Pular para o conteúdo principal

Prefeitura Municipal recebe o Cemitério Paroquial

Escritura Lavrada no livro nº 64, folhas 100 a 112. Primeiro Traslado.

Escritura de doação que entre si fazem, com outorgante doadora a MITRA DIOCESANA DE CAMPANHA e, como outorgada, a PREFEITURA MUNICIPAL DESTA CIDADE, no valor de CR$ 2.000,00 -

Saibam quantas esta publica escritura de doação virem que, no ano do nascimento de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, de mil novecentos e setenta e três (1973), aos vinte e seis dias do mês de janeiro, do dito ano, nesta cidade de Carmo da Cachoeira, perante mim, Tabelião, compareceram partes entre si, justas e contratadas, a saber: de um lado, como outorgante doadora: A MITRA DIOCESANA DE CAMPANHA, neste ato representada pelo seu bastante procurador, o reverendíssimo Cônego JOSÉ JOAQUIM DE SOUZA, conforme os poderes contidos na procuração, lavrada pelo tabelião Luiz do Couto, de 1º Ofício de Campanha, no livro 37, folha 51 daquela comarca, 1º traslado que fica arquivada neste cartório; e, de outro lado como outorgado (a) Donatária, a PREFEITURA MUNICIPAL desta cidade, neste ato representada pelo seu atual prefeito Antônio Pereira Chagas, casado, brasileiro, agricultor, residente nesta cidade, à Praça do Carmo, todos, meus conhecidos e das duas testemunhas abaixo, assinadas do que dou fé. E, perante as quais pela outorgante doadora, pelo seu procurador, me foi dito, na presença das mesmas testemunhas, que sendo senhora e legítima possuidora, a justo título de aquisição, sem ônus de espécie alguma de, um cemitério Paroquial, situado nesta cidade de Carmo da Cachoeira, à rua Odilon Pereira, no centro da cidade; havido o terreno por doação da Família Francisco Ratis (Rattes), anteriormente ao Registro de Imóveis; e resolveu doar a Prefeitura Municipal desta cidade, uma área medindo 46 x 63 - 2.898 mts² (quarenta e seis metros, por sessenta e três, ou seja dois mil e oitocentos e noventa e oito metros quadrados), respeitando os jazigos perpétuos legalizados, do cemitério Paroquial; e confrontando a área ora doada, pela frente, uma extensão, mais ou menos de sessenta e três metros, com a rua Odilon Pereira, pelo lado de cima, em prosseguimento futura da rua Dom Inocêncio com a doadora MITRA DIOCESANA DE CAMPANHA, numa extensão de 46 (quarenta e seis metros); de outro lado, numa extensão de sessenta e três, com a donatária Prefeitura Municipal, e com Francisco.

seguem dois carimbos:

1 - Antônio Bonifácio Maciel - Escrivão de Paz e Tabelião - Carmo da Cachoeira - MG; e

2 - Registro de Imóveis - Comarca de Varginha - MG - Protocolo: livro 15, fls. 333 nº 1268 - Registro: livro 2, nº R1-657 - Averbação: livro - nº - - Varginha 17 de maio de 1976 - Arimá Albuquerque Regina - Ofic.

Próximo ducumento: Documento original de confissão de dívida, 1919.
Documento anterior: A transcrição do imóvel do pasto de Izalina.

Comentários

projeto partilha disse…
FRAANCISCO RATIS, foi o último com este sobrenome que aqui permaneceu e manteve o sobrenome "RATIS". Busca-se ainda quais as famílias e a com que sobrenome aqui permaneceram. Sem dúvida "Costa" e "Moraes", outros, ainda aguarda-se ligações genealógicas que o comprovem. Francisco é descrito como sendo uma pessoa muito bonita e afeiçoada. Sua alegria era fora do comum - alto e de olhos azuis. Foi com grande pesar que seus vizinhos viram-no mudar para Três Corações, onde seu talento poderia ser melhor aproveitado. Era voltado para as artes e ligado as salas de projeções de filmes - os antigos cinemas do interior mineiro. Mora na CASA NOVA DOS RATES/Raty/Rati/Rattes, situada na rua das boiadas. Essa antiga denominação era dada a rua Domingos Ribeiro de Rezende, depois passou a ser dada a rua Olympio Virgulino de Souza.
projeto partilha disse…
FRANCISCO RATIS, talvez, tenha assistido o nascimento de um NOVO ARRAIAL - O DO CARMO DA CACHOEIRA. Pode ter sido uma testemunha ocular dos acontecimentos que geraram a mudança. O que era CARMO DA BOA VISTA, com a doação de terras para formação do Patrimônio, passou a ser CARMO DA CACHOEIRA. Sempre CARMO, de Nossa Senhora do Monte Carmelo. As condições legais para formação do novo Arraial aconteceu com a doação de terras. Efetivamente, CARMENSES ou CACHOEIRENSE, teriam oportunidade de se encontrar como agrupamento social. Gratidão a MANOEL ANTONIO RATES que nos proporcionou, com seu altruísmo, dedicação e conhecimento das leis, esta rara oportunidade.
projeto partilha disse…
FRANCISCO RATIS, com o bom humor que lhe era característico, contava a história que conhecia através da linguagem oral e mantida como um de seus tesouros - a história de sua ancestralidade. Falava ele de Manoel Antonio Rates e sua mulher Maria da Costa Moraes, antigos moradores do Sítio Cachoeira, na CACHOEIRA DOS RATES. Lembrava histórias contadas por seus pais. Falava de um tempo que não volta mais, mas cuja marcas jamais seriam apagadas. Ele como descendente desta tradicional família teria que fazer sua parte - NOVA DOACÃO. Esta ratificaria o que o tempo destruiu. Esta está em nossos arquivos e agora partilhado. Gratidão e muita luz aos construtores dessa história que está nas raízes de CARMO, de NOSSA SENHORA DO MONTE CARMELO. O distrito do CARMO DA BOA VISTA foi transformado em CARMO DA CACHOEIRA dado o espírito despreendido e desinteresado da FAMÍLIA RATES - doadora do Patrimônio para formação do Arraial. O senso comum não deixa apagar a memória de seu passado - toda região resiste e insiste em dizer: o pessoal de CACHOEIRA, isto é, moradores de Carmo da Cachoeira. Quem nasce em Carmo da Cachoeira considera-se CACHOEIRENSE e não CARMENSE. É a força da tradição e a gratidão do povo a MANOEL ANTONIO RATES/Rattes/Raty/Rati E A DONA MARIA DA COSTA MORAES/MORAIS.
projeto partilha disse…
Historicamente o povo garante a presença do nome, CACHOEIRA DOS RATES. Religiosamente, garante a devoção a Nossa Senhora, esteja ela revestida com os nomes de MONTE CARMELO - Nossa Senhora do Carmo; ou como MÃE RAINHA em seu Santuário; DE FÁTIMA, marcando sua presença ao lado da Escola dr. Moacir Resende; IMACULADA CONCEIÇÃO e sob tantos outros mantos protetores. Que a luz do DIVINO ESPÍRITO SANTO e da MÃE DE JESUS CRISTO, filho de DEUS PAI, continue enviando sua luz sobre o planeta terra e auxilie-o na transição e reconstrução de uma nova civilização - A DO AMOR CRÍSTICO.
projeto partilha disse…
O péssimo estado em que se encontra um documento denominado "Termo de Lançamento" impede-nos de mostrá-lo nestas páginas. Através dele soubemos que um certo JOÃO DA COSTA E MORAES foi casado com dona Delfina Maria de Jesus. "Aos dois dias do mez demo de mil oitocentos e cincoenta e sete (...) morte de meo finado marido JOÃO DA COSTA E MORAES (...). Fazenda Saquarema a quinze de maio assina a Rogo de Delfina Maria de Jesus e como louvado José Fernandes Avelino, José Celestino Terra. Como testemunha Manoel Antonio de Mello.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Corpus Christi em Carmo da Cachoeira 2022

 A Comunidade São Pedro de Rates na Solenidade de Corpus Chisti Celebrando Corpus Christi a Comunidade São Pedro de Rates participou da confecção dos tapetes coloridos nas ruas de Carmo da Cachoeira para a passagem de Jesus Eucarístico pela procissão de Corpus Christi juntamente com toda a Paróquia Nossa Senhora do Carmo. Figuras da Sagrada Eucaristia, Divino Espírito Santo, do Cálice da Ceia e demais motivos eucarísticos embelezam as vias graças aos voluntários das diversas comunidades urbanas e rurais da Paróquia Nossa Senhora do Carmo na Diocese da Campanha em Minas Gerais. Celebrando a festa de Jesus presente na Eucaristia, sobretudo fazendo memória à Quinta-Feira Santa e o início da Eucaristia, no Pão e no Vinho, este dia nos remete uma verdadeira gratidão que nós cristãos devemos ter pelo grande mistério da morte e ressurreição de Cristo, Nosso Senhor. Ao desenhar símbolos religiosos nas ruas cachoeirenses, o povo se une em torno da arte e fé.  Simbolicamente retira a intermediaç

Rostos na multidão na antiga Carmo da Cachoeira

Se você deseja compreender completamente a história (...), analise cuidadosamente os retratos. Há sempre no rosto das pessoas alguma coisa de história da sua época a ser lida, se soubermos como ler. — Giovanni Morelli Cônego Manoel Francisco Maciel presente a cerimônia ao lado da Igreja da Matriz