Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

Análise do quadro Americae na visão quinhentista.

As imagens que misturavam o real e o fantástico permaneceram no tempo e no século seguinte, ainda as encontramos. Um quadro (Americae) de autoria desconhecida, mas inspirado claramente em Charles Le Brun, mostra como seria a América (na visão do europeu quinhentista):

Esta tela é surpreendente não somente pela mistura de idéias como também pelas posições que as diferentes cenas ocupam no quadro. O cenário é uma praia, portanto, provavelmente trata-se de índios Tupi.

A maioria está vestida com roupas e adereços europeus: colares e brincos de pérolas, sapatos e até um casaco de pele. Entretanto, há também, alguns índios nus ou com adereços claramente indígenas. O curioso é que os que se apresentam assim, não fazem parte da cena principal do quadro, mas em segundo plano e, principalmente, desenvolvendo alguma atividade. Um está caçando, outro carrega em seus ombros um prisioneiro, um outro grupo prepara os corpos que estão sendo assados no moquém e, por último, há um grupo que executa algum tipo de tarefa, talvez ajudando a descarregar as embarcações. O único europeu que está em destaque, parece estar conversando com um índio que não possui nenhum atributo para que possamos identificá-lo como o líder.

Os animais representados são também muito curiosos. Os macacos são extremamente humanizados e, pode-se perceber que a macaca que está no lado direito do quadro segura seu filhote com o mesmo cuidado e serenidade que a índia colocada um pouco acima o faz com o seu filho. Seria uma tentativa de aproximação feita pelo autor do quadro entre os macacos e os índios, ou mais precisamente, entre a animalidade que reinava nos dois? Infelizmente, as demais cenas não nos permitem perceber esta hipótese com maior clareza. Além dos macacos, há também na cena, um jacaré e um animal que parece ser uma ema ou um avestruz. Todos colocados de maneira a fazer parte do cenário e convivendo harmoniosamente.

O índio que carrega um prisioneiro nos faz pensar nas relações que estes indígenas tinham com os outros que habitavam as proximidades. Trata-se, provavelmente, de um prisioneiro de guerra que será, assim, como os demais, assados no moquém.

Nestas primeiras imagens não há qualquer indicação de diferenças entre os indígenas da Colônia.

Entretanto, rapidamente os europeus que para cá vieram e começaram a lidar com as diversas tribos, perceberam existir algumas disparidades básicas entre os índios e que manter ou acentuar estas desigualdades, significaria aumentar o controle sobre a nova terra e sobre sua população.

Trecho de um trabalho sobre Minas Gerais colonial de Marcia Amantino.

Texto Anterior: O índio e o demônio.

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