Pular para o conteúdo principal

Um estudo em busca dos pioneiros mineiros.

Documento encomendado pelo Projeto Partilha.
Transcrição de José Geraldo Begname
.

Um registro, uma chave.

Consta do relatório de n.3, 01/2006, enviado a nós enviado pelo pesquisador, professor e historiador, José Geraldo Begname, o seguinte dado:

Assunto - Capela
Localidade - Conceição da Barra de Minas
Referência - Livro de Provisão 1764-1765, fls.171. O dados chegaram a Carmo da Cachoeira, Minas Gerais por solicitação do Projeto Partilha. O assunto diz respeito a pesquisas no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (AEAM).


Para nós cachoeirenses, o acesso a Conceição da Barra de Minas se faz a partir da Rodovia Fernão Dias em seu sentido Belo Horizonte. Uma das alternativas é a entrada na altura da rodovia no vizinho Município de Nepomuceno. Outra, é através de Lavras, seguindo até Itutinga, Camargos, Nazareno, chegando a Conceição da Barra de Minas.

Nosso referencial de estudo tem sido o século XVIII, época em que aqui viveu Manoel Antônio Rates e sua família. Rates/Moraes é nosso foco primordial de busca. Época onde abrangentes e extensas regiões territoriais eram percorridas por homens idealistas, destemidos. Verdadeiros conquistadores de terras, de um ideal. Enfim, guerreiros. O percurso acima descrito a partir da Cachoeira dos Rates, era mínimo pra eles que só falavam em, "léguas de distância" por estas paragens com imensas extensões territoriais em desbravamento.

Ao buscar nosso primeiro morador nos perguntamos sobre seu modo de vida, suas relações familiares, seus amigos. Enfim, quem foi seu sogro, seus cunhados, seus tios, seus filhos, netos. Rastreamos na medida que pudemos, auxiliados pelos historiadores, pesquisadores, genealogistas, entre outros leigos de boa vontade. Pessoal que já detinha dados sobre a área e a região. Pelas dificuldades de se chegar aos ancestrais da Família "De Rates", nos detivemos mais na família de sua mulher, Maria da Costa Moraes (Morais), no entendimento de que ela nos aproximaria da família "De Rates".

Foram muitos os documentos analisados, e, existe até uma genealogia que faz a ligação das duas famílias, no entanto, tivemos dificuldades em trabalhar o detalhamento da informação, tendo em vista inconsistência ou incoerências nas datas em relação aos nomes apresentados. Nesta busca percebemos a presença das famílias: "Pedrosa de Moraes" (lembrando que, aqui, há a fazenda da Ponte Falsa); "Pinto" (aqui a Fazenda das Três Barras de Três Corações e uma família que se ligou aos Musa/Mursa, um tanto discriminada após a Inconfidência Mineira) ; "Alves Preto" e "Resende Costa". Perguntamo-nos: "onde está o berço mais próximo desse pessoal?".

Encontramo-los em grandes fazendas como: da Lage, do Pinto, e dos Campos Gerais. Vimos no ano de 1749 um arraial com suas oito primeiras casas, e que se chamava Arraial da Lage, antigo nome do município de Resende Costa. Voltamos a nos perguntar: "qual o orago desta capela, cuja descrição nos livros da Arquidiocese de Mariana não dá detalhes?". É Nossa Senhora da Penha da Lage, Minas Gerais. Esta é a paragem onde nasceu Joaquina de Proença e Lara. Freguesia de Santo Antonio da Vila de São José (1792), irmã de Joaquim Pinto de Góis e Lara, tio de Bartolomeu de Souza Soares, casado com Bernarda de Proença e Lara. Joaquim e Joaquina, entre outros, eram filhos de Francisco Pinto Rodrigues e Ana Maria Bernardes de Góes. Francisco, filho de João Simões Pereira.

Pessoal da Aplicação de Santo Antônio de Nossa Senhora da Penha da Lage, antigo nome de Resende Costa, no cruzamento de duas estradas significativas na época. Uma que ligava Goiás, de uma lado e a Corte, no Rio de Janeiro do outro. A trilha passava pela região. Outra, vindo do Sul, dos destemidos paulistas (lembrar que Curitiba pertencia a São Paulo na época), trilha que cruzava este mesmo caminho, em seu percurso Sul/Norte, a época em que paulistas tinham como, entre outros objetivos, um - busca e apreensão de índios e minerais. Muitos, portanto, cruzavam este imenso território colonial nesta paragem com uma Capela, sob o Orago de Nossa Senhora da Penha. Onde iríamos encontrar outra manifestação de religiosidade neste imenso território Brasil Colonia, com dedicação a esta mesma Virgem?. Em Vila Velha, no Espírito Santo, terra berço de um buscador incansável e que esteve em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, rastreando documentos, Péricles Lima Rattes, morador na Barra do Jucu, Espírito Santo, Brasil.

O arraial da Lage, antigo nome de Resende Costa foi berço, também, de Ignácia da Rosa Lara e Silva¹. Ignácia era filha do Dr. João Antonio da Silva Leão e de sua mulher Ana de Proença e Lara. Ainda encontramos por aí, ao consultar o histórico da região, a presença de João Francisca Malta, que aparece em um ato religioso com dona Francisca Pedrosa, solteira, filha do Major Antonio Esteves.

Mais gente que, por algum motivo se liga aos nossos, somando dados e ampliando nossas buscas. É o caso de um óbito em 1780, na Fazenda Bom Retiro do Rio do Peixe, Aplicação de Nossa Senhora da Penha de França da Lage. Trata-se de Luiz Cardoso Osório, casado com Francisca Gonçalves Branca, pais de Feliciana Cardosa de Andrade, casada com Manoel Ferreira Carneiro.

Na amplitude do indefinido espaço geográfico deste imenso País, guardado pelos índios, o guia referencial fica com os acidentes geográficos (serras/rios/cachoeiras). São eles os norteadores do percurso. Não importa as distâncias entre eles. Ligando-os, estão as antigas trilhas indígenas, depois transformadas em caminhos e paragens. Hoje, por questão de organização administrativa, seguem limites resultados de acordos e leis. No entanto, deles nos lembramos, pela época histórica de nossas buscas, como sendo o Campo Alegre dos Carijós (1787), aldeamento indígena, próximo (?) a Serra do Ouro Branco, ou Nossa Senhora da Conceição de Campo Alegre dos Carijós, ou como definiu D. Maria I, no ato de criação da Real Villa de Quellus/Quelus, tendo Nossa Senhora da Conceiçam como padroeira. Espaços de um mundo sem fim.

Um mundo de encontro e desencontros, cujos personagens históricos, denominados garimpeiros do ouro e ou predadores de índios circulavam e se articulavam a sua forma. Eram entrantes ousados embuidos de ampliar limites e domínios. Pelo que temos observado no decorrer das leituras, existia um enorme idealismo propulsionadores de ações desses avanços contínuos. Em nome de quem? De um ideal? De um grupo?

A historiografia nos deve muitas respostas. Uma delas é: onde estão os documentos que nos revele que são os pais de Manoel Antônio Rates. Onde se casou Manoel Antônio Rates com dona Maria da Costa Moraes? Estavam eles nestas paragens e caminhos que levavam a Itaverava, Guarapiranga, Mariana, Catas Altas? Seria nestes caminhos onde índios e bandeirantes paulistas faziam pacto de amizade e parcerias. A Vila de QUELUZ DE MINAS GERAIS, hoje Conselheiro Lafaiete, entrou para a história como sendo o município que viu acontecer a vitória sobre as tropas legalistas na Revolução Liberal de 1842. Foi também o local que teve como seu primeiro sacerdote - o da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, um membro da Família Moraes (Morais), o Pe. Caetano de Morais Barreto.

Em um país cujos guardiães eram os nativos da terra, ou, como estudaram muitos outros, nos sertões jurisdicionados pelos capitães, os limites territoriais, denominações e distâncias ganham novos conceitos, dos quais necessitamos nos inteirar se quisermos encontrar os dados dos quais necessitamos. Outro desafio que temos a que nos propor - romper fronteiras em nosso nível mental, em nossas mentes cachoeirenses. Gratidão a todos que a nós se uniram nesta busca.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria:
Artigo Anterior: Os primeiro crime registrado em Carmo da Cachoeira.

1. ver INV., ANO 1828. Inventariante, seu primo, João Felizberto Rodrigues Lara. Local - Fazenda do Rio do Peixe na Aplicação de Nossa Senhora da Penha de França do Arraial da Lage, termo da Vila de São José.

Comentários

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Leonor Rizzi - Biografia

I tu , uma estância turística do Estado de São Paulo , viu nascer em 2 de fevereiro de 1944 a professora e genealogista Leonor Rizzi, uma descendente de imigrantes italianos da região de Gênova , cujos pais foram o ferroviário Diniz Rizzi e a costureira Malvina Demarqui Rizzi . E studou no tradicional Collégio Nossa Senhora do Patrocínio , sob os cuidados das Irmãs de São José de Chambéry ¹ . Aquele local , assim como boa parte de sua terra natal, é constituída de antigos monumentos arquitetônicos oitocentistas. Sendo também catecista e " filha de Maria ". C asou-se em 1964 com o professor Wagner Pereira da Mota e mudaram-se para a cidade de São Paulo em busca de melhores oportunidades de emprego. Lá ela ingressou no magistério público municipal, lecionando em diversos bairros da capital paulista, mas foi principalmente na década de setenta no bairro de Pirituba, no Paque Infantil Piritubinha ² , que desenvolveu uma metodologia de ensino própria que deu origem a obra &quo

Diácono Romário - Ordenação Presbiterial

 A Diocese de Januária, minha família e eu, Diácono Romário de Souza Lima temos a grata satisfação de convidar você e sua família para participarem da Solene Celebração Eucarística, na qual serei ordenado sacerdote pela imposição das mãos e Oração Consecratória do Exmo. Revmo. Dom José Moreira da Silva, bispo diocesano, para o serviço de Deus e do seu povo. Dia 18 de maio de 2022. às 19h, na Catedral Nossa Senhora das Dores em Januária - MG Primeiras Missas 19 de maio às 19hs na Catedral Nª Srª das Dores 20 de maio às 19hs na  Comunidade Santa Terezinha de Januária 21 de maio às 19hs na Comunidade Divino Espírito Santo em Januária Contatos: (38) 99986-6552 e martimdm1@gmail.com Reflexão: João 21, 15 - Disse Jesus a Pedro: "Apascenta meus Cordeiros" Texto de Gledes  D' Aparecida Reis Geovanini O cordeiro é o filhote da ovelha. É conhecido como dócil, manso, obediente. É o símbolo da obediência e submissão. Apascentar refere-se a alimentar, cuidar, proteger e orientar, fu

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Cemitério dos Escravos de Carmo da Cachoeira

Ativistas culturais preservam nossa memória histórica Fernão Dias Paes Leme  corajosamente embora velho, atendendo ao apelo de seu rei, juntou seus índios agregados e com os seus dois filhos, com seu genro, e alguns amigos que acreditaram nele, partiu de São Paulo chefiando a maior bandeira paulista, entrando no sertão em busca da Lagoa Encantada onde estariam as tão sonhadas esmeraldas. Nesta louca aventura, o Governador das Esmeraldas foi plantando roças e deixando atrás de si “pousos”, para que outros bandeirantes pudessem sobreviver na impiedosa selva pontilhada de perigos. O sertão do Campo Grande estava localizado no trajeto dos bandeirantes quando, em 1739 , Marta Amato encontrou informações de que pertenciam a Carrancas (Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas ) dois cemitérios que pertenciam a essa freguesia, na Comarca do Rio das Mortes : cemitério do Campo Belo e cemitério do Deserto Dourado (hoje São Bento Abade ) . Segundo Tarcísio José Martins (1995, 1ª