Pular para o conteúdo principal

As famílias da fazenda dos Terras.

Em 1745 nasce em Prados-MG, Manoel Francisco Terra, filho de Domingos Francisco Terra vindo de Barcelos em Portugal e Isabel Pires de Moraes, natural de Guarulhos-SP. Manoel Francisco Terra casa-se com Ana Vitória de Jesus, natural de São João Del Rey, filha do capitão Domingos Rodrigues Barreiros e de Jacinta Bernarda da Conceição, na Ermida de São Bento, no antigo município de Lavras. Ali tiveram nove filhos. Falecendo em 1809 deixou seu testamento que hoje está arquivado em São João Del Rey.

Esta família se estabeleceu no município de Carrancas, no local que se chamava Sertão Dourado, passando a ser conhecido então como fazenda dos Terras.

Analisando documentos cartoriais e escrituras de compra e venda, livros eclesiásticos observa-se a forte presença “dos Costas” nesta fazenda. Em Carmo da Cachoeira, o preservacionista José Costa Avelar falava com carinho do vovô Quiqui – Joaquim Flávio da Costa, oficial e treinador do Exército, a época da Guerra do Paraguai e morador na “fazenda dos Terras”, em São Bento Abade. Falava também que na divisão dos bens de raiz Francisco Alves da Costa, casado com Dona Cota, ficou com a fazenda do Vau. O Gabriel ficou com a fazenda da Carapina, entre outros nomes surgidos da subdivisão da enorme “fazenda dos Terras”. Buscando complementar a conversa buscou-se dados na obra de José Américo Junqueira de Mattos (Matos).¹

A colaboração da pesquisadora Marta Amato enriqueceu o trabalho que apresenta-se fartamente documentado com escrituras, certidões e documentos inéditos. Eduardo Diniz Junqueira ao prefaciar a obra diz: Num clima de aventura e esperança, João Francisco Junqueira chegou ao Rio das Mortes Pequeno, Província de Minas Gerais. Em 1758, na Igreja de Nossa Senhora do Pilar, casou-se com Helena do Espírito Santo, filha de Inácio Franco e Maria Teresa de Jesus, neta materna de Manoel Gonçalves da Fonseca e da açoreana Antônia da Graça, uma das lendárias Três Ilhoas. A família Junqueira alia-se as mais distintas famílias mineiras, paulistas, fluminenses. Foi nesta família que encontramos 'bandeirantes, emboabas, novos entrantes, de outros povos e de outros continentes' com pondo um belo e harmonioso tecido social, “nesse tolerante cadinho racial que é o Brasil”.

João Francisco e Helena Maria requereram a sesmaria do Campo Alegre em 1769, freguesia de Baependy, na então comarca do Rio das Mortes e passaram a residir nela depois de 1763, época em que o ouro na província de Minas Gerais estava em franca decadência. A capela da fazenda Favacho (do favacho) foi benta em janeiro de 1761. O Reverendo João Gonçalves Penha assina o testamento de João Francisco Junqueira. Esse nome, através do “Penha”, poderá vir se ligar a nora de Manoel Antônio Rates, a Maria da Penha de Jesus, casada com José da Costa de Morais.

A filha dos patriarcas – João Francisco e Helena Maria, Anna Francisca do Valle (Ana) casou-se em 1789, com o capitão Joaquim Bernardes da Costa (ou João Bernardo da Costa, como aparece na certidão de casamento de seu filho, João Cândido da Costa). Joaquim, nasceu em Campanha da Princesa, filho de Henrique da Costa e de Dona Jerônima Maria de Jesus². Anna Francisca e Joaquim Bernardes tiveram nove filhos. O 1°, Francisco Daniel da Costa nasceu em 1795, seu testamento arquivado no cartório de 2° Ofício Civil de Lavras foi redigido na “fazenda dos Terras”, em Carmo da Cachoeira-MG, em 08 de fevereiro de 1855. A 2ª filha Anna Cândida da Costa (também Ana Claudina da Costa) casou-se com André Martins de Andrade inventariado em 1821, e tinha como bens de raiz, parte da fazenda do Campo Belo. O Gabriel Flávio da Costa, batizado em 1795, casou-se com sua sobrinha Marciana Jesuína de Andrade (ou Mariana Bernardina de Andrade) tem seu 7° filho, José Marciano da Costa, casado duas vezes, uma com Maria Victória da Luz, na época do inventário da esposa, 1881, residia na “fazenda dos Terras”, no distrito de Carmo da Cachoeira, no termo de Lavras. Seu único filho, José Ribeiro da Costa foi herdeiro de grande quantidade de bens. O segundo casamento foi com sua prima Dona Cândida Umbelina de Andrade, filha de Cândida Umbelina Branquinho. Em Brotero. 1ª edição. 1956, p. 590 lê-se que o seu 10° filho, Severino Augusto da Costa, casado com Genoveva Maria Ribeiro³, filha de João Alves Teixeira, viúva, passou a morar na Paróquia de Carmo da Cachoeira. Entre os bens, herdaram “as terras” de cultura e campos de criar, na “fazenda dos Terras”.

Em 1882, dona Maria Carolina de Gouvêa e seu marido Francisco Daniel da Costa dão procuração a seu pai e sogro, Antônio Severiano de Gouvêa para partilha de bens deixados pelo falecimento de Marciana Jesuína de Andrade, cujo inventário é assinado na “fazenda dos Terras”, d’este Districto de Carmo da Cachoeira.

Ary Florenzano em carta enviada a Paróquia Nossa Senhora do Carmo explica “Sertão Dourado de que falam os livros, é onde fica hoje a chamada “fazenda dos Terras”, onde há um apontamento em 25 de maio de 1770”.

Apontamentos:
* em 29.04.1865, no oratório da “fazenda dos Terras”, João Hermenegildo Vilella casa-se com Mariana Jesuína da Costa. Foram testemunhas, Domingos José Pinto e Joaquim Flávio da Costa;
* Marianna Clara de Mello, filha de Manuel Ferreira Martins e Maria Carolina de Mello, 1ª mulher de João Baptista Ribeiro da Luz, faleceu em 26.11.1883 em Lavras. Inventário com início em 05.08.1886. no inventário de João lê-se: “seu filho único, herdeiro dos seguintes bens: parte de terras na “fazenda dos Terras”, no lugar denominado “Joaquim Terra”, no valor de 2:765$000; parte nas terras da fazenda da Cachoeira, no lugar denominado “Morro Grande”, havidas por herança de Maria Carolina de Mello (mãe da falecida Marianna Clara de Mello) no valor de 3:000$000"; e
* Nicolau Martins Saldanha é citado na genealogia da família Terra. Foi casado com Ignácia Maria de Barros e são pais legítimos de Maria Joaquina do Espírito Santo, casada com João Garcia Leal, falecido em 1802 em São Bento Abade–MG.

1. Genoveva Maria Ribeiro foi casada com Severino Augusto da Costa. Foi inventariada em 1886 - Cartório do primeiro Ofício de Lavras. Foram moradores em Carmo da Cachoeira, na Fazenda dos Terras. Genoveva era irmã de João Alves Taveira; José Alves Taveira; Carolina Maria das Dores, casada com José de Souza Freire; Maria Ignácia; Helena Maria Ribeiro; Ana Ambrósia de Jesus, casada com Manoel Alves Taveira de Souza. Todos filhos de João Alves Taveira morador em Baependi, Minas Gerais, casado com Ana Frausina de Jesus, Conforme: Projeto Compartilhar;
2. segundo Guimarães, volume 1, 1990 p. 214;
3.
Família Junqueira, sua história e genealogia.

Comentários

Anônimo disse…
Pessoal bom de cuca está aí em Carmo da Cachoeira. Sugeri uma exposição permanente na fazenda "MATA NATIVA" ontem. Não há de ver que hoje, ao abrir o blog, já li o recadinho da Adriana e do Ronaldo. Parabéns. Agora é só o pessoal combinar como fazer. Parabéns TS Bovaris pela sua dedicação. Vi aí o recado da pesquisadora. Ninguém segura um voluntário, e sabe porque?no grupo de voluntários existe fraternidade, exercita-se na ação a compreenção,o perdão, a humildade.São os construtores do novo mundo.
Anônimo disse…
Só não entendo uma coisa. Parece que aí em Carmo da Cachoeira não tem escolas. Tem? A cidade é tão pequena assim? Como são dadas as aulas? Vejo gente do Brasil inteiro falando com este blog e nada, nadica de participação das escolas. O índice de participação delas está em 3%, não entendo o que significa isso neste século. Pelo menos no mundo virtual funciona. Vi que haverá exposição permanente das obras do artista e articulada através deste novo mundo. O outro é o outro, enquanto existir.
Anônimo disse…
rrrrsssss
Anônimo disse…
Gente , é mesmo. Como esse pessoal fuça. Agora é que fui dar busca e ver onde é que o cara encontrou essa informação. É bom que o pessoal das escolas veja o que está acontecendo. Acho, só acho, não tenho certeza que os alunos não conhecem computador.
Anônimo disse…
Como não tem computador? Lá no Palmital teve doação da Cooperativa para o ensino de computação. Até deram o nome de José Costa Avelar? O motivo deve ser outro, ou não?
Anônimo disse…
Se tem, será que tá acontecendo? Cadê o pessoal da escolas neste blog? Eu, do outro lado do Brasil, toda a manhã gasto 10 minutos para o estudo do que está passando aí no sul de minas, do ponto de vista histórico, e as escolas não estão nem aí? O pessoal aí é ruim de história e ignorante de sua importância para a história do Brasil. Azedou meu dia, pô.
Anônimo disse…
Só uma pergunta? O currículo não é nacional? Porque aí o pessoal não estuda história e geografia. Não sei hoje como os currículos tratam o assunto, mas não deve ter saído de pauta. Quanta displicência. Deixa pra lá. Esses alunos serão terão outras oportinidades de serem avaliados. Aí o pessoal sai do bairrismo em que vive após terem preparado os futuros desempregados.
Anônimo disse…
rrrrrrssssss
Anônimo disse…
E ainda falam de nós, aqui do nordeste. Aí é muito pior. Ainda estão na época do decoreba. Xi. E o pior é que essa gente vota para presidente.Acorda gente, o mundo mudou e para melhor. A escola, se continuar assim fora de sintonia vai falir, mais uma grande massa falida, entre tantas que não se integram. Corre que o bicho pega.
Anônimo disse…
Credo. Se Paulo Freire vier saber do que está se passando aí vai se levantar do caixão.
Anônimo disse…
Ei, quem pôs o breque aí e esqueceu de tirar? Não tem plantonista pra avisar que o trem está emperrado?
Anônimo disse…
É bom o pessoal ler um texto escrito por Ricardo L. Casiuch e Maria Petronilha F. Junqueira, sob o Título A VOLTA DOS CRIMINOSOS. muitos termos são comuns em ambos os espaços, aqui, e no apresentado no texto. Para induzir mais a erros, a presença do cavalo MANGALARGA. O trabalho está disponível em www.pedigreedaraça.com.br/a_volta_dos_criminosos.doc?
O endereço correto do link do artigo da Fazenda dos Criminosos:
www.pedigreedaraca.com.br/a_volta_dos_criminosos.doc?pedigree=00f7ce9e395e32dcd261995901edf2a2

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

Simpósio Filosófico-Teológico em Mariana

Aproxima-se a conclusão das obras de restauração na Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, Igreja Mãe de nossa Arquidiocese. Trata-se de expressivo monumento religioso, histórico e artístico, tombado no âmbito federal pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A Arquidiocese de Mariana, a Faculdade Dom Luciano Mendes (FDLM) e o Instituto Teológico São José (ITSJ) organizam este Simpósio com o objetivo de refletir sobre os trabalhos de restauro que em breve serão entregues à comunidade, bem como debater o significado deste templo, em relação aos aspectos teológicos e sua importância artística e arquitetônica em mais de três séculos de existência. Programação : de 25 à 27 DE MAIO DE 2022 25/05/2022 – Quarta-feira Local: Seminário Maior São José-Instituto de Teologia 19h - SAUDAÇÃO INICIAL - Côn. Nédson Pereira de Assis Pároco da Catedral - Mons. Celso Murilo Sousa Reis Reitor do Seminário de Mariana - Pe. José Carlos dos Santos Diretor da Faculdade Dom