Pular para o conteúdo principal

Diálogo fraterno.


A presença de símbolos, como os que aparecem representados em alguns oratórios existentes em antigas fazendas, bem como os presentes sobre o muro do cemitério da Chamusca, antes de serem queimados, levam-nos a perguntar: Quem passou por aqui, e em que acreditavam eles?

Buscando entender, nos deparamos com os mais antigos cristãos de que temos conhecimentos. A sua maneira, estão no antigo testamento, onde encontramos os seguidores de Abraão aguardando a vinda do Messias. Se nos dermos à busca vamos ver que, junto a Nazaré, Jerusalém pouco existia. O mar era o Mediterrâneo que separava o norte da África e o Egito de Jerusalém, Turquia, Grécia, Itália, Roma, França e Espanha do outro lado. Nem aparece Portugal ainda. Toda aquela gente tinha sua forma de relacionamento com Deus, enquanto aguardavam o Messias - o Salvador. É dessa gente que falamos.

Com expectativa, aguardamos alguém que possa se aprofundar a questão dos símbolos presentes neste território em estudo e com isto, colaborar e enriquecer o conhecimento de nossa verdadeira origem. Sobre essa gente, a que nos referimos falou também o Papa João Paulo II.

Foi através da liturgia do arrependimento, na Basílica de São Pedro, no ano 2000, e naquele papel que pôs nas fendas do Muro Ocidental na sua peregrinação a Jerusalém, algumas semanas depois. Foi um ato de amor, perdão e humildade. O texto é o seguinte:

"Deus dos nossos pais, escolhestes Abraão e os descendentes deste para levar o teu nome às nações: estamos profundamente tristes pelo comportamento daqueles que no decurso da história causaram essas tuas crianças sofrimento e pedimos teu perdão; queremo-nos cometerá fraternidade genuína com o povo da Aliança". (tradução Pedro von Werden SJ)

Dessa gente se ocupou também o papa João XXIII. Foi ele que convocou o Concílio Ecumênico Vaticano Segundo, cujas implicações foram de longo alcance para a Igreja Católica. Duas palavras latinas estão gravadas na história da Igreja: NOSTRA AETATE - o elo espiritual que nos liga as origens. Trata das relações com outra religiões. O documento foi promulgado em 1965, após a morte de seu autor.

O documento cita Romanos 2:29 ao se referir a Paulo. Presente ao referido Concílio histórico estava Karol Wojtyla, o futuro Papa João Paulo II, o papa polonês. Visitou à Sinagoga de Roma em 1986 e fez peregrinação à Terra Santa no ano de 2000. Sua expressão, ao destacar os maiores eventos de 1986 foi: "por séculos e milênios (...) e agradeço à Providência Divina que essa tarefa foi dada a mim (publicação National Catholic News service, dezembro 31, 1986).

João Paulo II e Joseph Alois Ratzinger estiveram a serviço de Deus na mesma época histórica. Ratzinger foi o mais antigo integrante do Colégio de Cardais, hoje é o Papa Bento XVI, nascido na Alemanha. Foi o principal colaborador do Papa João Paulo II. Seu primeiro discurso como papa foi:

"Queridos irmãos e irmãs: Depois do grande Papa João Paulo II, os senhores cardeais elegeram a mim, humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me o fato de que o Senhor sabe trabalhar e atuar com instrumentos insuficientes e, sobretudo, confio em vossas orações. Na alegria do Senhor Ressuscitado, confiados em sua Santíssima Mãe, está do nosso lado. Obrigado".

Papa Bento XVI. O Projeto Partilha é grato ao Criador e Senhor do Universo pela presença de João Paulo II na Igreja Cristã Católica, como um de seus representantes máximos. Como um dos sucessores de Pedro e reconhecido como a cabeça suprema visível da Igreja. Sobre Simão/Pedro, lemos em Mt 16.18, as palavras de Jesus Cristo:

"Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e os portais do Hades não prevalecerão sobre ela".

Presta-lhe homenagens e reverência, entre tantos outros, ao seu legado, e pela frase "diálogo fraterno". Ela foi utilizada ao referir-se a meta nas relações com as religiões. Nele se resgata e amplifica-se o conceito de um dos termos mais antigos dentro da comunidade cristã: "irmãos e irmãs". Por evidenciar o Salmo 147, citado por Tad Sxulc e publicado no magazine PAREDE em 1994: João Paulo se refere ao efeito nele como garoto ouvindo o Salmo 147 sendo cantado durante a missa de noite:

"Oh Jerusalém, glorifica o Senhor, louva te Deus, oh Sião, pois Ele fez forte as barras para tuas portas e abençoou as tuas crianças dentro de ti".

As crianças, aguardam o Messias. Assim, e com estes olhos é que deveremos olhar os símbolos presentes nos oratórios de antigas fazendas e outras representações por nós ainda não estudadas suficientemente. Hoje, filhos um pouco mais crescidos e um pouco mais amadurecidos deixam transbordar de seus corações as virtudes sagradas do perdão, do amor incondicional, do altruísmo, entre outros dons do Espírito Santo presentes e manifestados em cada um.

Comentários

Anônimo disse…
Com Cristo, por Cristo e em Cristo.


AMÉM.


IRMÃOS E IRMÃS,

IRMÃOS E IRMÃS,

IRMÃOS E IRMÃS.


IRMÃOS E IRMÃS,

IRMÃOS E IRMÃS,

IRMÃOS E IRMÃS.

Amem-se, em Cristo.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhôas de José Guimarães.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. F oi, seguido deste singelo bilhetinho que a obra " As Três Ilhoas " de José Guimarães, está em nossas mãos: Prezada Leonor Vai aqui o livro, uma Obra Póstuma, de meu marido José Guimarães. O livro vem completar a coleção da genealogia das Três Ilhoas, lançada em 1989. Agradeço a grande pesquisadora e genealogista Marta Maria Amato , pelo enriquecimento proporcionado pelas suas pesquisas. Gostei de saber que o Projeto Partilha está colaborando com o resgate da "História de Carmo da Cachoeira". Temos em nosso arquivo alguns dados das paróquias de Campanha, onde tem alguma coisa sobre sua cidade:a terra do Pe. José Bento Ferreira. Será? Atenciosamente Leyde M. Guimarães. Ouro Fino, 15-08-2006 Próxima imagem: O Capitão Diog

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Um poema à Imaculada Conceição Aparecida.

Por esse dogma que tanto te enaltece, Por tua Santa e Imaculada Conceição, Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão! Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia! Nossa esperança, nosso alento e vigor, A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia, Da ignomínia, da injustiça e desamor! Tu família, aqui, hoje reunida, Encontra forças no seu lento caminhar. A ti recorre, Virgem Santa Aparecida, Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar! Somente tu foste escolhida e preparada Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou, Para fazer do Filho Seu, digna morada! Pelo teu sim, a humanidade se salvou. Novo Milênio, com Maria festejamos, Agradecendo tantas graças ao Senhor. Com passos firmes, nova etapa iniciamos, Com muita fé, muita esperança e muito amor. Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próximo Texto: A túnica Inconsútil, um poema de fé. Texto Anterior: A prece da poeta e professora Maria Antonie

Eis o amor caridade, eis a Irmã Míriam Kolling.

À Irmã Míria T. Kolling: Não esqueçam o amor Eis o amor caridade , dom da eternidade Que na entrega da vida, na paz repartida se faz comunhão ! Deus é tudo em meu nada: sede e fome de amar! Por Jesus e Maria, Mãe Imaculada todo mundo a salvar! " Não esqueçam o amor ", Dom maior, muito além dos limites humanos do ser, Deus em nós, entrega total! Não se nasce sem dor, por amor assumida: Nada resta ao final do caminho da vida a não ser o amor . Próximo artigo: Até breve, Maria Leopoldina Fiorentini. Artigo anterior: Os Juqueiras, Evando Pazini e a fazenda da Lage

Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

Antiga foto da fazenda da Serra de Carmo da Cachoeira.

F Luiz José Álvares Rubião, em publicação da obra, Álbum da Varginha pela Casa Maltese, às fls. (a publicação não contempla, nem ano, nem nº de páginas), descreve a Fazenda da Serra da seguinte forma: “A uma légua da freguesia do Carmo da Cachoeira, está situada a Fazenda da Serra, propriedade do Cel. Antônio Justiniano dos Reis”. Se diz: Freguesia, leia-se, após, 1857. Em publicação, no ano de 1918, Sylvestre Fonseca e João Liberal, às fls. 149, dizem: “O Cel. Antônio Justiniano dos Reis falecido o anno passado, foi um dos mais importantes fazendeiros do Distrido do Carmo da Cachoeira”. Ary Florenzano, genealogista, cita a Fazenda da Serra, apresentando-a como sendo o lugar onde pela primeira vez, aparece o nome Carmo da Cachoeira, em documento. O 21º Anuário Eclesiástico da Diocese da Campanha, 1959, fls. 28: “Aos onze dias do mês de novembro do ano de mil oitocentos e dezenove, na Ermida de Nossa Senhora do Carmo da Cachoeira, desta freguesia de São João Del Rei, receberam

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948