Pular para o conteúdo principal

“Baba Yetu”: o Pai Nosso em Swahili

Festa de Nossa Senhora do Carmo de Carmo da Cachoeira

Celebrações em época de isolamento social — 2021

O Concílio Vaticano II descreveu a Igreja como o "Povo de Deus", um povo ungido com a graça do ESPÍRITO SANTO.

Somos ungidos e, assim, temos a obrigação de encaminhar nossas ações de cada dia colocando, acima de tudo parâmetros idealizadores. Devemos escolher a fraternidade acima do individualismo como princípio.

A fraternidade, o sentimento de pertencemos uns ao outros e ao todo. Essa capacidade de nos unirmos e trabalharmos juntos é potencializada em Carmo da Cachoeira no mês de Julho. Comemoramos o dia dedicado a nossa padroeira, NOSSA SENHORA DO CARMO.

É quando, manifesta-se em sua plenitude a união de mentes e corações dos católicos cristãos do município. Mesmo quando vivemos esses momentos de restrição devido a infestação do Corona vírus, mostramo-nos como uma comunidade de irmãos e irmãs preocupados uns com os outros. As atividades celebrativas não deixaram de ser programadas e de se realizar, no entanto com muitas restrições.

O Papa Francisco vem nos lembrar que a Igreja deve desempenhar em tempo de crise um papel específico - o de lembrar ao povo de sua alma, de sua necessidade de respeitar o bem comum comum. Alerta-nos sobre os laços de pertencimento - do Povo de Deus e de uns aos outros.

Assim, somos levados a considerar que a unidade deve transcender o conflito. Para isso é essencial ter em  mente diuturnamente: "Deus me amou e deu a vida por mim". Peçamos a nossa padroeira que venha em nosso auxílio para que esse objetivo se concretize.

"Sob vosso poderoso amparo ó puríssima e sempre Virgem Maria, Mãe e Senhora nossa, nos colocamos; imploramos o vosso auxílio, ó Mãe da Divina Graça, em vós rogamos guiar-nos neste trabalho de busca espiritual na qual nos empenhamos com a finalidade única de servir-vos; recebei ó S. S. Virgem do Monte Carmelo a nossa oferta e perdoai-nos pela pobreza."

O bandeirante e a devoção a Nossa Senhora do Carmo

Dentre as diversas invocações com que a cristandade honrava Maria Santíssima, aquela, que mais de perto e mais grata falava aos corações dos primeiros brasileiros, aquela a cuja benéfica e tão salutar devoção se apegará tão fervorosamente o audaz bandeirante era a de Nossa Senhora do Monte Carmelo.

Grande, fervorosa era a devoção do bandeirante para com Nossa Senhora do Carmo. Jamais se formava uma bandeira que não fosse colocada sob a proteção dessa excelsa Senhora; jamais o destemido bandeirante se atrevia a embranhar-se pela espessura dos sertões tenebrosos sem que levasse bem unido ao peito o escapulário do Carmo; e, no meio dos perigos que o assaltavam, quando se via perdido, no meio desse oceano de verdura, no meio do sussurro das bravias selvas, era a Virgem do Monte Carmelo que ele volvia os olhos:

"Valha-me Nossa Senhora do Carmo!" — era a exclamação que saía daquele peito forte e varonil.

Confiando no amparo e proteção da Virgem do Monte Carmelo ele nada temia, nem as canseiras da jornada, nem as flechas do gentil, nem as garras das feras, nem as doenças e extravios; seguro em sua divina Protetora seguia sem nada temer em busca das minas de ouro e de diamantes e reconhecido, a protetora, era dela o primeiro ouro que saía da bateia, era dela o primeiro diamante que encontrava.

Aqui, em Carmo da Cachoeira em 1805 segundo o "Anuário Eclesiástico da Diocese de Campanha", para 1959, monsenhor do Patrocínio Lefort, assim se expressa:

"O arraial e a capela de Nossa Senhora do Carmo (...) fabricou a atual Carmo da Cachoeira."

Era proprietário da Fazenda do Maranhão, o capitão Valentin José da Fonseca.

Quanto a nossa antiga Igreja Barroca demolida, ainda não encontramos documentação referente à sua construção.

PROGRAMAÇÃO DA NOVENA E FESTA DE NOSSA SENORA DO CARMO EM CARMO DA CACHOEIRA

Novena em preparação para o grande dia festivo

Do dia 7 a 15 de julho
18:30 — Recitação do terço
19:00 — Missa e novena

Atenção: haverá em todos os dias da novena a "Oferta de flores a Nossa Senhora". Traga, portanto, flores para serem ofertadas — transmissão pela página do Facebook de nossa paróquia e pelo Youtube.

Solenidade de Nossa Senhora do Carmo

Dia 16 de julho
06:00 — Santa Missa na Igreja Matriz
08:00 — Santa Missa na Igreja Matriz
10:00 — Santa Missa na Igreja Matriz com transmissão pelo Facebook e Youtube
14:00 — Santa Missa na Igreja Matriz
16:00 — Santa Missa na Igreja Matriz
18:00 — Santa Missa na Igreja Matriz, seguida de carreata com imagem de Nossa Senhora do Carmo e benção dos carros, com transmissão pelo Facebook e Youtube

Atenção: em todas as missas do dia 16 de julho haverá a benção dos escapulários de Nossa Senhora do Carmo. Pedimos a todos os fiéis que enfeitem suas casas para a passagem da Carreata de Nossa Senhora do Carmo no dia 16 de julho.

Realização:
Pe. Ivan de Souza Carvalho - Administrador Paroquial
Pe. Alysson Luiz Paganelli Lage - Vigário Paroquial
Conselho de Pastoral Paroquial
Conselho Administrativo Paroquial







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A Família Campos no Sul de Minas Gerais.

P edro Romeiro de Campos é o ancestral da família Campos do Sul de Minas , especialmente de Três Pontas . Não consegui estabelecer ligação com os Campos de Pitangui , descendentes de Joaquina do Pompéu . P edro Romeiro de Campos foi Sesmeiro nas Cabeceiras do Córrego Quebra - Canoas ¹ . Residia em Barra Longa e casou-se com Luiza de Souza Castro ² que era bisneta de Salvador Fernandes Furtado de Mendonça . Filhos do casal: - Ana Pulqueria da Siqueira casado com José Dias de Souza; - Cônego Francisco da Silva Campos , ordenado em São Paulo , a 18.12. 1778 , foi um catequizador dos índios da Zona da Mata ; - Pe. José da Silva Campos, batatizado em Barra Longa a 04.09. 1759 ; - João Romeiro Furtado de Mendonça; - Joaquim da Silva Campos , Cirurgião-Mor casado com Rosa Maria de Jesus, filha de Francisco Gonçalves Landim e Paula dos Anjos Filhos, segundo informações de familiares: - Ana Rosa Silveria de Jesus e Campos , primeira esposa de Antônio José Rabelo Silva Pereira , este nascido

Antiga foto da cidade de Carmo da Cachoeira.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Foto: Paulo Naves dos Reis Próxima imagem: Imagem da mata da fazenda Caxambu em Minas. Imagem anterior: Um pouco sobre a região do distrito de Palmital.

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Hino do Centenário de Carmo da Cachoeira

letra: Haroldo Ambrósio Caldeira música: Álvaro Arcanjo Athaíde interpretação: Glória Caldeira teclado: Teresa Maciel do Nascimento estúdio de som: João Paulo Alves Costa - DjeCia edição de vídeo: Rícard Wagner Rizzi Letra do Hino do Centenário Cem anos de existência bem vivido Cantemos este hino de alegria Saudando essa data memorável do nosso centenário nesse dia. Cachoeira, Carmo da Cachoeira, Berço de um povo acolhedor Ergue hoje um pavilhão Rendendo Graças ao Senhor.

Foto de família: os Vilela de Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. E sta foto foi nos enviada p or Rogério Vilela. Da esquerda para a direita: Custódio Vilela Palmeira, Ercília Dias de Oliveira, Fernando de Oliviera Vilela, Adozina Costa (Dozica), Jafoino de Azevedo e José de Oliveira Vilela (Zé Custódio). Imagem anterior: Sinopse Estatística de Carmo da Cachoeira - 1948

Biografia de Maria Antonietta de Rezende

Tendo como berço Carmo da Cachoeira, Maria Antonietta Rezende , nasceu a 9 de outubro de 1934 no seio de uma das mais tradicionais famílias do município – a Família Rezende . A professora Maria Antonietta deixou seu legado, o “modelo de compromisso e envolvimento com a terra em que nasceu” . Trabalhou consciências, procurando desenvolvê-las, elevá-las. Fazia isto com seus alunos, com os componentes dos grupos musicais que coordenava, com as crianças ligadas à Igreja, enfim, com toda população. Foi um exemplo vivo de “compromisso com a tradição” e um elo da longa corrente que chegou até nós neste ano comemorativo. Fez sua parte. Nós fazemos a nossa – manter a tradição. No dia-a-dia deixou o exemplo de vida e através de publicações, sua visão de mundo. Editou “Evocações daqui e de além” , “Encontro e desencontros” e “Coletânea de hinos litúrgicos” . Dedicou sua vida ao estudo, à educação e à sua Igreja, como catequista, cantora e liturgista. Patrick A. Carvalho, ao prefaciar sua obra “

A pedra de moinho da fazenda Caxambu.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Ary Silva da família Dias de Oliveira - Bueno. Imagem anterior: Nuvens sobre a tradicional fazenda Caxambu.

Rostos na multidão na antiga Carmo da Cachoeira

Se você deseja compreender completamente a história (...), analise cuidadosamente os retratos. Há sempre no rosto das pessoas alguma coisa de história da sua época a ser lida, se soubermos como ler. — Giovanni Morelli Cônego Manoel Francisco Maciel presente a cerimônia ao lado da Igreja da Matriz