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Sepultada Júlia Paranaíba Vilela em Minas.

"Aos desesseis dias do mês de julho de mil novecentos e cinquenta e nove (1959) foi encomendada e sepultada no cemitério Paroquial o cadáver de dona Júlia Paranaíba Vilela, com idade de 75 anos, filha legítima de dona Emerenciana Augusta Pereira e José Joaquim Alves Paranaíba (Parnayba), e viúva de João Tomaz de Aquino Vilela. Deixa 11 filhos." Assina o Pároco, Pe. Manoel Francisco Maciel.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próxima matéria: A venda do escravo Procópio de Três Pontas.
Artigo Anterior: Uma sepultura para Anita Moreira de Souza.

Comentários

projeto partilha disse…
ESTRADA REAL é o conceito utilizado no passado para designar uma estrada tida como oficializada. Conhecida por todos e reconhecida oficialmente estava sujeita e passível ao controle, inclusível fiscal. Junto de uma delas, na Freguesia do Carmo da Cachoeira, em meados do século XIX, e a época em que já havia subdelegacia ficava a casa de residência de José Fernandes Avelino, casado em primeiras núpcias com Maria Clara Umbelina, e em segunda com Rita Victallina de Souza (Rita Vitalina de Sousa). Apresentamos numa destas páginas um documento sob forma de abaixo assinado em que Amélia Augusta da Silva, residente na freguesia do Carmo da Cachoeira, Município de Varginha, Estado de Minas Gerais, onde se lê:

" ... sendo senhora e possuidora de uma parte de terras no lugar denominado - Pasto da Isolina (Izolina) - , nas proximidades desta freguesia do Carmo da Cachoeira, cuja parte de terras me coube por herança de meus fallecidos Pais - Augusto Silva e Isolina Cândida de Souza (Izolina), estando em commum com os demais herdeiros, confrontando a communhão por um lado com a ESTRADA REAL, QUE DA FREGUESIA DO CARMO DA CACHOEIRA VAI AO LUGAR DENOMINADO - CHÁCARA - (...)".

Localização - O LUGAR DENOMINADO CHÁCARA corresponde a CHÁCARA, citada em vários documentos e pertencente a JOSÉ DA COSTA AVELAR, nosso querido Zé Avelar, o preservacionista.

O documento diz: "lugar denominado CHÁCARA -, sendo a divisa - numa cerca de arame; por outro lado com MISAEL DIAS DE GOUVEIA e AUGUSTO RIBEIRO NAVES, sendo a divisa com aquelle - num deasbarraancado e com este - cerca de arame;por outro lado com o mesmo AUGUSTO RIBEIRO NAVES, sendo a divisa num córrego; e, finalmente, pelo outro lado ainda com o mesmo AUGUSTO RIBEIRO NAVES e viuvo do fallecido - ARLINDO MENDES DA FONSECA, sendo a divisa com o primeiro - desbarrancado e arame e com o segundo - vallo e cerca de arame, a qual parte de terras vendo (...)". As citações acima correspondem a região do antigo acesso de Carmo da Cachoeira a Três Corações, passando pelas fazendas: Misael Dias de Gouveia (através do corredor do NENZICO, depois de passar pela "Rua do GENICO" e pela "CASA DE JOSÉ FERNANDES AVELINO"). Ao se pensar no acesso Três Corações/Cachoeira, o caminho seria: A Antiga Fazenda das Três Barras (aqui, encontramos os "Pinto Barra"), Fazenda Itamaraty (Itamarati), Misael Dias de Gouvêa (Mizael Gouveia) ou como dizem os documentos (ATRÁS DO MORRO), Corredor do Nenzico, Rua do Genico, Pça Nossa Senhora do Carmo ou seja, "Casa de José Fernandes Avelino".

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