Pular para o conteúdo principal

Genuína arte em Carmo da Cachoeira, MG.

Qual não foi minha surpresa em uma ida na Comunidade no Palmital do Cervo, para documentar e fiscalizar uma obra de calçamento, encontrei uma Maquete em um terreno baldio do distrito. Feito por crianças da comunidade - as quais infelizmente não estavam no local - não me contive e fotografei aquela "obra de arte".

Fiquei impressionado com os detalhes - pontes, mata burros, os caminhos de terra e de cascalho, os telhados simétricos dos galpões, as cercas bem dimensionadas em altura e extensão ! E para completar, cada lavoura em seu talhão, de mato, de café e de milho, muito bem definidas. Pode ser o despertar de uma vocação - sem dúvida um talento.

Deus nos dotou de talentos, temos a obrigação de usá-los e ajudar o próximo a desenvolver seu talento; pois o incentivo ao talento do próximo é a receita de uma comunidade mais justa, mais feliz, com harmonia e amor !

Paz e bem - saudações !

Foto e Matéria: Júnior Caldeira - Arte: TS Bovaris

Próxima imagem: Fazenda do Leme em Carmo da Cachoeira.
Imagem anterior: Fazenda da Boa Esperança em Minas Gerais.

Comentários

projeto partilha disse…
Júnior Caldeira. Nossa alegria é imensurável diante desta belíssima partilha. Ela demonstra a sensibilidade do retratista Júnior Caldeira. É reveladora do que, naquele momento, foi seu principal foco de atenção - vislumbrar uma obra de arte e criatividade. Não só visualizar, mas dividir o bom momento com todos nós. O ato demonstrou sua preocupação e envolvimento com assuntos de nossa terra, de nossa gente. Nesta tomada, um exemplo de o quanto a educação informal caminha. Mostra mais, mostra o quanto mãos entrelaçadas reconstruem um mundo melhor e harmônico. O grupo revelou harmonia e, sem educadores por perto, a galera conseguiu manifestar à sua maneira o conhecimento que rola no interior de seus pequeninos seres. Neste ponto, e diante da imagem do dia de hoje, educadores poderão refletir: qual é o papel da educação nos dias de hoje?
Júnior Caldeira, obrigado por você existir e, principalmente, por estar entre nós. Luz. Paz.
projeto partilha disse…
CRIATIVIDADE NO DISTRITO DO PALMITAL DO CERVO, MUNICÍPIO DE CARMO DA CACHOEIRA, Minas Gerais.

A história da Pedagogia demonstra que vários educadores do passado já se preocupavam com o aspecto motivacional do ensino, preconizando uma educação de acordo com as necessidades e interesses infantis, e que também reconheciam o valor formativo do jogo. Brincar é uma atividade natural do ser humano. Ao brincar, a acriança fica tão envolvida com o que está fazendo, que coloca na ação seu sentimento e emoção. A atividade artística, é o elo integrador entre os diferentes aspectos do ser humano. Brincando a criança ordena o mundo à sua volta, assimilando experiências e informações e, sobretudo, incorporando atividades e valores. Portanto, é através do ato de brincar que ela reproduz e recria o meio circulante e, supõe-se, em geral, relações interpessoais.
Engrandece-nos o legado que estes seres anônimos nos deixaram. Eles são os construtores do novo mundo, o lugar bom para todos viverem. Luz.
projeto partilha disse…
Há que se ter a consciência de que não se ganham todas. O Projeto Partilha perdeu essa: A visita dos pesquisadores de suas origens familiar, casal KLAUS (Claus). O casal esteve em Carmo da Cachoeira, sul de Minas Gerais, Brasil, neste final do mês de julho. Visitou a Igreja Matriz, percorreu as casas de antigos moradores da Pça Nossa Senhora do Carmo, visitou o Cartório de Registro Civil da cidade. Procedentes do Espírito Santo, buscam seus ancestrais, moradores que foram da FAZENDA DO LEME. A busca que fazem refere-se aos anos finais do século XIX. Não tivemos conhecimento, por falta de contato com o casal, de maiores detalhes sobre a busca por ele engendrada. Colocamo-nos a disposição para maiores informações, caso se confirme a presença de seus ancestrais por este território da CACHOEIRA DOS RATES.

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…