Pular para o conteúdo principal

Manoel Ferreira Avelino é o Mané Saraiva.

Manoel Ferreira Avelino é o Mané Saraiva de Carmo da Cachoeira, Sul de Minas Gerais. Avô do Neca, o contador de histórias, casos e causos, pelas ruas da cidade. Mané Saraiva, tropeiro, nasceu na fazenda Pinheirinho (Angahy Velho), Ingaí, Minas Gerais.

Mané Saraiva se casou com dona Maria de Souza, irmã de Eugênio de Souza, e vieram para Carmo da Cachoeira, onde até hoje estão seus descendentes. Na mais completa obra de genealogia local - a da Família Junqueira, apoiada em pesquisas realizadas pesquisas de Marta Amato encontramos referência sobre a "fazenda Berço", não só dos avós do Neca, mas também da família, conhecida como "Pratinha" de Cachoeira. Desta família saiu um representante na Câmara Municipal, para a gestão 2009/12, e morador na COHAB, irmão do Geraldinho do som e eventos (de atuação regionalizada).

Diz na referida obra que em 28 de abril de 17251, foi concedida a Antônio Rodrigues da Fonseca, morador do Caminho Velho, na paragem chamada Ingahy, quatro léguas quadradas de terras, para que nelas se criasse gado, destinado ao abastecimento da Província de Minas Gerais; e que tivessem largueza suficiente para o gado "tenham largueza de terras e pastos em que se sustentem". Segundo a obra, "É interessante assinalar que essa sesmaria ficava distante de localidade e terrenos destinados à mineração do ouro em São João del-Rei e, também, distante do Caminho Velho para não atrapalhar os viandantes mas e, principalmente, não interferir na mineração do ouro". Esta Sesmaria foi vendida ao capitão José Francisco Nunes, nascido em Guaratinguetá e casado com dona Francisca Ribeiro. Foram pais deManuel Nunes Viana, casado com Isabel Pires de Menezes (ou Joana Pires de Menezes), natural de Sorocaba e filha de Sebastião Pires de Menezes e de Domingas Assunção.

Em 1754 a Sesmaria foi vendida novamente. O novo proprietário foi o capitão José Vieira de Almeida, e aconteceu antes de 1745. Na demarcação de 15 de outubro, a Sesmaria do Favacho e Angahy já era posse "já anos antes estava ele Suplicante, na mais pacífica posse da sobredita sesmaria ..." e nela já havia construído sete casas de morada, engenho de pilões para fazer farinha e criava gado. Entre as casas a capela - a de São José do Favacho. José Vieira de Almeida era casado com dona Ana Maria de Oliveira. O casal desistiu de 2 léguas e meia. Segundo José Américo Junqueira de Matos, "A légua e meia restante penso ser razoável supor a ser da fazenda Angahy, de propriedade de João de Souza Meirelles e Marianna Antônia de Jesus" o patriarca da família Souza Meirelles.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: O Engahy e o Caminho Velho sul-mineiro.
Artigo Anterior: Francisco de Assis de Oliveira de Carmo da Cachoeira.

1. fls.189 do Livro de Sesmarias, lavrada em Vila Rica - atual Ouro Preto, lavrada em 03/05/1725.

Comentários

Anônimo disse…
O BARÃO DE INGAÍ, TEM SANGUE DA FAMÍLIA MORAES.

CUSTÓDIO DE SOUZA PINTO, filho de José Andrade Peixoto e neto paterno de MARIA DE MORAES RIBEIRO e ANTONIO DE BRITO PEIXOTO. Foi casado com Ana Esméria de Andrade.

Cf. Inventário e Testamento de Maria de Morais Ribeiro - Windows Internet Explorer.
http://www.genealogia,villasboas.nom.br/

fls.254 "Dizem Mariana Vitória do Nascimento, viúva de José de Andrade Peixoto como tutora de seus filhos (...) Custódio de Souza Pinto; José Joaquim de Andrade; Ana Esméria de Andrade; Francisco de Andrade; Rita Maria de Andrade; Maria Marcelina do Nascimento ..."
Anônimo disse…
Importante não deixar de perceber, para poder diferenciar ANGAHY presente em duas situações geográficas: "o debaixo"
"o velho", segundo como consta no mapa que se tornou o referencial de busca do projeto Partilha.

Uma, a Fazenda Angahy de João de Souza Meirelles, e citada no auto de confirmação de Sesmaria, no ano de 1766 (ver Família Junqueira). Esta fica nas imediãções de Baependi, Encruzilhada, entre outras, e foi denominada, no referido auto de demarcação com ANGAHY DEBAIXO;

Outra, cuja Fundação foi atribuída a Francisco Pinto de Souza.

Cf. Ingaí - Minas Gerais. Windows Internet Explorer
http://wikimapia.org/4596126/pt/Inga ...

Márcio Salviano Vilela, em sua obra "A Formação Histórica dos Campos de Sant`Ana das lavras do Funil", p.182 diz:

INGAÍ

O antigo arraial do ANGAHY, primitivo nome de Ingaí, também surgiu na rota das bandeiras e mineradores que desbravaram as Minas Gerais.
O distrito foi criado em 23 de maio de 1833 cuja sede foi transferida em 1890 para o lugar denominado PINHEIRINHOS. Reza a tradição que, nessa ocasião, havia ocorrido uma desavença entre os habitantes do arraial da Ponte, onde alguns moradores, entre eles, o Capitão FRANCISCO PINTO DE SOUZA, resolveram sair desse povoado e iniciar um outro no lugar conhecido por Aliança, em que tal lugarejo cresceu e passou a chamar-se PINHEIRINHOS. No ano de 1943, novamente com o nome de Ingaí, o povoado passa a incorporar ao novo município de Itumirim. Nesse município, encontram-se as Serras da Bocaina e Negra.
O mapa utilizado pelo Projeto Partilha denomina o local como sendo, ANGAHY VELHO.

ASSIM, em nossos registros constam:
- Angahy Velho, com o Barão de Ingaí, Custódio de Souza Pinto;

- Angahy Debaixo, presente na genealogia da Família Junqueira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Um poema à Imaculada Conceição Aparecida.

Por esse dogma que tanto te enaltece, Por tua Santa e Imaculada Conceição, Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão! Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia! Nossa esperança, nosso alento e vigor, A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia, Da ignomínia, da injustiça e desamor! Tu família, aqui, hoje reunida, Encontra forças no seu lento caminhar. A ti recorre, Virgem Santa Aparecida, Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar! Somente tu foste escolhida e preparada Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou, Para fazer do Filho Seu, digna morada! Pelo teu sim, a humanidade se salvou. Novo Milênio, com Maria festejamos, Agradecendo tantas graças ao Senhor. Com passos firmes, nova etapa iniciamos, Com muita fé, muita esperança e muito amor. Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próximo Texto: A túnica Inconsútil, um poema de fé. Texto Anterior: A prece da poeta e professora Maria Antonie

A família Faria no Sul de Minas Gerais.

Trecho da obra de Otávio J. Alvarenga : - TERRA DOS COQUEIROS (Reminiscências) - A família Faria tem aqui raiz mais afastada na pessoa do capitão Bento de Faria Neves , o velho. Era natural da Freguesia de São Miguel, termo de Bastos, do Arcebispado de Braga (Portugal). Filho de Antônio de Faria e de Maria da Mota. Casou-se com Ana Maria de Oliveira que era natural de São João del-Rei, e filha de Antônio Rodrigues do Prado e de Francisca Cordeiro de Lima. Levou esse casal à pia batismal, em Lavras , os seguintes filhos: - Maria Theresa de Faria, casada com José Ferreira de Brito; - Francisco José de Faria, a 21-9-1765; - Ana Jacinta de Faria, casada com Francisco Afonso da Rosa; - João de Faria, a 24-8-1767; - Amaro de Faria, a 24-6-1771; - Bento de Faria de Neves Júnior, a 27-3-1769; - Thereza Maria, casada com Francisco Pereira da Silva; e - Brígida, a 8-4-1776 (ou Brizida de Faria) (ou Brizida Angélica) , casada com Simão Martins Ferreira. B ento de Faria Neves Júnior , casou-se

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Biografia de Maria Antonietta de Rezende.

O prefeito municipal e a secretária de Educação, Cultura e Lazer, ao assinarem a apresentação da obra: “Atlas Escolar. Histórico e Geográfico do Município de Carmo da Cachoeira – MG. Edição 2007” declararam: “ Este Atlas permite às crianças descobrirem protagonistas de sua história. Conhecendo, passam contribuir para potencializar o que ela tem de bom, preservar seu patrimônio e símbolos do passado .” D entre os símbolos , o Hino da cidade. Escrito pela Professora Maria Antonietta , encontra-se em fase de oficialização. A tradição garante a manutenção desta criação. O povo canta , reconhece o hino de sua cidade, e atento acompanha o processo de sua oficialização. A administração pública e Câmara municipal apoiam a manutenção daquilo que foi consagrado pela tradição. Dois pontos fortes na letra do hino bastam para garantir sua oficialização. O primeiro é o que diz da religiosidade presente na população e que a cada dia se torna mais revelador da identidade e vocação de Carmo da