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A Cruz de Caravaca da fazenda Saquarema.

O símbolo da Cruz, representada pela de Caravaca1. Ainda no ano de 2007, presente na porta da casa, de nosso querido casal Gentil Naves² e Ana de Figueiredo Naves, aos pés da Serra da Bocayuva, na região das Abelhas. A cruz também está presente nas portas de entrada e de saída, da casa sede da fazenda Saquarema, e esteve na casa sede da fazenda Ponte Falsa. Assim, contam parte de nossa história.

Na fazenda da Serra, outro marco de nossa cidade. Foi lá que pela primeira vez aparece o registro com o nome Ermida de Nossa Senhora do Carmo. Na fazenda Saquarema, a Cruz de Caravaca e Nossa Senhora do Carmo, dois símbolos religiosos de grande poder. Presentes entre nós, têm irradiado através dos anos, a idéia de transcendência.

Os dois símbolos que são: a Mãe do Criador, através de Nossa Senhora do Carmo, fonte de puro amor universal e a Cruz de Caravaca, representação da redenção e a transcendência.

Projeto Partilha - Leonor Rizzi

Próximo artigo: O ramo presbiteriano dos Gouvêa.
Artigo anterior: Distritos, fazendas, ermidas e patrimônios.

1 . Cruz de Caravaca – por sua forma denota origem oriental, conta a tradição que originalmente possuía uma relíquia da Santa Cruz, assim sendo era uma Vera Cruz. Teria sido trazida originalmente por anjos e ajudado na conversão do príncipe mouro Ibn Hud pelo Padre Gines Pers Chirinos, em 02 de maio de 1232, no Castelo de Alcázar . Grandes santos tinham devoção por esta cruz. Foi trazida por Martim Afonso de Souza ao Brasil, e seus principais divulgadores foram os jesuítas.
2. Hoje o senhor Gentil Naves está com 94 anos e completamente lúcido. Em nossa visita a Fazenda do Paiol das Abelhas, acompanhados do Sr. Célio Brasiliense Naves (páreo duro para o Neca - ambos são fortes em conhecimento sobre nossas origens), o senhor Gentil esbanjava força e energia.

Comentários

projeto partilha disse…
O link, Ermida de Nossa Senhora do Carmo nos reporta a página de 18/ABR/2008. A referência é feita ao Decreto da Regência de 14 de julho de 1832. A ocasião da postagem (abril/2008), tinha-se dúvida sobre a localização da Ermida e, com o aprofundamento das pesquisas, JORGE FERNANDO VILELA, autor da obra, O Sertão do Campo Velho, concluiu o seguinte: "O Curato de Nossa Senhora do Carmo a que está se referindo o Decreto Regencial de 14 de julho de 1832, não se situava em Carmo da Cachoeira e sim Campos Gerais. É lá que havia a primitiva capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo do Campo Grande, erigida em 1825, de acordo com o Cônego Trindade e que era filial da Freguesia de Três Pontas. Nesta época, não havia capela curada em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais".
O Projeto Partilha deixa aqui registrado, portanto, o resultado da pesquisa de nosso atento colaborador. Somando-se ao registro do dado, aproveitamos também para manifestar nossa gratidão.

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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