Pular para o conteúdo principal

Ostentação e luxo na Fazenda do Rio do Peixe do Campo Belo

Fazendas da Aplicação de São Bento do Campo Belo, Termo de São João del Rey

Conforme o 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha - 1959, as fls. 28 estão descritas as divisas da Freguesia de Cachoeira do Carmo no município de Lavras do Funil. Num dos trechos lê-se: “(...) seguindo à esquerda pelas abas da serra do Gavião em rumo direito à Cachoeira do Funil no rio Ingaí abaixo da fazenda do Jardim (...)”. Chama-nos atenção este trecho em especial. Na Fazenda Bom Jardim das Flores reside uma descendente de Mariana Villela c.c. o Capitão Manoel dos Reis Silva (I), nascido em 1747. Mariana nasceu em Serranos e foi batizada em 1774, filha do Capitão Domingos Vilela e Maria do Espírito Santo, neta paterna de Custódio Vilela e Felícia Siqueira (ou Cerqueira), neta materna de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade. Aqui alinha açoriana, através da Ilhoa Antônia da Graça Nascida na Ilha do Faial, arquipélago dos Açores. Mariana Villela, falecida com 93 anos em Cachoeira dos Rates sepultada no dia 21 de fevereiro de 1865, declara em seu inventário a filha Maria Cristina Reis, casada com o Ten. João Bernardes Pinto, já falecido em 1826 e Ana Teresa de Jesus, falecida em 30.12.1835.

Ana Teresa diz ser moradora na Aplicação do Rio Verde, freguesia da Campanha e declara o nome de seus filhos: Vicente Ferreira Pinto, João Bernardes Pinto, Bernardo José Pinto, entre outros. Maria Cristina faleceu em 24.8.1833 na Fazenda do Bom Jardim das Flores, freguesia de Três Corações do Rio Verde.


José dos Reis e Silva, eleitor em Boa Vista de Lavras no ano de 1847, segundo documento encontrado no Arquivo Público Mineiro p. 1/11, cx. 16, doc. 14 era proprietário da Fazenda Campestre da Soledade, em Carmo da Cachoeira. Foi casado com Mariana Deodora de Figueiredo, falecida em 10.12.1866. Ele é filho de Mariana Villela segundo citação em seu inventário.


Em 16.9.1811 casamento de Antonio Alves de Figueiredo com Cândida Nicésia Branquinho, na Ermida de Nossa Senhora das Dores do Rio do Peixe. Ela, filha do Capitão José Joaquim Gomes Branquinho e Maria Vitoria dos Reis (Livro de casamentos B7) Sant’Ana das Lavras do Funil. “Ermida da Senhora das Dores do Rio do Peixe, filial desta, Antonio Alz de Figdº, filho do Cap. José Alz de Figdº e dona Maria Villela do Espírito Santo, = c.c. dona Candida Nicezea Branquinho”. Em 1831 o casal morava em Boa Esperança.


Em 1840 morava nessa fazenda, Joaquim José Pereira. No dia 7.9, segundo o que consta no livro da Câmara Municipal de Lavras e, referente a eleição para Juiz de Paz do Distrito da Boa Vista, a Fazenda sediou a eleição. Foram eleitos para Juiz de Paz do Distrito, Francisco Joaquim de Souza, Francisco dos Reis Silva e Joaquim José Pereira.


Em 1793, casa-se em Baependi Joanna Theodora (ou Izidora) Nogueira com Francisco Martins Luz. Seu inventário diz: “moradora na fazenda do Rio do Peixe do Campo Belo, Freguesia Santa Ana das Lavras do Funil, aplicação de São Bento do Campo Belo, termo de São João del Rey”. O inventário encontra-se MRSJTR com data de 18.3.1806.


Quanto a Francisco Martins da Luz, casado pela primeira vez com Tereza Maria de Oliveira (Tereza Maria de Jesus). No inventário de dona Joanna lê-se: “Em sua Fazenda do Rio do Peixe oratório de Calha Dourada, uma imagem grande de Nossa Senhora das Dores, de Santo Cristo, aquela com (seu diadema) e sete espadas de prata, Nossa Senhora da Conceição, outra de Santa Ana, outra de Santo Antonio, seu paramento de seda bordada, guarnecida de galão de ouro, legítimo missal, alva, amito, cálice de prata e mais missal, pedra do altar e três sacras douradas na quantia de setecentos mil réis”.


Aqui se casou em 16.9.1811, Cândida Nicésia Branquinho com Antonio Alves Figueiredo.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhôas de José Guimarães.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. F oi, seguido deste singelo bilhetinho que a obra " As Três Ilhoas " de José Guimarães, está em nossas mãos: Prezada Leonor Vai aqui o livro, uma Obra Póstuma, de meu marido José Guimarães. O livro vem completar a coleção da genealogia das Três Ilhoas, lançada em 1989. Agradeço a grande pesquisadora e genealogista Marta Maria Amato , pelo enriquecimento proporcionado pelas suas pesquisas. Gostei de saber que o Projeto Partilha está colaborando com o resgate da "História de Carmo da Cachoeira". Temos em nosso arquivo alguns dados das paróquias de Campanha, onde tem alguma coisa sobre sua cidade:a terra do Pe. José Bento Ferreira. Será? Atenciosamente Leyde M. Guimarães. Ouro Fino, 15-08-2006 Próxima imagem: O Capitão Diog

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Um poema à Imaculada Conceição Aparecida.

Por esse dogma que tanto te enaltece, Por tua Santa e Imaculada Conceição, Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão! Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia! Nossa esperança, nosso alento e vigor, A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia, Da ignomínia, da injustiça e desamor! Tu família, aqui, hoje reunida, Encontra forças no seu lento caminhar. A ti recorre, Virgem Santa Aparecida, Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar! Somente tu foste escolhida e preparada Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou, Para fazer do Filho Seu, digna morada! Pelo teu sim, a humanidade se salvou. Novo Milênio, com Maria festejamos, Agradecendo tantas graças ao Senhor. Com passos firmes, nova etapa iniciamos, Com muita fé, muita esperança e muito amor. Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próximo Texto: A túnica Inconsútil, um poema de fé. Texto Anterior: A prece da poeta e professora Maria Antonie

Eis o amor caridade, eis a Irmã Míriam Kolling.

À Irmã Míria T. Kolling: Não esqueçam o amor Eis o amor caridade , dom da eternidade Que na entrega da vida, na paz repartida se faz comunhão ! Deus é tudo em meu nada: sede e fome de amar! Por Jesus e Maria, Mãe Imaculada todo mundo a salvar! " Não esqueçam o amor ", Dom maior, muito além dos limites humanos do ser, Deus em nós, entrega total! Não se nasce sem dor, por amor assumida: Nada resta ao final do caminho da vida a não ser o amor . Próximo artigo: Até breve, Maria Leopoldina Fiorentini. Artigo anterior: Os Juqueiras, Evando Pazini e a fazenda da Lage

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.

Luiz José Álvares Rubião, em publicação da obra, Álbum da Varginha pela Casa Maltese, às fls. (a publicação não contempla, nem ano, nem nº de páginas), descreve a Fazenda da Serra da seguinte forma: A uma légua da freguesia do Carmo da Cachoeira, está situada a Fazenda da Serra, propriedade do Cel. Antônio Justiniano dos Reis. Em 1918, Sylvestre Fonseca e João Liberal publicam às fls. 149: O Cel. Antônio Justiniano dos Reis falecido o anno passado, foi um dos mais importantes fazendeiros do Distrito do Carmo da Cachoeira. Ary Florenzano, genealogista, cita a Fazenda da Serra, apresentando-a como sendo o lugar onde pela primeira vez, aparece o nome Carmo da Cachoeira, em documento. O 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, 1959, fls. 28: Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove, na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, desta freguesia de São João Del Rei, receberam em matrimônio os contraentes Jerônimo José Rodrigues, viúvo o que ficou pelo