Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

O Conde de Assumar e a vitória dos paulistas.

Para o Conde de Assumar¹, se até o “refugo do gênero humano” respeitava as suas leis, o mesmo deveria ser esperado e até com mais ardor, dos povos civilizados, pois o rei português, segundo ele, governava não somente como um “Vice-Deus na Terra” mas também o fazia como um pai tratando os seus filhos vassalos com bondade e suavidade, impondo a obediência através de meios não violentos.

Depois de deixar claro que considerava os paulistas homens valorosos e heróicos devido aos seus feitos contra as Missões indígenas espanholas, a destruição de Palmares e a luta contra os Emboabas, conclama a todos que passem a obedecer ao soberano de maneira incondicional já que a obediência acarretaria a riqueza de todos: do soberano e deles, vassalos.

Assumar entendia ou precisava acreditar, que era possível obter a obediência dos paulistas. O grande problema para ele eram os negros, insolentes, revoltosos e para seu desespero, em maior número que a população branca. Palmares é o grande fantasma da vida do governador. Em seu primeiro discurso, o quilombo aparece e seus quilombolas são vistos como “cabeças de hidras rebeldes”, abatidas graças aos esforços paulistas. A partir daí, Palmares reaparecerá em inúmeras cartas, bandos e provisões de Assumar, sempre como um enorme perigo prestes a se repetir em Minas Gerais.

Esta visão de que bastaria o controle político e econômico sobre a colônia para fazê-la produzir riquezas irá se modificar aos poucos e tais alterações podem ser percebidas também nas expedições enviadas às áreas mais longínquas do território colonial. Todas elas com objetivos claros de conhecer as regiões, fazêlas produzir riquezas e povoá-las. Mas para atingir estes estágios seria necessário eliminar os agentes que os impediam: índios e quilombolas. Era preciso também civilizar as novas regiões recém incorporadas ou em processo de incorporação.

Com relação a Minas Gerais percebe-se que as expedições posteriores a 1735, quando Gomes Freire assumiu a Capitania e ainda mais a partir de 1750, momento que Pombal assume efetivamente o controle em Portugal, possuem um caráter mais global. Identifica-se nelas um projeto maior que visava, em última instância, controlar toda a região do sertão, ampliando áreas de mineração e os limites da capitania. Tratava-se de um projeto que buscava tornar uma região propícia a receber os ideais da civilização.

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

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Texto Anterior: Borges Pinto descreve a estrutura dos quilombos.

1. Assumar além de Governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais em 1717, foi em1744, nomeado Vice-rei da Índia, onde recebeu o título de Marquês do Castelo Novo; ao participar da tomada da Praça de Alorna, recebeu o título de Marquês de Alorna.

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