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Aquarela "Índios recolhendo Pinha" - Século 18.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

A maior expedição para conversão dos gentis ocorreu em 1771, que além do relatório que foi posteriormente enviado à Metrópole, contou também com uma série de imagens retratando os acontecimentos envolvendo o seu cotidiano, e os contatos com os índios da região permitindo inferências sobre o que não foi dito no relatório.

Hoje destacamos a aquarela de Joaquim José de Miranda, "Índios recolhendo Pinha", pertencente a Coleção de Beatriz e Mário Pimenta Camargo de São Paulo.

Próxima imagem: Europeus oferecem presentes para os indígenas.
Imagem anterior: Ricardo Gumbleton Daunt, brazão do livro.

Comentários

Anônimo disse…
Uma das grandes dívidas com o passado da região, e nosso grande pecado, é a falta de clareza da importância de estudos sobre nossas origens, principalmente no que diz respeito aos nativos da terra. Dr. José Vilela Brettas, médico ligado a Carmo da Cachoeira, residente hoje em Palmas, no Tocantins, mantinha em sua biblioteca muito material referente ao assunto, principalmente genealogias afins.
Com o aprofundamento dos estudos certamente surgirão documentos que contam a história de Manoel Antonio Rates (Rattes) e seus ancestrais. Aí, sem sombra de dúvidas havia uma relação amistosa com o nativo. Por ora, o que já tivemos oportunidade de estudar em páginas anteriores, refere-se ao Município de Baependi. O Patrimônio, ou o campo doado, segundo José Alberto Pelúcio, p.47, "Dizemos nós Doadores abaicho assignados Luiz Pereira Dias, e dona Maria Nogueira do Prado (...) no`Sítio de Baependi correndo a estrada abaicho para onde moramos no Sítio da Palmeira: cuja sortes de campo houvemos por compra, que se fez ao deffunto Capitão-Mor Thomé Rodrigues do Ó, (...) e fazemos doação, não só para a Igreja, que o Povo quer erigir; mas também para Arrayal livre, e franco (...). Hoje Baependi, vinte de janeiro do anno de mil settecentos, e sincoenta, e quatro = Como testemunha, que fez, e asignei o Vigário Antonio Baptista = Luís Pereira Dias - Maria Nogueira do Prado - Francisco Jorge Martins - Joze Faria Cardozo. Segundo o mesmo autor,p.21, "(...) partiram de Taubaté os homens que a tradição aponta como descobridores de Baependi; notemos que de lá seguiu a bandeira do padre João de Faria Fialho (...). Tomé Rodrigues do Ó era casado com dona Maria Leme do Prado, cujo avô, CORNÉLIO DA ROCHA, foi, segundo Silva Leme, casado com Maria Leme Bicudo, faleceu em Taubaté em 1699.
Retornando as terras que, por doações, constituíram o Patrimônio fomos buscar a época em que Thomé Rodrigues. José Alberto Pelúcio, p.22 diz, " (...) em 1726, d. Lourenço de Almeida concedeu, em sesmaria, à viúva de Carlos Pedroso da Silveira, uma légua de terras 'da parte donde acabão as terras do Cap. Mor Thomé Roiz correndo pello rio Mapendy abaixo, etc". A propósito da letra final do sobrenome de Thomé "Ó"(p.25) " ... relacionamento entre o madeirense Thomé, e a a povoação de Nossa Senhora do Ó, de São Paulo. Azevedo Marques diz ter sido o núcleo daquela povoação uma capela erguida, em 1610, por Manuel Preto e sua mulher Águeda Rodrigues".
Segundo J. Nogueira Itagiba (rebento de um dos velhos troncos de Baependi, reportou-se a adoção do nome ITAJIBA. Diz ele, um dos chefes CATAGUÁS das tabas de Baependi) na Genealogia das Famílias Botelho Arruda e outras, de dona Ana de Ataíde Portugal Pinto Coelho, assim como dizia sua avó, quanto ao filho Nicolau (de Thomé Roiz) e às dez filhas daquele capitão-mor e, também em informações que obteve do conde de Baependi, descendente do alferes Nicolau Antônio Nogueira, casado com Ana Josefa da Gama.
José Alberto Pelúcio, p.6, apoiado em J. Nogueira Itajiba diz:
"ITAJIBAÇÚ, atingira idade avançada e, fatigado, passou a chefia das tabas CATAGUÁS de Baependi a JAGUARIUNA. O velho chefe, entretanto, lá se conservou, entre os indígenas, dispensando-lhes os conselhos ditados pela longa experiência da vida. Faleceu com idade de 75 anos. Deixou descendência, a que pertencia a respeitável matrona senhora DELFINA CONSTANÇA DE MAGALHÃES, esposa do alferes Joaquim Carlos Nogueira de Sá, que foi senhor do Rego d´Água e do Tabuão. Não faltavam áquela senhora destemor e firmeza, dando provas disso quando seu marido se enredara em movimentos revolucionários que agitaram Minas Gerais. Faleceu ela com 92 anos de idade, deixando - herdeiros do SANGUE CATAGUÁ - os seguintes filhos:

- JOSÉ MILITÃO NOGUEIRA DE SÁ

- JOSÉ CÂNDIDO NOGUEIRA DE SÁ

- PEDRO CARLOS NOGUEIRA DE SÁ, PAI DO DR. NOGUEIRA ACAIABA

- HERCULANO NOGUEIRA DE SÁ

- JOAQUIM NOGUEIRA DE SÁ (sr. Quim, do Rego d´Água)

- dona MARIA TERESA NOGUEIRA DE SÁ (mãe de Senhô Carneiro)

- dona MARIA NOGUEIRA DE SÁ

- dona FRANCISCA NOGUEIRA DE SÁ

- dona JUVENTINA NOGUEIRA DE SÁ.

Em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, os "OLIVEIRAS" e "DIAS DE OLIVIERA", segundo o genealogista ARY SILVA, em seu estudo JESUÍNA CÂNDIDA DE OLIVEIRA, matriarca da Família Dias de Oliveira Bueno, leva-nos a uma viagem de volta ao passado aos Caciques: Tibiriça, pai de Isabel Dias, casada com João Ramalho e de Beatriz Dias, casada com Lopo Dias. Refere-se também ao Cacique Piqueroby (irmão do Cacique Tibiriça) e pai de Antonia Rodrigues, casada com Antonio Rodrigues, pais de Antonia Rodrigues, casada com Antonio Fernandes, pais de MÉCIA FERNANDES ou MESSI-UÇÚ, casada com Salvador Pires.

A Família Reis traz em sua genealogia um nome Lisboense, o de Manoel Pereira da Silva que, em seu primeiro casamento, com Joana de Aguiar (ou Aguirre) teve FRANCISCA PEREIRA DA SILVA, casada com JACOB DIAS DE CARVALHO, pais de Andreza Dias de Carvalho, casado com Domingos dos Reis Silva. O segundo casamento do Lisboense Manoel Pereira foi na Família Tavares, com dona Teresa. No ramo familiar encontram-se referências como:
"gente da Terra" ou
"do cabelo corredio".

Só falta é aprofundamento. Onde estarão os cidadãos e estudantes cachoeirenses, e em que ramo do SABER e do CONHECIMENTO estarão eles inseridos? Quem sabe, um deles será tocado para colaborar no resgate dessa nossa grande dívida para com o passado desta abençoada terra, CARMO DA CACHOEIRA, Minas Gerais.
Na fé... ... ...
Anônimo disse…
Um antigo MATOSINHOS - o MATOSINHOS DO LAMBARI. Lá, o bracanense, José Rodrigues Ayrão, presente num documento de medição de uma sesmaria de meia légua, no ano de 1798, caixa 24, Museu Regional de São João del Rei.
Este antigo Matosinho do Lambari, zona sul de Minas Gerais é um compartimento da Serra da Mantiqueira e está ligado as "Águas Virtuosas de Campanha". Aqui, em suas origens, baianos e paulistas. Os primeiros moradores deste trecho da antiga estrada estrada que ligava Campanha à Core, no Rio de Janeiro, alguns, foram vindos e eram naturais de Congonhas do Campo. Martinho, filho de Martinho de Siqueira e Ana Corrêa Cardoso. Martinho era casado com dona Catarina Ribeiro da Costa.

Cf. www.ograndematosinhos.com.br/isabel/outro_matosinhos_84.htm
Anônimo disse…
Transcrição de documento por Edriana Aparecida Nolasco.
Tipo de documento - Sesmaria
Ano - 1798 Caixa - 24
Sesmeiro - José da Silva Leme
Local - São João del Rei

Fl.01
AUTOS DE MEDIÇÃO DE UMA SESMARIA DE MEIA LÉGUA
Data - 14 de maio de 1798
Local - Fazenda do Palmital. Freguesia da Campanha do Rio Verde. Termo da Vila de São João. Comarca do Rio das Mortes em casas de morada do sesmeiro José da Silva Leme.

Fl.02
Diz José da Silva Leme morador na Freguesia da Campanha (...)

Fl.03
CARTA DE SESMARIA
(...) por sua Petição José da Silva Leme morador na Freguesia da Campanha do Rio Verde. Termo da Vila de São João . Comarca do Rio das Mortes que na PARAGEM chamada o Palmital da mesma Freguesia se acham terras devolutas as quais confrontam pelo norte com a sesmaria do falecido Capitão José de Oliveira; e pelo sul com terras que cultivou o falecido JOSÉ RODRIGUES AYRÃO, pelo leste com as que cultivou o tenente JOSÉ RODRIGUES DA FONSECA e com as de JOÃO DOS SANTOS, e pelo oeste com as do Patrimônio do Padre DOMINGOS RODRIGUES ASSENÇO(?); confrontando mais a sesmaria do Capitão MANOEL JACINTO TORRES e com MANOEL DA SILVA PASSOS, e com terras que foram de DOMINGOS JORGE e hoje do Guarda-mor JOSÉ ANTONIO DA FONSECA (...).

Fl.06
AUTO DE MEDIÇÃO E DEMARCAÇÃO

Data - 15 de maio de 1798
Local - Fazenda do Palmital. Freguesia da Campanha do Rio Verde. Termo da Vila de São João. Comarca do Rio das Mortes dentro das terras mencionadas (....

(...) elegeram para o lugar do Pião um Espigão de mato virgem e campo que vem morrer entre dois corgos defronte do monjolo e laranjal da situação do sesmeiro (...) e aí meteram um Pião de pedra grande (...).

(parte danificada do primeiro Rumo) (...) por divisa meteram um marco de pedra e parte este rumo com terras do Capitão Manoel Jacinto Torres (...).

(...) seguindo o rumo do sul mediram dezenove cordas que atravessaram o Espigão em que está o Pião e findaram em um lançante de morro logo por cima da tapera do falecido JOÃO PINTO onde por divisa meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras do sesmeiro e confronta pelo alto de um morro com terras do sítio do PORTO VELHO do sítio que foi de JOSÉ BOTELHO do outro que foi de JOSÉ RODRIGUES AYRÃO e do que hoje é de ANTÔNIO RODRIGUES DA COSTA (...)

(...) seguindo o rumo norte mediram quatorze cordas que findaram em lançante de morro de mato vertente o RIBEIRÃO CONGONHAL e aí ao pé da estrada que vai para a Fazenda do Capitão Manoel Jacinto Torres e lado direito de cá meteram um marco de pedra (...) e parte este rumo com terras do sesmeiro até o alto da serra do Palmital por onde se divide com terras que foram de Domingos Jorge e dito RIBEIRÃO ABAIXO confronta com terras de MANOEL DA SILVA PASSOS com o qual se divide com o Espigão que vem da dita serra e morre no dito Ribeirão.

(...) seguindo o rumo oeste mediram cento e dez cordas que atravessaram o caminho que vem da Campanha para casa do sesmeiro e findaram ao pé de um morro de campo, vertente ao corgo de (ilegível) e raso e aí logo adiante dele cada da tapera (parte danificada).

* O sesmeiro tomou posse em 2 de maio de 1798.

Fl.10
Digo eu JOSÉ DA SILVA LEME e meus herdeiros que entre os mais bens que possuímos e bem assim um sítio na PARAGEM DENOMINADA O VALE FORMOSO o qual houve por compra que fiz a DOMINGUES GONÇALVES DA COSTA cujo sítio partem da parte do nascente com terras do CAJURU e do poente até onde nos achamos demarcado com dona MARIA DA CONCEIÇÃO e pela parte do norte tudo quanto desagua para a parte do mesmo sítio e para o sul partindo com terras do engenho cujo sítio se acha com casas de vivenda cobertas de capim com dez portas e janelas e mais pertences e dois monjolos cobertos de capim (...).
Anônimo disse…
JOSÉ DA SILVA LEME, foi batizado, no ano de 1737, na centenária Igreja, em Baependi, Minas Gerais. José, filho de paulistas. São seus pais, Guilherme da Cunha Gago e dona Mécias da Veiga Lima e foi casado com Rosa Maria Goulart.

Cf.: http://silvalemes.blogspot.com/

Site - Família Silva Lemes - De Bruges (Bélgica), Portugal, Madeira e Açores para Cambuquira.
Anônimo disse…
O Sesmeiro José da Silva Leme, como tivemos oportunidade de ouví-lo no documento acima postado, nos informou que, "entre os bens que possuímos há um Sítio da PARAGEM DENOMINADA VALE FORMOSO". Segundo a Carta de Sesmaria (fl.03), havia terras devolutas e que estavam sendo pleiteadas pelo sesmeiro, e cuja divisa "pelo leste se fazia com as que cultivou o Tenente José Rodrigues da Fonseca".
José Rodrigues da Fonseca foi casado com dona Maria Nogueira do Prado. Dentre seus filhos, Felisberto José Nogueira, morador, por volta de 1786 em Baependi, foi casado com dona Anna Margarida de Barros. Este filho de Felisberto e Anna Margarida, casou-se na família "Teixeira Marinho", que tem sua origem no Brasil Colonial através de João que foi casado na Família "Valle Ribeiro" ou "Ribeiro do Vale", através de André e Teresa de MORAES, pais, também, de Ângela de Moraes Ribeiro" (Morais)/(Ribeira), mãe de JOSÉ JOAQUIM GOMES BRANQUINHO, da Fazenda da Boa Vista, distrito de Lavras do Funil.
Anônimo disse…
Esta região que estamos abordando hoje, é de nosso maior interesse. No Vale do Sapucaí, está uma das descendentes de MANOEL ANTONIO RATES, dona Cipriana Antônia Rates (Cypriana). Estão aí também os seus descendentes. Em outras localidades, a descendência de Manoel Antônio fica diluída entre "Os Moraes", "os Costas" e "os Costas Moraes", dificultando mais as ligações, por falta, neste momento, de um fio condutor a partir do termo "Rattes", "Rates". Este, foi pouco utilizado na denominação da primeira geração de Manoel Antonio Rates (Rattes).

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