Pular para o conteúdo principal

A Justiça, a injustiça e os justiceiros mineiros.

É interessante notar, em assomo, que os nomes dos justiceiros não se encontram no livro do rol dos culpados da Comarca do Rio das Mortes¹, o que denota que os mesmos não foram condenados pelos crimes praticados no exercício de sua jurisdição privada.

Laura de Mello e Souza, em seu trabalho intitulado Norma e Conflito, Aspectos da História de Minas no século XVIII, chama a atenção para algo que efetivamente ocorreu no caso de que tratamos: a interpenetração da ordem e da desordem e a fluidez de limites entre o lícito e o ilícito. Essas afirmativas realmente dão elementos suficientes para se compreender melhor a convivência entre autoridades e infratores. Ao fim e ao cabo, uma entre outras manifestações peculiares à sociedade que se formou nas Minas do século XVIII: muitas vezes rígida na norma e na letra era quase sempre anárquica na prática e no costume².

Que o conhecimento de fatos como os que foram narrados neste trabalho possa despertar a atenção das autoridades brasileiras para a realidade segundo a qual uma polícia bem preparada e aparelhada, uma justiça forte, célere e eficiente são condições indispensáveis para a tranquilidade social e para a estabilidade de um Estado Democrático de Direito, comprometido com o bem comum.

Que atitudes sérias sejam tomadas para que não se possa presenciar novamente no Brasil uma justiça privada e paralela à estatal, e às vezes mais forte do que esta, nos moldes do que ocorreu nas Minas Gerais há dois séculos atrás, quando vigia na Capitania a jurisdição dos capitães.

Marcos Paulo de Souza Miranda

trecho do Livro: Jurisdição dos Capitães.

Próximo trecho:
Trecho anterior: Januário Garcia e a Lei de Talião no Sul de Minas.

1. Livro2 do rol de culpados da Vila de São João del-Rei. 1805-1844. Museu Regional de São João del-Rei.
2. SOUZA, Laura de Mello e. Norma e Conflito. Aspectos da história de Minas no século XVIII, p.146.

Comentários

Anônimo disse…
José Garcia Duarte, casado com dona Ana Maria Duarte, filho da açoriana Antônia Maria da Boa Nova, inventariada no ano de 1758 na Paragem Ribeirão do Araújo e casada com João Garcia Duarte era filha de Antonio da Costa da Fonseca (já defunto). Antônia Maria da Boa Nova era vizinha de Manoel Pereira do Amaral e de José de Araújo. O ajudante João Cosme Vieira foi que escreveu seu testamento , tendo também assinado como testemunha.

LEMBRETE. existe uma pessoa citada com "José de Araújo" sendo testemunha num dos atos religiosos envolvendo as FAMÍLIA RATES de Cachoeira, Minas Gerais.

Voltando: Na certidão de batismo de José Garcia Duarte, que aconteceu na capela de São Miguel do Cajuru, aparecem como sendo seus padrinhos: José de Araújo Martins e sua mulher Joaquina Maria da Fonseca, todos moradores da mesma freguesia. No casamento de José Garcia Duarte e Ana Maria Duarte foram testemunhas: João Francisco Junqueira e José Rebelo, ocorrido também na capela de São Miguel do Cajurú.

Outro filho da açoriana Antônia Maria da Boa Nova, João Garcia Duarte foi casado com Antonia Maria de Jesus, filha do açoriano Miguel Pereira Luiz e, da também açoriana, Maria de Jesus. Neta materna de Antonio Rodrigues da Costa e Apolonia Rodrigues.
CF. PROJETO COMPARTILHAR - Antonia Maria da Boa Nova.
------------------
Antonia Maria de Jesus era irmã de Ana Luiza de Jesus. Ana Luiza, nascida em Prados no ano de 1742 foi casada com o Lisboense Antônio Affonso Lamounier (ou Lamuniel)
Conferir em Célia Lamounier de Araújo.
Observação:
"Editado no nosso livro: ITAPECERICA em 1993, José Gomide Borges do IHGMG enviou-me em 1993 alguns dados de história-genealogia e o seu ótimo livro O Sertão de Nossa Senhora das Candeias da Picada de Goiás, editado em 1992".
Anônimo disse…
A genealogia da Família Junqueira, a partir da p.40, a obra estuda a História da Origem do Favacho e Angahy, e nas páginas seguintes vai apresentando documentações comprobatórias. Ao chegar na p.51, apresenta o Testamento de José Vieira de Almeida (Museu Regional de São João Del-Rei - caixa 7. ano de 1780). No seguinte trecho: "Declara haver uma fazenda na paragem chamada Favacho, freguesia de Baependi com casa vivenda de sobrado, engenho de farinha, paiol, senzalas tudo coberto de telhas, consta de matos virgens, capoeiras e campos que por uma parte divide pelo Rio do Engahi com o Alferes José Garcia (...). O autor em nota de rodapé (33),p.52, esclarece: "Trata-se de José Garcia (Rezende, 1939, p.224) (Guimarães, vol.I, 1990, p.385 ou José Garcia Duarte, filho de João Garcia Duarte e Antonia Maria da Boa Nova. José Garcia foi casado com com Anna Maria de Carvalho, "Anna do Angahy" (neta da Ilhoa Antônia da Graça) e estão nas origens da Fazenda Angahy. por isso a Fazenda Angahy era conhecida primitivamente como "a do Garcia". Em, "O Cavalo Mangalarga e a Família Junqueira", faço um resumo da história da Fazenda Angahy. No documento anterior, aqui transcrito, do pedido de confirmação da Sesmaria do Favacho, aparece José Garcia com o nome completo: José Garcia Duarte. Ele era filho de João Garcia Duarte de Antônia Maria da Boa Nova. Não confundi-lo com outro José Garcia, que era filho de Diogo Garcia e Júlia Maria da Caridade, possuidores de uma Sesmaria que fazia divisas com o Favacho e com a Sesmaria do Campo Alegre - como vimos nos documentos do pedido de confirmação da Sesmaria do Favacho e Angahy. Júlia Maria era irmã de Antônia da Graça que, juntamente com Helena Maria de Jesus, são as Três Irmãs Ilhoas (Guimarães, 1990)".

O Capítulo 4, da referida obra, a partir da p.751, conta a trajetória de José Francisco Junqueira, casado com dona ANTÔNIA MARIA DE JESUS, filha do tenente João Garcia Duarte. Foram testemunhas do casamento seu cunhado Gabriel de Souza Diniz e Antônio Rabelo de Carvalho, meio irmão de Elena Maria do Espírito Santo, e cunhado da noiva. O casal foi proprietário da Fazenda Bella Cruz.

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

A família Faria no Sul de Minas Gerais.

Trecho da obra de Otávio J. Alvarenga : - TERRA DOS COQUEIROS (Reminiscências) - A família Faria tem aqui raiz mais afastada na pessoa do capitão Bento de Faria Neves , o velho. Era natural da Freguesia de São Miguel, termo de Bastos, do Arcebispado de Braga (Portugal). Filho de Antônio de Faria e de Maria da Mota. Casou-se com Ana Maria de Oliveira que era natural de São João del-Rei, e filha de Antônio Rodrigues do Prado e de Francisca Cordeiro de Lima. Levou esse casal à pia batismal, em Lavras , os seguintes filhos: - Maria Theresa de Faria, casada com José Ferreira de Brito; - Francisco José de Faria, a 21-9-1765; - Ana Jacinta de Faria, casada com Francisco Afonso da Rosa; - João de Faria, a 24-8-1767; - Amaro de Faria, a 24-6-1771; - Bento de Faria de Neves Júnior, a 27-3-1769; - Thereza Maria, casada com Francisco Pereira da Silva; e - Brígida, a 8-4-1776 (ou Brizida de Faria) (ou Brizida Angélica) , casada com Simão Martins Ferreira. B ento de Faria Neves Júnior , casou-se