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Jorge Vilela refuta tese sobre nossas origens

Fazenda Maranhão em 1805 - Pe. Leonel de Paiva

Tese elaborada por Monsenhor Lefort

No excelente Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, para 1959, o ilustre historiador, Mons. José do Patrocínio Lefort, no intuito, aliás muito louvável, de determinar as origens de Carmo da Cachoeira, assim se expressa:

Afeito ao trabalho e possuidor de alguns escravos, (o Capitão Valentim José da Fonseca) adquiriu determinada sorte de terras ao sudoeste de Lavras e procurou fazê-la produzir e ganhar nome. Sua disposição para tudo foi-lhe documento de vitória. Aquela sorte de terras a cavaleiro de um riacho, foi apelidada de fazenda do Maranhão. Realmente era bem um caudal que simulava um mar a correr, na tradução de Teodoro Sampaio. Foi dali que proveio, pouco depois a atual localidade, não obstante outros quererem época mais distante, conceito que desfaremos no capítulo seguinte". Pouco mais adiante, diz ainda Mons. Lefort: "O arraial e capela de N. S. do Carmo do Maranhão, como vimos pelas muitas famílias que a habitavam em 1911, fabricou a atual Carmo da Cachoeira.

Outras teses que contrapõe o parecer de Mons. Lefort

Nós do site carmodacachoeira.net agradecemos a sempre tão bem vinda colaboração do genealogista e historiador cachoeirense Jorge Fernando Vilela. Compartilhamos com ele a ideia de que temos que continuar buscando nossas origens considerando a presença da primeira família ocupando as terras que hoje se denomina Carmo da Cachoeira - a família de Manoel Antonio Rates casado com Maria da Costa Moraes. Neste site temos investido nas buscas documentais e no mundo virtual visando comprovar essas presenças. Em termos locais a pesquisa foi muito prejudicada devido ao incêndio que houve no prédio do primeiro cartório que se instalou na cidade junto a cachoeira dos Rates. Essa informação nos foi passada pelo Dr. Antonio Maciel cartorário na cidade desde 1º de agosto de 1946 até 17 de agosto de 1976 ele descrevia com muita transparência tudo o que ocorreu sobre nossas origens.

Na obra família Junqueira sua história e genealogia, às fls. 112, sob o título Jóia-Jóia da Chamusca, o autor José Américo Junqueira de Mattos, trabalhando os textos com dados da insigne pesquisadora Marta Amato cita a localização da Fazenda Maranhão, conforme os mapas:

A Fazenda Chamusca era propriedade de João Alves de Guvêa. Ele passou a ser o único proprietário da mesma assim como da Fazenda dos Comuns e Cachoeira, após a divisão das fazendas da Chamusca, Campo dos Comuns, Cachoeira, Formiga e MARANHÃO em Lavras. Ano 1873.

Abaixo a tese defendida pelo ilustre historiador Jorge Vilela

A Fazenda Maranhão não tem nada a ver com a origem de Carmo da Cachoeira. Foi apenas uma invenção de Monsenhor Lefort para tirar a família Rates da história de Carmo da Cachoeira. Em nossa pesquisa fizemos buscas em cada canto do município e não encontramos nada que se relacionasse à esta fazenda ou a seu proprietário, o Capitão Valentim José da Fonseca. O próprio Professor Wanderley já tinha afirmado isto.

Para reforçar este entendimento, localizamos em um mapa da região de Lavras uma Fazenda Maranhão, às margens de um ribeirão que nascia na serra da Bocaina e que cruzava a rodovia Fernão Dias entre a Balança e a ponte do Rio Grande, chamado Maranhão.

Quanto ao Capitão Valentim José da Fonseca, vamos encontrá-lo no Arraial de Lavras, participando com outros capitães da demolição de das casas que, à revelia foram construídas na praça do povoado.

Jorge Vilela
09-11-2021

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