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Jorge Vilela refuta tese sobre nossas origens

Fazenda Maranhão em 1805 - Pe. Leonel de Paiva Tese elaborada por Monsenhor Lefort No excelente Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha , para 1959, o ilustre historiador, Mons. José do Patrocínio Lefort, no intuito, aliás muito louvável, de determinar as origens de Carmo da Cachoeira, assim se expressa: Afeito ao trabalho e possuidor de alguns escravos, (o Capitão Valentim José da Fonseca) adquiriu determinada sorte de terras ao sudoeste de Lavras e procurou fazê-la produzir e ganhar nome. Sua disposição para tudo foi-lhe documento de vitória. Aquela sorte de terras a cavaleiro de um riacho, foi apelidada de fazenda do Maranhão. Realmente era bem um caudal que simulava um mar a correr, na tradução de Teodoro Sampaio. Foi dali que proveio, pouco depois a atual localidade, não obstante outros quererem época mais distante, conceito que desfaremos no capítulo seguinte" . Pouco mais adiante, diz ainda Mons. Lefort: "O arraial e capela de N. S. do Carmo do Maranhão, como vimos
Postagens recentes

Demarcação Judicial do patrimônio de São Bento

A Fábrica da Matriz de N. Srª. do Carmo regulariza patrimônio Padre Bento Ferreira Villa Nova foi proprietário da importante sesmaria de três léguas no Deserto Dourado no século XVIII. Construiu nela a Capela de São Bento, dando-lhe como patrimônio parte dessas terras que iam até o Rio do Peixe. O restante da sesmaria ficou constituindo a Fazenda Campo Bello. No entanto, o patrimônio da capela, sem uma demarcação em forma, pois a escritura da doação desaparecera e foi, pouco a pouco invadida pelos proprietários vizinhos. Os católicos cachoeirenses, por intermédio da fábrica da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, iniciaram a demarcação judicial do patrimônio de São Bento. Atuou como advogado Dr. José Marcondes de Andrade Figueira, sendo a disputa travada com Gabriel Fachardo da Costa Junqueira e outros. Este pleito durou anos e a sentença desse memorável pleito foi lavrada pelo Dr. Francisco Carneiro Ribeiro da Luz, então, Juiz de Direito da Comarca dando como direito e justo ganho de cau

“OS COSTAS” vem “DOS TERRAS”

Levantando o primeiro véu José Costa Avelar é o autor, ou pelo menos um interlocutor deste dito, “OS COSTAS” vem “DOS TERRAS”. Homem respeitável e respeitador em Carmo da Cachoeira, trouxe em suas veias o “sangue da raça” . É um Costa Avelar. Tem origem açoriana. Pelo que ele se recordava, ou por ouvir contar, a família tinha as raízes mais profundas alicerçadas em Anna Francisca do Valle. Anna Francisca recebeu esse nome em homenagem à sua avó materna. Após o casamento passou a ser conhecida no seio da família, como no da sociedade, como Ana Cândida Junqueira. Anna Francisca do Valle nasceu em 14.5.1768 e foi batizada em 29.5 do mesmo ano, na Capela do Favacho, conforme consta no Livro de Batizados de Carrancas 1759 / 1772 p. 103v. Seus padrinhos foram: Bento Rabelo de Carvalho e Maria Teresa de Jesus, seus avós. Maria Teresa de Jesus foi casada em 1ªs núpcias com Ignácio Franco. Serviram de padrinhos, também, Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade (uma das TRÊS ILHOAS), irmã, portant

Imigrantes Italianos na Província de Minas Gerais

Professor de História relata a presença do imigrante italiano Em Alto-Mar foi publicado no século XIX, mais precisamente em 1889. É a história real da travessia do Oceano Atlântico no vapor Nord America que partiu de Gênova com 1.700 passageiros no ano de 1884. A lotação era composta em sua maioria de trabalhadores rurais italianos pobres que buscavam encontrar nos países da América do Sul uma perspectiva de vida melhor. O Prof. Jaime Corrêa da Veiga ao escrever O POÇO DA COBRA PRETA enriquece seu conto apontando a presença de imigrantes italianos na vida da fazenda da família Andrade Junqueira em Minas Gerais. O livro em questão detém-se em uma travessia específica, aquela em que, além de ser constituída de pessoas analfabetas e pobres, trazia também, um dos mais notáveis escritores italianos, Edmondo de Amicis. O navio transformou-se em um pequeno mundo formado por italianos cheios de esperança, de “dar duro” e com o propósito de, como eles mesmos diziam “de fazer a América” . Foi

Contando histórias sobre nosso passado

Revendo a genealogia dos "Custódio da Veiga" A obra OS GARCIA “FRADES” de autoria da Genealogista Denise Cassia Garcia nos apresenta outros parentes de nosso mui querido e estimado Prof. Jaime Corrêa Veiga. Às fls. 96, a neta 6 de “Chico Frade”, Ana Alves do Nascimento, nascida em Cana Verde no ano de 1878, casou-se com Estevão Custódio da Veiga, na Fazenda do Rio Grande, Paróquia de Cana Verde, Minas Gerais em 1892. Ele era filho do Coronel Francisco Custódio da Veiga e de Clara Paulina de Sousa, portanto, irmão de Mariana Custódia da Veiga, esposa de seu cunhado, Joaquim Alves Garcia Sobrinho (irmão de Ana Alves do Nascimento). O casal teve apenas uma filha, Clara Veiga, nascida em 1889. Casou-se com Mario Justiniano dos Reis, advogado, nascido em 1888 (genealogia Família Reis, fls. 96). Dos Veigas de hoje ao Prof. Jaime Corrêa Veiga homenagem aos antepassados Só te conheço de retrato, não te conheço de verdade, mas teu sangue bole em meu sangue e sem saber te vivo em mim

Alguns membros da Família Garcia "Frade" em Cachoeira

Prof. Jaime Corrêa Veiga A genealogista Denise Cassia Garcia publicou o livro OS GARCIA “FRADES” Ascendentes e descendentes. Djalma Garcia Campos ao prefaciar a obra nos insere no espaço de onde partiram muitos de nossos colonizadores e dentre eles está o ascendente da autora Diogo Garcia, nascido na Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Concelho de Horta, Ilha do Faial, Distrito de Horta. Diz Djalma: Muito se tem escrito sobre as comunas mineiras e sobre a sua gente e sua genealogia, entretanto, a maioria dos nossos historiadores tem negligenciado em examinar as suas exatas origens. Poucos tiveram a sensibilidade de pesquisar as verdadeiras origens dos nossos colonizadores que foram os açorianos, certo de que nos Açores estão as raízes da maioria da nossa gente, da nossa formação étnica e dos nossos costumes. Descendentes de Diogo Garcia que aportou aqui na Colônia antes de 1723 e das TRÊS ILHOAS, que aqui chegaram neste referido ano, estão muitos cachoeirenses. A Família Garcia,

“Fazenda Retiro”, hoje “Fazenda Couro do Cervo”

Breve retrospectiva sobre as origens da Fazenda Couro do Cervo Na obra Carmo da Cachoeira - Origens e Desenvolvimento , o Prof. Wanderley F. de Rezende aponta as três mais antigas fazendas do Deserto Desnudo, uma delas é a Retiro. Já, no inventário de Domingos Reis e Silva, falecido em 28.11.1783 e arquivado no Museu Regional de São João del Rei, caixa 361, de 17.5.1785, cuja inventariante foi sua mulher Andressa Dias de Carvalho que declara não haver casa de vivenda na fazenda sita na Freguesia de Santa Ana de Lavras do Funil. Dentre os confrontantes, um deles era Manoel Antonio Rates, do Sítio Cachoeira. O segundo filho do Capitão-mor Domingos dos Reis Silva e de Andressa Dias de Carvalho foi o Capitão Manoel dos Reis Silva (I), nascido em Aiuruoca, Minas Gerais que casou-se com Mariana Vilela do Espírito Santo, nascida em Serranos. Dona Mariana faleceu com 93 anos, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais. LEIA TAMBÉM: Os primórdios da Fazenda Couro do Cervo Uma das descendentes de Manoe