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ABUSO E EXPLORAÇÃO INFANTIL

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José Joaquim de Souza e seus colegas seminaristas.


No dia 4 de março de 1929, o jovem José Joaquim de Souza e eu seguimos para o Seminário Nossa Senhora das Dores, em Campanha, onde cursamos Humanidades e o primeiro ano de Filosofia.

O jovem Zequinha, dez anos mais velho do que eu, e assim tratado carinhosamente por todos, nasceu em São Lourenço no dia 31 de dezembro de 1906, seus Pais, católicos edificantes, foram o Sr. Joaquim Francisco de Souza e D. Deolinda Nery de Souza.

O jovem seminarista Zequinha foi sempre um exemplo para nós, pela sua fé viva e pelo seu amor a Deus e a seus irmãos de vocação. Entre seus colegas, exercia o apostolado de bondade, que lhe era natural e a todos edificava. Auxiliava aos Superiores do Seminário na disciplina e quando tínhamos algum problema, Zequinha era o nosso bondoso confidente e nosso conselheiro sempre sorridente.

Respeitoso e obediente, Zequinha sempre foi muito estimado pelos seus mestres e superiores, particularmente pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano, Dom Frei Innocêncio Engelke, O. F. M., que o tratava com um carinho paternal e até mesmo, muitas vezes, atendia os pedidos do Zequinha, em favor de seus Colegas.

Em 1934, fomos cursar o segundo ano de Filosofia, no tradicional Seminário Maior de Mariana. Zequinha continuou aplicado nos estudos e dando-nos o exemplo de seu modo de ser e de agir, de acordo com os ensinamentos de Cristo, contidos nos Santos Evangelhos. Estava sempre disposto a atender aos pedidos de seus Colegas.

Como não me dei bem com o clima de Mariana, por ser muito frio e durante o ano de l934 fui acometido de uma pertinaz amidalite, recorri ao Zequinha. Ele se prontificou a falar com Dom Innocêncio e conseguiu minha transferência para o Seminário Maior de Belo Horizonte, onde cursei os quatro anos de Teologia.

Terminado o Curso Teológico, (nossa turma formada por): Pedro Ribeiro de Castro de Conceição do Rio Verde, José Divino da Silva de Pouso Alto, José Joaquim de Souza e eu, de São Lourenço, fomos ordenados sacerdotes pelo Exmo. Sr. Bispo Diocesano, Dom Innocêncio Engelke, O. F. M., na Catedral da Campanha, no dia 4 de dezembro de 1938. Os três Colegas já estão no Céu, participando da glória de Deus, entre os resplendores da Visão Beatifica.

Próximo artigo: José Joaquim de Souza, o Cônego Zequinha.
Artigo anterior: Os primeiros passos em direção aos Rattes.

Este texto está em nosso arquivo digital mas não possui o nome do autor do texto.

Comentários

Anônimo disse…
Se alguém souber a autoria deste texto/dicurso, por favor, nos informe. Recebemos a cópia guardada por uma família cachoeirense, no entanto, não traz outros dados, a não ser o corpo do discurso. Fica, portanto, o discurso e o pedido de ajuda.
Eliana Neri disse…
Meu nome é Elina Neri e sou neta da irmã do padre Zequinha, Albertina Neri de Souza, portanto o padre era meu tio-avô. Não o conheci, estou fazendo pesquisas sobre ele já faz algum tempo. Sou escritora infantil e agora comecei escrever um livro para adultos onde constará fatos da vida do padre. Pretendo ir à Carmo da Canhoeira para obter mais informações. Gostaria de saber onde ele morou antes de ir para Carmo de Canhoeira. Podem entrar em contato comigo através do e-mail: eliana.neri@uol.com.br
Para saber mais sobre mim é só visitar a página: http://contosdalili.vilabol.uol.com.br
Obrigada pela atenção.
Eliana Neri

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