Carapina, a origem do nome.

O termo "carapina", segundo o professor Caio Boschi, eram os profissionais no exercício da profissão do trato da madeira, "...deviam ser menos qualificados" que os oficiais de carpintaria ou marcenaria.

Por não serem portadores de cartas de autorização passadas pelas Câmaras Municipais para o exercício da função, faziam parte dos denominados "carapinas", muitos que, por algum motivo sofriam perseguições, embora não tivessem sido condenados ou julgados por atos que houvessem ferido a lei.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A origem do nome da Escola Lourdes Galvão.
Artigo Anterior: Francisco vende o escravo João à Domingos.

Comentários

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Procuração.
Procuração bastante que faz João Pimenta de Moraes como tutor de seo filho Francisco Alves de Moraes, menor, como adiante se vê:

Saibam quantos este publico instrumento de procuração bastante virem que, sendo no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil nove centos e quatro, aos vinte oito dias do mes de outubro do mesmo anno neste districto do Carmo da Cachoeira, Comarca de Varginha, Estado de Minas Geraes, em meo cartório compareceu como outorgante João Pimenta de Moraes naturaes moradores neste Município da Varginha, reconhecidos pelos próprios de mim tabellião e das duas testemunhas adiante assignadas e estas também de meo conhecimento, do que de tudo dou fé, por elle outorgante em presença das mesmas testemunhas me foi dito que, por este publico instrumento de procuração e melhor forma de direito que a lei outorga nomeia e constitui seos bastante procuradores aos cidadãos FERNANDO DIAS DE OLIVEIRA e Maria (Mário?) D´Aquino e Pádua, aquelle morador em Perdões e este em Lavras do Funil, com poderes especiais in solidum, para que possão acompanharem os termos de inventário do seu finado sogro e avô Joaquim Alves do Espírito Santo, podendo nomear e approvar louvados, reconhecer dívidas, requerer partilhas, assignar embargos, aggravar, appellar, usar de todo e qualquer recurso; em fim, concedendo todos os poderes em direito permittidos, podendo substabelecer esta se assim for mister. Assim o disse e outorgou, do que dou fé, e me pedio fisesse este instrumento em minhas notas, o qual lhes li e achou conforme, aceitaram assignam com as testemunhas a tudo presentes, assignaturas estas que forão feitas sobre estampilhas federaes no valor de dois mil réis, perante mim tabellião que esta escrevi e assigno. Adelino Eustáchio de Carvalho. Seguem as assinaturas de João Pimenta De Morais e Francisco Alves de Moraes. Testemunhas José Baptista de Sant´Anna e Godofredo José Caldeira.
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Um fragmento ...

(...) Pimenta de Moraes o seu tutelado filho menor Francisco de Moraes, actuaes moradores neste Município da Varginha, reconhecidos pelos próprios e de mim tabellião e das duas testemunhas no fim desta assignadas, e estas também minhas conhecidas, de que de tudo dou fé, em presença das quaes, por elles outorgantes me foi dito que, por este publico instrumento de procuração bastante e na melhor forma de direito que ali outorga,, nomear e constituem seos bastante procuradores - in solidum, os cidadãos, Fernando Dias de Oliveira e Mário d´Aquino Pádua, este morador em a cidade de Lavras do Funil, e aquelle em Perdões de Lavras, com procuradores especiais para que possão acompanhar os termos do inventário de sua fallecida sogra dona Anna Maria de Jesus, avó do seu menor filho e tutellado Francisco Alves de Moraes (...). Seguem as assinaturas de João Pimenta de Morais e Francisco Alves de Moraes. Testemunhas: Nicolau Antônio e Manoel Adelino de Sousa.

Observação: na mesma página, e após as assinaturas, novo registro. A única coisa que se pode ler é: "Procuração bastante que fazem Vergílio José Naves e sua mulher dona Ambrozina Marciana dos Reis, na forma adiante declarada (...). É tudo o que contém o referido fragmento.
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Vamos ouvir o pesquisador e genealogista Ary Silva, em Árvore Genealógica Família DIAS DE OLIVEIRA - BUENO, p.87:

DESCENDENTES DE "AMADOR BUENO" - O Aclamado Rei de São Paulo - 1641.
(Aditamento)
OS BUENOS DA FONSECA

JESUINA CÂNDIDA DE OLIVEIRA (Anuário Genealógico Brasileiro, Vol. VI-1944-São Paulo, pág. 110-Tn-24), filha de João Crisóstomo da Silva Bueno e Luísa Ludovina de Jesus (Dias de Oliveira), foi casada em primeiras núpcias com seu primo Francisco Dias de Oliveira, filho de Francisco Antonio Pereira e Francisca Francelina de Oliveira, irmã de Luísa Ludovina de Jesus.
Filhos do primeiro casamento com Francisco Dias de Oliveira:

- Antonio Dias Pereira de Oliveira;

- Saturnino Dias Pereira de Oliveira;

- Francisca Cândida de Oliveira;

- João Dias de Quadros Aranha.

.ANTONIO DIAS PEREIRA DE OLIVEIRA, nasceu à 1-11-1836, foi casado com Teodolinda Eulália de Carvalho, filha de Alípio José Teixeira de Carvalho, casado em Lavras, à 22-09-1827, com Áurea Maria da Silva, natural de Três Pontas, filha natural de Francisca Maria de Jesus e do ten.-coronel José Pereira da Silva Guimarães, nat. de Portugal. Foram pais de:

1-1 - FERNANDO DIAS DE OLIVIERA foi casado a primeira vez em Perdões a 22-1-1888, com sua prima Augusta Dias de Oliveira, nascida 25-X- ; bat. em Perdões a 8-XII-1869, liv.1,pg.193, filha de João Dias de Quadros Aranha, que foi casado 3 vezes e Cândida Francelina de Oliveira, filha do Coronel Joaquim Francisco da Costa e Teresa de Oliveira (irmã de Francisco Dias Pereira, primeiro esposo de dona Jesuina Cândida de Oliveira ( An. Gen. Bras. São Paulo, Vol.VI, 1944, pg. 117-Pn.199).
Fernando Dias de Oliveira, foi casado a segunda vez com Maria Alvarenga de Oliveira, filha de José Ferreira de Oliveira Rezende c.c Maria Rodrigues de Alvarenga, filha de Paulo José Rodrigues e Ana Moreira de Alvarenga. José Ferreira de Oliveira Rezende, que também usou o nome de José Dias de Rezende, era filho de João Dias de Oliveira e Umbelina Eufrásia de Rezende.

Fernando Dias de Oliveira era irmão de Álvaro Dias de Oliveira, nasc. em 1876 e casado com Anna Augusta Naves (Ana).
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Uma coisa leva a outra ... e, que bem-vindas sejam todas as informações. Todas, sem exclusão, são enriquecedoras.

Ontem, uma pessoa do Projeto Partilha buscava um atestado de óbito, ocorrido em Carmo da Cachoeira, após o mês de outubro de 1951. A informação que se pretendia ter era: quando faleceu José Pedro da Silva (in memoriam) ou José Rita, como é lembrado pelos cachoeirenses mais antigos. José Rita era um trabalhador do campo e desenvolvia suas atividades ligadas a Fazenda do Couro do Cervo. José Rita adquiriu um terreno no arraial onde morou, 50 anos atrás sua filha Teresa (in memoriam). O que se buscava era encontrar a referida certidão e se constatar quem eram seus herdeiros. Durante a busca surge um nome conhecido que, por ter sido homenageado através de denominação de rua, sentimo-nos imbuídos da responsabilidade de partilhar o dado:

Em 27-10-1954, faleceu OLIMPIO VIRGOLINO DE SOUZA, homem de cor branca, filho legítimo de Francisco de Assis e Souza e de Constança Umbelina de Souza, viúvo de Ana Maximiana de Gouveia. Deixou os filhos: Sebastião Gouvêa de Souza e Anita Moreira de Sousa, casados.
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João Dias de Gouveia (Gouvêa) é o Barão de Lavras. Filho de Antonio Dias de Gouveia (Gouvêa) e de Ana Teresa de Jesus (Theresa), moradores na Paragem da Ponta Falsa, Freguesia de Santa Ana das Lavras do Funil, Termo da Vila de São João del Rei e Comarca do Rio das Mortes.
O Juiz de Paz Rafael dos Reis Silva, em 1842 relaciona as fazendas mais importantes existentes num dos Distritos de Lavras do Funil - o Distrito da Boa Vista. Segundo a referida relação, a Fazenda RANCHO, segundo o professor Wanderley Ferreira de Rezende, "uma das mais antigas", pertenceu a Martinho Dias de Gouvêa/ Gouveia. Martinho era irmão de João Dias de Gouveia/Gouvêa - o Barão de Lavras. Martinho faleceu em 1842. Um dos filhos de Martinho, Antonio Severiano de Gouvêa/Gouveia era proprietário da Fazenda Caxambu. Mizael Dias de Gouveia/Gouveia era irmão de Martinho Dias de Gouvêa II/Gouveia e de Antonio Severiano de Gouvêa/Gouveia(II).
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O espaço geográfico motivo do documento abaixo foi o local onde, nos idos anos de 1770, morou Manoel Antonio Rates e sua família.

Fragmentos de antigos documentos contam parte de nossa história. Esta peça é uma parte dela. Em sua composição entram nomes de pessoas que, tradicionalmente, e de forma grandiosa colaboraram em sua formação permitindo que o que existe hoje em termos de memória local não se perdesse. É o caso de dona Hilda Mesquita, descendente do português José Pinto Mesquita. É moradora, ainda hoje na Pça do Carmo, onde seu pai mantinha uma instituição financeira - um banco. Dona Hilda dedicou sua vida a educação. Aposentou-se como diretora escolar. É uma pessoa leve, doce, carinhosa, sorridente, atenciosa e muito, muito religiosa. O fragmento da escriptura abaixo faz nos recordar de seu pai, e conta-nos um pedacinho da história da terra onde Manoel Antonio Rates tinha sua propriedade.

Vendedores: Ana Dias e seu marido José Pinto Mesquita.
compradora: Prefeitura.

(...) E, perante os quais, pelos outorgantes vendedores, me foi dito, que são senhores e legítimos possuidores de dois terrenos à Rua Boiadeira, nesta cidade, e que obtiveram por compra feita de dona Constância Amélia de Carvalho e outras por escritura passada pelo Tabelião, João Baptista Braga no Primeiro Ofício Judicial de Notas de Varginha, em 04 de dezembro de 1928 e registrada no registro de Imóveis de Varginha, no livro n.3E fls.136, sob n.3.961. Tendo o primeiro terreno a área de 3.971 em terreno de pasto, dentro das seguintes confrontações. Confronta com a rua Boiadeira, herdeiras de Francisco Romanielo; Juvenal Olímpio e Benevenuto Rodrigues da Silva Reis; Ribeirão do Carmo da Cachoeira e Ana Dias de Oliveira, tendo o segundo terreno a área de 2.991 em terra de pasto, dentro das seguintes confrontações: confronta coma rua da Estação; Benevuto Rodrigues da Silva Reis, Ribeirão do Carmo da Cachoeira, e de outro lado com Jorge Tomaz da Silva. (...) Certifico que (...) com área de 6.962 metros quadrados, pertencente a(ilegível) e situados à rua Boiadeira (...) está desembaraçado do imposto territorial, que foi pago, sendo o do corrente exercício conforme conhecimento. Coletoria Estadual de Carmo da Cachoeira, em 27 de setembro de 1950. O coletor, João Baptista Caldeira Sobrinho. Coletoria Federal em Carmo da Cachoeira José Pinto Mesquita (...) recolheu. O coletor em férias. O escrivão Walter Rodrigues Munaier (acumulando as funções de coletor). (...) assina, Francisco de Paula. Vitor Mendes de Oliveira, chefe do Serviço de Fazenda reconhecidos pelo Tabelião (ilegível). É tudo o que se conseguiu resgatar do referido documento.
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"Aos trinta de dezembro de mil novecentos e sessenta, foi encomendada e sepultada no cemitério Paroquial o cadáver de Anita Moreira de Souza, com quarenta e seis anos de idade, natural do distrito de Carmo da Cachoeira, filha de Olimpio Virgolino de Souza e de Ana Maximina de Souza, casada com Tomé Moreira do Amaral. Causa mortis: colapso cardíaco. E para constar, foi lavrado este termo que assino. O pároco. Padre Manoel Francisco Maciel."

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