Padre José Procópio Júnior em Carmo da Cachoeira

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Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob nova guiança Editorial Sai Pe. Daniel Menezes, e assume como administrador paroquial da acolhedora cidade de Carmo da Cachoeira, em fevereiro de 2019, o Pe. José  Procópio Júnior.
"Não cabe à pedra escolher o lugar que deve ocupar no edifício. Assim também não cabe à nós criaturas ditar ao Criador o que deve acontecer em nossa vida, pois Deus é quem sabe e dispõe com sabedoria própria." − Dom Servílio Conti, IMC Como página que observa os acontecimentos neste pedaço de chão mineiro, limitado por montanhas e que, segundo o cachoeirense Padre Godinho, “todas são azuis”, registramos o remanejamento ocorrido entre padres ligados a Diocese da Campanha no ano de 2019. Entre as mudanças encontra-se a Paróquia Nossa Senhora do Carmo/Carmo da Cachoeira – MG.

Sai nosso querido Padre Daniel Menezes. Por ele continuamos a rezar e o devolvemos, entre lágrimas e a esperança de um dia tê-lo entre nós. Somos eternamente gratos e devedores. Entra, aureola…

Os especialista analisam os escravos foragidos.

Para Domingos Loureto Couto1, o quilombo era o local para onde convergiam “negros atrevidos” e era o “receptáculo de foragidos”. O que explicaria a razão das fugas e da ida para o quilombo seria a ilegitimidade dos apresamentos na África, a persistência de costumes africanos e o excesso de escravos na colônia.

Rocha Pita, escrevendo em 1724, acreditava haver uma propensão nos escravos para a rebeldia e para a rebelião, pois eram pecadores e insolentes por natureza. Para evitar isto se deveria punir e educar o cativo na fé tornando-os obedientes ao senhor e fiéis a Deus. Mas, se tudo isto falhasse e o escravo fugisse, tornava-se culpado do “delito da ausência”. Segundo este autor, o cativo preferia “a liberdade entre as feras que a sujeição entre os homens”.2

Palmares recebeu de Rocha Pita alguns comentários, entretanto a preocupação não era tanto mostrar o quilombo e seus habitantes, ou mesmo suas estruturas internas e externas. Na realidade, o objetivo era exaltar a grandeza e o poder metropolitano que havia conseguido destruir “...a calamidade que padecia Pernambuco com esta opressão dos Palmarianos...”3

Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: Stedman e a imagem do negro armado e em guarda.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.

1 COUTO, Domingos Loureto. Desagravos do Brasil e glórias de Pernambuco. In: Anais da Biblioteca Nacional. Livro 8, vol. 25. Cap. IV, p. 540 2 PITA, Sebastião da Rocha. História da América portuguesa. Lisboa: Ed. Francisco Artur da Silva, 1880. p. 214 e ss

3 ibidem

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