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de Lavrense:
Um pouco de história: "A origem do nome "Ribeirão Vermelho", conforme deixou registrado o jornalista Batista Caetano de Almeida (1797), redator e impressor do jornal "O Astro de Minas" de São João del Rei (1827), recolhido por Jacy de Souza Lima, 1968, em "Lavras do Ouro e das Escolas", figura desde o final do século XVII, quando, após o ano de 1674, a bandeira de Fernão Dias Paes Leme cruza os sertões da Colina do Funil do Rio Grande".
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de Jurema:
"Na história a beleza e a verdade devem andar sempre irmanadas, para que ela atraia e delete oespírito do leitor e ao mesmo tempo lhe dê tão exatamente quanto possível, uma noção real dos acontecimentos".
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de Projeto Partilha@:
"O restante da Semaria ficou (...) fazenda do Campo Bello". Então vamos conhecer um vizinho, neste imenso território da Comarca do Rio das Mortes. O capitão João Ferreira da Silva é citado no inventário de Joana Izidora Nogueira, segunda mulher do alferes Francisco Martins da Luz, como sendo vizinho da fazenda Campo Belo, em 18/03/1803. Local do inventário: fazenda do Rio do Peixe do Campo Belo. Na lista de 1842 arquivada em Lavras, a fazenda do Rio do Peixe aparece com: José Antonio da Luz; José Ferreira da Luz; José Joaquim da Luz; Francisco Antonio da Luz; Joaquim José Pereira; e João Nascimento Branquinho. Na fazenda Duas Barras tem os "Ferreiras", através de João Ferreira Guimarães; José Ferreira da Silva; Joaquim Ferreira da Silva; Francisco Joaquim de Souza e João José de Carvalho. O Francisco Martins da Luz teve um primeiro casamento com Tereza Maria de Oliveira. Ela é citada também como Tereza Maria de Jesus.
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de Gutierrez:
Pode ser irmãos, mas cada um tem seu perfil. Cada um sua história. Carmo da Cachoeira está lutando para reconstruir a sua, pelo que vejo diariamente nesta blog. Voces são muitos e competentes. Vão chegar. Gente de garra, persistente. Uma hora virá a gratificação. Sucesso na empreitada.
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de Est. UNICAMP:
Será que dá prá fazer um história onde Carmo da Cachoeira apareça com personalidade própria? Com uma identidade que realmente a caracteriza e a torne única, neste imenso País - Brasil?
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de leitora da obra:
Márcio Salviano Vilela, p. 15 de "Ementário (...)", diz:"com a implantação da navegação do Rio Grande(1881), forma-se o primeiro povoamento, em razão do centro comercial organizado à margem do rio, com a denominação de "Porto Alegre", primeiro nome de Ribeirão Vermelho, que se estendeu até 1889, quando, a localidade recebeu o nome de "Estação do Ribeirão Vermelho".
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de Um ribeirense:
Silvio Henrique de Melo Costa, Arquiteto Consultor em Patrimônio Cultural, diz o seguinte, quando se refere a uma das obras escritas por Márcio, "Assim é o livro desse exemplo de cidadão, pessoa simples, culta, aplicada e estudiosa, historiador da história de sua gente, amante de sua terra, das coisas de Minas e de seu País".
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de: ADCG - Escola Infantil Stella Maris
A Associação de Apoio de Apoio e Desenvolvimento da Criança e Gestante - Escola Infantil Stella Maris é uma entidade filantrópica e religiosa que atende crianças de 0 a 5 anos de idade, tem por finalidade principal promover a vida, seguindo os ensinamentos evangélicos: "Que todos tenham vida e a tenham em abundância." Jo.10,10.
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de Projeto Partilha@:
Olá pessoal que tem interesse na fazenda Maranhão de Lavras do Funil. Vejam os inventários de algumas pessoas e as fazendas onde moravam os que mantinham relaçoes comerciais com Valentim José da Fonseca, vizinho de Manoel Antonio Rates. São elas: Capitão Manoel de Jesus Pereira, da fazenda Campo Lindo e casado com Luciana Maria da Silva; Vicente Ferreira da Costa, da Fazenda das Contendas, na Aplicação de São João Nepomuceno, casado com Maria Joaquina da Conceição; Solidônia Flávia de Toledo, casada com o alferes José Vieira Machado, da fazenda Trombuca (Três Pontas). Os inventários estão disponibilizados no Projeto Compartilhar.

Comentários

Projeto Partilha@ disse…
Olá, pessoal de Lavras. O Projeto Partilha agradece a sua participação. Apareçam sempre. A oferta de vocês é de grande relevancia histórica, e muito importante para o avanço de nossos estudos.
Carvalhais de Miranda disse…
Parabéns Pe. André. Uma verdadeira reconstrução da história da Paróquia. Foi um trabalho de equipe,espetacular. Só a Igreja com seu trabalho de voluntariado conseguiria chegar a quantidade imensa de dados,que extrapola os livros religiosos.Gostaria também de parabenizar o esforço de TS Bovaris. Pelos comentários percebo ser uma pessoa muito ocupada,e desenvolve um trabalho espetacular. Tempo é algo a ser repensado por todos nós,a partir da atuação deste seu voluntário em programação virtual. O Senhor é abençoado Pe. André.
sala de imprensa disse…
Realmente, tenho percebido neste trabalho, que não dá para pensar pequeno. Só um estudo mais amplo dará a verdadeira dimensão daqueles dias do passado. Hoje, se vive uma cultura seccionada, partida, fragmentada, como se a Criação fosse criada sem elo e ligações. Esquecem a grande e infinita corrente. A medicina é um exemplo. Um médico é especialista em rins, que não sabe o que se passa com o fígado. Outo para... enfim, enfim... A ordem é ver de forma sistêmica. Eis minha contribuição.
Wellington disse…
Epa, Porto Alegre? e junto de um grande, aliás imenso Ribeirão? Aí tem. Ah, se tem. E nos anos do século XVI? ah, tem mesmo.. Ei pessoal que está dando buscas, será que voces estão enxargando como eu? Enfim, leigo pode sonhar. Sonhar belos sonhos. Eis a vantagem. Outra vantagem são os meios de comunicação disponíveis hoje. Este é espetacular. Ei TS Bovaris, valeu. Vc é bom pacas.
Rebelde do Bem disse…
Não acredito, não acredito mesmo. Quanta gente por aqui. E contam uma história da carochinha pra nós. Imagine que inventaram(claro que inventaram). Ninguém precisa me falar, não sou bobo. Inventaram que há muito tempo alguns queriam que este povoado virasse cidade e assim chamaram aqui uma autoridade. Tiveram que construir rapidamente 100 casas. Foi tudo feito as pressas e mal as autoridades sairam as casas cairam. Querem diminuar a gente. Bobos eles. Quem vê os desenhos que eu vi na exposição não pode acreditar nessa gente que quer por a gente abaixo do chinelo. Acho que é para dominar. Mas não vão dominar no século XXI. Vão sim, só que dentro de sua casa.
leonor disse…
Oi, Rebeldo do Bem. Nós do Projeto Partilha também ouvimos esta história, porém não acreditamos. Fomos buscar dados que os comprovassem.Encontramos os dados, no entanto, eles contaram-nos outra história e hoje estamos partilhando com todos. Gratos pela coragem e participação. Volte sempre que tiver uma indigestão. Está no canal certo. Neste tem Amor e Fé num futuro promissor, e um compromisso com a história pelo amor que temos aos antepassados. Mas, temos de digerir esses dados irreais e contados sem encontrar respaldos em documentos.Só se digere com comprovação dos fatos, não é? Senão vai virar outra mentira e a sociedade não aceita mais, isso nos dias de hojes,não é mesmo? Na Fé e no Amor seguiremos juntos, topa?
Observador 1 disse…
Ora, que polêmica gerou aí.
Vale do Sapucaí disse…
Viver onde existe sistemas autônomos implantados é realmente desafiador. Não sei aí como funciona, mas vejo que pelo menos em comunicação voces saem a frente. Parabéns TS Bovaris. Parabéns ao Pe. André pela paciência com que ouve aqueles que se comunicam com este canal, inclusive eu. Visito todos os dias esta página. Faço análise como tarefa a ser apresentada a um grupo.Pretende-se implantar a mesma forma de comunicação desta aí adotada. Não sei se teremos cacife para isso.Por isso o estudo preliminar.
Escola Sociologia-SP disse…
É bom vigiar, sociedade. Vigilância contra a guerra, contra a exploração econômica, contra a corrupção de todos os tipos, inclusive eleitoral. Sociedade organizada tem os direitos humanos preservados. Oi, povo, cadê a soberania popular? Como ela anda por aí? Vamos em frente e reconstruir-se-a o mundo cheio de Paz e Igualdade.
Universitário disse…
É ora e vez de reativar as "comunidades". Pequenos núcleos que se põe em ação próximo de onde estão instalados. No amor e na dor já estão organizados e sabem como resvolver os problemas que aí surgirem.Não tem uma constituição para garantir a unidade? Então, porque o pessoal não estuda a constituição do País? Era muito comum nos antigamente, quando a agricultura dominava a presença destes grupos. Li no trabalho das Abelhas deste blog, como eram organizados. Eles estão aí ainda, e com certeza tem isso instalada em sua cultura. Como as fazendas eram isoladas tinham que se resolver por lá mesmo. Depois veio a indústria e trouxe o pessoal para a cidade. Não sei porque, a sociedade perdeu sua força de decisão,e se deixa manipular. Entrega na mão de poucos a decisão. Mas que inércia se criou, hein?

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Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
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