Pular para o conteúdo principal

Brasão de São Pedro de Rattes.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Detalhe de imagem barroca do Hotel Brasil.
Imagem anterior: Yankee Street Original Watch.

Comentários

Anônimo disse…
Imagem enviada para TS Bovaris por Rogério Vilela, já de retorno a Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, depois de um período de férias no Amazonas. Seja bem-vindo. Gratidão.
Anônimo disse…
Dr. Tarcísio José Martins, nos esclarece. Cf. p.981/2, obra: Quilombo do Campo Grande - História de Minas que se devolve ao povo. 2008. Santa Clara - Editora Produções de Livros Ltda. Contagem. Mais informações em,
http://tjmar.sites.uol.com.br
www.mgquilombo.com.br

ANEXO 2 - Viagem de Pamplona. Estudos ao artigo da Revista ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL. Volume 18 de 1988.

1 - A 18 de Agosto de 1769, a comitiva Pamplona partiu de sua Fazenda do Capote, indo posar na Fazenda dos Cataguases. (p.53-54, números das páginas onde se encontram os referidos dados na revista acima citada).
O autor do mapa, no entanto, deixa claro que o ponto de partida é a Vila de São João Del Rei, 01(esse número e seus sequenciais são as indicações dos locais contidas no mapa desenhado pelo cartógrafo de Pamplona, (p.96).
1.1 - Falando sobre a Fazenda MENDANHA, localizada no Município de Lagoa Dourada, Freguesia de Prados, pertencente a Inácio Correia Moço, filho de Pamplona, Waldemar de Almeida Barbosa informa que antes de 1784 já era mencionada "entre as quadras das sesmarias do Capote e Mendanha, Palmeira e Sítio do Pe. Manoel Vaz, conforme dados do Dicionário Histórico-Geográfico de Minas Gerais, 1971, p.286.
1.1.1 - Realmente, Pamplona "possuía ainda as fazendas do Mendanha (hoje, no Município de Lagoa Dourada), Capote (na mesma região), do Carandaí e o sítio do Matozinhos, onde faleceu, segundo dados em A DECADÊNCIA DAS MINAS E A FUGA DA MINERAÇÃO, 1971, p.125.
1-2 - Fazenda dos Cataguases, ver povoado de Catauá, circunscrito pelo ribeirão do Ouvidor, que deságua no ribeirão do Vau, que, por sua vez, recebe as águas do ribeirão Cataguases, constituindo, todos eles, as nascentes do rio Camapuã, divisa dos municípios de Lagoa Dourada e Cristiano Otoni.

2 - A 19 de agosto de 1769, a comitiva foi se arranchar na casa do reverendo padre João da Costa Rezende, irmão do capelão da expedição, padre Gabriel da Costa Rezende. Este local devia ficar próximo da capela do Mosquito, margem esquerda do ribeirão do Mosquito, que faz barra (um y), com Santo Antônio na divisa de Coronel Francisco Xavier, Resende Costa e Ritópolis.(10), a noroeste do atual município de coronel Xavier Chaves.

3 - Em 20 de agosto de 1769, a comitiva foi arranchar na casa de Francisco Pinto,(18), ao sudoeste do MUNICÍPIO DE RESENDE COSTA. Para chegar nesse local:
3-1 - a comitiva passou pela Capela de Nossa Senhora da Penha de França do Arraial da Laje, (12), hoje, MUNICÍPIO DE RESENDE COSTA. José Resende Costa e o seu filho do mesmo nome, inconfidentes-delatores, moravam na Aplicação de Nossa Senhora da Penha de França da Laje, em 1788. Deviam ser parentes dos padres de mesmo sobrenomes (invertidos) mencionados por Pamplona. Daí, sem dúvida, o nome de Resende Costa dado ao município em 1911, em homenagem ao filho que voltou do exílio com dom João VI, sendo deputado até o final de sua vida, em 1841.Cf.: Tiradentes, José Crux de, 1993, segundo volume, Tomo II, p.566-584.
3.2 - e daí a meia légua, a comitiva passou o rio de Santo Antonio, (13), cujas nascentes ficam na atual serra da Galga,(20), ao norte de Resende Costa, correndo sentido norte/sul, indo desaguar na margem direita do rio das Mortes, a oeste da foz do rio Carandaí - roteiro da velha picada feita por Urbano do Couto - ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL 108, p.97. Esta picada teria sido aberta em 1733, a mando do governador de São Paulo e Minas Gerais. "REVISTA DO ARCHIVO PÚBLICO MINEIRO" - ano II, 1897, p. 375. "a oeste da foz do rio Carandaí, (05), que também deságua no mesmo rio das Mortes.(p.54 e 56;97)."
Anônimo disse…
Vamos verificar o que José Geraldo Begname encontrou no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (AEAM), a cerca dessas imediações. Relatório - 3 - 01/2006, por solicitação do Projeto Partilha.

Assunto - Ermida
Localidade - Cia. do Jacaré do Rio Grande e Pequeno, freg. S. José do Rio das Mortes, José Gomes, João Vieira, Bartolomeu Dias, José de Oliveira Maia, invoc. S. Ana.
Referência - Livro de Provisão 1770-1771, fl.52.

Assunto - Ermida
Localidade - Pe. Manoel José da Rocha Ribeiro, invoc. S. José, comarca do Rio das Mortes.
Referência - Livro de Provisão 1770-1771. fl.117.

Assunto - Capela
Localidade - Irmandade de N. S. das Mercês, sítio do Coqueiro da freg. de S. Antonio da Vila de S. J., Rio das Mortes.
Referência - Livro de Provisão 1770-1771, fls.119v.

Assunto - Capela.
Localidade - Rio do Peixe e Jacaré, inv. S. Tiago Maior e S. Ana.
Referência - Livro de Provisão 1761-1764, Tomo I, fl.21.

Assunto - Ermida.
Localidade - Cel. Luís José Souto, S. Antonio do Rio Acima, invocação. N. S. das Brotas.
Referência - Livro de Provisão 1761-1764, Tomo I, fl.61.

Assunto - Patrimônio.
Localidade - Capela do Peixe do Jacaré, freg. de SJDRei.
Referência - Livro de Provisão 1761-1764, Tomo I, fl.126v.

Assunto - Ermida.
Localidade - José Gomes, João Vieira e Bartolomeu Dias, Cia. Do Jacaré do Rio Grande e Pequeno, freg. de SJDRei.
Referência - Livro de Provisão 1761-1764, Tomo I, fl. 129v.

Assunto - Altar Portátil.
Localidade - Pe. Manoel Pereira Ribeiro, cap. De S. Antonio do Rio das Mortes.
Referência - Livro de Provisão 1764-1765, fl.3

Assunto - Altar Portátil.
Localidade - Pe. Francisco Fernandes MendesMendes, Rio das Mortes.
Referência - Livro de Provisão 1764-1765, fl.4.

Assunto - Ermida.
Localidade - Pe. Agostinho Pereira de Melo. Fazenda Do Campo.
Referência - Livro de Provisão 1763-1764,Tomo II, fl.241.

Assunto - Altar Portátil.
Localidade - Cap. Vicente Ferreira da Silva, freg. SJDRei.
Referência - Livro de Provisão 1763-1764, Tomo II, fl264.

Assunto - Ermida.
Localidade - Cia. do Rio Verde Grande e Pequeno da freguesia de S. José do Rio das Mortes, José Gomes e João Vieira.
Referência - Livro de Provisões 1774, fl.29.
Anônimo disse…
Continuando com o Dr. Tarcísio Tarcíso José Martins, p.982. Quilombo do Campo Grande - História de Minas Gerais que se devolve ao povo.

ANEXO 2 - Viagem de Pamplona.

5 - Em 22 de agosto de 1769, a comitiva andou 6 léguas (ou pouco mais de 4 léguas) e foi se arranchar no Sítio do Manteúdo, "letra D", um quarto de légua, a oeste da Capela de Nossa Senhora da Oliveira, 41, município de Oliveira, (p.57). Para chegar nesse local:
5.1 - a comitiva subiu o morro Quebra Cangalha - Roteiro da velha picada feita por Urbano do Couto, ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL, 108 - p.97, (30) passando pela fazenda de Guilherme Ferraz, (36), de onde avistaram, ao sul, umas grandes cachoeiras do rio Jacaré, (31), e daí até a capela de Nossa Senhora da Oliveira - Roteiro da velha picada feita por Urbano do Couto, ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL, 108 - p.97, (41).
5.2 - Após Oliveira, a comitiva andou mais um quarto de légua e chegou, finalmente, no sítio de Manoel Afonso, apelidado de Manteúdo. (p.98).

OBSERVAÇÃO: José Geraldo Begname encontrou o seguinte dado, correspondente a Família "Afonso":

Assunto - Ermida.
Localidade - Domingos Afonso de Almeida e Simão Afonso de Andrade, faz. Jaraguá, freg. de Carrancas, inv. a S. Monte do Carmo.
Referência - Livro de Provisão 1771-1772, fl.28v.
Dados apresentados no Relatório N.3 - 01/2006, sob encomenda do Projeto Partilha em pesquisa no Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana (AEAM).

6 - Em 23 de agosto de 1769, a comitiva andou 5 léguas (ou pouco mais de 4 léguas) e foi se arranchar na Fazenda da Cachoeira, (44), município de Camacho - Roteiro da velha picada feita por Urbano do Couto, ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL, 108 - p.97, (45) - Aliás, Francisco Camacho, homem casado, morador na Picada de Goiases, estava presente na expedição de Pamplona;fez-lhe até uma poesia jocosa - p.76-77 da REVISTA ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL - n. 108. A fazenda da Cachoeira, "divisa sudeste de Camacho com o atual município de São Francisco de Paula - Ver mapa topográfico SF-23-c-II-3, na BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE, São Paulo - SP. Foi onde o soldado pago José Francisco Serra se juntou à expedição. (p.57 e 98). Para se chegar a esse local:
6.1 - a comitiva passou pelo rio Lambari que faz barra com o Jacaré, (31), passando pela fazenda de Bernardo Vieira - Roteiro da velha picada feita por Urbano do Couto, ANAIS DA BIBLIOTECA NACIONAL, 108 - p.97. (43), (norte do município de São Francisco de Paula, ex-Presidente Venceslau Braz); pág.98.
Anônimo disse…
A Serra de Rates é uma pequena cadeia montanhosa que divide o concelho da Póvoa de Varzim em Portugal Continental. A Serra está envolta em lendas que estão na origem das devoções a São Pedro de Rates e São Félix (nome, também, do principal monte da serra - 202 metros).
Cf.: Serra de Rates - Wikipédia, a enciclopédia livre - Windows Internet Explorer

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

Simpósio Filosófico-Teológico em Mariana

Aproxima-se a conclusão das obras de restauração na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, Igreja Mãe de nossa Arquidiocese. Trata-se de expressivo monumento religioso, histórico e artístico, tombado no âmbito federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A Arquidiocese de Mariana, a Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM) e o Instituto Teológico São José (ITSJ) organizam este Simpósio com o objetivo de refletir sobre os trabalhos de restauro que em breve serão entregues à comunidade, bem como debater o significado deste templo, em relação aos aspectos teológicos e sua importância artística e arquitetônica em mais de três séculos de existência. Programação : de 25 à 27 DE MAIO DE 2022 25/05/2022 – Quarta-feira Local: Seminário Maior São José-Instituto de Teologia 19h - SAUDAÇÃO INICIAL - Côn. Nédson Pereira de Assis Pároco da Catedral - Mons. Celso Murilo Sousa Reis Reitor do Seminário de Mariana - Pe. José Carlos dos Santos Diretor da Faculdade Dom