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Atulhados de ouro.



Por todos os quadrantes, seguindo os rastros das bandeiras, as tropas de muares entraram a sulcar o território já rasgado pelo aluvião, de onde sangravam arrobas e arrobas de ouro mais fino.
A função das tropas era drenar essa riqueza para o litoral e refluir conduzindo o sal, o ferro e os mantimentos para as Minas, onde se desdenhava da agricultura pela fome incontestável do metal.
Em 1779 o marquês de Montalvão, já sentia a irracionalidade de se morrer de fome com os bolsos atulhados de ouro, e lançava as suas vistas para as riquezas mais sólidas da agricultura e da indústria.
Eram famosas as crises de mantimento que periodicamente assolavam as Minas. Bastava o ano ser mais chuvoso, para que as tropas e os carros de bois não pudessem cumprir a missão de alimentar os mineiros e a escravaria.



Comentários

Anônimo disse…
Ei, dado novo para mim e, talvez também para outras pessoas. Já que é primeiro de maio e feriadão prolongado, vou digitar o que considerei muito importante."adotavam roteiros magníficos(...) Um, para exemplo - Joaquim Gonçalves de Freitas, de Santana do São João Acima (...) com destino a porto ESTRELA, no fundo da baía de Guanabara. É claro que havia fretes para as localidades do percurso, mas o destino era o velho porto fluvial, onde recebia cargas para o norte da Mata do Rio e sul do ESPÍRITO SANTO (...). Gastava nesse giro os seis meses da saca".
Anônimo disse…
Ei carioca. Não são só voces que estão neste trabalho. Olhe OS PAMPAS ou o Rio Grande do Sul sendo lembrado:"Sorocaba constitui em fins do século XVIII e durante quase toda a centúria o maior centro de comércio de asininos trazidos dos pampas. Era lá que os tropeiros de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás iam renovar as suas tropas". Também estou aproveitando o feriadão para atualização e conhecimento histórico. Abraços aos cariocas com seu imenso mar.
Anônimo disse…
Já que a página de hoje pinçou Estados, trago o meu e colaboro como posso. Li:"Os tropeiros de Minas que iam ao Rio preferiam entregar e receber suas cargas no porto de ESTRELA, à margem do rio Inhomerim, a tocar diretamente na Capital. Ainda hoje o local onde se desembarcava na Corte, vindo de ESTREL, se chama "CAIS DOS MINEIROS", que depois o porto de Mauá".
Anônimo disse…
Vi neste blog a indicação do livro "Jurisdição dos Capitães", de autoria de Marcos Paulo de Souza Miranda. Estou aproveitando o feriadão para conhecer o assunto, já que estou concluindo a universidade e preparando-me para mestrado. Surpreendeu-me o fato de Dr. Marcos Paulo (p.2) ter descoberto uma representação "de uma moradora da Freguesia de Campo Belo, então subordinada à Vila de Tamanduá (atual Itapecerica - MG), apresentada contra Januário Garcia ao governo português no ano de 1803, existente no Arquivo Histórico Ultramarino, em Lisboa (...)".A mim, Itapecerica fica tão distante daqui, e foi o que motivou minha surpresa. Só colaborando. Como eu, outros também poderão ter a mesma reação, no entanto, foi uma realidade dos séculos passados que é bom que a gente que está para aprofundar dados, fique atenta.
Anônimo disse…
Olá, Varginhense. O projeto Partilha agradece sua colaboração e lembra: Campo Belo a que o Dr. Marcos Paulo se refere é o Municipio de Campo Belo hoje. O fato ocorrido, e que gerou o estudo realizado por ele foi em São Bento do Campo Belo, hoje Município de São Bento Abade, próximo a Três Corações, Carmo da Cachoeira, entre outros.
Anônimo disse…
Bartolomeu Bueno do Prado, paulista, segundo Dr. Marcos Paulo (p.29), em 1759 tomou posse do "Sertão do Campo Grande, uma região que incluia aquela da qual havia apossado Pedro Franco Quaresma, em 1755, para o governo paulista." Depois do extermínio dos quilombos de toda extensão do Campo Grande pela Expedição de Bartolomeu Bueno do Prado, principiaram a entrar algumas bandeiras particulares em busca de ouro nas regiões do Triângulo e Oeste Mineiro(zona de influência do movimentado arraial de São Bento do Tamánduá"(p.32/33 da mesma obra)citando dados da Revista do Arquivo Publico Mineiro, 1897,p.379. É realmente estou me fascinando pelo assunto e assustada com a grande extensão territorial. Ainda estou perdidona, mas vamos ver, até o final do ano me decido em que me aprofundar.
Anônimo disse…
Pensando na poesia, O Tropeiro de Carmo da Cachoeira e tentando ligar com o clã formado pelos "Garcias", fomos levados pelo impulso da futura mestranda a obra que ela está estudando. Na p. 34,"Pedro Garcia aparece em alguns atos religiosos da Freguesia de São Bento do Tamanduá (atual Itapecerica) e da Capitania de Goiás reforça nossa hipótese, pois é sabido que o trânsito pela estrada que ligava Jacuí a Tamanduá e pela picada que ligava Minas a Goiás era intenso, ideal, portanto, para atividades de MERCADOR". A fazenda de Pedro Garcia Leal, situada no local denominado TALHADOS, ficava efetivamente na margem direita do Rio Grande, local de passagem do antigo caminho que ligava Jacuí a São João del-Rei, no atual município de São João Batista do Glória(p.35). Só lembrando que temos um objetivo a ser alcançado: encontrar dados sobre o primeiro morador da CACHOEIRA DOS RATES, o comerciante Manoel Antonio. Assim, todo o caminho apontado pela literatura torna-se foco e sugere buscas.

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