Pular para o conteúdo principal

O operoso português José Gonçalves da Costa.

José Gonçalves da Costa, era de estatura pouco acima da média, tinha os olhos castanhos e usava longos bigodes e uma pêra (pequena quantidade de barba que se deixa entre o queixo e o lábio inferior, tão em moda novamente hoje). Trajava fraque e cartola por ocasião dos eventos sociais. Nascido em Vila Nova de Famalicão, do Concelho de Braga, Portugal, veio muito jovem para o Brasil, residindo algum tempo no Rio de Janeiro e fixando posteriormente residência em Três Pontas, Minas Gerais. Filho de Antônio Gonçalves da Costa e Maria Joaquina da Costa, casado com Leocádia Cândida Becker. Após a Proclamação da República, em 5 de fevereiro de 1890, foi instituída uma Intendência Municipal, da qual era integrante, como Adjunto. Foi o fundador do prado local e seu primeiro presidente. Incentivador da prática do futebol, na cidade, nos primórdios do século XX. Teve participação importante na construção do campo de futebol, construído na cidade. O campo confrontava pela frente com a Rua Minas Gerais, por outro lado com a Rua Belo Horizonte (atual Américo Miari) e pelo outro lado com a linha férrea, hoje Avenida Vicente Celestino, e aos fundos com vários moradores. O senhor Costa era alfaiate, comerciante, fazendeiro e político. Suas propriedades rurais compreendiam parte da "Formiga", "Toca" e "Barreirinha". Sua loja comercial ficava localizada na esquina das atuais ruas Minas Gerais e Marechal Deodoro.

(06-ABR-1853 - 05-SET-1923)

Comentários

projeto partilha disse…
Igrejas e Capelas

Em 250 anos de povoamento, várias igrejas e capelas foram edificadas em Três Pontas. As que mais se destacaram foram:

Nossa Senhora das Dores que, não se sabe o motivo, passou a ser denominada Nossa Senhora Aparecida, no bairro das Dores. Hoje é a matriz da paróquia da Aparecida. Foi edificada, com recursos do Cônego José Maria Rabello e Campos e sua mãe, no fim do século XIX.

Nossa Senhora das Lágrimas, edificada na Fazenda Boa Vista por iniciativa de Maria Josepha de Brito Amaral, na época Presidente do Complexo Boa Vista. Sua benção ocorreu em 27 de agosto de 1961, oficiada pelo bispo Diocesano de Campanha, Minas Gerais, Dom Othon Motta.

Nossa Senhora de Fátima, à rua Brasília, no bairro Padre Victor, edificada na década de 1980.

Nossa Senhora das Graças, à praça Cônego Francisco, bairro do Catumbi. Foi demolida e, em seu lugar, está sendo construída uma nova e moderna igreja.

Nossa Senhora do Rosário, no povoado de Martinho Campos, antigo Quilombo. O patrimônio foi doado por Joaquim Vieira Marques, na década de 1870.

Nosso Senhor dos Passos, edificada há mais de 150 anos, à rua Barão da Boa Esperança, esquina da rua Benjamim da Silva Campos. É mais conhecida por Pretório. Sempre se destaca nas celebrações da Semana Santa, desde o século XIX.

Padre Victor, erigida na antiga fazenda do Morro Grande, hoje fazenda "Cônego Vitor", próxima ao povoado da Faxina. A obra foi custeada por Dário Botrel de Figueiredo, proprietário das terras, em 1967. Anualmente, no dia 23 de setembro, há grandes romarias, procedentes de todo o Sul de Minas, que fazem vigília na capela, até a missa da madrugada, que é lá celebrada. Após o ato litúrgico, muitos vêm a pé a cidade.

Sagrada Face, erigida na Rua Ponta Grossa, n.101, no bairro Botafogo. Está em construção, no mesmo local, uma nova Capela.

Sagrado Coração, à rua Olavo Diniz, 729, bairro Santa Edwirges. Anexo há o Centro Pastoral do bairro, onde são realizados cursos e encontros religiosos. É um conjunto arquitetônico muito bonito e funcional. As obras ainda estão em fase de conclusão, faltando alguns anexos.

Santo Antônio, edificada na Fazenda "Chapada", na década de 1940. Foi demolida no início da década de 1980.

São Cristóvão, à Praça São Cristóvão, bairro Aristides Vieira de Mendonça.

São Francisco de Assis, à Rua Barão da Boa Esperança, junto ao Hospital de mesmo nome.

São João Batista, cuja construção foi iniciada em 23 de maio de 2001. Estão quase concluídas (2004) as obras, faltando apenas a pintura. Está situada à rua Maria Caetana, n.109, bairro Vila Marilena. Anteriormente havia no local uma pequenina capela.

São Miguel e Almas, erigida graças ao trabalho dos capuchinhos: Freis Francisco e Eugênio, durante uma missão, por eles pregadas, em 1852. A capela foi edificada dentro do cemitério da cidade. Sua arquitetura singular tinha a forma hexagonal. Foi demolida, na década de 1950, para que se fizesse um campo de futebol, destinado aos alunos do antigo Ginásio São Luiz. No local, onde havia o campo de futebol, hoje se localiza o ginásio poliesportivo.

São Sebastião, no povoado de Pontalete, às margens da represa de Furnas, município de Três Pontas. A antiga foi demolida, pois sua estrutura estava em estado precário. Sebastião Otaviano Silva construiu as suas expensas uma nova igreja.
projeto partilha disse…
O comentário anterior é citação das páginas 74/75 e 76 da obra, Dicionário Histórico e Geográfico de Três Pontas. Autor - Paulo Costa Campos. 2004.
Paulo costa campos disse…
QUILOMBO DESPOVOADO SERIA O QUILOMBO DO CASCALHO I.

O CASCALHO, situado na encosta Sul da serra das Três Pontas, talvez tenha sido extinto entre 1743 e 1746. Na carta de sesmaria, concedida a Luiz Corrêa Estrela há uma referência explícita a este quilombo.
Situado na região da serra de Três Pontas, possivelmente na fazenda "CALHAMBOLA". Em um mapa, ao que parece elaborado por Antônio Francisco França, datado de 1760, este quilombo é registrado como desabitado. A carta de sesmaria concedida a Luiz Corrêa Estrela, diz que ele queria arranchar "na paragem do Sertão donde é chamado o QUILOMBO DO CASCALHO, nas vertentes da serra das três pontas, que deságua para o rio Verde Freguesia das Carrancas: as quais terras partem por uma banda, com a da Sesmaria que hoje pertencia a Luiz Corrêa Lourenço, e de outra com o Sertão do rio Verde, e por outra, com a Serra que fica ao par da serra das Trespontas, correndo rio verde abaixo (SC. 129 págs. 166 e 166 v, em 14-jul-1763 - APM). A sesmaria de Luiz Corrêa Lourenço, a que se refere o documento supra citado, situava-se na Fazenda da Mutuca, que até hoje conserva a mesma denominação. Há outro "Cascalho", na região de Carmo do Rio Claro, Minas Gerais, situado do lado esquerdo do rio Sapucaí, hoje lago de Furnas.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhôas de José Guimarães.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. F oi, seguido deste singelo bilhetinho que a obra " As Três Ilhoas " de José Guimarães, está em nossas mãos: Prezada Leonor Vai aqui o livro, uma Obra Póstuma, de meu marido José Guimarães. O livro vem completar a coleção da genealogia das Três Ilhoas, lançada em 1989. Agradeço a grande pesquisadora e genealogista Marta Maria Amato , pelo enriquecimento proporcionado pelas suas pesquisas. Gostei de saber que o Projeto Partilha está colaborando com o resgate da "História de Carmo da Cachoeira". Temos em nosso arquivo alguns dados das paróquias de Campanha, onde tem alguma coisa sobre sua cidade:a terra do Pe. José Bento Ferreira. Será? Atenciosamente Leyde M. Guimarães. Ouro Fino, 15-08-2006 Próxima imagem: O Capitão Diog

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Um poema à Imaculada Conceição Aparecida.

Por esse dogma que tanto te enaltece, Por tua Santa e Imaculada Conceição, Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão! Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia! Nossa esperança, nosso alento e vigor, A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia, Da ignomínia, da injustiça e desamor! Tu família, aqui, hoje reunida, Encontra forças no seu lento caminhar. A ti recorre, Virgem Santa Aparecida, Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar! Somente tu foste escolhida e preparada Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou, Para fazer do Filho Seu, digna morada! Pelo teu sim, a humanidade se salvou. Novo Milênio, com Maria festejamos, Agradecendo tantas graças ao Senhor. Com passos firmes, nova etapa iniciamos, Com muita fé, muita esperança e muito amor. Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próximo Texto: A túnica Inconsútil, um poema de fé. Texto Anterior: A prece da poeta e professora Maria Antonie

Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

Eis o amor caridade, eis a Irmã Míriam Kolling.

À Irmã Míria T. Kolling: Não esqueçam o amor Eis o amor caridade , dom da eternidade Que na entrega da vida, na paz repartida se faz comunhão ! Deus é tudo em meu nada: sede e fome de amar! Por Jesus e Maria, Mãe Imaculada todo mundo a salvar! " Não esqueçam o amor ", Dom maior, muito além dos limites humanos do ser, Deus em nós, entrega total! Não se nasce sem dor, por amor assumida: Nada resta ao final do caminho da vida a não ser o amor . Próximo artigo: Até breve, Maria Leopoldina Fiorentini. Artigo anterior: Os Juqueiras, Evando Pazini e a fazenda da Lage

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.

F Luiz José Álvares Rubião, em publicação da obra, Álbum da Varginha pela Casa Maltese, às fls. (a publicação não contempla, nem ano, nem nº de páginas), descreve a Fazenda da Serra da seguinte forma: “A uma légua da freguesia do Carmo da Cachoeira, está situada a Fazenda da Serra, propriedade do Cel. Antônio Justiniano dos Reis”. Se diz: Freguesia, leia-se, após, 1857. Em publicação, no ano de 1918, Sylvestre Fonseca e João Liberal, às fls. 149, dizem: “O Cel. Antônio Justiniano dos Reis falecido o anno passado, foi um dos mais importantes fazendeiros do Distrido do Carmo da Cachoeira”. Ary Florenzano, genealogista, cita a Fazenda da Serra, apresentando-a como sendo o lugar onde pela primeira vez, aparece o nome Carmo da Cachoeira, em documento. O 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, 1959, fls. 28: “Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove, na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, desta freguesia de São João Del Rei, receberam

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948