Pular para o conteúdo principal

O testamento de um senhor de terras. 2ª Parte

Documento encomendado pelo Projeto Partilha.
Transcrição de
Edriana Aparecida Nolasco.

Continuação do Inventário Capitão José Joaquim Gomes Branquinho.

fl.10v

Bens:
- um tear com seus aparelhos
- 09 rodas de fiar usadas
- 07 enxadas de valos
- 10 enxadas de roça
- 05 machados usados
- 05 foices novas
- 04 foices pequenas
- 03 carros velhos desferrados
- 01 carro ferrado em bom uso.

Ferramentas de Carapin:
- 1 trado pequeno
- 1 martelo grande
- 1 formão grande
- 1 formão pequeno
- 1 enxo, 1 serra e 1 verruma; 1 tesoura grande e 1 truquês pequena

Produção:
- 20 barris de aguardente
- 01 canavial maduro

Escravos: 34

Animais: 06 cavalos; 53 carneiros

Bens de Raiz:

- uma Fazenda de cultura denominada Boa Vista que se compõem de matos virgens capoeiras e campos de criar, que de um lado parte com terras dos herdeiros de Antônio Dias de Gouveia, com o Capitão João Ferreira; e com terras da Fazenda do falecido Capitão André Martins de Andrade
6:716$000

- casas de vivenda, paiol, moinho com todos os seus aparelho, casa de fazer queijos, estrebaria, engenho de moer cana tudo coberto de telha, senzalas e monjolo coberto de capim, terreiro e rego de água 600$000

- umas casas e ranchos sitas na Fazenda acima declarada 40$000

- uma morada de casas sitas em São Thomé das Letras 50$000

Mais animais - 166 vacas; 52 novilhas; 57 garrotes;05 touros; 54 bezerros; 37 bois de carro; 02 éguas e 01 cavalo.

fl.27

Procuração

Procurador nomeado - Reverendo João Ferreira Leite
Data - 26 de novembro de 1821
Local - Boa Vista
Que fazem - Joaquim Fernandes Ribeiro de Resende; José Alves de Figueiredo; Antônio Alves de Figueiredo; Luiz Gonzaga Branquinho; Cândido Hermenegildo Branquinho; José Justiniano Branquinho (genros e filhos do Inventariado).

Monte Mor 14:738$105
Monte Líquido 14:675$370
Meação da viúva 7:337$685
Monte partível 5:846$790
Legítima a cada herdeiro 584$679

fl.43

Procuração:
Procurador nomeado - Reverendo João Ferreira Leite
Data - 27 de julho de 1822
Local - Boa Vista
Que faz - Capitão de Ordenanças João Damasceno Branquinho.

fl.49

Certifico que revendo os Livros de Batizados em um deles já findo a folha 168 verso se acha o do teor seguinte:

Aos vinte e um de junho de mil setecentos e noventa e nove na Capela de São Bento o Reverendo Capelão João Francisco da Cunha batizou e pôs os Santos óleos a Claudina filha legítima de José Joaquim Gomes Branquinho e dona Maria Vitória. Foram padrinhos: Domingos dos Reis e Silva e dona Maria Clara de Resende, todos desta Freguesia.

fl.50

Procuração:

Procurador nomeado - Reverendo João Ferreira Leite
Data - 07 de março de 1827
Local - Fazenda da Boa Vista Termo de São João del Rei
Que faz - Claudina Marcelina Branquinho (filha do Inventariado).

Observação:

Inventário encomendado visando conhecer o detalhamento a doação feita a Nossa Senhora do Carmo. Aqui se diz:

"Deixo a Nossa Senhora do Carmo de São João del Rei cem mil réis para ajuda das suas obras".

Nenhuma outra referência nesse aspecto.

- Ao citar Freguesia (que poderá ser Lavras ou São Thomé das Letras (onde tinha casa) diz:

"Deixo vinte mil réis para se distribuir com os pobres da Freguesia ... "

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A sesmaria de José Marcelino de Azevedo.
Artigo Anterior: O testamento de um senhor de terras.

Comentários

Anônimo disse…
FLs.27

PROCURADOR - Reverendo João Ferreira Leite

OS MORAES deram aos "LEITE", a partir do casamento de dona ESCOLÁSTICA MARIA DE JESUS MORAIS, casada com José Leite Ribeiro DESCENDÊNCIA DIRETA DAS CASAS REAIS ESPANHOLAS DE LEÃO, NAVARRA, CASTELA, ASTÚRIAS E DOS REIS VISIGOTOS DA ESPANHA.

Pe./Reverendo João Leite Ferreira, nascido em 1769.
Anônimo disse…
Escolástica Maria de Jesus Moraes, filha de Lourenço Corrêa Sardinha e de dona Maria de Assunção Morais, também citada como Maria da Assunção Moraes, ou ainda, Maria da Assunção.
Anônimo disse…
DECLARAÇÃO

(...) Lourenço Correa Sardinha e Maria da Assunção de Moraes, filha e genro de Antonio Vieira de Morais e sua mulher falecida Ana Pires, moradores no Rio Grande. Vila de São João del Rei, 12 de janeiro de 1745.

Conferir: Inventário Ana Pires, a fl.30v.

-------------------------

Inv. de Maria Pires da Costa, fl.01 e 06. Local: Fazenda do Sapucaí da Barra do Machado. Aplicação de Nossa Senhora da Ajuda das Três Pontas. Freguesia de Santa Ana das Lavras do Funil, em casas de morada de MARIA PIRES DA COSTA.

Fls. 28:
Diz Joaquim José de Moraes por cabeça de sua mulher Maria Rodrigues da Silva, filha e herdeira de Maria Pires da Costa (...)
Anônimo disse…
Ângela de Moraes Ribeiro, mãe de José Joaquim Gomes Branquinho da Fazenda da Boa Vista, é irmã de Maria de Moraes Ribeira, casada com Antonio de Brito Peixoto. Segundo Marta Amato em sua obra, A FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DAS CARRANACAS.1996, p.29, no dia 6 de novembro do ano de 1759 dona MARIA DE MORAES recebe Sesmaria na Serra das Carrancas, Termo da Vila de São João del Rei. No mesmo dia, seu filho JOSÉ ANDRADE PEIXOTO recebe em terras visinhas outra sesmaria - a da Paragem Pitangueiras, Freguesia das Carrancas, Termo da Vila de São João del Rei. Marta Amato acompanha os ramos da família nestas propriedades e publica em sua obra do ano 200:36.
O Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana, Mariana, Minas Gerais, na Secção Livros e Manuscritos - Pastoral, Volume XXXVIII - Catálogo de Sesmarias. Ano 1988:47, descreve a referida Sesmaria como sendo junto ao Rio Pitangueiras. Em Marta Amato e a referida publicação do ano de 1996, muitos integrantes desta família tem suas sesmarias registradas na região.
José Joaquim de Andrade e seu irmão Francisco José de Andrade e Mello casaram-se com duas irmãs, dona Francisca de Paula de Jesus (Francisca de Paula Paiva) e Ana Rosa de Paiva, respectivamente. Eram filhas de Joana Rosa de Jesus e seu segundo marido, Luís José de Paiva. O primeiro marido foi Antonio Rabello. Joana era irmã de Manoel Teixeira Nogueira, casado com Maria Theresa de Jesus.
Anônimo disse…
Em 1817 é inventariada uma filha de José Rodrigues Goulart, dona Ana Pedrosa da Silva, casada que foi com Francisco de Oliveira Maia. O inventário aconteceu na residência do filho do casal - Manuel Francisco de Oliveira, na Fazenda do Ribeirão São José do Espírito Santo do Rio Verde de Catandubas, Freguesia das Lavras do Funil. A fazenda que aparece no inventário como BENS DE RAIZ fica no Ribeirão acima citado e são seus confrontantes:
- no poente, Manoel Pinto Ribeiro entre outros e com dona ANA RIBEIRA DA COSTA e herdeiros;

- no norte, com dona Maria Angélica da Silva e as terras do Patrimônio da Capela do Espírito Santo das Catandubas;

- no nascente com Antonio Joaquim da Silva, como resultado de herança.
Anônimo disse…
Transcrição de documento por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.
Tipo de documento - Inventário
Ano - 1821 Caixa - 14
Inventariado - Capitão André Martins de Andrade
Inventariante - Ana Cândida da Costa Junqueira
Local - São João del Rei

Fl.01
Inventário dos bens que ficaram por falecimento do Capitão André Martins de Andrade de quem é viúva e Inventariante sua mulher dona Ana Cândida da Costa Junqueira
Data - 04 de junho de 1821
Local - Fazenda denominada Campo Belo. Freguesia de Santa Ana das Lavras do Funil. Termo da Vila de Sã João del Rei. Minas Gerais. Comarca do Rio das Mortes, em casas de morada de dona Ana Cândida da Costa Junqueira viúva do Inventariado.

Fl.01v.
DECLARAÇÃO
(...) declarou que o dito seu marido o capitão André Martins de Andrade faleceu no dia sete de março do corrente ano de mil oitocentos e vinte e um sem testamento (...)

Fl.04
Filhos:
01 - dona Ignácia Bernardina de Andrade de idade de dez anos

02 - dona Mariana Bernardina de Andrade, de idade de oito anos

03 - dona Cândida Bernardina de Andrade de idade de seis anos

04 - José Martins de Andrade de idade de cinco anos

05 - Antônio Martins de Andrade, de idade de três anos.

Fls.04v. ss
BENS
- um tear com seus pertences; seis rodas de fiar; dois carros velhos ferrados.

FERRAMENTAS - 17 enxadas em bom uso

ESCRAVOS - 36

ANIMAIS - 117 vacas; 06 ovelhas; 64 garrotes; 30 bois de carro; 63 bezerros; 09 cavalos; 05 poldros; 05 éguas; 60 carneiros; 02 marroazes; 01 jumento; 24 porcos.

Produção - 90 carros de milho colhidos deste ano.

BENS DE RAIZ
- uma fazenda denominada CAMPO BELO que se compõe de matos virgens, campos, capoeiras, que de um lado parte com a Fazenda de Ignácio José de Santa Ana; José Rodrigues Carneiro, e de outro lado com a viúva e herdeiros do falecido CAPITÃO BRANQUINHO e do outro lado com João (parte danificada) de Antônio Ferreira Rocha com terras do Capitão Manoel Joaquim Alves ..........11:700$000

- umas casas de vivenda sitas na mesma fazenda paiol, moinhos e cozinha cobertas de telha, senzalas cobertas de capim, terreiro e rego de água muito ordinário............... 300$000


monte mor............... 22:307$420
monte líquido............20:311$579
meação da viúva..........10:155$789
legítima p/ cada herdeiro 2:031$158

(CONTINUA)
Anônimo disse…
(continuação) Inventário transcrito por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha. Inventariado - Capitão André Martins de Andrade. Ano 1821.

fl.30v.
PROCURAÇÃO
Procuradores nomeados - Advogado João Batista Lustosa, Antônio José de Oliveira Barreto, Luís da Cunha Barros, Jacinto Ferreira Fontes
Data - 30 de janeiro de 1822
Local - Fazenda do Campo Belo do Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes em casas de morada de dona Ana Cândida da Costa Junqueira.
Que faz - dona Ana Cândida da Costa Junqueira (viúva do inventariado).

Fl.36
AUTO DE CONTAS
Data - 1822
Local - São João del Rei
Tutora - Reverendo JOÃO FERREIRA LEITE, procurador de dona Ana Cândida da Costa Junqueira

DOS ÓRFÃOS
- a herdeira dona Ignácia havia falecido no estado de solteira sem sucessão sendo por isso sua herdeira a viúva sua mãe.

- a herdeira dona Marciana Bernardina de Andrade tem idade de quatorze para quinze anos, solteira, em companhia de sua mãe, sabendo ler, escrever, cozer, bordar, e as mais prendas próprias do seu sexo nas quais se emprega com muito bom procedimento.

- a herdeira dona Cândida Bernardina de Andrade se acha hoje com doze para treze anos, solteira, em companhia de sua mãe, sabendo ler, escrever, cozer, bordar no que diariamente se entrega e nos mais serviços próprios de seu sexo com muito bom procedimento.

- o herdeiro José Martins de Andrade se acha com a idade de onze para doze anos, solteiro, em companhia da viúva inventariante sua mãe, sabe ler, escrever e contar, se emprega na administração da lavoura e custeio da criação sua e da dita sua mãe com bom procedimento e muito amigo do trabalho (...)

- o herdeiro Antônio Martins de Andrade se acha com a idade de nove para dez anos, está na escola acabando de aprender a ler, escrever e contar.

fl.39
Certifico que revendo o Livro dos Assentos dos óbitos e nele a folha 631 verso se acha o seguinte:
Aos oito dias de outubro de mil oitocentos e vinte e dois na capela de São Thomé, filial desta Matriz de Carrancas foi encomendada e sepultada envolta em Hábito de Nossa Senhora do Carmo, dona Ignácia, filha legítima do Capitão André Martins de Andrade e de dona Ana Cândida da Costa (parte danificada) faleceu de uma malina(?) nas tripas tendo idade de doze anos pouco mais ou menos. Vigário Joaquim José Lobo.
Anônimo disse…
Antônio Ferreira Rocha, citado como vizinho no Inventário do capitão André Martins de Andrade, "Fazenda denominada Campo Belo", aparece, também, da mesma forma citado no Inventário de Mateus Luis Garcia, no ano de 1825. O inventariante foi João Luis Garcia e Mateus era viúvo de Francisca Maria de Jesus. Lê-se em BENS:
"terras de cultura desta Fazenda da Margem do Rio Grande que partem com terras de João (Cardoso) de Mello, do capitão Diogo Garcia da Cruz, com José Pinto da Fonseca, com JOÃO FERREIRA DA ROCHA, com ANTONIO FERREIRA DA ROCHA, João Dias de Gouveia, José da Silva Coelho, herdeiros de Manoel Gomes Lima e com o Rio Grande (...)"

Cf. PROJETO COMPARTILHAR.
Celso Prado disse…
Parabéns pelo blog, de extrema valia para minhas pesquisas.
Procuro por Manoel Francisco Soares e D. Ignacia Porcina de Sene, comprovados agregados do Capitão André Martins de Andrade, na Fazenda denominada Campo Belo (Eclesial - Mórmons Livro 1805-1829, Imagens 206 e 218).
Soares foi cofundador de Santa Cruz do Rio Pardo - SP e doador de terras para formação do patrimônio.
Agradeço qualquer informação sobre os citados Soares e Sene.
Celso Prado
Celso Prado disse…
Adendo:
O registro eclesial, que firma Manoel Francisco Soares e Ignacia Porcina de Sene agregados do Capitão André, foi lavrado em Lavras - MG (Livro 1805-1829, Imagens 206 e 218).
Agradecido,
Celso Prado

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

A família Faria no Sul de Minas Gerais.

Trecho da obra de Otávio J. Alvarenga : - TERRA DOS COQUEIROS (Reminiscências) - A família Faria tem aqui raiz mais afastada na pessoa do capitão Bento de Faria Neves , o velho. Era natural da Freguesia de São Miguel, termo de Bastos, do Arcebispado de Braga (Portugal). Filho de Antônio de Faria e de Maria da Mota. Casou-se com Ana Maria de Oliveira que era natural de São João del-Rei, e filha de Antônio Rodrigues do Prado e de Francisca Cordeiro de Lima. Levou esse casal à pia batismal, em Lavras , os seguintes filhos: - Maria Theresa de Faria, casada com José Ferreira de Brito; - Francisco José de Faria, a 21-9-1765; - Ana Jacinta de Faria, casada com Francisco Afonso da Rosa; - João de Faria, a 24-8-1767; - Amaro de Faria, a 24-6-1771; - Bento de Faria de Neves Júnior, a 27-3-1769; - Thereza Maria, casada com Francisco Pereira da Silva; e - Brígida, a 8-4-1776 (ou Brizida de Faria) (ou Brizida Angélica) , casada com Simão Martins Ferreira. B ento de Faria Neves Júnior , casou-se