Homenagem à música de raíz em Minas.

A origem do homem sertanejo, como representante síntese das raças que estiveram aqui presentes deixaram seu rastro e atestam suas culturas. Esta é a representação mostrada na forte imagem acima. Neste século XXI registramos este símbolo - o que retrata e sustenta a origem desta terra abençoada. A miscigenação oriunda de casamentos entre povos indígenas; raça negra e imigrantes açorianos preferencialmente, italianos em minoria, e sírio libanês em pequeno número, evidencia o que ocorre no dia-a-dia deste aconchegante recanto Mineiro - Carmo da Cachoeira. Terra abençoada com o manto da Mãe Protetora, Nossa Senhora do Carmo, onde seus habitantes habituaram-se a ver crianças e jovens circulando com cavalos no centro da cidade, sem deixar de falar no Neca que marca a presença assobiando alegremente. Surge ele montado em seu cavalo saudando o amanhecer.

Grupo de Congada de Oliveira, Minas Gerais em visita a Carmo da Cachoeira.
Foto: Maria do Carmo - Arte: TS Bovaris

Próxima imagem:Fazenda de Sata Maria no Almanak Sul Mineiro.
Imagem anterior: Magistral casa sede da Fazenda Pouso Alegre.

Comentários

projeto partilha disse…
Um espaço inexplorado pelo Projeto Partilha. Trata-se de um Porto às margens do Rio Grande, nas proximidades da ponte, da via Anhanguera, que liga São Paulo a Minas Gerais. Aí funcionava uma espécie de porto fiscal único das fronteiras com a então Província de São Paulo, por onde fazia o escoamento dos sortimentos que traziam os mercadores para a mascateação nos SERTÕES DE MINAS GERAIS, Goiás e Mato Grosso. O local situa-se no Triângulo Mineiro, microrregião de Uberaba. É o município de DELTA, Minas Gerais. Cf.: Clemente Gonçalves Borges e Rosa Clara de Jesus - por Ercílio Ramos Cavallaro - Genealogia das - Windows Internet Explorer. Genealogia
projeto partilha disse…
Domingos Fernandes Rates e sua mulher Catarina Gonçalves viveram e criaram seus filhos na segunda metade do século XVI. Cf.: www.joaodorio.com
João do Rio e um Jornal Internético. A informação poderá ser confirmada em seus arquivos e genealogia, a partir do ano de 2005.
projeto partilha disse…
Aos 25 de agosto de 1895 é batizado na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, João, filho legítimo de Manoel Francisco Galvão e Emerenciana Antonia Carvalho; foram padrinhos: Antonio Marciano e Genoveva Cândida de Jesus.

Em 12-05-1895, na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, Joaquim Venâncio Naves foi padrinho de Umbelina, filha legítima de Ananias de Assis Sérgio e Minervina Cândida de Jesus.
projeto partilha disse…
"Aos vinte e quatro de abril do ano de mil oitocentos de noventa e cinco baptisei solennemente a Maria, nascida a 17 do mesmo mês, filha legítima de Marianna Clara de Gouvêa Vilhena. Foram padrinhos: Antonio Joaquim Alves e Anna Maximina Alves de Gouvêa. Vigário A. J. da Fonseca."
projeto partilha disse…
No livro correspondente aos batizados referentes ao ano de 1878, arquivado na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, fls. 170 lê-se o seguinte:
Azarias Pereira de Abreu e dona Ana Ludovina de Abreu foram padrinhos de Ambrosina na Capela de São Domingos da Barra, em 24 de novembro;

em 24-11 na Capela de São Domingos da Barra, Joaquim Pereira de Abreu e Ambrosina Esmeraldina de Abreu foram padrinhos de Ana, nascida em Lavras, filha legítima de Joaquim Sales Apolinário e Rita Maria de Jesus. O Vigário, Padre A. J. da Fonseca.
projeto partilha disse…
Um registro assinado pelo Padre A. J. da Fonseca, Ás fls.171, correspondente a batizados realizados na Matriz de Nossa Senhora do Carmo, aparece um datado de 1854 e diz: Antonio Afonso Corrêa e Margarida Vitalina da Silva foram padrinhos de Rafael, filho de Gabriel Roiz da Silva e Feliciana Maria de Jesus.
projeto partilha disse…
Em 23 de fevereiro de 1857 Matias Roiz da Silva e Marcelina da Fonseca foram padrinhos de Joaquim. Assina o Vigário da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, Pe. A. J. da Fonseca.
projeto partilha disse…
Terra Natal
Joel Garcia Pereira.Cachoeira,1981.

Amargurado pela dor de uma saudade, deixei cidade (...)
e fui rever a minha terra.
Voltei pra rever as coisas que há anos não vejo
e o cheiro sertanejo,
da lindas flores da Serra.

Quando cheguei no terreiro,
chamei meus companheiros ...
e ninguém apareceu.
Os amigos que lá ficaram,
não sei se mudaram
ou se algum deles morreu.

Cheguei perto da minha morada,
a lua prateada ...
clareava o jardim.
Mamãe sente saudades
e pensa que estou na cidade,
não sabe que estás perto de mim.
(continua)
projeto partilha disse…
(continuação) Poema - Terra Natal
Joel Garcia Pereira. Cachoeira, 1981.

Meu velho cachorro
me encontrou com um uivado ...
chorando de dor.
Parece que ele dizia,
que nesta moradia
não existe morador.

Meu canário mensageiro,
não está mais no terreiro ...
Muito distante foi morar.
Quando daqui eu partia,
fui eu mesmo um dia
que mandei papai soltar.

O velho canarinho,
voltou para o seu ninho ...
foi viver com sua amada.
Quando um dia eu te soltei,
ele voltou como eu voltei ...
pra minha velha morada.
(continua)
projeto partilha disse…
(continuação) Poema - Terra Natal
Joel Garcia Pereira.Cachoeira,1981.

Eu bati na porta,
e disse: Papai é seu filho que volta...
abra eu quero entrar.
E matar minha saudade,
e a felicidade ...
eu quero de novo encontrar.

Ao entrar encontrei a mãezinha,
com a cabeça branquinha ...
de tanto me esperar.
Eu vi as rugas do teu rosto,
meu Deus que desgosto ...
que vontade de chorar.

Abracei mãezinha querida,
a que devo a vida ...
e a minha gratidão.
Sinto saudades de você,
Em mim existe um "M" e um "P" ...
Papai e Mamãe do coração.
(continua)
projeto partilha disse…
(continuação)
Poema. Terra Natal
Joel Garcia Pereira.Cachoeira,1981.

No meu quarto eu entro agora,
Vejo o par de esporas ...
e o velho arreio.
Feito do puro couro,
é do meu alazão "Pingo de Ouro"...
de levar bois no rodeio.

Quando eu era principiante,
ganhei o meu velho berrante ...
que hoje não está na lida.
Eu fiquei entristecido,
somos dois perdidos ...
Na triste "Estrada da Vida".

Não existem mais, os bailes de terreiros,
nem os colegas e companheiros ...
das noites enluaradas.
Eu fiquei sozinho,
eles seguram os seus caminhos ...
eu segui a minha estrada.
projeto partilha disse…
(continuação) Poema. Terra Natal
Joel Garcia Pereira.Cachoeira,1981.

Todas as casas abandonadas,
com as portas fechadas ...
eu digo assim:
Só ficou a minha casinha,
papaizinho e mamãezinha ...
que espera por mim.

Fui no pasto lá em baixo,
para pegar meu macho ...
cavalo de estimação.
Ele começou a disparar,
e veio me encontrar ...
com muita satisfação.

Este cavalo é um coitado,
e sofreu calado ...
ele estava a me esperar.
parece que ele dizia,
que nós um dia
iríamos nos encontrar.

Hoje estou longe da cidade,
e sinto a felicidade ...
d morar aqui sertão.
Arranquei a dor lá do fundo,
a coisa mais bonita do mundo ...
é regressar a "Terra Natal".

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