Pular para o conteúdo principal

Enchente em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais


Enchente em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais

A cada ano, as chuvas de março em Carmo da Cachoeira não somente anunciam o término do verão, mas também trazem consigo o fantasma recorrente das enchentes, um símbolo pungente da relação distorcida entre homem e natureza. Essas enchentes são mais do que meros eventos meteorológicos; elas são o resultado de uma série de negligências e inações que refletem uma crise muito mais profunda.

Em uma época em que a servidão era a norma, a ideia de um mundo sem escravos era vista como uma fantasia. Hoje, enfrentamos uma forma diferente de servidão - uma servidão ao descaso e à indiferença. As enchentes em Carmo da Cachoeira são um exemplo alarmante dessa realidade. As autoridades, embriagadas pela retórica do desenvolvimento, do lucro, da popularidade e do progresso, falham repetidamente em reconhecer e agir sobre os perigos que essas enchentes representam para a comunidade.

O conceito de 'dominar a natureza' evoluiu para uma exploração desenfreada, deixando nossos recursos naturais, como os rios e lagos, vulneráveis à poluição e ao descuido. Em Carmo da Cachoeira, as enchentes não são apenas um fenômeno natural, mas uma consequência direta dessa negligência. Enquanto o mundo debate as emissões globais de CO2 e a degradação ambiental em larga escala, as enchentes locais, que devastam lares e vidas, permanecem uma nota de rodapé nas discussões ambientais.

Reflexo de Uma Crise Global em Carmo da Cachoeira

A comunicação global, tão rápida e eficiente para transmitir notícias de desastres distantes, falha em inspirar ação e compaixão por crises imediatas e locais. As enchentes de Carmo da Cachoeira não são apenas uma questão de infraestrutura inadequada ou planejamento urbano falho; são um reflexo de uma falha global em reconhecer a interconexão entre ações locais e seus impactos globais.

As águas que sobem nas ruas de Carmo da Cachoeira são um lembrete sombrio de que a desigualdade, a exploração e o descaso têm consequências tangíveis. A tragédia das enchentes é um espelho que reflete não apenas a água que submerge as ruas, mas também a apatia que inunda nossa consciência coletiva. É um chamado à ação, um grito por atenção não apenas das autoridades, mas de cada um de nós, para reconhecer e responder aos desafios ambientais que enfrentamos.

As enchentes em Carmo da Cachoeira, portanto, são mais do que um evento climático; são um símbolo de uma crise mais profunda de responsabilidade e cuidado. É imperativo que as autoridades e a comunidade local unam forças para enfrentar esta crise, não apenas para mitigar os efeitos imediatos das enchentes, mas também para prevenir sua recorrência no futuro, cuidando de nossos recursos naturais com a urgência e o respeito que eles merecem.

Desafios no Vale dos Ipês: A Resiliência da Comunidade São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira

No coração de Carmo da Cachoeira, em Minas Gerais, encontra-se o Vale dos Ipês, um ecossistema frágil e essencial, onde a Comunidade São Pedro de Rates, imbuída de fé e esperança, luta incansavelmente contra as adversidades causadas pelas enchentes. Esta comunidade, unida por laços invisíveis que transcendem a simples convivência, enfrenta desafios que vão além da força das águas.

Ano após ano, os moradores do Vale dos Ipês testemunham a erosão contínua de suas terras, exacerbada pela falta de infraestrutura adequada. As ruas como Olimpio Virgulino de Sousa e Lourival Campos Reis, posicionadas numa topografia desafiadora, transformam-se em canais de enxurrada que deságuam sobre a área, ameaçando a nascente vital do local. Esta situação, lamentavelmente, não é nova. As atas da Câmara Municipal de Carmo da Cachoeira revelam uma história de repetidas queixas e soluções temporárias que não conseguiram resolver o problema de maneira eficaz.

A Comunidade São Pedro de Rates, entrelaçada por um forte senso de solidariedade e autoajuda, se une em tempos de crise. Voluntários, como Maria, Tiana e Terezinha, trabalham incansavelmente, rodo em mãos, para mitigar os estragos causados pelas enchentes, uma verdadeira Via Crucis moderna. Eles optam pelo anonimato, rejeitando qualquer forma de sensacionalismo, em um gesto de humildade e comprometimento com o bem-estar coletivo.

Desafios e Esperança no Vale dos Ipês

A situação é agravada pela complexidade da topografia da cidade, que demanda um planejamento urbano especializado. O escoamento das águas pluviais necessita de soluções estruturais, como a construção de bocas-de-lobo e sistemas de drenagem eficientes nas ruas estratégicas. O muro ao pé da majestosa Paineira, próximo às Terras de São Pedro de Rates, permanece em pé graças a uma construção robusta, mas a verdadeira força reside na resistência e na esperança da comunidade.

À medida que se aproxima outra temporada de chuvas, paira a incerteza: as autoridades terão atendido aos apelos da comunidade? Ou o Vale dos Ipês e seus moradores enfrentarão novamente as mesmas adversidades? A resposta a essas perguntas não apenas determinará o futuro imediato do Vale dos Ipês, mas também refletirá o compromisso da sociedade e dos líderes locais com a sustentabilidade e a resiliência comunitária.

A história do Vale dos Ipês e da Comunidade São Pedro de Rates em Carmo da Cachoeira é um lembrete pungente da necessidade de uma ação coordenada e efetiva para preservar não só o meio ambiente, mas também as comunidades que dele dependem. Que as lições aprendidas aqui ressoem além das fronteiras do vale, inspirando mudanças e soluções duradouras.

Enchentes em Carmo da Cachoeira - Um Símbolo da Crise entre Homem e Natureza

A cada ano, as chuvas de março em Carmo da Cachoeira não somente anunciam o término do verão, mas também trazem consigo o fantasma recorrente das enchentes, um símbolo pungente da relação distorcida entre homem e natureza. Essas enchentes são mais do que meros eventos meteorológicos; elas são o resultado de uma série de negligências e inações que refletem uma crise muito mais profunda. Em uma época em que a servidão era a norma, a ideia de um mundo sem escravos era vista como uma fantasia. Hoje, enfrentamos uma forma diferente de servidão - uma servidão ao descaso e à indiferença. As enchentes em Carmo da Cachoeira são um exemplo alarmante dessa realidade. As autoridades, embriagadas pela retórica do desenvolvimento, do lucro, da popularidade e do progresso, falham repetidamente em reconhecer e agir sobre os perigos que essas enchentes representam para a comunidade. O conceito de 'dominar a natureza' evoluiu para uma exploração desenfreada, deixando nossos recursos naturais, como os rios e lagos, vulneráveis à poluição e ao descuido. Em Carmo da Cachoeira, as enchentes não são apenas um fenômeno natural, mas uma consequência direta dessa negligência. Enquanto o mundo debate as emissões globais de CO2 e a degradação ambiental em larga escala, as enchentes locais, que devastam lares e vidas, permanecem uma nota de rodapé nas discussões ambientais.

Enchentes em Carmo da Cachoeira: Um Chamado à Consciência e Ação A comunicação global, tão rápida e eficiente para transmitir notícias de desastres distantes, falha em inspirar ação e compaixão por crises imediatas e locais. As enchentes de Carmo da Cachoeira não são apenas uma questão de infraestrutura inadequada ou planejamento urbano falho; são um reflexo de uma falha global em reconhecer a interconexão entre ações locais e seus impactos globais. As águas que sobem nas ruas de Carmo da Cachoeira são um lembrete sombrio de que a desigualdade, a exploração e o descaso têm consequências tangíveis. A tragédia das enchentes é um espelho que reflete não apenas a água que submerge as ruas, mas também a apatia que inunda nossa consciência coletiva. É um chamado à ação, um grito por atenção não apenas das autoridades, mas de cada um de nós, para reconhecer e responder aos desafios ambientais que enfrentamos. As enchentes em Carmo da Cachoeira, portanto, são mais do que um evento climático; são um símbolo de uma crise mais profunda de responsabilidade e cuidado. É imperativo que as autoridades e a comunidade local unam forças para enfrentar esta crise, não apenas para mitigar os efeitos imediatos das enchentes, mas também para prevenir sua recorrência no futuro, cuidando de nossos recursos naturais com a urgência e o respeito que eles merecem.

A Luta Silenciosa da Comunidade São Pedro de Rates: Entre a Resiliência e a Esperança

E sobre o Planeta Terra e sua humanidade sofrida reinará paz, muita paz. Movidos pela fé e pela convicção de uma conexão invisível entre o Céu e a Terra, os integrantes da Comunidade São Pedro de Rates se empenham em fazer a sua parte. Unidos como uma irmandade, enfrentam as adversidades com determinação, estendendo suas mãos em auxílio a Maria, Tiana, Terezinha e outros membros da comunidade, todos unidos sob a chuva torrencial, lutando para aliviar o sofrimento coletivo.

A decisão de não divulgar imagens do grupo de ajuda não foi por acaso. Foi uma escolha consciente, refletindo a natureza voluntária do trabalho e o desejo de evitar o sensacionalismo. Esta é a essência desta comunidade: ação discreta, mas significativa. Para compreender plenamente a situação, basta revisitar as atas da Câmara Municipal de Cachoeira dos últimos dez anos. Os relatos dos moradores são consistentes e preocupantes - como resolver a erosão progressiva das propriedades na rua Olimpio Virgulino de Sousa, onde as casas são ameaçadas ano após ano?

No Vale dos Ipês, no qual está a Comunidade São Pedro de Rates, vive ainda uma nascente que agora está sob uma pressão insustentável, recebendo águas de toda a área urbana elevada. A ausência de infraestrutura adequada para o manejo das águas pluviais é evidente. A cidade, situada em uma área de topografia desafiadora, necessita urgentemente de um projeto para a construção de sistemas de drenagem eficazes nas ruas Lourival Campos Reis e Dr. Veiga Lima, e em outras áreas críticas.

O problema é antigo e as soluções temporárias não são suficientes. A nascente, localizada aos pés da imponente Paineira, simboliza a resistência da natureza e da comunidade. As Terras de São Pedro de Rates, próximas ao muro umedecido, destacam a resiliência da estrutura, projetada para suportar tais desafios. Naquela sexta-feira, enquanto a comunidade se preparava para a Via Sacra, a verdadeira Via Crucis se desdobrava no auxílio às vítimas das enchentes.

Este é um momento crucial, uma convocação para que todos vejam e ouçam a urgência da situação.

Fotos de Evando Pazini






















































Comentários

projeto partilha disse…
E ... reinará PAZ, muita PAZ sobre o Planeta Terra e sua sofrida humanidade. Na fé, e com forte convicção de que há uma ligação invisível que une Céus e Terra, os membros da Comunidade São Pedro de Rates buscam fazer sua parte. Enquanto irmandade sofre e, com rodo nas mãos, tentam ajudar a Maria (Nenê) e Tiana, a Terezinha, a ... .... . A chuva jorrando e, toda a vizinhança, encharcada de cabeça aos pés, tentava minimizar o sofrimento. A omissão de imagens mostrando o grupo de ajuda foi omitido propositalmente da matéria. O trabalho foi voluntário e as pessoas preferem não aparecer e, muito menos fazer sensacionalismo. É assim que funciona esta comunidade. Aqueles que se dispuserem buscar informações e só reler as atas da Câmara Municipal de Cachoeira dos últimos 10 anos. O discurso dos moradores é sempre o mesmo - como resolver o problema dos moradores da rua Olimpio Virgulino de Sousa, que a cada ano vem suas propriedades diminuídas com o aumento da cratera nos fundos de seus quintais? Este Santuário ecológico e sua nascente, não suporta mais receber águas vindas de toda a área urbana mais elevada. Falta infra-estrutura que apoie a descida da água. A cidade, situada numa área de topografia piramidal necessita de um projeto visando construção de bocas-de-lobo na rua Lourival Campos Reis e sua transversal, rua Dr. Veiga Lima. Delas desce uma enxurrada que se derrama sobre esta sofrida nascente e percorre o caminho natural de percurso. Muitos outros pontos desaguam ali, também: vem da Esperança, vem do alto da rua Olimpio Virgulino de Souza, vem do alto da Francisco de Assis Reis, vem da Domingos Ribeiro de Rezende. Anos a fio e, várias Câmaras já ouviram as queixas dos moradores. O problema estrutural persiste. Maquia-se de cá, maquia-se de lá. A nascente fica aos pés da majestosa Paineira que se vê no início do video. As Terras de São Pedro de Rates, ficam junto do alambrado mostrado e um muro umedecido com águas em seus pés. O muro continua em pé dada a forma de sua construção. Sua base de sustentação está apoiada em estrutura realizada com projeto especial que lhe dá suporte e sustentação. Era sexta-feira e, a comunidade se preparava para iniciar a via-sacra. A via crucis foi no socorro as vítimas da descida das águas morro abaixo. Que Deus nos dê Luz para ver e, ouvidos para ouvir. Nesta quarta-feira os vereadores receberão, das mãos dos moradores, cópias deste vídeo. A luta é pela melhoria da qualidade de vida e da dignidade dos moradores da Comunidade.
projeto partilha disse…
Uma pessoa deixou na caixa do correio do "Santuário Mãe Rainha", logo após a enchente a seguinte mensagem:
"As águas refletem a Luz do Planeta e a essência que transportam:
Água pura transmite Luz, Água impura transmite impureza ...
Água doce é a alma da Terra ...
Água salgada seu espírito ...
A Lei é única: a atração se dá por afinidade vibracional
A água do planeta ...
A água que permeia cada tecido de vida ...
O uso da consciência amplifica a irradiação, pois potencializa a capacidade latente da Água.
A consciência plena transforma a Água em Luz ...
A omnisciência transforma a Luz em Água para que possamos em qualquer estágio de consciência alcançá-la."

Nossa gratidão a este emissário.
Valdeir Almeida disse…
Realmente é muito triste. Nem há o que dizer. O vídeo já disse tudo, e como disse!
projeto partilha disse…
Ontem, 17/03/2010 estivemos presente na reunião ordinária da Câmara Municipal de Carmo da Cachoeira, Minas Gerais. Foram 6 pessoas: Evando; Leonara; Maria das Graças (Graça); Sebastiana (Tiana) - a que aparece no vídeo e vítima da enchente; Terezinha - que também aparece no vídeo, de costas na foto e em frente ao muro de sua casa destruído pela força das águas e Leonor. O vídeo foi projetado antes do início da sessão. Contou com a audiência de todos os vereadores. Aberta a sessão, um dos pontos de pauta foi a questão das enchentes. Houve participação popular nas falas. Hoje, nesta página, externamos nossos mais profundos agradecimentos a edilidade cachoeirense que, finalizou a reunião com a proposta, votada em unanimidade, de agendar junto a administração pública reunião para discutir o assunto, propor medidas que minimizem o problema para as futuras chuvas e, para os pontualmente afetados pelas deste ano. Terezinha diz que não foi tomada nenhuma providência para se reerguer o muro destruído, e isto causa grande dano e risco à sua numerosa família, composta de pessoas idosas e crianças em tenra idade.
projeto partilha disse…
Ontem, 17/03/2010 foi dia de sessão na Câmara Municipal. Lá estavam os representantes da Comunidade Paroquial São Pedro de Rates. Aproveitaram para levar este vídeo, que projeto durante a sessão causou grande impacto. Nossos mais sinceros e profundos agradecimentos a nossa edilidade.

Arquivo

Mostrar mais

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

A organização do quilombo.

O quilombo funcionava de maneira organizada, suas leis eram severas e os atos mais sérios eram julgados na Aldeia de Sant’Anna pelos religiosos. O trabalho era repartido com igualdade entre os membros do quilombo, e de acordo com as qualidades de que eram dotados, “... os habitantes eram divididos e subdivididos em classes... assim havia os excursionistas ou exploradores; os negociantes, exportadores e importadores; os caçadores e magarefes; os campeiro s ou criadores; os que cuidavam dos engenhos, o fabrico do açúcar, aguardente, azeite, farinha; e os agricultores ou trabalhadores de roça propriamente ditos...” T odos deviam obediência irrestrita a Ambrósio. O casamento era geral e obrigatório na idade apropriada. A religião era a católica e os quilombolas, “...Todas as manhãs, ao romper o dia, os quilombolas iam rezar, na igreja da frente, a de perto do portão, por que a outra, como sendo a matriz, era destinada ás grandes festas, e ninguém podia sair para o trabalho antes de cump

A família do Pe. Manoel Francisco Maciel em Minas.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: Sete de Setembro em Carmo da Cachoeira em 1977. Imagem anterior: Uma antiga família de Carmo da Cachoeira.

Postagens mais visitadas deste blog

Tabela Cronológica 10 - Carmo da Cachoeira

Tabela 10 - de 1800 até o Reino Unido - 1815 - Elevação do Brasil a Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves - 1815 ü 30/Jan – capitão Manuel de Jesus Pereira foi nomeado comandante da Cia. de Ordenanças da ermida de Campo Lindo; e ü instalada a vila de Jacuí . 1816 1816-1826 – Reinado de Dom João VI – após a Independência em 1822, D. João VI assumiu a qualidade e dignidade de imperador titular do Brasil de jure , abdicando simultaneamente dessa coroa para seu filho Dom Pedro I . ü Miguel Antônio Rates disse que pretendia se mudar para a paragem do Mandu . 1817 17/Dez – Antônio Dias de Gouveia deixou viúva Ana Teresa de Jesus . A família foi convocada por peritos para a divisão dos bens, feita e assinada na paragem da Ponte Falsa . 1818 ü Fazendeiros sul-mineiros requereram a licença para implementação da “ Estrada do Picu ”, atravessando a serra da Mantiqueira e encontrando-se com a que vinha da Província de São Paulo pelo vale do Paraíba em direção ao Rio de Janeiro, na alt

Carmo da Cachoeira — uma mistura de raças

Mulatos, negros africanos e criolos em finais do século XVII e meados do século XVIII Os idos anos de 1995 e o posterior 2008 nos presenteou com duas obras, resultadas de pesquisas históricas de autoria de Tarcísio José Martins : Quilombo do Campo Grande , a história de Minas, roubada do povo Quilombo do Campo Grande, a história de Minas que se devolve ao povo Na duas obras, vimo-nos inseridos como “Quilombo do Gondu com 80 casas” , e somos informados de que “não consta do mapa do capitão Antônio Francisco França a indicação (roteiro) de que este quilombo de Carmo da Cachoeira tenha sido atacado em 1760 ”.  A localização do referido quilombo, ou seja, à latitude 21° 27’ Sul e longitude 45° 23’ 25” Oeste era um espaço periférico. Diz o prof. Wanderley Ferreira de Rezende : “Sabemos que as terras localizadas mais ou menos a noroeste do DESERTO DOURADO e onde se encontra situado o município de Carmo da Cachoeira eram conhecidas pelo nome de DESERTO DESNUDO ”. No entanto, antecipando

As três ilhoas de José Guimarães

Fazenda do Paraíso de Francisco Garcia de Figueiredo Francisco Garcia de Figueiredo é citado como um dos condôminos / herdeiros da tradicional família formada por Manuel Gonçalves Corrêa (o Burgão) e Maria Nunes. Linhagistas conspícuos, como Ary Florenzano, Mons. José Patrocínio Lefort, José Guimarães, Amélio Garcia de Miranda afirmam que as Famílias Figueiredo, Vilela, Andrade Reis, Junqueira existentes nesta região tem a sua ascendência mais remota neste casal, naturais da Freguesia de Nossa Senhora das Angústias, Vila de Horta, Ilha do Fayal, Arquipélago dos Açores, Bispado de Angra. Deixaram três filhos que, para o Brasil, por volta de 1723, imigraram. Eram as três célebres ILHOAS. Júlia Maria da Caridade era uma delas, nascida em 8.2.1707 e que foi casada com Diogo Garcia. Diogo Garcia deixou solene testamento assinado em 23.3.1762. Diz ele, entre tantas outras ordenações: E para darem empreendimento a tudo aqui declarado, torno a pedir a minha mulher Julia Maria da Caridade e mai

Cemitério dos Escravos em Carmo da Cachoeira no Sul de Minas Gerais

Nosso passado quilombola Jorge Villela Não há como negar a origem quilombola do povoado do Gundú , nome primitivo do Sítio da Cachoeira dos Rates , atual município de Carmo da Cachoeira. O quilombo do Gundú aparece no mapa elaborado pelo Capitão Francisco França em 1760 , por ocasião da destruição do quilombo do Cascalho , na região de Paraguaçu . No mapa o povoado do Gundú está localizado nas proximidades do encontro do ribeirão do Carmo com o ribeirão do Salto , formadores do ribeirão Couro do Cervo , este também representado no mapa do Capitão França. Qual teria sido a origem do quilombo do Gundú? Quem teria sido seu chefe? Qual é o significado da expressão Gundú? Quando o quilombo teria sido destruído? Porque ele sobreviveu na forma de povoado com 80 casas? Para responder tais questões temos que recuar no tempo, reportando-nos a um documento mais antigo que o mapa do Capitão França. Trata-se de uma carta do Capitão Mor de Baependi, Thomé Rodrigues Nogueira do Ó , dirigida ao gove

Distrito do Palmital em Carmo da Cachoeira-MG.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. O importante Guia do Município de Carmo da Cachoeira , periódico de informações e instrumento de consulta de todos os cidadãos cachoeirenses, publicou um grupo de fotos onde mostra os principais pontos turísticos, culturais da cidade. Próxima imagem: O Porto dos Mendes de Nepomuceno e sua Capela. Imagem anterior: Prédio da Câmara Municipal de Varginha em 1920.

O livro da família Reis, coragem e trabalho.

A jude-nos a contar a história de Carmo da Cachoeira. Aproveite o espaço " comentários " para relatar algo sobre esta foto, histórias, fatos e curiosidades. Assim como casos, fatos e dados históricos referentes a nossa cidade e região. Próxima imagem: 24º Anuário Eclesiástico - Diocese da Campanha Imagem anterior: A fuga dos colonizadores da Capitania de S. Paulo

A origem do sobrenome da família Rattes

Fico inclinado a considerar duas possibilidades para a origem do sobrenome Rates ou Rattes : se toponímica, deriva da freguesia portuguesa de Rates, no concelho de Póvoa de Varzim; se antropomórfica, advém da palavra ratto (ou ratti , no plural), que em italiano e significa “rato”, designando agilidade e rapidez em heráldica. Parecendo certo que as referências mais remotas que se tem no Brasil apontam a Pedro de Rates Henequim e Manoel Antonio Rates . Na Europa antiga, de um modo geral, não existia o sobrenome (patronímico ou nome de família). Muitas pessoas eram conhecidas pelo seu nome associado à sua origem geográfica, seja o nome de sua cidade ou do seu feudo: Pedro de Rates, Juan de Toledo; Louis de Borgonha; John York, entre outros. No Brasil, imigrantes adotaram como patronímico o nome da região de origem. Por conta disso, concentrarei as pesquisas em Portugal, direção que me parece mais coerente com a história. Carmo da Cachoeira não é a única localidade cujo nome está vincul

A Paróquia Nª. Srª. do Carmo completa 155 anos.

O decreto de criação da Paróquia foi assinado pela Assembléia Legislativa Provincial no dia 3 de julho de 1857. Pela Lei nº 805 , a Capela foi elevada para Freguesia, pertencendo ao Município de Lavras do Funil e ficando suas atividades sob a responsabilidade dos Conselhos Paroquiais. O Primeiro prédio da Igreja foi construído em estilo barroco , em cujo altar celebraram 18 párocos . No ano de 1929, esse templo foi demolido, durante a administração do Cônego José Dias Machado . Padre Godinho , cachoeirense, nascido em 23 de janeiro de 1920, em sua obra " Todas as Montanhas são Azuis ", conta-nos: "Nasci em meio a montanhas e serras em uma aldeia que, ao tempo, levava o nome de arraial. (...) Nâo me sentia cidadão por não ser oriundo de cidade. A montanha é velha guardiã de mistérios. Os dias eram vazios de qualquer acontecimento." Ao se referir ao Templo físico dizia: "Minha mãe cuidava do jardim pensando em colher o melhor para os altares da Matriz

O distrito de São Pedro de Rates em Guaçuí-ES..

Localizado no Estado do Espírito Santo . A sede do distrito é Guaçuí e sua história diz: “ ... procedentes de Minas Gerais, os desbravadores da região comandados pelo capitão-mor Manoel José Esteves Lima, ultrapassaram os contrafortes da serra do Caparão , de norte para sul e promoveram a instalação de uma povoação, às margens do rio do Veado, início do século XIX ”.

A família Faria no Sul de Minas Gerais.

Trecho da obra de Otávio J. Alvarenga : - TERRA DOS COQUEIROS (Reminiscências) - A família Faria tem aqui raiz mais afastada na pessoa do capitão Bento de Faria Neves , o velho. Era natural da Freguesia de São Miguel, termo de Bastos, do Arcebispado de Braga (Portugal). Filho de Antônio de Faria e de Maria da Mota. Casou-se com Ana Maria de Oliveira que era natural de São João del-Rei, e filha de Antônio Rodrigues do Prado e de Francisca Cordeiro de Lima. Levou esse casal à pia batismal, em Lavras , os seguintes filhos: - Maria Theresa de Faria, casada com José Ferreira de Brito; - Francisco José de Faria, a 21-9-1765; - Ana Jacinta de Faria, casada com Francisco Afonso da Rosa; - João de Faria, a 24-8-1767; - Amaro de Faria, a 24-6-1771; - Bento de Faria de Neves Júnior, a 27-3-1769; - Thereza Maria, casada com Francisco Pereira da Silva; e - Brígida, a 8-4-1776 (ou Brizida de Faria) (ou Brizida Angélica) , casada com Simão Martins Ferreira. B ento de Faria Neves Júnior , casou-se