Pular para o conteúdo principal

“OS COSTAS” vem “DOS TERRAS”

Levantando o primeiro véu

José Costa Avelar é o autor, ou pelo menos um interlocutor deste dito, “OS COSTAS” vem “DOS TERRAS”.

Homem respeitável e respeitador em Carmo da Cachoeira, trouxe em suas veias o “sangue da raça”. É um Costa Avelar. Tem origem açoriana. Pelo que ele se recordava, ou por ouvir contar, a família tinha as raízes mais profundas alicerçadas em Anna Francisca do Valle. Anna Francisca recebeu esse nome em homenagem à sua avó materna. Após o casamento passou a ser conhecida no seio da família, como no da sociedade, como Ana Cândida Junqueira.

Anna Francisca do Valle nasceu em 14.5.1768 e foi batizada em 29.5 do mesmo ano, na Capela do Favacho, conforme consta no Livro de Batizados de Carrancas 1759 / 1772 p. 103v. Seus padrinhos foram: Bento Rabelo de Carvalho e Maria Teresa de Jesus, seus avós. Maria Teresa de Jesus foi casada em 1ªs núpcias com Ignácio Franco. Serviram de padrinhos, também, Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade (uma das TRÊS ILHOAS), irmã, portanto, de sua bisavó, a Ilhoa Antônia da Graça.

Citando o relacionamento da Família Terra com descendentes da 1ª Ilhoa, Antônia da Graça, Antonio Galvão Sampaio Terra em sua obra 500 anos Trajetórias de uma Família, apresenta o português Caetano de Carvalho Duarte c.c Antônia de Souza, avós de Maria Antônia Duarte que se casou com o Alferes José Ribeiro do Valle (Filho), bisneto pelo lado paterno de Tereza de Moraes e André do Vale Ribeiro e neto pelo lado materno do português Domingos da Costa Guimarães.

Reconstituindo a genealogia de Gonçalo Gonçalves

(fls. 33 Nossa história autor José Aleixo Garcia de Carvalho)

A3 - Gonçalo Gonçalves c.c Catarina Gonçalves

A3. 1. 1. 1 João de Carvalho, nasc. 1667 c.c Domingas Duarte

A3. 1. 1. 1 .5 Caetano de Carvalho Duarte (n. 1703)

Às fls. 35 de Nossa história o Capitão Caetano de Carvalho Duarte é o patriarca da Família Carvalho Duarte - Cajuru. Os irmãos vieram para o Brasil em princípios do século XVIII constituindo-se numa antiga família de abastados proprietários rurais, membro da chamada aristocracia rural cafeeira de São João d’EL Rei, Minas Gerais, com ramificações em Andrelândia (MG) e Barra Mansa (RJ).

O Capitão Caetano de Carvalho Duarte foi casado com Catarina de São José (cas. Cândida de Carvalho Duarte), neta de Manuel Burgão Gonçalves Corrêa, filha de Manoel Gonçalves da Fonseca c.c Antônia das Graças Aguiar, a primeira Ilhoa (A 16. 1. 1. 1, fls. 48 Nossa história). Ele deu origem aos Carvalho de São João del-Rei, MG.

A descendência do Cap. Caetano de Carvalho Duarte é apresentado, à fls. 35 da obra, Nossa História. São 15 filhos, sendo a 3ª. Florência Maria Gonçalves Penha (solt. São José) e  a 5ª. Ana Maria Caetana Garcia Duarte, “Ana do Angaí”. Florência c.c Cap. Antônio Gonçalves da Penha nasceu em Portugal, falecendo em 12.6.1804, na Fazenda do Bom Jardim e sepultado no dia seguinte dentro da Capela de São José do Favacho, filho de Pedro Gonçalves Penha, 2º Morgado de Ribeira de Pena e Catarina Pacheco de Andrade.

“Ana do Angaí” nasceu em 1739 na Freguesia dos Prados, Minas Gerais, Vila de São José (ou Aiuruoca, MG). Faleceu em Baependi, MG c.c Cap. José Garcia Duarte, nascido em 1740 em São João del-Rei, falecendo em 13.8.1810 enterrado na Capela de São José do Favacho. O casamento ocorreu em 29.3.1760 na Capela Cajuru - São João del-Rei, MG. Ele era filho de João Garcia Duarte (1700 / 1771) c.c Antonia Maria Garcia Duarte (solt. da Boa Nova) 28.4.1701 / 23.5.1758. Antonia era filha de Antonio da Costa Fonseca c.c Maria da Boa Nova.

Manoel Gonçalves Corrêa, “o Burgão” - 1.1.1660 / 1724

Manoel Gonçalves Corrêa (o Burgão) foi casado com Maria Nunes Gonçalves (ou Maria da Conceição Nunes). No estado de viuvez passou ao Brasil com três filhas. Marta Amato defende a tese de que a mãe e as três filhas (Ilhoas) tenham vindo com destino certo, tendo aqui encontrado Diogo Garcia, conterrâneo e aparentado, por ter uma sobrinha, Ana Maria Silveira, casada com Antônio Nunes, irmão das “TRÊS ILHOAS”. Descendentes do “Burgão” e Maria Nunes Gonçalves são 12 filhos, entre eles as já conhecidas “TRÊS ILHOAS”. Antonia da Graça de Aguiar c.c Manoel Gonçalves da Fonseca, a primeira Ilhoa que transferiu-se para o Brasil com as filhas Maria Teresa de Jesus e Catarina de São José, dando origem, entre outros, aos Junqueiras e Meireles.

Em família Junqueira SUA HISTÓRIA E GENEALOGIA, José Américo Junqueira de Mattos, dedica o capítulo 5 a ANNA FRANCISCA DO VALLE. Nele lê-se: “Anna Francisca casou-se em 10.6.1789 com o Cap. Joaquim Bernardes da Costa (ou Cap. Joaquim Bernardo da Costa), filho de Henrique da Costa e Jerônima Maria de Jesus”. Tiveram 9 filhos. O 3º deles foi Major Joaquim Bernardes da Costa Junqueira c.c 1ªs. núpcias Ignácia Leopoldina Junqueira ou Ignácia Jesuína Junqueira de cujo matrimônio deixou 8 filhos. A filha Ignácia Leopoldina da Costa c.c Severino Ribeiro de Rezende, filho de Joaquim Fernandes Ribeiro de Rezende e Jacyntha Ponciano Branquinho (cf. família Junqueira SUA HISTÓRIA E GENEALOGIA, fls. 1129 a 1133) trouxe para Carmo da Cachoeira um ramo fecundo - “o Dos Rezende” que, interligados aos Vilela e Naves constroem e reconstroem, através das sucessivas gerações, um povo grandioso, fraterno, trabalhador, acolhedor, compromissado com bem comum.

O site carmodacachoeira.net congratula-se com essa descendência através de Luiz Eduardo Vilela de Rezende, amigo, colaborador e parceiro de trabalho.

A família de José Costa Avelar é encontrada em João Cândido da Costa, batizado em 1792 na Capela do Favacho. Dele descende os “Costa Avelar”. (cf. Genealogia da Família Junqueira, fls. 1154, em 3.1). Um dos descendentes foi Joaquim Flávio da Costa c.c Maria Lydia dos Reis, filha de Raphael dos Reis e Silva e Maria Francisca de Rezende, 2ªs núpcias com Ricardina Francelina dos Reis, irmã de sua 1ª esposa. (c.f, também Genealogia da Família Reis)

No século XIX Severino Augusto da Costa recebe herança na Fazenda dos Terras — ele pertence a Família "Costa Avelar". (c.f 1156 e 1158, Genealogia Junqueira)

A Família Rezende é encontrada em 2.3 no descendente Major Joaquim Bernardes da Costa Junqueira, nascido em 1792 e batizado na Capela Favacho. O Maj. Joaquim Bernardes da Costa Junqueira é irmão de João Cândido da Costa.

Brasão da Família Carvalho
Brasão da Família Rezende

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

A pedra de moinho da fazenda Caxambu.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Ary Silva da família Dias de Oliveira - Bueno. Imagem anterior: Nuvens sobre a tradicional fazenda Caxambu.

A família Faria no Sul de Minas Gerais.

Trecho da obra de Otávio J. Alvarenga : - TERRA DOS COQUEIROS (Reminiscências) - A família Faria tem aqui raiz mais afastada na pessoa do capitão Bento de Faria Neves , o velho. Era natural da Freguesia de São Miguel, termo de Bastos, do Arcebispado de Braga (Portugal). Filho de Antônio de Faria e de Maria da Mota. Casou-se com Ana Maria de Oliveira que era natural de São João del-Rei, e filha de Antônio Rodrigues do Prado e de Francisca Cordeiro de Lima. Levou esse casal à pia batismal, em Lavras , os seguintes filhos: - Maria Theresa de Faria, casada com José Ferreira de Brito; - Francisco José de Faria, a 21-9-1765; - Ana Jacinta de Faria, casada com Francisco Afonso da Rosa; - João de Faria, a 24-8-1767; - Amaro de Faria, a 24-6-1771; - Bento de Faria de Neves Júnior, a 27-3-1769; - Thereza Maria, casada com Francisco Pereira da Silva; e - Brígida, a 8-4-1776 (ou Brizida de Faria) (ou Brizida Angélica) , casada com Simão Martins Ferreira. B ento de Faria Neves Júnior , casou-se