Pular para o conteúdo principal

Ribeirão Vermelho em Carmo da Cachoeira

Márcio Salviano Vilela nasceu em Ribeirão Vermelho aos 2 de janeiro de 1965. Seus antepassados foram descendetes de portugueses povoadores dos serões de Minas Gerais no século XIX que se tornaram fazendeiros de posses em Piumhi e Itapecerica. Seu pai, João Carvalho Vilela, naceu no "Chapadão", zona rural do município de Candeias, onde seu avô José Primeiro Vilela possúía fazendas e, em fins de 1938, aos 18 anos de idade, abandonou a lavoura para ingressar na Força Expecicionária Brasileira durante a II Grande Guerra Mundial. Chegou a Ribeirão Vermelho no ano de 1947, empregando-se no trabalho ferroviário. Em 1952, casou-se com Bárbara Salviano, esposa atenciosa e mãe dedicada à educação dos filhos, também natural de Candeias, mudando-se para Ribeirão Vermelho em 1958, onde passou a construir família, sendo Márcio o mais novo dos seis irmãos.
Autor dos livros "sobre Trilhos - Subsídios para a história de Ribeirão Vermelho", "A formação histórica dos Campos de Sant'Ana das Lavras do Funil" e do "Ementário da história de Robeirão Vermelho", Márcio iniciou seus estudos e sua formação educacional nas escolas públicas de Ribeirão Vermelho, cursou o II Grau no Instituto Gammon de Lavras e formou-se em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Lavras, mas seu dedicação às pesquisas e levantamentos históricos sempre estiveram presentes em seus estudos.
Atualmente, Márcio colabora na implantação da política de proteção do patrimônio cultural de Riveirão Vermelho e cursa pós-graduação Latu Sensu na Universidade Federal de Lavras em Ecoturismo - Planejamento e Interpretação, além de dedicar-se à música erudita como integrante do Quartelavras, quarteto de violões do Centro de Cultura Artística de Lavras.

Comentários

Anônimo disse…
O Projeto Partilha agradece a participação de MÁRCIO SALVIANO VILELA, mais uma a engrossar a massa de voluntários dedicados a preservação da Cultura do Sul de Minas Gerais. O Projeto Partilha sensibilizou-se com o texto de agradecimento presente na obra "Ementário da História de Ribeirão Vermelho". Márcio diz: Agradecimentos, "A Deus, Pai, Criador e Autor da Vida, que nos Ilumina e Sensibiliza os homens de boa vontade". Contamos com sua colaboração. Apareça Márcio, você será sempre benvindo.
Anônimo disse…
Silvio Henrique de Melo Costa, Arquiteto Consultor em Patrimônio Cultural, diz o seguinte, quando se refere a uma das obras escritas por Márcio, "Assim é o livro desse exemplo de cidadão, pessoa simples, culta, aplicada e estudiosa, historiador da história de sua gente, amante de sua terra, das coisas de Minas e de seu País".
Anônimo disse…
Márcio diz: "Nesta paragem, nascemos ribeirenses".
Anônimo disse…
Complementando:"Assim, o tempo encarregou-se de criar as próprias raízes de Ribeirão Vermelho, que somos nós, os seus filhos legítimos, e esta cidade é o grande legado deixado pelos nossos antepassados, da qual somos os principais herdeiros; por isso, devemos preservar seus valores e cultuá-la com amor, patriotismo e respeito às suas tradicões".
Anônimo disse…
Márcio Salviano Vilela, p. 15 de "Ementário (...)", diz:"com a implantação da navegação do Rio Grande(1881), forma-se o primeiro povoamento, em razão do centro comercial organizado à margem do rio, com a denominação de "Porto Alegre", primeiro nome de Ribeirão Vermelho, que se estendeu até 1889, quando, a localidade recebeu o nome de "Estação do Ribeirão Vermelho".
Anônimo disse…
Um pouco de história: "A origem do nome `Ribeirão Vermelho`, conforme deixou registrado o jornalista Batista Caetano de Almeida(1797), redator e impressor do jornal `O Astro de Minas` de São João del Rei(1827), recolhido por Jacy de Souza Lima, 1968, em `Lavras do Ouro e das Escolas`, figura desde o final do século XVII, quando, após o ano de 1674, a bandeira de Fernão Dias Paes Leme cruza os sertões da Colina do Funil do Rio Grande".
Anônimo disse…
"Ribeirão Vermelho", localizado entre a Serra da Bocaina e as florestas do Rio Grande, que deu lugar à cidade de Lavras, na rota das bandeiras, esta zona serviu de palco para a violenta batalha entre os bandeirantes, desbravadores, caçadores de esmeraldas e os índios Cataguases, babitantes da região",p. 16 da obra "Ementário(...)" Logo a seguir, HOUVE a exploração do ouro, que caracterizou o aparecimento dos CAMPOS DE SANT` ANA DAS LAVRAS DO FUNIL.
Waldir disse…
Gostaria de saber sobre o papel da Ferrovia na formação histórica de Ribeirão Vermelho, olha, a gente sabe que foi enorme, mas sabe pouco e ficaria feliz em saber muito mais, em especial porquê sou filho de ferroviário que trabalhava de vez em quando aí em Ribeirão Vermelho. Favor indicar-me livros e publicações onde seja possível encontrar para aquisição, bem como os locais prováveis. Obrigado e lembremo-nos sempre de que o papel de Ribeirão Vermelho em nossas ferrovias também importa, e muito.!!!!! Waldir alves
k3yu67@solar.com.br
Waldir,

Procure ver se você encontra um livro chamado:

Ementário da História de Ribeirão Vermelho
1880-2000
Márcio Salviano Vilela
Editora Indi 2003

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Rostos na multidão na antiga Carmo da Cachoeira

Se você deseja compreender completamente a história (...), analise cuidadosamente os retratos. Há sempre no rosto das pessoas alguma coisa de história da sua época a ser lida, se soubermos como ler. — Giovanni Morelli Cônego Manoel Francisco Maciel presente a cerimônia ao lado da Igreja da Matriz