Pular para o conteúdo principal

Cônego Manoel Francisco Maciel e a rainha do centenário.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Comentários

Anônimo disse…
Aproveitando o que se apresenta neste espaço - o de apresentação da história da cidade através de fotos, vamos relatar dados sobre registro que se fez, por ocasião do Sesquicentenário da Paróquia.

EVANDO PAZZINI - UM OLHAR QUE ETERNIZOU UMA ÉPOCA EM CACHOEIRA.

O GAPA CULTURAL pensou em colaborar com as festividades comemorativas dos 15o anos da Paroquia, na cidade onde estava sediado, CARMO DA CACHOEIRA - MG, no sul de Minas Gerais. Com a idéia de registrar pontos de religiosidade presentes nas zonas rural e urbana, um colaborador do grupo e Evando, com câmara fotográfica e filmadora se puseram em campo. Foram centenas de registros. Uma cobertura completa do assunto e fazendo parte do arquivo do PROJETO PARTILHA. Hoje, um ano após os eventos comemorativos do SESQUICENTENÁRIO, revendo a produção surge o que poderíamos chamar de revelação. O conjunto das imagens mostram-se mágicas. Percebe-se que o fotógrafo retratista EVANDO PAZZINI conseguiu mostrar, através das lentes de sua câmara algo muito mais profundo que o registro de uma época, mostrou-as em sua essência. Captação da essência é um território visitado por poucos. Fica no MUNDO DAS IDÉIAS, e segundo Patão, a idéia precede o que existe no MUNDO REAL. Captar a essência de um momento envolve sensibilidade. Sensibilidade é ARTE. O ano do SESQUICENTENÁRIO DA PARÓQUIA foi o ano de elevação da arte no território SOB O MANTO DA MÃE PROTETORA, conforme Maria Antonietta de Rezende fala no HINO A CARMO DA CACHOEIRA. IMAGENS, ARTE, arte e imagens, ... ... ..., do mundo real, do mundo das ideias.
Arte, o que pode ser considerado como uma arte? Olhando a foto feita por EVANDO PAZZINI, num amanhecer do mês de julho muito frio, dada a geada da noite, Pe. André, fitando a imagem, voltou-se ao passado e lá ficou durante algum tempo. Olhou para Evando e disse: "tive um professor que dizia, 'se não houver palavras para descrever, saiba, você está diante de uma obra de arte. Ela contém símbolos indescritíveis, ela está tentando refletir um mundo, que palavras não alcançam. É um mundo mágico, irreal, onde só a sensibilidade consegue interpretar'. Eu não tenho palavras para definir o que vejo e sinto". Estávamos em pé, numa das ruas da cidade. Pe. André terminava de fazer seu programa, ALMOÇO COM O VIGÁRIO, levado ao ar pela Radio COMUNITÁRIA ESPERANÇA. Acompanhava a cena, mimosas flores cor de rosa de um pessegueiro, em sua época de florada. Através do relato a certeza de que EVANDO PAZZINI colocou nas imagens um timbre artístico. Confiram esta imagem. Ela está na capa do CD COMEMORATIVO que divulga 19 faixas de produções cachoeirenses.
Vamos buscar apoio em JO SANTANA, quando no texto, FOTOGRAFIA É ARTE? diz: "Quando tenho em mãos a cópia de uma fotografia, tenho a chance de trocar os meus olhos pelos olhos do fotógrafo para enxergar o mundo como este artista o vê: triste, colorido, pesado, preocupado, ou seja qual for a sua forma. Quando tenho uma cópia em mãos estou atrás da sensibilidade do artista sobretudo o que ele retrata".
Em sua forma expressiva e interpretativa da realidade, EVANDO PAZZINI volta-se constantemente para os seus 180 graus em circunferência. Ao olhar o álbum fotográfico gerado por suas reportagens, é comum encontrar registros de formas de nuvens presentes no momento de dada reportagem, carreira de formigas em atividade, pássaros presentes em ambientes externos e internos, como os do concerto de piano, levado na Igreja Matriz local e os abutres sobre a Estação do CERVO, laborioso trabalho de outras formigas quando da reportagem na FAZENDA DO CÓRREGO DAS PEDRAS, enfim, a natureza sempre completou e deu seu toque em todas as reportagens. Aí reside a criatividade do artista, sua sensibilidade artística. Ao interpretar a realidade através das lentes de Evando, desvenda-se algumas habilidades cognitivas, como a sua capacidade de identificar, comparar e associar. Desvenda-se também, através de suas produções a emoção que o acompanhava no momento do CLICK.
dentre as centenas de estímulos do ambiente, captou e revelou os que refletiam a paz, a tranquilidade, a harmonia, a interação. Longe dos conflitos, suas tomadas mostram o cuidado e a inteireza presentes no momento.
O Projeto Partilha rende homenagens a este artista cachoeirense que, com seu OLHAR e trabalho voluntário ETERNIZOU O SESQUICENTENÁRIO DA PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DO CARMO, em Carmo da Cachoeira, no sul de Minas Gerais, na que muitos a definem como: "O PARAÍSO É AQUI".
Anônimo disse…
Gostaria de poder colaborar no aniversário da cidade. Faço-o, através de uma antiga PROCURAÇÃO que faz parte dos arquivos particulares de minha família.

PROCURAÇÃO

Saibam quantos virem este público instrumento de poderes de procuração bastante que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oito centos setenta e seis aos dizoitos dias do mez de setembro do dito anno neste Districto da Cachoeira do Carmo Termo da Cidade de Lavras, em caza de rezidencia de JOÃO BAPTISTA DE FIGUEIREDO eu Escrivão fui vindo e ahi comparecerão como outorgantes JOSÉ DA COSTA SILVA e sua mulher dona MARIA THEREZA DA COSTA, dona MARIA JACINTHA DE SOUZA e dona MARIANNA RUFINA DA COSTA, todos moradores da FREGUEZIA DOS TRÊS CORAÇÕES DO RIO VERDE e reconhecidos pelos próprios de que dou fé e por elles me foi dito em presença das testemunhas abaixo assignadas, constituindo por seos bastante procuradores na Freguesia dos Três Corações do Rio Verde a ANTONIO ESOLINO PEREIRA e na cidade da Campanha o Douctor JOAQUIM LIONEL ALVIM digo de JOAQUIM LIONEL DE REZENDE ALVIM, com poderes especiais cada um delles para assistir a conciliação por qual os outorgantes foram citados como herdeiros e sócios na FAZENDA DENOMINADA RETIRO E RIO DO PEIXE, aos quais procuradores concedem amplos e illimitados poderes, podendo seos procuradores, substabelecerem esta em um ou mais procuradores se julgarem nesseçario, e que tudo quanto pelos dito procuradores for feito e obrado hos avia por firme e valioso relevando do incargo de saptisfação que o direito obtorga e como assim disserão e outorgarão assignarão este instrumento, e por dona Mariana Rufina da Costa, não saber ler nem escrever assigna arogo desta CONSTANTINO JOSÉ DA SILVA com as testemunhas JOAQUIM BONIFÁCIO BAPTISTA e IGNÁCIO LOPES GUIMARÃES, depois de lhe cer lida por mim JOÃO BAPTISTA DA FONSECA, Escrivão da Subdelegacia de Paz que escrevi e assignei em publico. Em TESTEMUNHO DE VERDADE, João Baptista da Fonseca. Seguem as seguintes assinaturas: JOSÉ DA COSTA E SILVA; MARIA THERESA DA COSTA; MARIA JACINTA DE SOUSA; CONSTANTINO JOSÉ DA SILVA e as testemunhas: JOAQUIM BONIFÁCIO BAPTISTA e IGNÁCIO LOPES GUIMARÃES.
Anônimo disse…
"Dia 11 de outubro foi um dia lutuoso para o arraial, porque foi sepultado o Sr. ÁLVARO DIAS DE OLIVEIRA, de tradicional família cachoeirense e durante perto de 30 anos agente postal local. Apesar deste triste acontecimento, aquela data ficou também marcada em nossa história, porque, pela primeira vez os cachoeirenses viram um avião cruzar os céus do arraial. Era um teco-teco a serviço da revolução e que vinha fazer reconhecimento sobre o quartel do quarto Regimento de Cavalaria Divisionária sediado em Três Corações e que se mantinha fiel ao Governo Federal. Embora estivesse voando a grande altura, o piloto deve ter observado como o povo saía para as ruas, acenando para ele com panos vermelhos.
Ao sobrevoar Carmo da Cachoeira, o piloto atirou um pacote que, tocado pelo vento, foi cair bem longe, lá para os campos de São Marcos. Alguns meninos que saíram correndo, acompanhando o rumo que tomava o pacote, chegaram no momento exato em que ele tocava o solo. Pegaram-no e trouxera-no para o arraial, onde todos esperavam com ansiedade a volta dos garotos. Eram jornais da Capital Mineira e nos quais se encontravam notícias detalhadas da situação nacional.
Isto aconteceu no arraial, onde ninguém manifestou o menor temor; mas nas roças, correu por aqui que muita gente se escondeu até debaixo das camas à passagem do avião, enquanto lá na FAZENDA DA BOA VISTA o preto velho Belisário dizia profeticamente ao seu patrão JOÃO VILELA FIALHO:
-É sô cumpadre. Desta veis o guverno tá mesmo perdido. Passarinho do Getúlio Varga já tá voando aí ...
Não tornamos a ver o avião, nem dele tivemos qualquer notícia. Também poucos dias mais depois terminava a luta com a vitória da revolução e decorrido algum tempo, passava pela ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO COURO DO CERVO às dez horas da noite, um ESPECIAL DA REDE MINEIRA DE VIAÇÃO, conduzindo o CHEFE DO GOVERNO PROVISÓRIO DA REPÚBLICA. O povo para lá se deslocou com banda de música e foguetes, improvisando grande manifestação àquele que era, naqueles tempos, o ídolo do povo brasileiro: o Dr. Getúlio Dorneles Vargas.
Prof WANDERLEY FERREIRA DE REZENDE.

Saiba mais sobre o momento histórico do Brasil, na fala da Universidade Estadual de São Paulo - USP: REVISTA NOVOS RUMOS. N.34. AS REBELIÕES DE 1935. TEXTO DE MARLY DE A. G. VIANNA.
Cf. http://www.seed.pr.gov.br/portals/portal/usp ...
Anônimo disse…
COMPANHIA VIAÇÃO FERREA TRÊS PONTANA - A cidade se ressentia da falta de transporte. A expressiva produção cafeeira enfrentava problemas de escoamento, pois a exportação era feita por meio de carros de bois e, no primeiro quartel do século XX, os caminhões ainda eram uma raridade na região. Liderados por Azarias de Brito Sobrinho, Domingos Monteiro de Rezende e Theodósio Bandeira Campos, a população se arregimentou e foi constituída uma empresa, para a exploração de um ramal ferroviário, ligando a cidade à estação da ESPERA, Bairro rural às margens do Rio Verde, na barra do Ribeirão da Espera. Era conhecido desde os primórdios do Século XIX, com a denominação de Ajudá da Espera, segundo Cunha Matos, em sua obra "Coreografia Histórica da Província de Minas Gerais (1837), (vol.1 p.122 Ed. Itatiaia, 1981). Naquela época, havia lá 35 fogos e 292 almas. Foi um movimentado porto fluvial, onde pequenos barcos ancoravam, trazendo mercadorias para a cidade de Três Pontas e Pontal (Elói Mendes). Com a construção da Estrada de Ferro, ligando Três Corações a Tuiuti (atual Juréia) e fazendo conexão com a Estrada de Ferro Mogiana, perdeu sua expressão como porto, mas foi favorecida com a construção de uma estação ferroviária. Na época, por iniciativa de Francisco Garcia de Miranda e MANUEL PIEDADE RABELLO, foi construída uma estrada de rodagem ligando a cidade à ESTAÇÃO DA ESPERA, melhoramento que favoreceu exportação dos produtos agrícolas do município. Nesta época, a Estrada de Ferro Três-Pontana ainda não havia sido construída.
Na ESTAÇÃO DA ESPERA entroncamento com a ESTRADA DE FERRO MUZAMBINHO. Em 18 de maio de 1924,a linha férrea chegou à parada do "CORREGO DAS PEDRAS" (não confundam com outra fazenda do mesmo nome do município de Carmo da Cachoeira. Esta propriedade rural, próxima da antiga Usina Boa Vista, município de Três Pontas). Oficialmente o término das obras ocorreu em 30 de dezembro de 1924,com a emissão da primeira ação em nome do Presidente da Companhia. O material foi importado da Bélgica, por intermédio da "Brasil-Trading" e "Soares Sampaio".
Anônimo disse…
AEROVIAS.

Em 10 de janeiro de 1957,após a melhoria do campo de pouso, foram inauguradas várias linhas aéreas, ligando Três Pontas a São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia. Referidas linhas exploradas pelo I Consórcio Real-Aerovias Brasil, do qual um dos proprietários era Renato Bhering, falecido em um acidente aéreo. Tal Consórcio funcionou por algum tempo e encerrou sua atividades nesta cidade.
Anônimo disse…
Nossa família lhes oferta este mimo. A seriedade e desprendimento do blog é uma caixa de correspondência segura. Àqueles que sem pretensão outra, que não a cultura, merecem receber ricos presentes, como este, por exemplo. Leiam e utilizem para seus trabalhos.

PROCURAÇÃO

Saibam quantos virem esta publico instrumento de procuração que no anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil oitocentos setenta e oito aos vinte e seis dias do mez de julho do dito anno nesta freguesia da Cachoeira do Carmo, Termo da Cidade de Lavras, em meu cartório compareceu perante mim Escrivão, como oltorgante dona RITA VICTALINA DE SOUZA, moradora desta mesma Freguezia reconhecida pela própria do que dou fé, e por ella me foi dito em presença das testemunhas abaixo assignadas, que por este publico instrumento e ma milhor forma de (?)nomeia e constitui por seu bastante procurador na cidade de Lavras a JOAQUIM JOSÉ DA SILVA com especialidade para (?) da testamentaria de seu finado marido Tenente Coronel JOSÉ FERNANDES AVELINO, visto não poder em razão de seu estado cumprí-lo devidamente passando ao segundo nomiado testamenteiro o mandato e bem assim concede ao mesmo segundo testamenteiro todos os poderes necessários para requerer o inventário, liquidação partilhas, approvar e nomiar louvados assistir os autos de (?)impação assinando a todos os termos precizos ao qual concede amplos e illimitados poderes e que tudo quanto pelo dito procurador for feito e obrado por firme e valioso relevando o incargo de satisfação que o direito obtorga. E de como assim o disse assigna este instrumento com as testemunhas ANTONIO GONÇALVES LIMA e JOAQUIM RIBEIRO DE CARVALHO, depois de haver sido por mim JOÃO BAPTISTA DA FONSECA, Escrivão da subdelegacia e Paz, que escrevi e assignei em público. Em testemunho da Verdade, JOÃO BATISTA DA FONSECA. Segue só a assinatura de dona Rita Victalina de Souza, e as assinaturas das testemunhas citadas.

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

Simpósio Filosófico-Teológico em Mariana

Aproxima-se a conclusão das obras de restauração na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, Igreja Mãe de nossa Arquidiocese. Trata-se de expressivo monumento religioso, histórico e artístico, tombado no âmbito federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A Arquidiocese de Mariana, a Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM) e o Instituto Teológico São José (ITSJ) organizam este Simpósio com o objetivo de refletir sobre os trabalhos de restauro que em breve serão entregues à comunidade, bem como debater o significado deste templo, em relação aos aspectos teológicos e sua importância artística e arquitetônica em mais de três séculos de existência. Programação : de 25 à 27 DE MAIO DE 2022 25/05/2022 – Quarta-feira Local: Seminário Maior São José-Instituto de Teologia 19h - SAUDAÇÃO INICIAL - Côn. Nédson Pereira de Assis Pároco da Catedral - Mons. Celso Murilo Sousa Reis Reitor do Seminário de Mariana - Pe. José Carlos dos Santos Diretor da Faculdade Dom