e dos homens. Mas o professor Wanderley, mais que um historiador, foi um homem voltado aos valores da família e da fé. Um exemplo em todos os sentidos. Livro: Carmo da

Contanto Estórias - Carmo da Cachoeira

O arquiteto e ambientalista José Pedro de Oliveira Costa desenvolveu, por volta dos anos de 1994, um estudo sobre Aiuruoca que focaliza o modo de vida do homem rural brasileiro e sua relação com o meio ambiente. Revestido de um admirável senso geográfico, nutrido de amor pela paisagem e dinamizado por sua visão histórica, traça as etapas do povoamento dos espaços além da Mantiqueira. A obra prefaciada por Antonio Candido e, editada pela EDUSP - Editora da Universidade de São Paulo - 1994, coloca no centro de tudo o homem, o grupo social, tratado com simpatia e compreensão, sem o vezo de formador de muitos que o veem como “objeto” de estudos. Este o ponto de convergência entre o estudo de José Pedro de Oliveira Costa e nosso que, buscamos entender a realidade de nossos antepassados iluminando-os por dados simples, vivenciados por eles em seu dia-a-dia seu ambiente doméstico, como a sua comida, os seus hábitos de higiene, a sua maneira de construir e usar a casa, enquanto construtores de

Ostentação e luxo na Fazenda do Rio do Peixe do Campo Belo

Fazendas da Aplicação de São Bento do Campo Belo, Termo de São João del Rey Conforme o 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha - 1959 , as fls. 28 estão descritas as divisas da Freguesia de Cachoeira do Carmo no município de Lavras do Funil. Num dos trechos lê-se: “(...) seguindo à esquerda pelas abas da serra do Gavião em rumo direito à Cachoeira do Funil no rio Ingaí abaixo da fazenda do Jardim (...)” . Chama-nos atenção este trecho em especial. Na Fazenda Bom Jardim das Flores reside uma descendente de Mariana Villela c.c. o Capitão Manoel dos Reis Silva (I), nascido em 1747. Mariana nasceu em Serranos e foi batizada em 1774, filha do Capitão Domingos Vilela e Maria do Espírito Santo, neta paterna de Custódio Vilela e Felícia Siqueira (ou Cerqueira), neta materna de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade. Aqui alinha açoriana, através da Ilhoa Antônia da Graça Nascida na Ilha do Faial, arquipélago dos Açores. Mariana Villela, falecida com 93 anos em Cachoeira dos Rates sepul

O Deserto é Dourado

Extensa pradaria devassada pelo Pe. Bento Ferreira Villa Nova que, como sesmeiro nas margens do Rio Ingaí e mais outras terras requeridas ao longo do caminho por ele encurtado em oito léguas, que ligavam a vila de São João del Rey a Campanha foi denominada por ele Deserto Dourado. O Quartel General de sua Fazenda situava-se em São Bento do Campo Belo, depois denominada Eremita. Seu latifúndio era imenso o que, posteriormente, foi partilhado em diversas fazendas. Encontramos publicado no 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha - ano 1959 , fls. 22, o seguinte registro: em 1770, na “Ermida da Campo Belo” batizado, 3º livro de Carrancas, p. 136 em 22 de janeiro. O relato segue-se nos seguintes termos, “Registro importante para a localidade foi o de dois de maio daquele ano: aos dois dias do mês de maio de mil setecentos e setenta anos, o Reverendo Padre Bento Ferreira na sua Ermida do Campo Belo desta freguesia de Nossa Senhora Conceição das Carrancas, e Sant’Ana das Lavras do Fun

Criação da freguesia de Carmo da Cachoeira - Lei n° 805 , de 05/07/1857.

Graças à boa vontade dos fazendeiro daquela época, o arraial desenvolveu-se rapidamente e muitas casas, inclusive as da praça, foram constituídas, de sorte que em 1857 já o povoado contava com aproximadamente 100 casas. Foi quando, talvez por influência de algum cachoeirense ilustre e vice-presidente da Província de Minas Gerais, Dr. Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, assinou a Lei n° 805, de 5 de julho de 1857, que na íntegra é a seguinte: O Doutor Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, oficial da Ordem da Rosa, vice-presidente da Província de Minas Gerais: faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Legislativa provincial decretou e eu sanciono a lei seguinte: Art. 1º - Fica elevada a categoria de Freguesia a Capela de Cachoeira do Carmo no Município de Lavras do Funil. Art. 2º - As divisas desta nova paróquia serão: da Barra do Ribeirão, que vem da Fazenda de Francisco Garcia, por ele acima divisando com a Freguesia de S. João Nepomuceno, até o alto da serra Rica, desta em rumo dir

Formação do Patrimônio de Nossa Senhora do Carmo

Carmo da Cachoeira, Minas Gerais Nossa referência, como não poderia deixar de ser, é o professor Wanderley Ferreira de Resende. Às fls. 21 de sua obra a respeito das origens e desenvolvimento de Carmo da Cachoeira ele faz a seguinte pergunta: Quem doou o terreno que viria a constituir o patrimônio da futura paróquia? Segundo os velhos cachoeirenses o terreno hoje ocupado pela cidade fora doado, uma parte, da rua Antônio Justiniano dos Reis para leste, pelos Rattes e a outra parte pelo tenente coronel da Guarda Nacional José Fernandes Avelino, fazendeiro, que fez construir e nele residiu, o velho casarão situado na esquina da praça do Carmo, onde está hoje a casa que foi do senhor Julio Garcia e antes pertencera a sua mãe, dona Felícia Ambrosina Garcia. Neste ano 2021 o imóvel continua em mãos dos descendentes dessa família. Quanto à família Rates, temos buscado intensamente dados documentais, no entanto, o único documento que podemos apresentar hoje neste texto é uma escritura de doaçã