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Um cadinho da genealogia cachoeirense.

O açoriano José Gomes Branquinho (I), filho de Manoel Gomes Branquinho e de Francisca da Assunção, foi casado com Ângela Ribeiro de Moraes (Morais Ribeira) e foram pais de José Joaquim Gomes Branquinho (I), da Fazenda Boa Vista onde era sócio de Domingos dos Reis Silva, em terras adquiridas do Vigário da Vara. José Joaquim teve um meio irmão paterno, Antônio Gomes Branquinho (I), filho de Maria do Espírito Santo e José Gomes Branquinho. Antônio, meio irmão de José Joaquim Gomes Branquinho foi casado duas vezes. A primeira com a carioca, (Tereza Maria da Pousada (de Pousada, Tereza de Pousada, Teresa, Teresa Maria) , filha de Francisco Xavier Pousada, em 1754 e a segunda com Isabel Maria do Desterro. Eram sobrinho, por parte de pai, de José Joaquim Gomes Branquinho, filho de Ângela Ribeiro de Moraes, o Leonardo Branquinho e a Custódia Branquinho, batizada em 1788 na Capela de Santa Ana do Jacaré, Minas Gerais.

Na quinta geração do açoriano Manoel Gomes Branquinho, falecido em 1706, na Ilha Terceira, Açores, Portugal, segundo material preparado por Adolfo Silva Branquinho¹, aparece dona Basilissa Cândida Branquinho, filha de Luiz Gonzaga e neta de José Joaquim e bisneta de Ângela, da Família Moraes (Morais). Filho de dona Basilissa, Manuel dos Reis e Silva (III), nascido em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, foi casado com dona Maria Emília Teixeira, no ano de 1872. Manuel Branquinho, como é conhecido entre os cachoeirenses, ou Manuel dos Reis Silva Sobrinho, conforme o autor da genealogia da Família Reis, foi proprietário da Fazenda Saquarema. Foi nesta Fazenda que encontramos documentos assinados por José Fernandes Avelino, um dos doadores do Patrimônio de Nossa Senhora do Carmo. José Fernandes foi casado com Maria Clara Umbelina. Outro doador do patrimônio foi Manoel Antônio Rates (Rattes/Raty/Rati).

Onde estarão os documentos que vêem ao encontro de nossas perguntas
e que, lançadas aos quatro cantos do planeta, aguardam respostas???

Segundo José Ovídio Reis², diz "Maria Emília Teixeira Reis, nascida na cidade de Carmo da Cachoeira - MG e falecida no ano de 1924, filha de Manoel Alves Teixeira e Maria Vitória de Carvalho (Victória). Filhos:
4-1 Mário Teixeira Reis
4-2 Gabriel dos Reis e Silva Neto
4-3 Bassiliça Teixeira Reis
4-4 Antonio Teixeira Reis
4-5 Gabriel dos Reis e Silva Júnior (Bié Gordo)

Mario Teixeira Reis, conhecido como Mario Saquarema, fazendeiro da fazenda Saquarema em Carmo da Cachoeira, aos 29 de maio de 1895, casou-se aos 19 de abril de 1923 com a cachoeirense Aracy Teixeira Reis, nascida aos 09 de agosto de 1899, filha de José Balbino dos Reis e Francelina Teixeira Reis.

Desta família descende o nosso correspondente José Roberto Reis, nascido em Varginha no ano de 1958, filho de José Maria Reis da fazenda Retiro do Mato, Município de Carmo da Cachoeira.

Quando visitamos a Fazenda Saquarema ficamos impressionados com o carinho com que a família zela pelos bens que foram de seus antepassados. Como cachoeirenses, sentimo-nos orgulhos por suas presenças guardiãs no local.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

1. Rua Águas de Lindóia, n.542. Bairro Umuarama. Passos, Minas Gerais. Brasil.
2. livro Família Reis, p. 53.

Comentários

projeto partilha disse…
Não permita que o trabalho e o divertimento oponham-se. Se cada qual tem seu lugar separado às vezes, ambos também podem ocupar o mesmo espaço.
paulo costa campos disse…
DANIEL PEDRO BECKER

Filho de Pedro Becker e Luiza Catarina Becker, casado com Felicidade Luiza Becker. Foi pessoa de grande destaque, em meados do Século XIX, em Três Pontas. Exerceu o cargo de Secretário da Associação Patriótica Três Pontense. Era de origem alemã e de boa cultura. Ele foi designado para periciar as causas de um incêndio criminosos ocorrido no Cartório de Órfãos e Sucessões no ano de 1866. O fato provocou animosidade em pessoas que não desejavam a apuração dos fatos. Depois do acontecido, transferiu sua residência para Areado, Minas Gerais, onde foi assassinado na estação ferroviária. Acredita-se que tudo se deu por sua ação desassombrada como participante do judiciário de Três Pontas. Deixou descendência na cidade de Alfenas, Minas Gerais e região.
paulo costa campos disse…
FELIPE ANTÔNIO BUREM

Não obtivemos dados precisos desse personagem, partícipe das lutas contra os quilombos de nossa região. Sabemos tão somente que era Sargento-Mor. O Capitão José Álvares de Figueiredo, considerado um dos fundadores de Boa Esperança, pediu e lhe foi concedida uma sesmaria nas sobras da sesmaria de BUREM ou na do Capitão Antônio (Francisco) França, entre o Rio Grande e Sapucaí (SC.206,p.77, em 21-JUL-1778, Arquivo Público Mineiro). Ao Capitão Burem foi concedida uma sesmaria no Sertão do Campo Grande e "na paragem da extinção dos Calhambolas" (SC. 129 p.100 e 100v, 18-DEZ-1760, Arquivo Público Mineiro). A sesmaria estava situada possivelmente nas proximidades de Cristais.
paulo costa campos disse…
CÂMARA MUNICIPAL DE TRÊS PONTAS - 1842

A emancipação política de Três Pontas ocorreu a primeiro de abril de 1841, pela Lei n.202, que a elevou à freguesia e vila. Eleitos os vereadores, foram empossados, em 10 de fevereiro de 1842. Com grande pompa, veio à vila o Presidente da Câmara Municipal das Lavras do Funil, José Esteves de Andrade Botelho, a fim de formalizar a emancipação, pois a freguesia àquela vila. Tomaram posse os seguintes vereadores: Sargento-Mor João Baptista Ferreira de Brito, Tenente-Coronel Francisco de Paula Pereira, Domingos Teixeira de Carvalho, Antônio Pinto Ribeiro, Antônio Luiz de Azevedo e o Sargento´-Mor Antônio Gonçalves de Mesquita, escolhido para exercer a Presidência da Câmara. Domingos de Abreu Salgado, também eleito vereador, não tomou posse naquela data, sendo empossado posteriormente. (O Tres-Pontano, ed. 18-JUL-1897,p.3, Arquivo Público Mineiro).
paulo costa campos disse…
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA AJUDA

Exterminados os quilombos existentes nas paragens das Três Pontas, intensificou-se o povoamento desta vasta região de terras férteis. A grande maioria dos povoadores era de portugueses, devotos de Nossa Senhora da Ajuda, que se ressentiam da falta de assistência religiosa. A capela mais próxima era a de Carrancas. Os moradores do povoado nascente decidiram fazer uma petição ao Bispo da Diocese de Mariana para erigirem uma capela. A provisão foi dada em 5 de outubro de 1768, "a favor dos Povoadores do Certão (Sertão), entre as pontes do Rio Sapucahy (Sapucaí) da freguesia de Nossa Senhora da Conceiçam (Conceição) das carrancas para erigirem huma Capella com a Invocação de Nossa Senhora da Ajuda na Fazenda do Taquaral" (Livro de Provisão, fls.43v e 44 - Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana). A construção da capela foi rápida, mas tornou-se insuficiente para a população, que continuava a crescer, tanto que, em 11 de abril de 1770, nova Provisão foi concedida, a fim de que fosse erigida uma Ermida dentro da nova Capela (sic) já existente, com a permissão para ter "Pedra d'Ara Sagrada de suficiente grandeza, todos os paramentos das 4 cores ...". A provisão foi registrada em 19 de abril de 1770, todavia, nessa época, a Capela já estava sob a jurisdição da freguesia de Santana das Lavras das Carrancas (Lavras). (Livro de Provisões1770/71, fl.30 e 30v. Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana, Minas Gerais).
rui nogueira disse…
"ESTOU SOZINHO, NÃO POSSO FAZER NADA"

Existe uma sensação de impotência inoculada em nossas mentes pelos sistemas de comunicação.
Ajude, mesmo conversando, no processo de transformação.
Leve a sua boa palavra, a conscientização e o que já tem em sua mente para cada oportunidade de convivência.
Se não puder agir, fale.
Quem sabe, o viajante sentado ao seu lado ainda não teve a oportunidade de abrir a sua mente, compreender que há um sistema econômico doente, achando que pode crescer ilimitadamente e transformando todas as atividades humanas em fonte de lucro e não em um meio harmônico de vida.
Quem sabe, os filhos do viageiro ao lado só comem alimentos nocivos, cheios de aditivos, têm uma alimentação totalmente distorcida. Às vezes, algum comentário que faça, aparentemente despretensioso, pode alertá-lo e, com isto, mudar o futuro das suas crianças.
É possível que ele esteja contaminando pela propaganda e prefira produtos que vêm de longe, desprezando o que é feito na própria comunidade e que vai ajudar a todos viverem em conjunção, com melhor padrão de vida.
Certamente ele ainda não percebeu que não é a presença do computador que dá qualidade a uma escola, mas o bom professor, bem pago e valorizado.
É possível, até, que esteja deslumbrado pelas figuras do sucesso, cristalizando a sua mente na ganância de subir a qualquer preço. Lembre-o da simbiose: o todo melhor que cada parte isolada. Este é o verdadeiro preceito do mundo.
Quem sabe, poderá aproveitar a oportunidade para mostrar que, neste século XXI, precisamos de uma nova postura de vida que respeite o sentimento inerente do homem, a busca da felicidade, e o direito básico e natural de ter as suas necessidades fundamentais atendidas.
Veja se as empresas e o sistema econômico não têm que redirecionar suas diretrizes. Não podem continuar instrumentos para escravizar a maioria da humanidade e privilegiar lucros para poucos.
Quanta coisa simples podemos realizar, com a nossa hiper-revolução pessoal, para transformar o Brasil e o mundo num lugar bom de se viver.

NÃO POSSO FAZER NADA?
CLARO QUE PODE.
DÊ EXEMPLO: NÃO COMPRE IMPORTADOS.
USE PRODUTOS DA SUA COMUNIDADE.
projeto partilha disse…
Maria Emília Teixeira era irmã de Ana Alexandrina Teixeira que foi casada com Antônio Procópio Vilela, filho de Ana Carolina dos Reis e de Joaquim Manoel Vilela e neto de Maria Cristina dos Reis (I). Maria Cristina dos Reis era irmã de Rafael dos Reis Silva, nascido na Fazenda do Couro do Cervo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais. A Fazenda Couro do Cervo era vizinha do Sítio Cachoeira de MANOEL ANTÔNIO RATES/ Rattes/Rati/Raty. Maria Cristina era irmã, também, de Mariana Felisbina dos Reis, nascida em 1796 e casada com Antônio Pereira de Gouvêa (I), na Ermida de São Domingos da Barra. Ele filho de José Pereira da Silva e de Ana Teresa de Gouvêa (Cf. Genealogia Família Reis, p.77). Maria Cristina era irmã de Antonio dos Reis Silva(II),da Fazenda MORRO GRANDE, vizinha da FAZENDA COURO DO CERVO e bem próxima do SÍTIO CACHOEIRA situado no RIBEIRÃO DO CARMO na CACHOEIRA DOS "De Rates". Antônio foi casado com sua prima Maria Cândida, bisneta de ÂNGELA RIBEIRO DE MORAES (Morais Ribeiro). Maria Cristina era irmã de José dos Reis Silva, nascido em Carmo da Cachoeira, casado com Mariana, filha de João Rodrigues Figueiredo e Felícia Cândida. Maria Cristina era irmã de Domingos Marcelino dos Reis, FAZENDA DA SERRA, Município de Carmo da Cachoeira. Irmã de Manuel dos Reis e Silva, eleitor em Boa Vista de Lavras em 1847, com 43 anos, casado em primeiras núpcias com CLARA MARIA DE JESUS (Cf.: Genealogia Família Reis, p.151).

QUEM FOI CLARA MARIA DE JESUS???
QUEM ??? QUEM ??? QUEM???

Maria Cristina era irmã de Ana Purcina dos Reis, nascida em Lavras e casada com Bernardo José Pinto. Irmã de Francisco dos Reis Silva, nascido em 1810 e casado com Josefa Vitalina de Rezende, filha de José de Souza Meireles e Ana Paulina de Rezende. Maria Cristina casou-se na Capela de São Domingos da Barra com João Bernardes Pinto (Fazenda Bom Jardim das Flores), filho de Bernardo José Pinto e Ana Teresa de Jesus, irmã de Vicência, casada com Bento Manoel do Nascimento e tia de Inocêncio, filha de Antônio Pinto e Maria Antonia. (Cf.: Projeto Compartilhar).
Maria Emília, da Fazenda Saquarema e Ana Alexandrina eram filhas de Manoel Antônio Teixeira e Maria Vitória de Carvalho.
projeto partilha disse…
"A memória se enraíza no concreto, no espaço, no gesto, na imagem, no objeto." (NORA, 1993).

A memória nos permite contemplar a passagem do tempo, sem ela estaríamos presos a um eterno recomeço. É através da memória que construímos uma identidade e encontramos sentido para o que somos. (...) Mas quanto aos silêncios e esquecimentos deliberados? (...) O silêncio é revelador, pois ainda é possível delimitar a forma das peças que faltam no conjunto. Como um quebra cabeças, podemos descobrir nos buracos não preenchidos, aquilo que está ausente no todo. (...) Ao fazermos isso, recuperamos o direito de manifestação de vozes excluídas por algum motivo injustificável. É desse modo que reelaboramos a memória para que a polifonia que compõe nossa identidade fique completa.

Cf.: Nada a ver >> Blog Archive >> A historia que nos define - Windows Internet Explorer. Texto IDA DUCLÓS. 17-04-09.


Quem foi:
- Clara Maria de Jesus, casada com Manuel dos Reis e Silva, eleitor em Boa Vista de Lavras em 1847, com 43 anos?????

- Quem foi MANOEL ANTÔNIO RATES??

- Quem foi Maria Clara Umbelina, casada com José Fernandes Avelino, moradores na Fazenda Saquarema, Carmo da Cachoeira - Minas Gerais?

Silêncio ... Silêncio ... Silêncio.
João Teixeira disse…
Francelina Teixeira reis ou Francelina Horacia Teixeira também era irmã de Manoel Alves Teixeira-Neca-(Fazenda da Cava) casado com Mariana Candida Teixeira com varios descendentes ,entre eles meu avô Elpídio Alves Teixeira

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