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A decadência de São Bento Abade.


Com o falecimento de Padre Bento Ferreira da capela de São Bento Abade, nossa região se dividiu entre o distrito da Boa Vista e do arraial da Cachoeira. Enquanto Boa Vista predominava economicamente e detinha o poder político nas mãos da família Branquinho, o arraial crescia graças ao grande número de famílias que lá existiam. Cabe um estudo mais profundo para se avaliar os motivos que consolidaram o arraial do sítio Cachoeira como núcleo urbano, mas é intrigante constatar que o município de Carmo da Cachoeira nasceu em terras da fazenda Boa Vista, só posteriormente se fixando em terras de propriedade de Manoel Antônio Rates. A mudança centro urbano em geral se dá por motivos estratégicos ou de segurança, sendo um fato incomum. É o caso da cidade do Rio de Janeiro que, fundada na Urca, local considerado militarmente inadequado tendo em vista sua defesa, foi transferida para o “Campo Largo” em 1834. Se aqui a mudança se deu por uma questão estratégica, devem-se avaliar quais as mudanças nas rotas trilhadas por tropeiros e mineiros, e quais os motivos que os levaram a isso.
A fazenda Boa Vista manteve-se fechada, contrapondo-se a pluralidade do sítio Cachoeira, onde se multiplicavam os forasteiros que se integravam às famílias que lá existiam. Os Rattes, que doaram esta terra para a formação do povoado, já estavam dispersos em outras regiões, e aqui também se fundiram a diversas outras famílias. A doação feita por José Gomes Branquinho à Igreja Nossa Senhora do Carmo, demonstra que ele também participava e apoiava esta comunidade que aqui se desenvolvia.
A fé também foi fundamental para a predominância do arraial da Cachoeira, pois este território hospedava nas grandes fazendas: capelas, oratórios e ermidas. Se nas propriedades particulares, estes pontos de religiosidade garantiam o exercício do culto religioso e o cumprimento dos preceitos da Igreja, fortalecendo a fé, a convivência com a comunidade se dava na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, que trazia para cá marianos devotos como José Gomes Branquinho.



Comentários

Projeto Partilha. disse…
Córrego de Mateus da Costa Manso. Este nome não aparece registrado, pelo menos desta forma, no mapa por nós consultado, no entanto aparece a Lei de Criação a Cia. de Ordenança, cujo Capitão nomeado em 27/04/1811 foi João Damasceno Branquinho. Quem é o representante da "Família Manso" em Cachoeira? Em 1859 é batizada aqui Maria, filha de Gabriel Francisco Manso e Maria Targina. Os padrinhos foram Francisco de Assis e Souza e Generosa América de Souza. O Pe. celebrante foi Joaquim Antonio de Rezende. A genealogia vem com a seguinte informação: Tenente Francisco Inácio de Souza. Inventáriado em Lavras. Comarca do Rio Verde. Ano 1863. Arquivado no Centro de Memórias do Sul de Minas - Campanha. A inventariante foi Maria Teresa Vilela. A sétima filha do casal é dona Generosa América de Souza e foi casada com Fernando José de Toledo. Dona Generosa é irmã de Rita Victalina de Souza, segunda esposa de José Fernandes Avelino, sub-delegado do Carmo da Cachoeira. A primeira esposa dele foi Maria Clara Umbelina.
Projeto Partilha@ disse…
O livro N. 1, Fábrica -1859/1882 - Carmo da Cachoeira, fl. 21v, tratando de receita, cuja entrada ocorreuno item LEILÕES, aparece o registro de RS18:000 em nome de d. Maria Carolina de Gouvêa. A genealogia nos informa que ela se habilitou para casar com Antonio Joaquim Alves, neto de Gregório José Alves e Catarina Maria do Espírito Santo(ou de Jesus), filha de Diogo Garcia e Julia Maria da Caridade. Joaquim José Alves, filho de Joaquim José Alves e dona Esméria Mendes de Brito, filha de Manoel Mendes de Abru e Dorotéia Maria do Espírito Santo, neta de Maria de Moraes Ribeiro irmã de Ângela de Moraes Ribeira, mãe de José Joaquim Gomes Branquinho. da Fazenda Boa Vista.
Projeto Partilha@ disse…
No mesmo Leilão estava Manoel Francisco de Oliveira, sua oferta foi de R$5:000. Na genealogia ele aparece como filho de Francisco de Oliveira Maia e Ana Pedrosa da Silva, filha de José Rodrigues Gulart. Fraancisco faleceu em 1801 e Ana em 1817. Manoel Francisco casou-se com Mariana Celestina Rosa de Jesus, filha de Luzia Maria de Jesus, filha de Bento Rabello de Carvalho e Maria Tereza de Jesus. Luzia foi casada com Manoel de Souza Dinis, da Fz. Santo Antonio do Bom Jardim das Três Pontas(confrontando pelo poente com Manoel Pinto Ribeiro e Ana Ribeira da Costa), filho de outro do mesmo nome e de Ana de Azevedo. Manoel de Souza Diniz teve com Rosa Maria a filha de nome Emerenciana, casada com Francisco Inácio de Mello.
Projeto Partilha@ disse…
No mesmo leilão estava Joaquim Garcia de Figueiredo, cuja oferta foi de R$4:000. Casado com Ana Cândida. Ver inv. Mariana Teodora de Figueiredo. 1886. A Fazenda é "Fazenda Campestre da Soledade", na Freguesia de Carmo da Cachoeira, Termo de Lavras, avaliada em 24:000$000 e as benfeitorias em 6:000$000.
Anônimo disse…
A decadência de São Bento de Abade do projeto, partilha é dez ! tenho me esforçado para encontrar a conecção de meus antepassados e devo enorme gratidão as pessoas envolvidas nesse espetacular trabalho que a dois anos tenho me dedicado a pesquisar PARABÉNS a todos .ahá ...nesta página esta o motinho de exultação ,agora peço mais um detalhe ¨sobre Mariana Celestina Rosa de Jesus óbito e paradeiro dos filhos Maria Luzia e Francisco beneficiários nos inventários dos avós maternos e dizer que Manoel Francisco de Oliveira è meu tataravo tão procurado .agradeço ajuda de coração beijos Maria Lidia Gonzaga de Oliveira
TS Bovaris disse…
Maria Lidia,

É um grande estímulo ao nosso trabalho pessoas como você, agradecemos sua colaboração e seu generoso comentário.

A informação que temos é esta que nós já repassamos, mas não demos continuidade a esta pesquisa, aceitamos a colaboração de todos para o enriquecimento de dados.

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Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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