Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

Oratórios, Capelas e pontos de manifestações de fé em Carmo da Cachoeira.


Os oratórios e as ermidas aparecem relacionados em grande número nos antigos inventários do povo sul-mineiro. É interessante manusear os livros de registro em Lavras, pois os documentos eclesiásticos provam que em dezenas de fazendas de uma mesma região e em datas muito próximas, realizavam-se em seus oratórios e capelas: matrimônios e batizados. Algumas vezes em uma mesma página aparecem citações em ermidas diferentes, desta forma os trinta núcleos pertencentes a Matriz da Senhora de Santa Ana vão desfilando o nomes e os eventos de fé promovidos pelo povo de Deus em todos os recantos de sua freguesia.
As capelas contíguas, quando citadas nos inventários, tem todos os seus paramentos relacionados: cálices, missais, casulas, estolas, toalhas para o altar. Tanto elas quanto os oratórios que aparecem nas casas-sede das grandes fazendas e nas residências dos seus proprietários, representam a tradição religiosa mineira oitocentista. Além do aspecto religioso, estes ambientes sacros, tinham como finalidade decorar os imóveis e ostentar riqueza e poder, pois sua posse era motivo de extremo orgulho, que persiste ainda hoje nas pessoas das famílias mais tradicionais.
A fazenda Taquaral conserva até hoje este antigo e precioso local. Mas tradição religiosa do povo cachoeirense não se restringia apenas a estes ambientes sacros, perdurando até hoje em diversos pontos e manifestações.
O cachoeirense é um povo devoto que não se acanha em mostrar sua religiosidade, coerente com as normas ditadas por sua amada igreja, que institui que é a própria comunidade que deve anunciar a Palavra, irradiando a presença do Deus vivo.

Comentários

Anônimo disse…
A antiquíssima imagem que vemos ao centro está sob guarda de um dos descendentes da FAZENDA DO ITAMARATI.

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