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Correspondência recebida:


de: Projeto Partilha

Durante o trabalho de campo realizado pela equipe do Projeto Partilha, o grupo ouviu relatos incríveis feitos por antigos moradores. O que de mais forte se registrou foi a constante presença de símbolos religiosos presentes e ainda hoje preservados, em alguns oratórios em Carmo da Cachoeira. O Adro, de frente da Igreja do arraial do Palmital (III) e o cemitério da Chamusca também eram locais escolhidos para a colocação dos símbolos.

de: Marely Macedo

Nossa Senhora do Carmo, dai saúde para os enfermos e rogaí por eles. Sê o refúgio dos pecadores e rogai por eles. Sê a consoladora dos aflitos e intercedei por eles.

de: observador

A Igreja passou a ser o centro aglutinador e irradiador da verdadeira história de Carmo da Cachoeira. Igreja renovada, ressurge como símbolo de União, na "Alegria" de Dom Diamantino Prata e no dinamismo de seu pároco Padre André. Parabéns TS Bovaris pelo seu trabalho. Parabéns a todos que colocam e partilham seus talentos a serviço da Cultura local, neste grande mutirão de reconstrução de suas origens.

de: anônimo

Gente grande por perto!!! Aí tem cheiro de jogo de força e poder. Carmo da Cachoeira, seu papel na história deve ter sito muito especial e incomadado "alguns".

Comentários

projeto partilha disse…
Uaí, TS Bovaris, vamos abrir mais este lequê? Tentar lembrar as centenas de pontos marcados com os símbolos de fé na cidade? São muitas as imagens públicas. O Cruzeiro e o Cristo, numa altitude de 1.000 metros no Alto do Morro abençoando diuturnamente a todos os seres da Criação. No trevo da Fernão Dias, Nossa Senhora Aparecida acompanhando os movimentos dos que por ali circulam. Duzentos metros depois, São Cristóvão zelando pelos condutores e seus veículos. Na saida da cidade por estrada de terra, São José. A lindíssima imagem de São Francisco na esquina da Rua Dom Inocêcio. O Santuário de Mãe Rainh, na esquina da Domingos Ribeiro de Rezende com Rua Francisco de Assis Reis. Em frente o único posto de gasolina da cidade, a belíssima imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Vê-se também símbolos religiosos junto das pessoas. Muitas caminham rezando o Rosário, outras trazem junto de seu corpo medalhas ou outra forma que mostrar que tem algo não material zelando por ela. É comum ouvir da população manifestações de fé. Dentre muitas, uma interessante. Ao despedirem-se dizem, "com Deus" (omitem o verbo na referência, não dizem: "Vai com Deus").Cada escola tem uma imagem ostentada com reverência em seu jardim principal. Em cada ponto recreativo, comercial pode procurar, lá tem um símbolo. Apresenta-se através um quadro na parede, uma imagem em seu nicho, enfim, mostra a conexão de seu dirigente ou proprietário com seu ponto de fé. Além destes pequenos pontos, muitos templos e centenas de crentes na parte imaterial da existência, crença em "algo superior". Evando Pazzini realizou reportagem fotográfica destas centenas de pontos e enviou, em caratér de doação aos aquivos do Projeto Partilha.

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Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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