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A história faz-se por meio de documentos.

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Mais que uma magnífica contribuição sobre a história do mundo luso-americano, o livro Metamorfoses de um polvo, de José Eduardo Franco e Paulo de Assunção é, certamente, uma homenagem aos pesquisadores que, na maior parte das vezes anónimos, se dedicam ao ofício de observar restos, marcas e fragmentos do passado, conscientes dos limites da documentação para uma conversa com os mortos – como a denominou Robert Darnton.

Próxima imagem: Perdões e Sua História.
Imagem anterior: Celebremos com Júbilo, hinário cachoeirense.

Comentários

leonor rizzi disse…
Nas folhas verdes das palmeiras, mensagens do Criador.

PEDRO DE RATES HENEQUIM.
por: Roberto Rates Quaranta.
Veja texto completo em
http://familiarattes.blogspot.com/2008/02/pedro-de-rates-henequim.html

Nascido em Lisboa no ano de 1680, PEDRO DE RATES HENEQUIM era filho bastardo de Francisco Henequim, um cônsul calvinista holandês, tido com Maria da Silva de Castro, católica portuguesa. Quando pequeno, fora tomado sob os cuidados de um padre, tendo estudado no colégio jesuíta de Santo Antão. Aos dez anos volta a morar com o pai, um cônsul holandês. Com esta proximidade, ela entra em contato com idéias reformistas, porém continua a ter uma rígida educação católica.
Em 1702, se vê diante de dois caminhos: ou viver na Holanda, como sugerido pelo pai, ou ir para a Colônia. A época era de descobertas de ouro nas Minas Gerais do Brasil. Aconselhado pelo seu tutor, que temia contato maior com o calvinismo, Henequim segue para a Colônia. Lá se depara com uma realidade caótica de línguas, costumes, crenças, culturas e raças juntas num mesmo lugar. Chegou a Minas Gerais, onde viveu nas regiões de Sabará, Ouro Preto e Serro do Frio.
Bom em português, para provar que o homem foi criado por mais de uma entidade, Henequim serviu-se do texto bíblico que diz: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança". Escreveu ele: "Se é 'façamos', é mais do que um". Ele não aceitava o plural majestático.

Nas folhas verdes das


palmeiras das Minas Gerais ...
projeto partilha disse…
JESUS CRISTO E A REVOLUÇÃO NÃO- VIOLENTA. Autor - André Trocmé. Tradução de José Alamiro de Andrade, O.F.M. Editora Vozes Ltda. Petrópolis. 1973, da tradução portuguesa. Editora Vozes Ltda. Rua Frei Luís, 100. Petrópolis, RJ. Brasil.

Título original francês: JÉSUS-CHRIST ET LA RÉVOLUTION NON VIOLENTE. Editado por Labor et Fides (Genebra). 1961. Magda Trocmé

INTRODUÇÃO, p.7:
Neste livro o autor se esforça por encontrar algumas respostas à angustia de nossa geração.
De uma parte, a proliferação da raça humana torna cada dia mais difícil a solução pacífica do problema da fome, da independência nacional, da educação das massas e da justiça social, enquanto que a ameaça de uma destruição total pela bomba nuclear paira sobre o futuro da humanidade. É necessário reler a Bíblia nesta nova perspectiva.
Doutra parte, Gandhi demonstrou que a prática do Sermão da Montanha, longamente considerada como utópica pelos próprios cristãos, pode às vezes resolver o problema das relações entre grupos humanos. É necessário igualmente reler a Bíblia nesta nova perspectiva.
Ora, uma defasagem sempre mais grave se revela, entre a mentalidade de nossos contemporâneos, modelada por nossa civilização industrial, em que o homem comanda a natureza, e nossa teologia tradicional, elaborada numa época rural, em que o homem se curva sob o peso da natureza. Enquanto a máquina transtorna as condições da existência humana, o pensamento cristão, amedontrado pelas responsabilidades que ele deveria assumir, empaca e recusa-se a ver no Evangelho outra coisa que não uma mensagem de salvação individual.
Muito mais, certas tendências teológicas condenam, como presunçosa e farisaica, toda a tentativa de ação boa em favor da salvação física da raça humana e todo esforço de obediência cristã autêntica, num século votado ao poder da técnica e das armas! Uma tal reviravolta nos ensinamentos de Jesus Cristo exige nova orientação. Sem esta orientação, as Igrejas cristãs correm o risco de desqualificarem-se como condutoras da raça humana, que chegou à beira do suicídio.
Não sendo professor nem de história, nem de teologia, o autor apenas tocará de leve os domínios reservados aos especialistas.
Diga-se que o autor, depois de ter flertado, com todos os de sua geração, com as teologias e filosofias do desespero, rejeita, hoje, o veneno delas. Não quer mais deixar-se levar pelas dialéticas do relativo e do absoluto, do horizontal e do vertical, do diabo e de Deus. Está farto de lúcidas análises, que colocam os problemas sem jamais propor uma obediência viril capaz de resolvê-los.
Considera que tais formas de pensamentos são as sutis desculpas que o intelectual (é pela propensão atual dos cristãos a intelectualizar todos os problemas morais que se mede o seu aburguesamento) dá a si próprio para não assumir responsabilidade para com seus semelhantes, e que esta forma de evasão é a marca dos períodos de decadência moral e religiosa.
Com efeito, o discípulo de Jesus é responsável, como o não-cristão, pela fome, a injustiça, o egoísmo, a exploração e a guerra que assolam sua época.
(...).
É verdade que, na época de Jesus, a angelologia, a demonologia e a literatura apocalíptica estavam se desabrochando (...). Não se liam os apocalípses populares judeus nas sinagogas, mas a Lei, os Salmos e os Profetas, isto é, uma palavra singularmente sóbria e despojada, pois os autores do Antigo Testamento eram pouco capazes de fabricar mitos.
Ora, procurando descobrir se Jesus era, ou não, um não-violento, o autor viu aparecer nos Evangelhos o retrato de um vigoroso revolucionário, capaz de salvar o mundo sem usar de violência. O autor quer partilhar com o leitor o entusiasmo de sua descoberta.

JESUS, O RETRATO DE UM
vigoroso revolucionário,
CAPAZ DE SALVAR o mundo

SEM USAR DE VIOLÊNCIA.

Capítulo IX - O Movimento Nacional Judeu.
projeto partilha disse…
FAZENDA DAS TRÊS BARRAS DE TRÊS CORAÇÕES.


O Projeto Partilha deixa registrada presença de um documento em seus arquivos. É um de Escriptura de compra e venda que entre si fazem como Outorgante vendedor MANOEL PINTO TEIXEIRA e como Outorgante comprador o Capitão FRANCISCO DE ASSIS REIS.
Nossos agradecimentos aos descendentes do Capitão FRANCISCO DE ASSIS REIS pela colaboração, que veio, em muito, nos auxiliar na compreensão da FAZENDA DAS TRÊS BARRAS, de Três Corações. Lembrando que esta fazenda, cuja sede foi demolida (5 anos), fica bem próxima do PORTO FLORA, no Rio Verde.
projeto partilha disse…
Prefeitura de Bom Conselho, plantando o futuro.

Os irmãos Villela aqui chegados eram judeus, fugidos da Santa Inquisição, e que no Brasil se converteram ao Cristianismo.
Chegaram a Salvador, capital da Colônia, se separaram. Um deles, naturalmente atraído pelo ouro, partiu para Minas (...).

Cf. Site - AGRESTINA ::. - Windows Internet Explorer

http://www.bomconselho.pe.gov.br/news/avulso/9.htm
projeto partilha disse…
Escriptura de compra e venda que entre si fazem como outorgante vendedor MANOEL PINTO TEIXEIRA e como outorgante comprador o Capitão Francisco de Assis Reis, como adiante se vê:

Saibam quantos este público instrumento de Escriptura de compra e venda virem que, sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil novecentos e onze, aos quinze dias do mez de junho do mesmo anno, neste districto do Carmo da Cachoeira, Comarca de Varginha, Estado de Minas Geraes, compareceram em meu cartório como outorgante vendedor MANOEL PINTO TEIXEIRA residente neste districto e como outorgado comprador o Capitão Francisco de Assis Reis, também morador neste districto, cada um de sua parte, conhecidos ambos de mim Tabellião e das duas testemunhas abaixo assignadas, e estas também de meu conhecimento, do que dou fé; e por elles outorgante e outorgado, em presença das mesmas testemunhas me foi dito que, sendo o primeiro outorgante possuidor de uma sorte de terras de trinta alqueires de oitenta braças quadradas, sita na FAZENDA DAS TRÊS BARRAS, neste districto, em sociedade com sua Mãi e irmãos, a qual houve por sucessão de seo finado pai DOMINGOS ALVES TEIXEIRA (...). Assinam como testemunhas: Augusto Ribeiro Naves e Pedro Juvêncio de Sousa, perante mim tabellião que esta escrevi e assigno. Adelino Eustachio de Carvalho. Carmo da Cachoeira, 15 de junho de 1911.

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Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

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Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
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