Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior. "Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG. Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entr

O gancho de ferro ao pescoço não impediu a fuga.


Anastácio, um “mulatinho” de 15 anos foi bastante audacioso em sua fuga1. Seu anúncio foi publicado no dia 16 de maio de 1831 e consta que sete dias antes, ele havia sido recapturado de uma outra fuga.


Mais “audácia tiveram Elias e Miguel, de etnias Congo e Cabinda. Os dois tinham cerca de 20 anos e já era a terceira vez que fugiam. Desta vez haviam conseguido evadir carregando ambos, “...um gancho de ferro ao pescoço com aros de ferro rebatido...”2. Mas foram recapturados. Cerca de dois anos depois, encontramos novamente os mesmos escravos anunciados como fugitivos, desta vez, era a quarta fuga. Haviam fugido juntos e ambos levavam presos aos tornozelos esquerdos uma argola de ferro.3

Ainda que não se saiba se nas duas fugas anteriores Elias e Miguel estivessem juntos, há pelo menos duas ocorrências registradas onde ambos estavam associados. O curioso é saber como que dois africanos de origens diversas conseguiram não só fugir juntos, mas, principalmente, fazer isto no mínimo duas vezes, o que demonstra uma provável ligação entre eles, e ainda mais com os ganchos de ferro aos pescoços e depois com as argolas de ferro presas aos tornozelos. E mais surpreendente é saber que em ambas fugas não foram apanhados imediatamente, ainda que com os apetrechos criados especialmente para impedir estas situações.



Carlos Julião, aquarelista do século XVIII, retratou uma cena em que mostra o que seria este ferro preso ao pescoço de um escravo.

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.



220 Anúncio do Jornal “O Universal”. 16.5.1831
221 Idem 21.11.1828
222 Idem 14.7.1830
figura: Fonte: Carlos Julião. Riscos Iluminados...

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