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A família de Padre Godinho

Clique aqui e veja a casa onde moravam José Godinho Chagas e Albertina de Oliveira Godinho, pais de Padre Antônio de Oliveira Godinho.
Na ilustração de Maurício José Nascimento é a casa da esquerda, e se alguém tiver mais informações sobre este imóvel ou sua história utilize o espaço de comentários para enriquecer a história de nossa cidade.


Comentários

Anônimo disse…
Vamos ouvir o próprio Pe. Godinho, através das notícias que deixou em sua obra, "Todas as montanhas são azuis", p. 29:"Semprei gostei de circo. Talvez por atavismo. As más linguas de minha terra insinuavam que o avô paterno português fugira, mocinho, de Coimbra, agarrado ao saiote de uma bailarina circense. Meu pai negava-o, sem muita convicção. A bailarina terá continuado seu giramundo e meu avô, artista-pintor, o mestre desconhecido de São Tomé das Letras, no Sul de Minas, casou-se com a linda mocinha de tranças, que não conheci, e haveria de ser minha avó paterna. Quando terminava a pintura de uma capela da igreja de São Tomé, encarapitada no alto da serra quase inacessível, entre pedras fossilizadas e grutas ostentando nas paredes caracteres supostamente fenícios, uma intoxicação, proveniente das tintas que ele mesmo preparava, levou-o deste mundo para melhor. Tinha 35 anos. Minha avó 19, já o havia precedido.Meu pai conheceu-o apenas. Ainda assim, do pai, romântico aluno de capa preta da velha universidade conimbricense, falava com os olhos sempre rasos d´água. À mãe referia-se qual pálida Valquíria morta, entre lírios e goivos, e essa imagem de Mme. Delly acompanhou-o pela vida afora. Jamais conheci alguém tão fiel às recordações do órfão pequenino crescendo, solitário, entre milhares de alqueires da FAZENDA DA CHAMUSCA, ou aprendendo as letras clássicas, em São Paulo, no solar da Baronesa de Sousa Queirós, nos estertores do século das luzes" Pe. Godinho, filho de Antonio Godinho LOURO e Anna Cornélia das Chagas.
Anônimo disse…
TS Bovaris. Solicitamos proceder as devidas retificações: O nome do pai de Pe. Godinho é JOSÉ GODINHO CHAGAS, casado com dona Albertina de Oliveira. Os avós paternos são os que, por um lapso temporal nos referimos no comentário anterior. Os avós maternos são Bernardino Nougueira Netto e Idalina Geracina de Oliveira. A p. 30, há um trecho EM QUE PE. GODINHO FAZ REFERÊNCIA a seu pai: "Meu pai encomendava suas roupas a um alfaiate do Rio de Janeiro e importava sabão e água-de-colônia da França. Do Rio chegavam os jornais, duas vezes por semana. Lia, em voz alta, para que eu ouvisse, os discursos pronunciados na Câmara, no Senado e na Academia Brasileira de Letras. Era um liberal sem mancha. Dizia que a liberdade não é um prêmio, mas um direito ou uma conquista, e que só é digno de ser livre que for capaz de lutar e morrer por ela. Não sei se isso era lele ou se teria lido algures. Sei que era a sua convicção. Pensava e agia assim. Meu avô materno, que refugava as idéias abstratas, dizia, um tanto quanto sobre o irônico, que meu pai era meio poeta, pois na vida o lque importa é ser pragmático. Meu pai fingia não ouvir e continuava meio poeta. Foi herança que me legou. Em tempos mais recentes, os pragmáticos voltariam à cena, não sei se com mais êxito do que meeu avô."
Anônimo disse…
Ainda Pe. Godinho. P.30, "Antes de eu nascer, o velho escrivão do arraial, já quase cego, precisou de um auxiliar. Convocou o único jovem letrado da terra. Durante trinta anos meu pai preencheu, com letra bonita e sempre igual, com pena "J", os graandes livros que conservaram a humilde história de nossa terra. Tinha fixado, por detrás da escrivanimha, a tabela dos emolumentos. Na realidade, não cobrava a nimguém. Nem aos ricos, nem aos pobres. O juiz da comarca, veneranda e austera figura, hoje com estátua de bronze em praça pública, valia-se, nos casos de dúvida, de seus conselhos e de sua experiência. Não chegara a ser bacharel em Direito, mas a formação humanística, as leituras e a prática enriqueceram-no de conhecimentos e de invejável erudição".
Anônimo disse…
"Livro 2A em seu termo de abertura:"Este livro servirá para registro de nascimento neste distrito do Carmo da Cachoeira, município de Varginha na forma do regulamenton.9886 de 07 de março de 1887. Vai constar em todas as folhas numeradas e rubricadas por mim Eduardo Alves de Gouveia, Primeiro Juiz de Paz deste distrito. Carmo da Cachoeira, 5 de fevereiro de 1896".
Há um livro em museu de escripturas em que em 1862 assina Francisco de Paula Candido, interino de notas nesta Freguesia da Cachoeira do Carmo.
Anônimo disse…
Primeiro escrivão de temos dados documentais, Joaquim Candido de Abreu, serviu durante oito meses, até 13/09/1889; Segundo escrivão José da Costa Faria, serviu durante l ano, até 13/04/1893(este, tio do futuro escrivão); Terceiro escrivão Adelino Eustáquio de Carvalho, serviu durante 28 anos e 8 meses, até 25/12/1921;José Godinho Chagas, de 25/01/1922 a 30/07/1946; Por compra Antonio Bonifácio Maciel assumiu em 1/08/1946 até 17/08/1976, passando a partir desta data a sua filha Elizabeth Vilela Maciel, que iniciou-se como escrevente substituta e cuja oficialização como titular se deu em 16/06/1986 e está ocupando o cargo até hoje.
Anônimo disse…
Uaí,Pe. Godinho foi o autor o hino do Sesquicentenário da cidade.
Anônimo disse…
Esta casa onde morava Pe. Godinho e seus pais ficava `esquerda, na esquina das ruas Dr. Veiga Lima e Francisco de Assis Reis. A casa da direita de quem olha é residência do Sr. Peró,José Mario de Oliveira(78 anos), cuja foto TS Bovaris deverá postar nas próximas páginas. Ele fala com carinho do tempo que o fundo de seu quintal - hoje transformado em muitos pontos comerciais, era um grande pomar com suas imensas e centenárias mangueiras que alimentavam pássaros, pessoas, insetos, abelhas. "Tudo muito bem cuidadinho, uma beleza. Tenho saudade".
Anônimo disse…
Seu Peró, quem não conheçe. Oi, seu Peró.
Anônimo disse…
Padre Godinho era um orador eloqüente. Minha mãe não perdia suas pregações na Semana Santa. Tanto que em meu Poema: "Era Sonho" eu cito, de forma intrínseca, Padre Godinho...."Saudades do filho da terra que em roma estudou. Que na pregação do encontro, Mãe e Filho exaltava. Dizia da dor que o Homem por nós suportou. Do corpo inerte nos braços da Virgem-Exclamava".
Unknown disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse…
Em 1977 fiz um curso de oratória com o Pe. Godinho, em São Paulo, ministrado no prédio de uma antiga livraria que ficava na rua Araújo. Ele era um tribuno de cultura, inteligência e dicção invejáveis. Certa ocasião, distribuiu para nós, seus alunos, texto do que disse por ocasião da missa de sétimo dia do falecimento de Carlos Lacerda, que fora seu companheiro de UDN.
Como o texto é longo, poderei enviá-lo aos interessados. Liberato Bueno - Goiânia (GO) - lybbueno@gmail.com

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