Torre de Babel, as duas Torres Gêmeas e Deus.


São duas torres perfeitas,
São duas torres eleitas .

Como símbolo do poder,
Solidamente erguidas.

Para abrigar vidas
E ali dentro as proteger.

Nós somos invulneráveis,
Somos inexpugnáveis,
O povo, ao vê-las, pensava.

Nós somos donos da História!

A nós seja toda a glória,
Com desdém, filosofava.

Relendo o Livro Sagrado,
Como se deu no passado,
Hoje a história se repete.

Uma torre foi erguida,
E a gente envaidecida
Grande pecado comete.

"O Senhor desceu pra ver"
E melhor compreender
Aquela empáfia do povo.

As torres que construíram
E que, em segundos ruíram
Perfazem a história de novo.

Lá na torre, quanta gente,
Quanta língua diferente,
Quanta paz e quanto amor!

Agora, entre o escombro,
Quanta gente sem um ombro
Pra chorar a sua dor!

Faze nascer, ó Senhor,
Em meio a todo esse horror
Uma nova Humanidade!

Por que uma nova guerra?
Para levar toda a terra
A uma avalanche de dor?

Que se punam terroristas
E ainda neonazistas,
Mas, a justiça, Senhor!

Em vez de retaliação,
Porque não plantar perdão
Que gera fraternidade?

Que Deus abençoe a América,
Essa terra tão feérica,
Tão bela, de norte a sul!

Mas que abençoe também
As outra pátrias de além
E todo o Planeta Azul!

Trecho da obra:
Encontros e desencontros
de Maria Antonietta de Rezende

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

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