Pular para o conteúdo principal

São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira.

Por que cachoeirense comemoram o dia dedicado ao mártir São Pedro de Rates com a celebração da Santa Missa?

26 de abril
Dia de São Pedro de Rates
Mártir e Bispo de Braga entre os anos 45 e 60
(Celebração Eucarística às 19 horas)

Para ser fiel aos ideais vividos por São Pedro de Rates e pela gratidão que nos é dada manifestar a todos os que por esta terra passaram e aqui construíram parte da sua história e da nossa história. Assim, pelo pioneiro Manoel Antonio Rates, dos idos tempos do século XVIII, aproximamo-nos hoje da mesa da Eucaristia no altar da Capelinha de São Pedro de Rates. No passado “as gentes de Rates” – as da Serra de Rates eram representadas aqui na figura de intrépido pioneiro. Hoje, como presidente da Celebração Eucarística está o pároco André Luiz da Cruz. A linha histórica mostra o momento em que “os primeiros civilizados” pisaram este chão, tendo como primazia a luta, as conquistas, os domínios.

A Liturgia Eucarística, memorial do Senhor, ora e dá graças a Jesus, oferta do sacrifício perfeito e santo. Por Ele, os filhos da luz nascem para a vida eterna e as portas do Reino dos céus abrem-se para nós, por sua morte e ressurreição.

Este mês de abril, marcado pelo fim da Quaresma e início da Semana Santa com o Domingo de Ramos, é também o mês em que comemoramos o dia do mártir São Pedro. Os “Hosanas” gritados pelo povo com ramos nas mãos são sinal do compromisso com a PALAVRA. É um compromisso assumido em continuar a missão de Jesus Cristo no mundo. O destemido Pedro, pela ousadia, pela coragem, reflexo de sua fé e convicto de que os dons de Deus foram concedidos tendo em vista o cumprimento de uma missão, foi fiel até o fim, porque ele sabia que quem é fiel nunca fracassa. Sabia que o seguimento de Jesus é exigente e exigia radicalidade: ser como Ele, fazer o que Ele fez, revelar o que Ele revelou, entregar-se por uma causa. O martírio: Jesus, na cruz; São Pedro de Rates, decapitado. Morreu na tentativa de obter a conversão de crentes da religião romana à fé cristã.

A Semana Santa é realmente um momento especial na vida cristã. A nós, neste ano de 2012, cabe aproveitar para renovar nossa fé no Mistério Pascal de Cristo, como fez nosso Padroeiro São Pedro de Rates. Façamos um esforço no sentido de perceber que duas forças surgem em torno de Cristo, num antagonismo crescente. De um lado a força da amizade que Jesus desenvolveu com os pobres, os oprimidos, os excluídos, marginalizados, os chamados de pecadores, os sem-ninguém, os doentes, sofredores, explorados, os sem-voz e sem-vez. De outro, a força daqueles que viram nele um inimigo público, uma ameaça ao sistema sócio-político-religioso de seu tempo.

São Pedro de Rates saiu de si e entregou-se ao outro, reconheceu a revelação de Deus no caminho de expansão do cristianismo. Conta-se que ele teria salvado de doença mental uma jovem princesa pagã e esta teria se convertido ao cristianismo, fez votos de castidade, e o pai, furioso, mandou matar o bispo.

A mensagem deixada pelas comemorações deve girar em torno de uma busca pessoal que cada um de nós deve perseguir: reconhecer a revelação de Deus no caminho para o nosso centro, que é o encontro com Deus na plenitude e conosco mesmos e assim viver e crescer na santidade do próprio Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Para isso São Pedro de Rates coloca-nos diante de nosso compromisso de seguir os mandamentos e manter fidelidade ao seguimento de Jesus, ou seja, sermos a revelação, uma palavra de Deus para o mundo que precisa de ajuda e bondade.

A primeira leitura da missa do dia 26 de abril refere-se ao “caminho deserto”, seguido por Filipe e no qual teve a oportunidade de levar a Palavra de Deus a um passante, que compreendeu que é no Ressuscitado, o Pão vivo do céu, que se tem a vida e a salvação.

Recordemos nesse dia a 1ª Missa celebrada no Brasil. Que a Eucaristia seja fonte de vida e redenção para o nosso Brasil e para nós.

Reflita:

Ajudei a Igreja? Participei com interesse na vida paroquial? Rezei pela Igreja? Engajei-me como apóstolo pelo exemplo e pela participação também financeira? Obedeci às justas leis do Estado?

Aproveite-me dos bens públicos ilicitamente? Usei mal os bens públicos? Soneguei?

Comunidade Paroquial São Pedro de Rates e Mãe Peregrina

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Um poema à Imaculada Conceição Aparecida.

Por esse dogma que tanto te enaltece, Por tua Santa e Imaculada Conceição, Nós te louvamos, ó Maria, nesta prece, Mulher bendita, as nações te chamarão! Salve, Rainha, ó Mãe da Misericórdia! Nossa esperança, nosso alento e vigor, A nossa Pátria, vem, liberta da discórdia, Da ignomínia, da injustiça e desamor! Tu família, aqui, hoje reunida, Encontra forças no seu lento caminhar. A ti recorre, Virgem Santa Aparecida, Nosso caminho vem, ó Mãe, iluminar! Somente tu foste escolhida e preparada Por Deus, o Pai, que com carinho te ornou, Para fazer do Filho Seu, digna morada! Pelo teu sim, a humanidade se salvou. Novo Milênio, com Maria festejamos, Agradecendo tantas graças ao Senhor. Com passos firmes, nova etapa iniciamos, Com muita fé, muita esperança e muito amor. Trecho da obra: Encontros e desencontros de Maria Antonietta de Rezende Projeto Partilha - Leonor Rizzi Próximo Texto: A túnica Inconsútil, um poema de fé. Texto Anterior: A prece da poeta e professora Maria Antonie

A família Faria no Sul de Minas Gerais.

Trecho da obra de Otávio J. Alvarenga : - TERRA DOS COQUEIROS (Reminiscências) - A família Faria tem aqui raiz mais afastada na pessoa do capitão Bento de Faria Neves , o velho. Era natural da Freguesia de São Miguel, termo de Bastos, do Arcebispado de Braga (Portugal). Filho de Antônio de Faria e de Maria da Mota. Casou-se com Ana Maria de Oliveira que era natural de São João del-Rei, e filha de Antônio Rodrigues do Prado e de Francisca Cordeiro de Lima. Levou esse casal à pia batismal, em Lavras , os seguintes filhos: - Maria Theresa de Faria, casada com José Ferreira de Brito; - Francisco José de Faria, a 21-9-1765; - Ana Jacinta de Faria, casada com Francisco Afonso da Rosa; - João de Faria, a 24-8-1767; - Amaro de Faria, a 24-6-1771; - Bento de Faria de Neves Júnior, a 27-3-1769; - Thereza Maria, casada com Francisco Pereira da Silva; e - Brígida, a 8-4-1776 (ou Brizida de Faria) (ou Brizida Angélica) , casada com Simão Martins Ferreira. B ento de Faria Neves Júnior , casou-se

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

Eis o amor caridade, eis a Irmã Míriam Kolling.

À Irmã Míria T. Kolling: Não esqueçam o amor Eis o amor caridade , dom da eternidade Que na entrega da vida, na paz repartida se faz comunhão ! Deus é tudo em meu nada: sede e fome de amar! Por Jesus e Maria, Mãe Imaculada todo mundo a salvar! " Não esqueçam o amor ", Dom maior, muito além dos limites humanos do ser, Deus em nós, entrega total! Não se nasce sem dor, por amor assumida: Nada resta ao final do caminho da vida a não ser o amor . Próximo artigo: Até breve, Maria Leopoldina Fiorentini. Artigo anterior: Os Juqueiras, Evando Pazini e a fazenda da Lage