Pular para o conteúdo principal

A história de Januário Garcia Leal, o Sete Orelhas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Ricardo Gumbleton Daunt, brazão do livro.
Imagem anterior: Perdões e Sua História.

Comentários

Anônimo disse…
Dr. Marcos Paulo de Souza Miranda, p.145 de sua obra diz:
"É interessante notar, em assomo, que os nomes dos justiceiros não se encontram no livro do rol dos culpados da Comarca do Rio das Mortes (Livro2 do rol de culpados da Vila de São João del-Rei. 1805-1844. Museu Regional de São João del-Rei), o que denota que os mesmos não foram condenados pelos crimes praticados no exercício de sua jurisdição privada.
Laura de Mello e Souza, em seu trabalho intitulado Norma e Conflito. Aspectos da História de Minas no século XVIII, chama a atenção para algo que efetivamente ocorreu no caso de que tratamos: a interpenetração da ordem e da desordem e a fluidez de limites entre o lícito e o ilícito. Essas afirmativas realmente dão elementos suficientes para se compreender melhor a convivência entre autoridades e infratores. Ao fim e ao cabo, uma entre outras manifestações peculiares à sociedade que se formou nas Minas do século XVIII: muitas vezes rígida na norma e na letra era quase sempre anárquica na prática e no costume (SOUZA, Laura de Mello e. Norma e Conflito. Aspectos da história de Minas no século XVIII, p.146). (...)
Que o conhecimento de fatos como os que foram narrados neste trabalho possa despertar a atenção das autoridades brasileiras para a realidade segundo a qual uma polícia bem preparada e aparelhada, uma justiça forte, célere e eficiente são condições indispensáveis para a tranquilidade social e para a estabilidade de um Estado Democrático de Direito, comprometido com o bem comum.
Que atitudes sérias sejam tomadas para que não se possa presenciar novamente no Brasil uma justiça privada e paralela à estatal, e às vezes mais forte do que esta, nos moldes do que ocorreu nas Minas Gerais há dois séculos atrás, quando vigia na Capitania a jurisdição dos capitães".
Anônimo disse…
Esta medição está dentro do limite Da Jurisdição dos Capitães.

Documento transcrito por Edriana Aparecida Nolasco a pedido do Projeto Partilha.
Tipo de documento - Sesmaria
Ano - 1776
Sesmeiro - José Marcelino de Azevedo
Embargantes - Padre Bento Ferreira e João da Cunha
Local - São João del Rei.

Fl. 01
Autos de Sesmaria
Data - 05 de junho de 1776
Local - Sitio e Fazenda da Santa Fé em casas de morada do sesmeiro do Termo da Vila de São João del Rei Minas e Comarca do Rio das Mortes.
(continua)
Anônimo disse…
Continuação do comentário anterior:

Fls.03
CARTA DE SESMARIA
(...) por sua Petição José Marcelino de Azevedo que o defunto seu Pai houvera por título de compra uns matos e uns campos que o suplicante há mais de quatorze anos cultivava plantando e criando gado tudo do Rio do Peixe e para a parte de im morro, sertão que corre para as Três Pontas, Rio Verde abaixo e porque o suplicante deseja possuir as ditas terras de cultura e seus logradouros para pastos por legítimo título me pedia lhe concedesse neles a extensão de três quartos de léguas que compreenderão as mesmas e atendendo os empenhos com que ficara o casal por falecimento de seu Pai e se achar vivendo com a viúva sua Mãe e órfãos menores trabalhando pelo seu braço com alguns escravos como Tutor dos mesmos principiando a medição da parte do Rio Verde do lugar fronteiro do feixo onde parte com a sesmaria do Capitão Thomé Martins da Costa correndo rio acima chamado do Peixe até o Ribeirão chamado Vermelho em que o dito sitio parte com a sesmaria do Reverendo Pe. Bento Ferreira que são contravertentes do Ribeirão do Barreiro. Freguesia das Lavras do Funil. Termo da Vila de São João del Rei (...)

Fl.08
(...) digo eu Padre Bento Ferreira que entre outras mais terras de que sou senhor e possuidor por compras que delas fiz e principalmente por título de Sesmaria medidas e demarcadas são bem assim as terras de culturas e campos parte da minha sesmaria de três léguas, desde o córrego chamado Palmital até o Rio do Peixe, ficando-me pertencendo as terras que vertem ao dito córrego da parte desta minha casa de CAMPO BELO menos as que a ele dito córrego vertem abaixo da cachoeira que foi caminho de carro correndo do (ilegível) de um capão que aí fica por uma restinga e atravessando um lagrimal para a parte da Fazenda do VIGÁRIO DA VARA até outro (ilegível) que do mesmo dito se avista todas as ditas terras, vendo e por este tenho vendido ao senhor João da Cunha (...).

Fl.11
CARTA DE SESMARIA
Diz o Padre Bento Ferreira sacerdote do Hábito de São Pedro que no Sertão que entre os Rios Ingaí e Verde corre para o Rio Grande por ser ele suplicante o primeiro morador lhe foram concedidas uma sesmaria (...).

Fl.13
AUTO DE MEDIÇÃO E DEMARCAÇÃO
Data - 07 de junho de 1776
Local - neste Sítio ou terras mencionadas onde se deu o nome de FAZENDA DA BOA ESPERANÇA da Freguesia da Campanha do Rio Verde do Termo da Vila de São João del Rei Minas e Comarca do Rio das Mortes.

(...) elegeu para o lugar do Pião um morro alto de catandubas dentro das terras confrontadas na dita carta (...) e aí meteram um marco de pedra (...)

(...) seguiram o rumo do nordeste pelo qual mediram noventa e cinco cordas que findaram em uma ressacada de campo próximo ao Ribeirão Vermelho e aí para divisa meteram um pau nativo de massaranduba (...) e confronta este rumo com o Ribeirão Vermelho (...)

(...) seguiram o rumo do sudueste pelo qual mediram sessenta e três cordas que findaram em um lançante de campo próximo a um capão vertente a esta sesmaria e aí para divisa de pau de jacarandá (...) e confronta este rumo com terras da Sesmaria do Capitão Thomé Martins da Costa (...)

(...)seguiram o rumo noroeste pelo qual mediram sessenta e duas cordas que findaram em um espigão de morro de mato e aí para divisa meteram um marco de ubatinga (...) e confronta este rumo com terras da sesmaria de Manoel Ferreira (...)

(...) seguiram o rumo sueste pelo qual mediram oitenta cordas que findaram em uma vertente de mato que verte para o Rio do Peixe e aí meteram um pau nativo chamado massaranduba (...) e confronta este rumo com o dito Rio do Peixe (...)

* O sesmeiro tomou posse em 07 de junho de 1776

Fl.20
Diz João da Cunha e o Padre Bento Ferreira que eles vieram com embargos contra a medição e posse da parte da sesmaria de José Marcelino de Azevedo principalmente de toda a terra vertente ao Ribeirão do Barreiro (...)

Fl.22
Procuração
Procuradores nomeados - Francisco Vieira de Souza Ferraz; Antonio José de Mello; capitão Brás Alves Antunes e João de Faria Silva.
Data - 08 de junho de 1776
Local Sítio do Campo Belo em casas de morada do Reverendo Bento Ferreira da Freguesia das Lavras do Funil do Termo da Vila de São João del Rei. Minas e Comarca do Rio das Mortes.
Que faz - o Reverendo Bento Ferreira e João Cunha.

Fl.23
PROCURAÇÃO
Procuradores nomeados - a meu irmão João Correa Xavier de Azevedo, e os senhores Vicente Ferreira Alves; Manoel de Souza Dias; Domingos Rodrigues Barreiros; Diogo da Motta de Araújo; Francisco Marques Guerra Pinto.
Data - 8 de junho de 1776.
Local - Santa Fé
Que faz - José Marcelino de Azevedo.
Anônimo disse…
Complementação de dados. Referência - comentário anterior, fl. 23.

Entre os procuradores de José Marcelino de Azevedo, faltou o nome DIOGO MOREIRA DA SILVA RABELLO. Com esta presença, somam 7 o número de seus procuradores:
- a meu irmão João Correa Xavier de Azevedo;
- Vicente Ferreira Alves;

- Manoel de Souza Dias;

- Diogo Moreira da Silva Rabello;
- Domingos Rodrigues Barreiros;
- Diogo da Motta de Araújo;
- Francisco Marques Guerra Pinto.
Anônimo disse…
como eu faco para adquirir este livro:
"A história de Januário Garcia Leal, o Sete Orelhas."

Milson Januario
milson@custom.com.br
Unknown disse…
gostaria de comprar esse livro
drvinagrephd@hotmail.com
Jose Luiz M Garcia

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Diácono Romário - Ordenação Presbiterial

 A Diocese de Januária, minha família e eu, Diácono Romário de Souza Lima temos a grata satisfação de convidar você e sua família para participarem da Solene Celebração Eucarística, na qual serei ordenado sacerdote pela imposição das mãos e Oração Consecratória do Exmo. Revmo. Dom José Moreira da Silva, bispo diocesano, para o serviço de Deus e do seu povo. Dia 18 de maio de 2022. às 19h, na Catedral Nossa Senhora das Dores em Januária - MG Primeiras Missas 19 de maio às 19hs na Catedral Nª Srª das Dores 20 de maio às 19hs na  Comunidade Santa Terezinha de Januária 21 de maio às 19hs na Comunidade Divino Espírito Santo em Januária Contatos: (38) 99986-6552 e martimdm1@gmail.com Reflexão: João 21, 15 - Disse Jesus a Pedro: "Apascenta meus Cordeiros" Texto de Gledes  D' Aparecida Reis Geovanini O cordeiro é o filhote da ovelha. É conhecido como dócil, manso, obediente. É o símbolo da obediência e submissão. Apascentar refere-se a alimentar, cuidar, proteger e orientar, fu

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Leonor Rizzi - Biografia

I tu , uma estância turística do Estado de São Paulo , viu nascer em 2 de fevereiro de 1944 a professora e genealogista Leonor Rizzi, uma descendente de imigrantes italianos da região de Gênova , cujos pais foram o ferroviário Diniz Rizzi e a costureira Malvina Demarqui Rizzi . E studou no tradicional Collégio Nossa Senhora do Patrocínio , sob os cuidados das Irmãs de São José de Chambéry ¹ . Aquele local , assim como boa parte de sua terra natal, é constituída de antigos monumentos arquitetônicos oitocentistas. Sendo também catecista e " filha de Maria ". C asou-se em 1964 com o professor Wagner Pereira da Mota e mudaram-se para a cidade de São Paulo em busca de melhores oportunidades de emprego. Lá ela ingressou no magistério público municipal, lecionando em diversos bairros da capital paulista, mas foi principalmente na década de setenta no bairro de Pirituba, no Paque Infantil Piritubinha ² , que desenvolveu uma metodologia de ensino própria que deu origem a obra &quo

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Cemitério dos Escravos de Carmo da Cachoeira

Ativistas culturais preservam nossa memória histórica Fernão Dias Paes Leme  corajosamente embora velho, atendendo ao apelo de seu rei, juntou seus índios agregados e com os seus dois filhos, com seu genro, e alguns amigos que acreditaram nele, partiu de São Paulo chefiando a maior bandeira paulista, entrando no sertão em busca da Lagoa Encantada onde estariam as tão sonhadas esmeraldas. Nesta louca aventura, o Governador das Esmeraldas foi plantando roças e deixando atrás de si “pousos”, para que outros bandeirantes pudessem sobreviver na impiedosa selva pontilhada de perigos. O sertão do Campo Grande estava localizado no trajeto dos bandeirantes quando, em 1739 , Marta Amato encontrou informações de que pertenciam a Carrancas (Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas ) dois cemitérios que pertenciam a essa freguesia, na Comarca do Rio das Mortes : cemitério do Campo Belo e cemitério do Deserto Dourado (hoje São Bento Abade ) . Segundo Tarcísio José Martins (1995, 1ª