Pular para o conteúdo principal

Santa Ana, o menino e São Joaquim.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.

Próxima imagem: Jesus Crucificado em oratório sul-mineiro.
Imagem anterior: Interior de um antigo oratório mineiro.

Comentários

leonor rizzi disse…
Uma singela homenagem.

Reverendíssimo Padre André Luiz da Cruz, digníssimo Pároco da Matriz de Nossa Senhora do Carmo nesta cidade.

Membros da Comunidade Paroquial São Pedro de Rates.

Membros do Ministério de Música Santa Cecília.

Membros do Movimento Mãe Rainha.

Sr. Administrador do Projeto Partilha, Rícard Wagner Rizzi - TS Bovaris.

Representantes do Studio Fotográfico Evando Pazini.

Representantes do Stúdio DjeCia Eventos.

Minha Mãe e Mestra, Malvina Demarqui Rizzi.

Meus avós, meu pai e meus tios residentes nos níveis internos da Vida como Membros do Plano Divino.

Senhora, Senhores.

Amigos.

Agradeço comovida o convite a mim dirigido pela Comunidade São Pedro de Rates propondo homenagear o Pároco de Carmo da Cachoeira, por ocasião da celebração da primeira missa realizada no Santuário Mãe Rainha de Carmo da Cachoeira.
Aceitei o convite por vários motivos, sendo um deles meu envolvimento num projeto de pesquisa, durante o qual se evidenciou o envolvimento do Padre André nas questões culturais. Da mesma forma que muitos se perguntam, o Pároco também busca saber a localização de documentos que pudessem informar de onde partiu a autorização para funcionamento da capela que hoje é a Matriz na qual é Pároco. Buscava também saber detalhes sobre aquele que doou o Patrimônio de Nossa Senhora do Carmo - Manoel Antônio Rates. Dados, tais como: onde nasceu; onde se casou; como viveu seus ideais; como agia diante das dificuldades a serem enfrentadas e/ou superadas, eram algumas das perguntas sem resposta por ocasião das comemorações do Sesquicentenário da Freguesia, no ano de 2007.
Embora a busca tenha sido intensa, pouco se avançou em relação as respostas. Marco histórico significativo, os 150 anos ensejou essa busca e reconstrução da trajetória da Capela, até os dias atuais. Padre André tinha sua guarda os arquivos com documentos, e eu um firme propósito de ajuda a cidade em que
resido. A busca acirrada resultou, até o ponto que se conseguiu avançar, um clipe montado pelas equipes do Studio Fotográfico e de Som acima citados. A estas equipes rendemos nossas homenagem e nosso mais profundo agradecimento. Convidamos todos os presentes para, ao fim da cerimônia, assistir a apresentação que tem a duração de 10 minutos. Esta é uma forma de prestar homenagem e agradecer seu Pároco por seu empenho e envolvimento com a cultura local.
Se a cultura é o aspecto que mais enriquece a vida da cidade, a implantação de Novas Culturas exige muita força e garra durante o período em que o Projeto é instituído, e o ideal de novas posturas está sendo colocado em prática. Pe. André tem se revelado um verdadeiro líder neste sentido. Aponta o caminho e lança desafios. Segue quem tem ouvidos para ouvir, olhos para ver e coração puro para seguir. A nova cultura exige ampliação de visão e revisão de conceitos. Os horizontes foram ampliados. Deixou para traz e ficou pertencendo ao passado o enfoque individualista e preconceituoso. A nova cultura passa uma visão de superação do "pequeno eu". A nova cultura impõe o salta qualitativo de si próprio. É necessário neste século XXI inserir a comunidade e a sociedade nas ações pessoais. Uma cultura do Bem, do Bem Comum. Uma cultura compreensiva das dificuldades do irmão de caminhada e que lhe está mais próximo. Uma cultura do exercício contínuo da vivência do amor pregado por Jesus Cristo. Uma cultura que tente unir a liberdade e a solidariedade conforme a orientação de seu Pastor de Almas. Uma cultura que forme em suas comunidades, elementos que, atentos para uma convivência pacífica, convivam com diferentes culturas, religiões e raças. Aquela que preserva o meio ambiente, que incita seus participantes a viver em si o mundo que quer ver implantado no mundo - mais ético, fraterno, caridoso, justo e solidário. É um fazer reconhecendo e reencontrando o amor na comunidade. Isso é cultura. Isso é a nova cultura a ser introduzida no planeta. Uma cultura abrangente que evidencie o respeito ao homem integral manifestado através de sua tríplice dimensão: religiosa, humana e cívica.
O grande empenho de nosso Pároco, no entanto, fica por conta da ação evangelizadora de sua Igreja. Seguindo este norte conduz o seu rebanho incentivando-o a viver uma vida cristã, longe do egoísmo que dilacera, corrói e isola. Prega uma vida cristã ampliada. Uma vida que deveria incluir no dia-a-dia de cada fiel e ações, O OUTRO. Incita o "amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado."

(continua)

Postagens mais visitadas deste blog

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiros ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” Todos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cumprir …

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.


Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977.
Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Aparições de Nossa Senhora em Carmo da Cachoeira.

A PADROEIRA
Senhora do Carmo
Informativo da Paróquia Nossa Senhora do CarmoEdição ExtraordináriaFEVEREIRO de2012
Carmo da Cachoeira/MG - Diocese da Campanha

NOTA DE ESCLARECIMENTO AOS PAROQUIANOS Pe. André da Cruz


Ultimamente, o fenômeno de supostas “aparições” de Nossa Senhora têm se multiplicado no, Brasil e em outros países, deixando muita gente confusa, tanto na vivência da Fé cristã, como no discernimento da veracidade dos fatos.
Como pastor dos católicos cachoeirenses ou demais participantes da Paróquia Nossa Senhora do Carmo não posso me furtar a trazer algumas reflexões e esclarecimentos de forma refletida, prudente e baseada nos subsídios doutrinais da Igreja Católica e à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Dessa forma, transmito aos prezados paroquianos algumas orientações feitas pela Conferência Nacional dos Bispos no Brasil, que em seu documento “Aparições e Revelações Particulares”, afirma:
Nos últimos anos, o número de “aparições” e “revelações” particulares, princi…

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Paulo Naves dos ReisPróxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas.
Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Palanques e trincheiras na defesa dos quilombos.

Observando os mapas do Quilombo de São Gonçalo, o da Samambaia e o do Ambrózio, todos com uma duração temporal grande permitindo, em última instância, uma certa estabilidade populacional e social capaz de gerar uma sociedade mais complexa, propiciadora de elementos materiais mais duráveis, percebe-se que eles possuíam muitas semelhanças e dentre elas, a delimitação de seus territórios por fossos, estrepes e trincheiras. Neste território se dava a vida social do grupo, ou seja, as relações econômicas, sociais e provavelmente políticas. As casas dos quilombos estavam divididas entre moradias e casas para atividades específicas, como por exemplo, ferraria, casa do curtume e a casa dos pilões. No Quilombo do Campo Grande, em 1746, foi localizado mais de 600 negros vivendo com “... fortaleza, cautelas e petrechos tais que se entende pretendem se defender-se...”1Uma outra referência sobre o mesmo quilombo, afirma que os quilombolas se defenderam por mais de 24 horas, protegidos por um palan…

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

Pedro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas, especialmente de Três Pontas. Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui, descendentes de Joaquina do Pompéu.Pedro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas¹. Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça.Filhos do casal:- Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza;
- Cônego Francisco da Silva Campos, ordenado em São Paulo , a 18.12.1778, foi um catequizador dos índios da Zona da Mata;
- Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09.1759;
- João Romeiro Furtado de Mendonça;
- Joaquim da Silva Campos, Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos AnjosFilhos, segundo informações de familiares:-Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos, primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira, este nascido em Lagoa Dourada³;
- Joaquim da …

Deus Pai, o Divino Espírito e a Sagrada Família.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.Foto: Evando Pazini - Arte: TS BovarisPróxima imagem: Manoel Antônio Teixeira da Fazenda Campestre.
Imagem anterior: Antigo telefone da fazenda da Serra.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

Ajude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço "comentários" para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região.
Esta foto foi nos enviada por Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio).
Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Barleus e a imagem do Quilombo dos Palmares.

..., só se conhece uma imagem feita sobre Palmares durante sua existência. Trata-se da feita por Barleus1 em 1647 e reproduzida em Reis2. Infelizmente, esta imagem não possui riquezas de detalhes ou de informações. Aparentemente, trata-se de um posto de observação à beira de um rio que serve de local de pescaria coletiva.
Trecho de um trabalho de Marcia Amantino.

Próximo Texto: O negro aquilombado e a população colonial.
Texto Anterior: Padre Vieira e a legítima sua organização dos quilombos.
Figura: Imagem de Palmares - Barleus
1 Barleus, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1974.
2 REIS, João José e GOMES, Flavio dos S. Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1996. p. 33

A importância e o trabalho dos ferreiros.

Pode-se perceber nos mapasfeitos sobre os quilombos que o espaço interno da estrutura era usado de maneira a indicar uma provável especialização das diferentes construções. Esta espacialidade poderia indicar uma certa hierarquia social dentro da comunidade. O fato de que a casa de ferreiro (São Gonçalo), a Casa do Conselho e do Tear (Perdição), a Casa de audiência (Samambaia) e a Casa do Rei (Braço da Perdição), estarem sempre em local destacado é sugestivo. O que isto pode indicar? É possível a partir destes dados, pressupor que houvesse no interior das comunidades quilombolas uma hierarquização política e social, já que elementos que desempenhavam um papel de destaque para a manutenção dos grupos claramente tinham seu espaço físico igualmente destacado.
O caso das Casas de ferreiro que aparecem no quilombo da Samambaia e no de São Gonçalo é curioso porque pode nos remete à uma prática antiga na África, ou seja, o uso do metal. É provável que os quilombolas utilizaram-se desse conhec…