Pular para o conteúdo principal

Palavras que comunicam.

O maravilhoso dom de expressar idéias pelos sons articulados.
Perceba! Você diz a palavra e o outro brasileiro, à sua frente, a entende e pode criar na sua imaginação exatamente o que você pensou. Isto ocorre em qualquer lugar deste país!

Era um sonho dantesco ... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros ... estalar de açoite ...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar ...

"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar! ..."

Castro Alves, em seu Navio Negreiro, destacava: "fazei-os dançar" mas, na longa viagem, predominava o "fazei-os falar".
Se os escravos ditos ladinos - os que sabiam falar alguma coisa em português - tinham muito valor que os boçais - aqueles que não falavam nada em português -, é perfeitamente lógico que os feitores aproveitassem a longa viagem para obrigá-los a aprender, ao menos, palavras essenciais de nossa língua.
Nos navios negreiros sempre misturavam escravos de etnias diversas, falando diferentes dialetos, impedindo, desta forma, a comunicação entre eles e, assim, evitando revoltas durante a longa travessia.
Já no Brasil, vendidos e levados para o interior, tinham a língua portuguesa com único meio de comunicação.
Você não pode, com seu espírito humanista, enxugar as lágrimas que já foram derramadas, mas pode prestar atenção para não destruírem, com invasões culturais, a unidade linguística que nos legaram à custa de muito sofrimento.
As palavras duras, as ásperas, as doces, as belas, as que identificam os objetos, as que expressam os sentimentos, as que traduzem os pensamentos são as do nosso idioma e são importantes, pois é como a língua materna que as crianças aprendem a pensar.
Valorize, incentive o nosso idioma, impeça a confusão na mente em formação dos nossos filhos, bloqueando a invasão cultural e o uso desnecessário de palavras estranhas ao nosso idioma.
Assim, veremos nossas crianças com raciocínio mais límpido, pensamentos mais densos, reflexões mais profundas.
Colabore para a pureza da língua que colocará nossas comunidades no caminho da melhoria e da transformação da nossa terra num lugar harmônico, bom de se viver, neste século XXI.
DEFENDA A NOSSA LÍNGUA!

Contatos com o autor pelos endereços eletrônicos:
rui.sol@bol.com.br
rui.sol@ambr.com.br

Comentários

rui nogueira disse…
O DESALENTO É UM VENENO

Nunca use palavras que façam um amigo, um seu companheiro, desanimar no caminho do bem-estar, da busca de transformar o mundo num lugar bom de se viver.
É constrangedor verificar-se a sistemática atuação dos meios de comunicação desacreditando a pessoa humana, desvalorizando o brasileiro.
À nossa volta há um destaque para a maldade que pode envenenar a alma. Use toda a sua energia para repelir este sentimento e não se deixar impregnar pelas ondas negativas. Jamais endosse ou permita uma transferência para terceiros.
Filmes com violência gratuita. Sequências de imagens na televisão mostrando morte como solução de problemas, matar para esconder erros. Sucessivas execuções violentas de pessoas que descobrem ou vêm coisas sigilosas ou desacertadas. Em linguagem bandida - queima de arquivo.
Se há enxurradas de situações negativas, deprimentes, de cenas dramáticas que apenas intoxicam o nosso espírito, por que lhes dar guarida?
Puxa! É uma tarefa difícil não se deixar dominar pelo desânimo e pelo abatimento vendo os meios de comunicação privilegiarem e darem demasiada atenção às pessoas que têm câncer na alma e às personalidades negativas que nunca poderão servir de exemplos para os nossos filhos e netos.
O terrível é que o acesso fácil das crianças à televisão coloca as mentes infantis extremamente vulneráveis à construção de uma imagem distorcida da pessoa humana.
E vem o desalento. Com ele, a descrença nos reais valores humanos.
Alto lá! Desastre, morte, choro, sofrimento não pode ser esta a fórmula da vida.
Desânimo nunca poderá ser motor de uma vida digna.
Seja porta-voz do ânimo, da crença no humanismo. Participe da construção de um novo mundo neste século XXI.
Seu esforço terá como prêmio o sorriso de seus filhos e netos, felizes num mundo que é bom de se viver.
O desalento é um veneno que não pode contaminá-lo.

EM VEZ DE DESACREDITAR A PESSOA HUMANA E DESVALORIZAR O BRASILEIRO, OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DEVERIAM ESTAR FAZENDO UM TRABALHO EDUCATIVO.

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…