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O coronel Astolpho Rezende de Varginha.

O Cel. Astolpho Rezende é um exemplo vivo, palpitante, desta competência; a fazenda Itamaraty (Itamarati), embora não seja muito grande, pois conta apenas 200 alqueires de terra, é uma propriedade, que dá grandes lucros.

A sua lavoura rende 5.000 arrobas de bom café que sahe rebeneficiado na machina da mesma fazenda e onde o proprietário, por um separador inventado por elle mesmo, obtém um typo de excellente café. E esta quantidade de 5.000 arrobas augmentará um terço mais, uma vez que as novas plantações comecem a produzir. De facto, o Cel. Astolpho Rezende espera mais da nova lavoura que das velhas plantações, pela vista estupenda dos novos cafezaes, cortados por largos caminhos que lhes emprestam a phisionomia dum vasto jardim; pelo espectaculo soberbo daquella pujança e daquella ordem, surge espontanea visão das abundantes colheitas futuras.

A indústria pastoril conta também com importantes elementos, pois mais de 300 rezes populam nas suas pastagens. E, para termos uma idéa dos importantes reproductores que existem na fazenda, no corpo destas páginas, se destaca um bonito apanhado do touro "Coração", um dos melhores exemplares do soberbo rebanho.

O gado predominante no rebanho é o nacional "Caracú" de que o Cel. Astolpho Rezende se mostra extremado defensor. Poucos são os exemplares indianos, embora alguns sejam dignos de ser mencionados; esses poucos ahi estão para experiências, para comparação, para ter pelo exemplo prático a certeza matemática das suas qualidades e provar a não conveniencia da criação do gado indiano.

Texto: Álbum da Varginha de Luiz José Álvares Rubião
Foto enviada por: João Teixeira

Arte:
TS Bovaris

Próxima imagem: O Sagrado Coração de Jesus em Minas.
Imagem anterior: A botica do Dr. Luiz Galvão Corrêa em Minas.

Comentários

projeto partilha disse…
Astolpho Rezende.


Em seu nome, o Projeto Partilha remete e encaminha à Casa Superior do Paraíso - sua atual morada, uma mensagem: a de profunda gratidão e respeito a seus descendentes. Sintonizados como estão no mais profundo sentimento de amor ao passado e sua grandiosa gente, abre seu arquivo e o expõe ao mundo. Uma oferta, uma dádiva divina, uma foto. Imagem reveladora do envolvimento de sua tão bem formada descendência na pura energia de amor incondicional, gratidão e respeito ao seu passado, a sua história, aos seus ensinamentos. Com esta partilha sua história é perpetuada e, como consequência imediata, a história da humanidade é enriquecida e se torna mais grandiosa. Luz e Harmonia a todos.
projeto partilha disse…
De Arnaldo Antunes. "O meu tempo", em Dois ou mais corpos no mesmo espaço. Segunda edição - São Paulo. Perspectiva, 1998.

O meu tempo não é o seu tempo.
O meu tempo é só meu.

O seu tempo é seu e de qualquer pessoa,
até eu.

O seu tempo é o tempo que voa.
O meu tempo só vai onde eu vou.

O seu tempo está fora, regendo.
O meu dentro, sem lua e sem sol.

O seu tempo é só um para todos,
O meu tempo é mais um entre muitos.

O seu tempo se mede em minutos,
O meu muda e se perde entre os outros.

O meu tempo faz parte de mim,
não do que eu sigo.

O meu tempo acabará comigo
no meu fim.

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