Pular para o conteúdo principal

Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.

Comentários

Anônimo disse…
... ...
projeto partilha disse…
A presença da forte imagem do dia de hoje em nossas páginas nos levou a buscar os ALBUNS que contam parte da história de nosso passado mais recente (quando a Freguesia do Carmo da Cachoeira) era distrito de Varginha). Assim, folheamos as obras de Sylvestre Fonseca e João Liberal e de Luiz José Álvares Rubião, ambos editados no início do século XX.
Em Fonseca e Liberal, fls. 26 lemos:

O NOSSO PROGRESSO
O progresso do município e, como decorrencia, da cidade, data da immigração italiana e da inauguração da estrada de ferro; aquella trazida na quadra da immigração official, da Estação de Pinheiros, ancoradouro official dos emigrados italianos, na E. F. Central, e depois transportada da Estação de Três Corações, da antiga via-férrea Minas e Rio, para este município, por estradas de rodagens; esta, inaugurada em 1892, no traçado da antiga Muzambinho, actualmente fundida na Rede Sul-Mineira, e que ia morrer na Estação de Tuyuty, onde encontra a Mogyana. A immigração italiana dedicou-se com (...) e fazendo, pelo braço forte, com que ella se distendesse sempre de modo a construir.

(...) Substituiu o colono italiano, com vantagem enorme, o braço do escravo que, attonito e surpreso ante a libertação, cahiu em êxtase do tão bom como tão bom, abandonando a enxada, que o cabloco, na sua indolência, não quiz pegar, espiando-a, cuspindo de lado e em esguincho para se acocorar de novo, segundo narra ironica e pittoresca o espírito fino e observador de Monteiro Lobato, em Urupês.
O que o cabloco não quiz fazer, fe-lo o italiano, que, fazendo a prosperidade da lavoura cafeeira, de modo a tornar-se Varginha o empório do café sul-mineiro, fez também a prosperidade própria, pois contam-se no município diversos ricos cafelistas italianos abastados comerciantes, cujos proventos primeiros fora extrahidos do cultivo da terra, como colonos e jornaleiros.

Citamos em páginas anteriores deste blog, o nome de ANTONIO NICOLAU (Nicolesi/Nicolese), assinando a rogo. Este vigoroso imigrante italiano é ancestral de nosso colaborador, o historiador cachoeirense, arquiteto e pesquisador, JORGE FERNANDO VILELA, autor de o "Sertão do Campo Velho" onde questiona o papel do Quilombo Gondu/Gundu, a figura de Pai Paulo e quem eram os homens que o compunham. O Projeto Partilha tende a aprofundar estudos sobre a questão "quilombagem" a partir do perfil idealizado pela presença no local, nos idos anos do século XVIII, da FAMÍLIA RATES. A presença do imigrante italiano no distrito através das famílias, entre outras, dos "NICOLASI/NICOLASE", dos "PRIMAVESI", dos "MANTOVANI", dos VALENTIM", dos "RUSSI", dos "BANI", levam-nos a perguntar: quem eram os seus afins? Com quem buscavam se casar? Como ocorreu a dinâmica interativa no local? Qual era a relação do novo imigrante oriundo da Itália e mais politizado, portanto, conhecedor de seus direitos e deveres civis, religiosos e sociais? Ao referir-se ao "Commercio", Fonseca Liberal, fls.30/31/32 nos informa o seguinte:
"Entre os habitantes PRIMÉVOS da antiga Catandubas, citam-se, como troncos de numerosas famílias domiciliadas no município, desde afastadas éras, o tronco da família Teixeira e Rezende, representado por Antonio José Teixeira e Domingos de Carvalho, portuguezes vindos d´além mar a chamado de um tio José de Jesus Teixeira, donatário das minas de ouro em Campanha, onde, muito esmolér e caridoso, construiu, à expensas próprias, a egreja, ainda existente, das Dôres.
(...) Antonio José Teixeira casou-se na família Reis e Rezende oriunda de S. João D´El-Rey; Domingos Teixeira de Carvalho (o velho), casou-se na família Gonzaga Branquinho; José Braga, também portuguez, lavrador como os patrícios e primos antecessores e residente em fazenda própria, nas visinhanças das terras dos Tachos - foi a origem da família Braga; Gaspar José de Paiva, provindo de Campanha e casando-se com uma filha de José Braga, formou a família Paiva; Alferes Joaquim Antonio de Oliveira, lavrador nas
projeto partilha disse…
(continuação do comentário anterior):

(...)Alferes Joaquim Antonio de Oliveira, lavrador nas cercanias da antiga freguesia, foi o berço da família Pinto de Oliveira; João Gonzaga Branquinho, lavrador entre Varginha e Três Corações, deu origem à família Gonzaga Branquinho. No districto do Carmo da Cachoeira, Manoel dos Reis, oriundo de S. João D´El-Rey, da família Reis e Rezende, formou com treze descendentes, a numerosa família Reis; do mesmo modo se constituiram as famílias Villela e Naves, das mais numerosas do logar.".
projeto partilha disse…
Fonseca e Liberal, transcreve às fls.10 de sua obra, "Álbum de Varginha" um interessante documento:

"... o que se deprehende de velho e precioso documento endereçado ao Bispo da antiga diocese e archivado entre os papéis de Marianna:
Exmo. e Revmo. Sr.
Diz o Alferes Commandante , como procurador dos applicados da Capella do Divino Espírito Santo do lugar chamado as Catandubas, filial desta matriz Sant´Anna das Lavras do Funil, que elle e applicados querem patrimoniar e intitular a dita Capella, por distar da Matriz quinze legoas e sete e oito das Capellas circumvizinhas, com Capelão actual que cura perto de mil almas e chegarão brevemente a maior número por haver um vasto sertão de mattas e Catandubas, e têem bens suficientes para o patrimonio, como se vê da escripta junto.
Datada de 12 de novembro de 1806, a referida escriptura de doação annexada á petição supra, traçando os limites do perímetro doado, adquirido do Cel. Francisco Alves da Silva, de cincoenta annos de idade, e da sua mulher dona Thereza Clara Rosa da Silva, com dezoito anos, narra a venda:'de hoje para todo e sempre, ao Alferes Manoel Francisco de Oliveira (a que foi incumbido de adquirir o patrimônio necessário para a installação de uma Capella, no logar chamado as Catandúbas e que servisse aos póvos applicados), como procurador dos Póvos Applicados, pelo preço e quantia de quatro centos mil réis, em que foram avaliados por dous avaliadores, o Alferes Francisco Alves Ferreira e o Alferes Joaquim Alves Ferreira, nomeados um pelo vendedor e outro pelo procurador dos Póvos, confessando-se os vendedores "pagos e satisfeitos" e obrigando-se a fazer bôa, mansa e de paz, firme e valiosa, por si e pelos sucessores.
Como não soubesse escrever a vendedora, assignou por ella, a escriptura, Joaquim Ignácio da Silva, sob o testemunho dos avaliadores, tendo sido redigido o instrumento de venda, a rogo, por João D´Avila Freire.
Despachada esta petição em 3 de dezembro de1806, na cidade de Mariana, pelo Douto Quintiliano Alves Teixeira Jardim, provisor, Vigário Geral e Juiz as Habitações e Dispensas, cioso dos seus deveres procuratoriaes para com os Applicados das Catandubas,- Alferes Commandante dirigiu-se ao Juiz de Vintena - Queiroz,solicitando-lhe, em petição, que lhe fosse dada a posse judicial das referidas terras, por qualquer de Justiça, ou da vintena, obtendo immediato deferimento. Em 12 do mesmo mez cumpria o escrivão o Juiz de Vintena - Antonio João Fernandes, na paragem denominada CÓRREGO DOS PINHEIROS, o despacho do Juiz, dando posse judicial das terras que contavam algumas casas, cobertas de telhas', ao procurador os 'Applicados', segundo o costume da época,isto é - cavando terra e lançando ao ar por três vezes, cortando ramos, abrindo portas e fechando-as, tirando terra das casas e lançando ao ar por três vezes, e gritando : - ha aqui alguém que se oponha a esta posse e entrega ao comprador?'
projeto partilha disse…
Fonseca Liberal, na mesma obra citada no comentário anterior, às fls. 13 diz:

"Um anno depois, em 18 de janeiro de 1807, o então vigário de Lavras do Funil, padre José da Costa participava ao Vigário Geral o cumprimento do mandato, ficando, por esta forma, creado o Curato do Espírito Santo, embryão da futurosa e rica cidade, que deveria, mais tarde, chamar-se Varginha."
projeto partilha disse…
Luiz Álvares Rubião, ao dissertar sobre o Município de Varginha diz:
-" em 1820, o nascente povoado da Varginha, até então conhecido por Espírito Santo das Catandubas (...).
A cidade de Campanha e da Formiga, como centros e empórios commerciaes de então, regorgitavam de vida e riqueza.
Nessa época, veio de São José d´El Rei para esta terra, o Major Venâncio José Franco de Carvalho (...). De São José veio, também, o cap. Antonio José Teixeira, tronco de importante família desta terra.

- Em 1831, foram concluídas as obras da primitiva Matriz, construída no local da antiga capella da Catanduba, sob a direção do mestre de obras José Simões Pereira.
projeto partilha disse…
Um nome descendente de imigrantes italianos com atuação em Varginha, Minas Gerais, José Dalia (Zezé).

Descendente de Francesco D´Elia, da Província de Salermo -Itália e de Maria Moreno, os "Dalia", conforme passam a assinar no Brasil estabeleceram-se em Aiuruoca, Minas Gerais. O sexto filho deste casal, José Dalia casou-se com Ordália Carvalho Dalia, neta paterna de Venâncio José Franco de Carvalho e de dona Maria Custódia Nogueira. José Dalia foi oficial do registro civil de Varginha, Minas Gerais.
projeto partilha disse…
Parecer de Luiz José Álvares Rubião sobre o imigrante italiano operante na região de Varginha:

"O braço do escravo, já de si escasso no município, como que tomado pela embriaguez duma repentina e inesperada liberdade, jamais com elle se podia contar na trabalhosa formação dos nascentes cafezaes.
A immigração italiana salvou, então, a lavoura periclitante. Os cafelistas dessa época, o coronel João Urbano de Figueiredo, o cap. Valério Máximo dos Reis, o coronel Eduardo Alves de Gouveia, o major Matheus Tavares da Silva e tantos outros, contrataram para as suas fazendas as primeiras famílias de emmigrantes italianos. E essa immigração, por felicidade de nossa terra, ao envez de ser uma escoria social das velhas cidades do velho muno, foi, antes uma lasca da rocha viva da nacionalidade italiana. Homens, quasi todos dos campos e aldeias - lobardos, toscanos, venetos, etc. - trabalhadores, robustos, enérgicos, activos e economicos, supriram cabalmente o vácuo aberto na lavoura o café pela falta de braço. E dessa léva e immigrantes ainda se encontra, actualmente (1918), numerosa próle mourejando na nossa florescente lavoura, embora os primitivos troncos tenham sido desveados da lavoura pelas negaças do commercio e da industria. E desses primitivos immigrantes, é de justiça notar, que bôa parte occupa lugar destincto na vida economica da nossa cidade, como capitalistas, negociantes fortes,proprietários abastados, industriaes activos, etc.
E desse modo, grande injustiça commeteriamos e ousasemos contestar, a influência deciziva da Colonia Italiana, na grandeza e prosperidade da cidade de Varginha. Que a bandeira gloriosa, que tremula nas margens do Piave, seja, sempre, nesta terra, considerada como um outro symbolo de ordem e progresso."

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Diácono Romário - Ordenação Presbiterial

 A Diocese de Januária, minha família e eu, Diácono Romário de Souza Lima temos a grata satisfação de convidar você e sua família para participarem da Solene Celebração Eucarística, na qual serei ordenado sacerdote pela imposição das mãos e Oração Consecratória do Exmo. Revmo. Dom José Moreira da Silva, bispo diocesano, para o serviço de Deus e do seu povo. Dia 18 de maio de 2022. às 19h, na Catedral Nossa Senhora das Dores em Januária - MG Primeiras Missas 19 de maio às 19hs na Catedral Nª Srª das Dores 20 de maio às 19hs na  Comunidade Santa Terezinha de Januária 21 de maio às 19hs na Comunidade Divino Espírito Santo em Januária Contatos: (38) 99986-6552 e martimdm1@gmail.com Reflexão: João 21, 15 - Disse Jesus a Pedro: "Apascenta meus Cordeiros" Texto de Gledes  D' Aparecida Reis Geovanini O cordeiro é o filhote da ovelha. É conhecido como dócil, manso, obediente. É o símbolo da obediência e submissão. Apascentar refere-se a alimentar, cuidar, proteger e orientar, fu

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Leonor Rizzi - Biografia

I tu , uma estância turística do Estado de São Paulo , viu nascer em 2 de fevereiro de 1944 a professora e genealogista Leonor Rizzi, uma descendente de imigrantes italianos da região de Gênova , cujos pais foram o ferroviário Diniz Rizzi e a costureira Malvina Demarqui Rizzi . E studou no tradicional Collégio Nossa Senhora do Patrocínio , sob os cuidados das Irmãs de São José de Chambéry ¹ . Aquele local , assim como boa parte de sua terra natal, é constituída de antigos monumentos arquitetônicos oitocentistas. Sendo também catecista e " filha de Maria ". C asou-se em 1964 com o professor Wagner Pereira da Mota e mudaram-se para a cidade de São Paulo em busca de melhores oportunidades de emprego. Lá ela ingressou no magistério público municipal, lecionando em diversos bairros da capital paulista, mas foi principalmente na década de setenta no bairro de Pirituba, no Paque Infantil Piritubinha ² , que desenvolveu uma metodologia de ensino própria que deu origem a obra &quo

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Cemitério dos Escravos de Carmo da Cachoeira

Ativistas culturais preservam nossa memória histórica Fernão Dias Paes Leme  corajosamente embora velho, atendendo ao apelo de seu rei, juntou seus índios agregados e com os seus dois filhos, com seu genro, e alguns amigos que acreditaram nele, partiu de São Paulo chefiando a maior bandeira paulista, entrando no sertão em busca da Lagoa Encantada onde estariam as tão sonhadas esmeraldas. Nesta louca aventura, o Governador das Esmeraldas foi plantando roças e deixando atrás de si “pousos”, para que outros bandeirantes pudessem sobreviver na impiedosa selva pontilhada de perigos. O sertão do Campo Grande estava localizado no trajeto dos bandeirantes quando, em 1739 , Marta Amato encontrou informações de que pertenciam a Carrancas (Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Carrancas ) dois cemitérios que pertenciam a essa freguesia, na Comarca do Rio das Mortes : cemitério do Campo Belo e cemitério do Deserto Dourado (hoje São Bento Abade ) . Segundo Tarcísio José Martins (1995, 1ª

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove