Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

Os índios e os iluministas.

As concepções dos filósofos Iluministas podem também ser observadas mais adiante, quando ele tratando sobre as leis e os costumes indígenas, afirma que “...Na sua miserável e ignorante vida... faltam-lhe luzes, que os ilustrem melhor...”. (1997. P. 7181 ) Além de tudo isto, Couto Reys percebe também que “...No estado de barbarismo em que vivem, não tem conhecimento do comércio...”

Praticamente as mesmas idéias podem ser percebidas em Domingos Alves Moniz Barreto, capitão de infantaria e autor de um “Plano sobre a civilização dos Índios do Brasil e principalmente da Capitania da Bahia”. É possível identificar na obra, características típicas do pensamento iluminista. O Rei era para ele, um ser iluminado e que devia acudir os índios, pois, “...um homem, considerado no estado bárbaro [não pode] conhecer as suas obrigações para com Deus e para com seu Rei...”

Acreditava também poder dividir os índios do Brasil em dois grupos: os mansos e os bravos. Os
primeiros habitavam a costa, falavam a língua geral, não comiam carne humana e possuíam uma “sujeição a um só cabeça”. Já os bravos eram “... homens agigantados e muito valentes e por isso usam de uns arcos demasiadamente grandes ... A sua morada é incerta ... nada semeiam.. caça, comem-na crua ... São muito amigos da carne humana ... não tem mais lei que a da sua vontade ... não adoram a Deus ... tem uns confusos vestígios da imortalidade da alma...”

Em todos os casos apresentados, o índio é analisado pelo que o conquistador acredita que falte em sua cultura, ou melhor, pelo que não condiz com o que se espera de uma cultura evoluída. Todos estes elementos que “faltam” na cultura indígena provocam um sentimento de que se trata de bárbaros, na maioria das vezes, perigosos. São associados sempre ao estado bruto, muito próximo à natureza – também bravia, sendo a condição de antropófago a mais grave dentre todos os elementos negativos apresentados pelos índios. Estavam em um estado tão primário que nem mesmo poderiam ser classificados como sociedade. Eram apenas bandos sem qualquer liderança ou apego à religião.

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

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