Pular para o conteúdo principal

Hino do Município de Carmo da Cachoeira


Letra do Hino a Carmo da Cachoeira

Letra e música: Maria Antonietta de Rezende
Arranjo do maestro: Edgar Xavier
Interpretação da mezzo-soprano: Maísa Nascimento
Instrumental: Teresa Maciel.

Subindo a colina faceira,
aos suaves clarões do arrebol,
vai Carmo da Cachoeira
vai inundar-te de sol!

Sob o manto da mãe protetora,
que lá do céu por ti vela,
à sombra do escapulário,
refulgirás sempre bela.

És cidade tão hospitaleira,
"sorriso de Minas Gerais"!
Quem te vê, à vez primeira,
não te esquece jamais.

Teus filhos, em terras distantes,
em busca de um meio de vida,
suspiram por ti a todo instante,
ó minha terra querida!

Seu balde e tua peneira
sustentam teu povo de pé.
Olhando a nossa bandeira,
nós caminhamos com fé.

Áudio do Hino da Cidade de Carmo da Cachoeira

Partitura do Hino do Município de Carmo da Cachoeira



Vídeo do Hino da Carmo da Cachoeira

Comentários

Anônimo disse…
Veja também o clipe:

MISSÕES EM CARMO DA CACHOEIRA-MG
Anônimo disse…
O povo unido jamais será vencido. Parabéns CÂMARA MUNICIPAL. Você falou a voz do povo da sessão de 26 de novembro.
Anônimo disse…
Se era de voz do povo, ela está aí. Quem foi a sessão da Câmara de ontem viu. Agora é só esperar pra ver.
Anônimo disse…
O Projeto Partilha agradece ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Carmo da Cachoeira - MG, WALMIR CALDEIRA, pelo empenho em prol da legalização do HINO DE CARMO DA CACHOEIRA. Agradece também a CASA e seus integrantes que, de forma unânime, deram voto de aprovação ao anteprojeto apresentado na sessão deste 26 de novembro.
Anônimo disse…
O Projeto Partilha agradece, entre tantas outras presenças, a do Sr. Rubens Vilela de Rezende, irmão de Maria Antonietta de Rezende (in memoriam). Agradece também a presença de Teresa Maciel, sobrinha do Pe. Manoel Francisco Maciel presente na foto acima. Ao lado da professora Maria Antonieta, participavam de uma cerimônia de inauguração, próxima ao Ribeirão do Carmo, antigo Ribeirão da Capitinga (Capetinga)e, bem próximos da CACHOEIRA DOS "DE RATES".
Anônimo disse…
Entre antigas propriedades rurais, o Município do Carmo da Cachoeira contava com uma conhecida até hoje com A MESMA DENOMINAÇÃO: "CAPÃO DOS ÓLEOS". Essas denominações, como temos estudado, repetiam-se em diferentes localidades. Antigos documentos vão contribuindo a sua maneira para mapeamentos. Temos hoje a transcrição abaixo. A referida transcrição foi solicitada pelo Projeto Partilha como elemento de estudos.

Transcrição de EDRIANA APARECIDA NOLASCO.
Tipo de documento - sesmaria
Ano - 1798 Caixa - 24
Sesmeiro - Reverendo José Domingues de Carvalho
Local - São João del Rei

Fl.01
AUTOS DE MEDIÇÃO DE UMA SESMARIA DE MEIA LÉGUA.
Data - 18 de agosto de 1798
Local - Fazenda do Paraíso das Três Pontas. Freguesia das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes em casas de morada de Antônio Domingues de Carvalho.

Fl.03
CARTA DE SESMARIA
(...) por sua petição o Padre José Domingues de Carvalho morador na Freguesia de Santa Ana das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João del Rei. Minas Gerais e Comarca do Rio das Mortes que na PARAGEM MORRO DO SOBRADINHO, vertentes das cabeceiras do RIBEIRÃO DO CONGONHAL da mesma Freguesia se acham terras devolutas as quais confrontam com ANTÔNIO DA SILVA TEIXEIRA e JOÃO ANTUNES DO PRADO, e com o suplicante as queria possuir (...).

Fl.06
AUTO DE MEDIÇÃO E DE DEMARCAÇÃO
Data - 20 de agosto de 1798
Local - PARAGEM DO MORRO DO SOBRADINHO e vertentes das cabeceiras do Ribeirão do Congonhal da Freguesia das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João del Rei. Comarca do Rio das Mortes.

(...) foi eleito para o lugar do Pião um assento de mato carrasquinho que verte para o corgo que desagua no Ribeirão do Congonhal ao pé do caminho que vai da Vila de São João para ANTÔNIO DA SILVA TEIXEIRA ao lado esquerdo.

... AO PÉ DO CAMINHO QUE VAI DA VILA DE SÃO JOÃO ...

(...) seguindo o rumo do leste por ele mediram oitenta e cinco cordas que atravessaram o corgo o que verte o assentado Pião e o do CAPÃO DOS ÓLEOS e findaram no mato da TAQUARA a beira do CORGO DO SOBRADINHO (...) onde meteram um marco de pedra e parte este rumo com o dito corgo do sobradinho (...).
(continua)
Anônimo disse…
(continuação)
Transcrição de Edriana Aparecida Nolasco.

(...) seguindo o rumo do oeste por ele mediram dez cordas que findaram em um lançante coberto de mato carrasquinho vertente ao dito assento do Pião (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras de ANTÔNIO DA SILVA TEIXEIRA por um Espigão que vem do MORRO DO SOBRADINHO e morre no RIBEIRÃO DO CONGONHAL.

(...) seguindo o rumo do norte por ele mediram trinta e sete cordas que findaram em Chapada da Samambaia ao pé de um corgo que desagua no dito Congonhal (...) onde meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras de MANOEL DIAS DA CONCEIÇÃO e seu sócio FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA PRADO.

(...) seguindo o rumo do sul por ele mediram sessenta e oito cordas que findaram na contra vertente do MORRO DO SOBRADINHO medidas pelo rumo do sul (...) e aí meteram um marco de pedra com uma cruz virada ao Pião na cabeceira de um corgo seco que verte aos capoeiras do sesmeiro seu pai ANTÔNIO DOMINGUES DE CARVALHO, vertentes ao Ribeirão de São João e parte este rumo com terras das mesmas capoeiras compreendidas na sesmaria obtida por dona ANA MARIA DO NASCIMENTO (...).

* o sesmeiro tomou posse em 21 de agosto de 1798.

ARTIGO DE HABILITAÇÃO
(...) o Reverendo JOSÉ DOMINGUES DE CARVALHO (...) possui uma sesmaria de terras de cultura de meia légua na Freguesia de Santa Ana das Lavras do Funil situada no lugar denominado O MORRO DO SOBRADINHO vertentes das Cabeceiras do Ribeirão do Congonhal (...)

(...) sendo aquele Reverendo senhor e possuidor daquela predita sesmaria por si e como testamenteiro e herdeiro de seu Pai ANTÔNIO DOMINGUES DE CARVALHO da mesma cedeu por desistência transação e obrigação nas pessoas dos habilitandos MANOEL DIAS DA CONCEIÇÃO, e sua mulher JOAQUINA MARIA DO PRADO, seu sócio FRANCISCO XAVIER DE OLIVEIRA PRADO e sua mulher e juntamente na pessoa de seu sogro JOÃO ANTUNES DO PRADO (...).
Anônimo disse…
Rita Maria Luiza de Oliveira ou RITA DO PASTO.

Era alta e mulata. Seus pais, o local onde nasceu e a data de seu nascimento são desconhecidos. Sabe-se apenas que era viúva de THEODORO DE TAL e sem descendentes. Acreditava-se ser ela a proprietária do imóvel chamado "Pasto da Rita" - Chácara que pertenceu ao comerciante ANTONIO ZEFERINO ROCHA. Nos terrenos foram construídos os prédios do Pronto Socorro, Hospital, Vila Vicentina e casas particulares. Todos pertenceram à CHÁCARA. A usufrutuária, recebeu o uso fruto por testamento do proprietário, datado de 1897 no Cartório do Fórum local. (Pacote 40). Quando Rita faleceu, o Juiz da Comarca Doutor Walter Cabral, anulou as doações feitas por ela de parte de seus bens, em favor do Hospital São Francisco de Assis e Vila Vicentina. Faleceu pelas quatro horas do dia 13 de junho de 1946, à Rua Barão da Boa Esperança, 442, nesta cidade de Três Pontas, aos 90 anos, conforme declaração prestada pelo seu vizinho, DOMINGOS JOSÉ VIEIRA FILHO, conhecido por Minguta. (Óbito n.6051. liv.15-C. fls.92v e 93, no Cartório de Registro Civil).
Anônimo disse…
ANTÔNIO ZEFERINO DA ROCHA, filho de Joaquim (ou Francisco) Gonçalves da Rocha e Tereza Maria Rocha, solteiro. Possuía uma casa comercial, na antiga Rua Direita, n.121, hoje Barão da Boa Esperança n.422, anexa a uma CHÁCARA, cuja testada abrangia o prédio do Pronto Socorro, do Pretório, início da rua Benjamim da Silva Campos (aberta na década de 1980), a residência de José Piedade Campos, trechos da rua Agnelo Araújo e rua Juvenal Corrêa Figueiredo, lado esquerdo de quem desce. Toda a área da atual Vila Vicentina, até os limites do Ribeirão das Araras, fazia parte do imóvel. Faleceu em 22 de dezembro de 1897, tendo seu inventário sido feito em 1898. (Pacote n.41), arquivado no Fórum local. Como não tinha herdeiros, deixou o usufruto de seus bens para RITA MARIA LUIZA DE OLIVEIRA (conhecida como Rita do Pasto). Após a morte de Rita, todos os bens deveriam ser vendidos, e o produto aplicado em esmolas para pobres da cidade e para 10 órfãos, num total de 1:000$000 (um conto de réis); para 10 viúvas pobres 200$000; para igreja matriz, 1:000$000 (um conto de réis) e para o conserto do pretório 200$000.
Anônimo disse…
Infelizmente não pude estar presente na sessão da Câmara, quando da discusão do anteprojeto de lei ref. ao hino de Carmo da Cachoeira, de autorida da saudosa Maria Antonieta de Rezende, mas estive sempre presente em pensamento e torcendo pela aprovação. Parabéns a todos que participaram dessa campanha.
O primeiro passo já foi dado, vamos aguardar os próximos com muita confiança.
Anônimo disse…
Carlos Alberto Caldeira é Funcionário Público Municipal em Carmo da Cachoeira - Minas Gerais. Durante muitos anos tem acompanhado, através do desempenho de seu cargo, e dos postos a que foi convidado a exercer (normalmente ligados ao Gabinete do Prefeito), o dia-a-dia da administração em sua relação com o cidadão contribuinte, associações, O.N.Gs., entre outros. Foi Carlos Alberto Caldeira que, em caráter voluntário, colaborou com a CÂMARA MUNICIPAL buscando dados e informações necessárias para a estruturação do anteprojeto apresentado, discutido e aprovado na sessão da Câmara ontem.
Os internautas já o conhecem. É poeta e interprete em algumas faixas do CD comemorativo do Sesquicentenário da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo. Uma de suas interpretações foi, O TROPEIRO DE CARMO DA CACHOEIRA, de autoria de Antonio Carlos Reis da Rocha. O Projeto Partilha agradece ao Carlos Alberto por mais esta participação, e continua contando com seu apoio hoje e sempre.
Luz e Harmonia.

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

Simpósio Filosófico-Teológico em Mariana

Aproxima-se a conclusão das obras de restauração na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, Igreja Mãe de nossa Arquidiocese. Trata-se de expressivo monumento religioso, histórico e artístico, tombado no âmbito federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A Arquidiocese de Mariana, a Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM) e o Instituto Teológico São José (ITSJ) organizam este Simpósio com o objetivo de refletir sobre os trabalhos de restauro que em breve serão entregues à comunidade, bem como debater o significado deste templo, em relação aos aspectos teológicos e sua importância artística e arquitetônica em mais de três séculos de existência. Programação : de 25 à 27 DE MAIO DE 2022 25/05/2022 – Quarta-feira Local: Seminário Maior São José-Instituto de Teologia 19h - SAUDAÇÃO INICIAL - Côn. Nédson Pereira de Assis Pároco da Catedral - Mons. Celso Murilo Sousa Reis Reitor do Seminário de Mariana - Pe. José Carlos dos Santos Diretor da Faculdade Dom